Servidores revelam pressões para desmentir denúncias de corrupção em Casimiro de Abreu: funcionária diz que negociou “recuada”

Bruno, revela uma servidora, a teria ameaçado com uma comissão de inquérito administrativo que concluiria por sua demissão Acusado de improbidade administrativa e beneficiado com a rejeição da denúncia formulada contra si por seus pares, o vereador Bruno Miranda agora estaria retribuindo o favor saindo em defesa do presidente da Câmara Municipal de Casimiro de Abreu, Alessandro Macabu de Araújo, o Pezão. De acordo com novas gravações que surgiram na semana passada e deverão ser encaminhadas ao Ministério Público nos próximos dias, Bruno teria pressionado os servidores que entregaram uma carta lida em plenário no dia 11 de maio com denúncias contra Pezão, para esses redigirem um novo documento, retirando as denúncias.

Em uma das gravações a servidora Elsy Myrian Pantoja revela que Bruno a procurou e teria afirmado que se ela não fizesse uma nova declaração desmentindo a anterior (também gravada), na qual denuncia que devolvia parte do que recebia como ocupante de uma função gratificada, seria instalada um inquérito administrativo e ela seria exonerada, uma vez que é funcionária efetiva do Poder Legislativo. "O Bruno disse ou você grava um vídeo 'desdizendo' aquele negócio da devolução de dinheiro ou a gente abre uma comissão administrativa e você será exonerada", afirma Elsy.

Escândalo em Casimiro de Abreu: Pede para sair, Pezão!

As denúncias complicaram Alessandro Pezão Esquema devolução de parte dos salários a vereador não seria nenhuma novidade na Câmara

Os rumores do suposto esquema de corrupção montado na Câmara de Vereadores de Casimiro para devolução de parte dos salários dos assessores nomeados na Casa, agora sustentados por denúncias gravadas, não são nenhuma novidade e já existiam na gestão de João Medeiros como presidente do Legislativo. Durante a gestão de Medeiros, por exemplo, a criação de cargos e a concessão de gratificações sem critério, chegaram a ser denunciadas ao Ministério Público, mas na época nenhum nomeado, ao contrário de agora, confessou que devolvia dinheiro aos responsáveis por suas nomeações. Na época, João também foi acusado de nomear uma mulher sem registro na OAB para o cargo que exigia qualificação como advogado.

Mais lama na Câmara de Casimiro de Abreu

Nova confissão de devolução de dinheiro complica mais um vereador e deixa no ar que o esquema pode ser maior

      Depois do presidente da Câmara de Vereadores, Alessandro Macabu Araújo, o Pezão ter o nome envolvido em esquema de corrupção montado para tomar a maior parte dos salários pagos aos assessores, uma nova gravação sugere que a pouca vergonha vai além do já denunciado. Um ex-assessor do vereador Luiz Ribeiro da Silva Junior, o Juninho, gravou um depoimento no qual acusa o parlamentar de exigir o repasse de parte do que ele recebia na Câmara, inclusive o décimo-terceiro salário e um abono chamado de décimo-quarto. O clima na Casa Legislativa está quente, mas as denúncias sobre esse esquema não deverão ser apuradas por seus membros, ficando a sociedade na expectativa de ações por parte do Ministério Público.

Vereadores ignoram denúncias na Câmara de Casimiro de Abreu

Alessandro Pezão ficou em maus lençóis Servidores efetivos que pediram investigação de atos da presidência substituem carta e as confissões de assessores que devolveram dinheiro durante dois anos são ignoradas

“Alguém vai ter que morrer”.  A afirmação feita pelo vereador Adair Abreu de Souza, o Kinha, recentemente no plenário da Câmara de Casimiro de Abreu passou em branco. Seus pares não o interpelaram quando ele, ao microfone, falou que pedia a Deus para não aparecer uma gravação dele na Justiça, pois "alguém teria que morrer". Assim como se omitiram nesse caso, os membros do Legislativo local não deram a mínima importância a uma carta entregue por servidores que renunciaram as funções de confiança que ocupavam e denunciaram possíveis irregularidades atribuídas ao presidente da Casa, Alessandro Macabu, o Pezão. A carta acabou substituída por outra, mas as denúncias continuaram e em tom ainda mais grave, expressas em gravações de ocupantes de cargos comissionados confessando que nos últimos dois anos vinham devolvendo a maior parte do que recebiam, entregando o dinheiro ao chefe de gabinete da presidência, para esse repassar ao presidente. Apesar da firmeza dos assessores, os vereadores não deram um passo sequer no sentido de, pelo menos, tentarem esclarecer a situação. O que se fala nos corredores do poder é quem ninguém na Casa teria moral para apontar o dedo.

