Apesar de vários inquéritos no MP, a Prefeitura de Silva Jardim faz segredo de suas contas, contratos e dos processos licitatórios

Fora do cargo desde março deste ano – renunciou para disputar um mandato de deputado estadual – o ex-prefeito de Silva Jardim, Anderson Alexandre, é alvo de ações judiciais e inquéritos no Ministério Público, por conta de denúncias de irregularidades em processos licitatórios e contratos firmados a partir de janeiro de 2013. Pelo que está no papel ele deixou o governo há cinco meses, mas a falta de transparência com os gastos públicos continua na gestão da prefeita Maria Dalva Silva do Nascimento. Quem busca, por exemplo, pelas edições de 2018 do boletim oficial do município no Portal da Transparência encontra apenas uma, a de número 470, datada de 20 de julho, postada quatro vezes. Também não existe nada sobre as licitações realizadas este ano, muito menos os contratos de prestação de serviços e fornecimento, assim como não há nenhum registro das despesas quitadas de 1º de janeiro até ontem (13).

De acordo com o Demonstrativo de Distribuição de Arrecadação do Banco do Brasil, tirando os repasses para o setor de saúde e eventuais recursos de convênios e emendas parlamentares, as transferências constitucionais recebidas este ano somam mais de R$35 milhões, mas isso também não está no site oficial do município. As transferências constitucionais deste ano foram chegaram a R$6.371.365,75 em janeiro; R$3.377.814,20 em fevereiro; R$2.294.297,69 em março; R$4.128.733,45 em abril; R$4.621.523,37 em maio; R$4.401.246,27 em junho; R$5.319.979,14 em julho e R$4.569.742,66 no mês passado.

Defesa de agressor diz que discurso de Bolsonaro motivou ataque

"Esse discurso de ódio do candidato é que desencadeou essa atitude extremada"

Os advogados que representam o agressor Adélio Bispo de Oliveira (foto) sustentam que a agressão de seu cliente ao candidato Jair Bolsonaro foi um ato solitário, movido pelo que classificaram de “discurso de ódio” do próprio candidato. Quatro advogados acompanharam Adélio na audiência de instrução com a juíza Patrícia Alencar, na Justiça Federal, na tarde de ontem (7), que determinou a transferência do criminoso para um presídio federal. "Esse discurso de ódio do candidato é que desencadeou essa atitude extremada do nosso cliente", disse o advogado Zanone Manoel de Oliveira Júnior. Um dos motivos, segundo a defesa, foi a referência pejorativa aos negros quilombolas, já que seu cliente se identifica como negro.

Pesquisa do IBGE mostra que desemprego cai para 12,3%, mas ainda abrange 12,9 milhões de brasileiros

A taxa de desemprego do país caiu 0,6 ponto percentual e fechou o trimestre encerrado em julho em 12,3%, comparativamente ao trimestre imediatamente anterior (12,9%). Ainda assim, o país ainda tem 12,9 milhões de pessoas desempregadas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando comparada ao trimestre maio-julho de 2017, quando a taxa de desocupação era de 12,8%, a redução na taxa de desemprego chegou a 0,5 ponto percentual. Mesmo com uma população desocupada de 12,9 milhões de pessoas, o número significa uma queda de 4,1% em relação ao trimestre fevereiro-abril, quando a população desempregada era de 13,4 milhões. Também é 3,4% menor do que quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, quando havia 13,3 milhões de desocupados.

A Pnad Contínua constatou a existência, no trimestre móvel encerrado em julho, de uma população subutilizada de 27,6 milhões de pessoas, uma taxa de subutilização de 24,5%, o que mostra estabilidade em relação ao trimestre fevereiro-abril de 2018, quando a taxa de subutilização era de 24,6% (27,5 milhões de pessoas). A taxa composta de subutilização da força de trabalho agrega os desempregados, os subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial. Em relação a igual trimestre do ano passado, no entanto, quando a subutilização estava em 26,6 milhões, este grupo cresceu 3,4%, um adicional de 913 mil pessoas subutilizadas.

Licitação dos cemitérios de N. Iguaçu pode gerar prejuízo ao vencedor

Contrato será de quase R$ 500 milhões, mas tem um porém: a anulação da concorrência anterior ainda está sendo questionada na Justiça pela empresa venceu o processo licitatório

A pressa é inimiga da perfeição, mas, ao que parece, gente com poder de mando na Prefeitura de Nova Iguaçu não sabe disso e  tentou levar adiante, a toque de caixa, uma licitação com valor estimado em cerca de R$ 500 milhões, mesmo com a fragilidade jurídica apontada por quem entende do assunto e vem acompanhado o caso desde a anulação de certame semelhante realizado no ano passado e que resultou numa batalha nos tribunais. O processo - que ainda não terminou - é, segundo alguns advogados, o responsável pela insegurança jurídica que ameaça a quem vencer a nova licitação, cujo edital está sendo questionado em vários pontos e que tomou por base um estudo técnico feito para a concorrência anterior, que acabou derrubada na Justiça.