Bolsonaro nega omissão sobre covid e acena à China após levantar dúvidas sobre origem do vírus

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na noite de ontem (5) que nunca se omitiu no combate à covid-19 e fez afagos à China, primeiro país a sofrer com a pandemia. "Eu sempre respeitei o vírus. Sempre desafiei a mídia a mostrar um áudio ou vídeo meu dizendo que era uma gripezinha", afirmou, em entrevista concedida no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

O presidente foi ao Rio à tarde para encontrar o governador Cláudio Castro (PSC) e antes de embarcar de volta para Brasília encontrou-se com Robson Nascimento de Oliveira, libertado após dois anos preso na Rússia. Ele foi para aquele país como motorista do jogador de futebol Fernando e acabou preso ao transportar, a pedido do patrão, um medicamento que é legal no Brasil e proibido na Rússia. Com a intervenção do governo brasileiro, Oliveira foi libertado no último domingo (2).

Claudio Castro recebe visita de Bolsonaro quatro dias após posse como governador do Rio

Em meio aos trabalhos da CPI da Covid, iniciados nesta semana no Senado, o presidente Jair Bolsonaro esteve no Rio nesta quarta-feira (5), para visitar o governador Cláudio Castro (PSC). Efetivado no cargo no último fim de semana, após o impeachment de Wilson Witzel (PSC), Castro é um dos poucos mandatários estaduais tidos como aliados do presidente.

Bolsonaro chegou ao Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo estadual, por volta das 16h35. Alguns vizinhos chegaram a bater panelas quando o comboio subiu a rua. Os dois tiveram uma reunião fechada à imprensa e não deram declarações na saída. Durante a pandemia, o ex-interino vem se equilibrando entre a lealdade ao presidente e a adoção de algumas medidas restritivas para o combate à pandemia. Em alguns momentos, contudo, foi criticado, como na vez em que deu uma festa de aniversário com aglomeração na região serrana do Rio.

Covid: Relator da CPI diz que Mandetta fez depoimento produtivo, “além da expectativa, recheado de informações”

O ex-ministro Luiz Carlos Mandetta foi o primeiro a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito Relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) classificou o depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta à comissão como "produtivo e além da expectativa". "Foi recheado de informações. Presença de Mandetta vai ajudar muito para que possamos aprofundar toda a investigação", disse Renan em coletiva à imprensa após o encerramento da sessão.

Ao lado de Mandetta, o relator afirmou ainda acreditar que o depoimento de Nelson Teich, segundo titular da Saúde no governo Bolsonaro, também será "além da expectativa". A oitiva de Teich foi remarcada para esta quarta-feira (5), após a mudança de data do depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

Alerj derruba autorização para o leilão da Cedae, mas governador desafia e diz que vai manter o pregão na Bolsa de São Paulo

Elizeu Pires

André Ceciliano denunciou ter recebido ameaças para tirar a matéria de pauta De nada adiantaram as pressões sobre os parlamentares. O decreto legislativo que suspende o leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), foi derrubado nesta quinta-feira (29), por 35 votos a 24, placar que deixou claro que o governador em exercício Claudio Castro, não tem força suficiente na Casa e que os telefonemas do senador Flavio Bolsonaro e do próprio governador só fizeram efeito mesmo sobre a bancada bolsonarista. O resultado representa também a derrota do líder do governo, o deputado Marcio Pacheco que, na sessão de ontem (28), chegou a discutir com o presidente André Ceciliano, que revelou ter recebido ameaças do governador para que o decreto fosse retirado de pauta.

Saúde atualiza cenário epidemiológico da pandemia no Brasil

Ministro citou tendência de redução de casos, recursos e protocolo

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, concedeu entrevista coletiva neste sábado (24) para atualização do cenário epidemiológico da pandemia de covid-19 no Brasil. Ao veículos de comunicação, ele citou que a pasta vem registrando, ao longo dos últimos dias, uma tendência de redução dos diagnósticos de infecção pelo novo coronavírus e, por consequência, uma diminuição na pressão sobre o sistema de saúde do país.

Deputado que queria ser ministro ameaça convocar greve se for aprovado projeto de lei que autoriza contratação de médicos estrangeiros

Elizeu Pires

Está soando como vingança por ter sido preterido pelo presidente Jair Bolsonaro para o cargo de ministro da Saúde uma manifestação do deputado Luiz Antonio Teixeira Junior, o Dr Luizinho (foto), no seu perfil no Instagran, no qual o parlamentar externou indignação com um projeto de lei que foi protocolado na Câmara dos Deputados, autorizando a contratação de médicos de outros países para trabalhar no combate ao coronavírus no Brasil.

Repasse do Fundeb em 2021 será de R$ 179 bilhões

Decreto regulamenta procedimentos operacionais do fundo

O decreto foi anunciado nesta segunda-feira (22) pelo presidente Jair Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega/PR O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), deve divulgar, até o final de março, o cronograma de repasses dos recursos da União para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que em 2021 deve totalizar R$ 179 bilhões. A informação foi dada pelo ministro da Educação Milton Ribeiro, durante solenidade que marcou a assinatura, pelo presidente Jair Bolsonaro, do decreto que regulamenta os procedimentos operacionais do novo Fundeb.  "Até o final do mês de março, o MEC divulgará, por meio do FNDE, os valores por aluno do Fundeb e o cronograma de repasses dos recursos da União para o ano de 2021. Está previsto o repasse aproximado de R$ 179 bilhões por meio do Fundeb, dos quais R$ 19 bilhões referem-se à complementação da União", afirmou.

Governo do Rio quer comprar 5 milhões de doses de vacina

Custo para o estado pode chegar a R$ 300 milhões

O governo do estado do Rio quer comprar 5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. A autorização para a aquisição dos imunizantes foi dada sábado (13) pelo governador em exercício, Cláudio Castro (foto), permitindo o gasto de até R$ 300 milhões. O custo foi calculado com base no valor médio das vacinas que estão no mercado. Conforme o governo do estado, o valor total para a compra das vacinas será bancado pelo próprio executivo.