Professores ganham um canal para troca de experiências

. O espaço Mudando o Mundo é reservado para relatos de profissionais que mudam uma vida a partir das ações em sala de aula

Depois de passar por Casimiro de Abreu, no interior do estado do Rio de Janeiro, agora o projeto Muda Mundo oferece aos professores do ensino fundamental um canal para a troca de experiências. Com o novo site do projeto (www.mudamundo.com.br), os educadores têm a oportunidade de contar a sua história, compartilhar boas ideias e assim contribuir para um mundo melhor. O espaço “Mudando o Mundo” é reservado para relatos de professores que começaram a mudar o mundo a partir da sala de aula, além disso, o espaço também é destinado para aqueles que ainda buscam inspiração para mudar o mundo.

Corrupção abala a Câmara de Casimiro de Abreu

De acordo com depoimentos de dois assessores, a maior parte do salário era entregue a Jairo para ser repassada a Pezão Denúncia sobre esquema de devolução dos salários de assessores pode derrubar o presidente da Casa e afetar a estrutura do Legislativo

O presidente da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu, Alessandro Macabu Araújo, o Pezão (PSC), pode ser afastado do cargo, medida resultado de procedimento investigativo do Ministério Público, solicitado a partir de denúncias sobre um suposto esquema de corrupção montado para que a maior parte dos salários pagos a assessores do gabinete da presidência da Casa retornasse para o presidente. De acordo com depoimentos gravados, pelo menos 70% dos valores pagos a alguns assessores era devolvido ao chefe de gabinete de Pezão, Jairo Macabu. Segundo informações passadas na noite de ontem, o afastamento do presidente deverá ser pedido à Justiça para que as investigações não sejam prejudicadas. O clima verificado nos meios políticos da cidade nos últimos dias é de muita tensão e essa deu ontem lugar ao medo, pois passou a circular a informação de que algumas pessoas teriam sido ameaçadas de morte por conta das denúncias, mas nenhum registro policial nesse sentido havia sido feito até o fim do expediente de terça-feira.

Economia de papel higiênico em Rio das Ostras

Alcebíades Sabino não cortou onde prometeu Depois de programa social Sabino corta RioCard dos estudantes, mas mantém todos os secretários e subsecretários na folha de pagamento. Enquanto sobram nomeados em cargos comissionados

Jovens residentes em Rio das Ostras que estudam longe de casa e dependem do caro transporte público que atende a região tiveram na semana passada uma péssima notícia: o vale transporte foi suspenso pela Prefeitura e os seus cartões RioCard não serão mais recarregados. Alguns estudantes estão desde o fim do ano passado sem o benefício, mas foram informados na última sexta-feira de que a recarga não vai mais acontecer por causa da queda na receita. Essa é a segunda pancada que famílias que necessitam da ajuda do poder público recebem este mês em Rio nas Ostras. A primeira foi a suspensão do "Cartão do Bem", um programa de transferência de recursos que complementava a renda de famílias carentes.

Lei para afastar prefeito seria “moeda de troca”

Pezão foi pego em inconfidência Confissão de vereador mancha a história da Câmara de Casimiro de Abreu

“Nós não podemos deixar de votar essa lei. É a única moeda de troca que vamos ter com ele (o prefeito). É a única moeda de troca que nós temos”. Essas palavras saíram da boca do presidente da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu, Alessandro Macabu, o Pezão (PSC), durante conversa reservada com alguns membros da Casa momentos antes de ele por em pauta, em segunda votação, um projeto de lei considerado inconstitucional que se, aprovado, autorizaria o Poder Legislativo a afastar o prefeito por até 180 dias, mesmo sem uma comissão processante ou culpa comprada.

Municípios produtores de petróleo vão encostar ANP na parede

Walcyr Barroso foi convidado pela Ompetro para explicar a conta dos royalties aos prefeitos da Zona de Produção Principal Prefeitos querem explicações sobre critérios usados na distribuição dos royalties nos últimos meses

A prefeita de Campos, Rosinha Matheus (PR), saiu na frente e encaminhou uma série de questionamentos à Agência Nacional do Petróleo, responsável pelo rateio da compensação financeira pela exploração do petróleo aos municípios e das participações especiais. Já no próximo dia 2 o clima pode esquentar, pois  Walcyr Barroso, presidente da ANP, irá ao encontro dos prefeitos das cidades que formam a Zona de Produção Principal para explicar como estão sendo feitos os cálculos que definem o pagamento dos royalties e das participações especiais sobre a produção de petróleo, uma vez que mais que preocupados com as perdas, os gestores municipais estão intrigados com os percentuais diferenciados, pois enquanto algumas prefeituras sofrem perdas entre 60% e 80%, em média, outras perdem bem menos, como as de Maricá e Niterói, governadas por prefeitos eleitos pelo PT.

Magé e Guapimirim já perderam mais de R$ 6 milhões este ano

Oitenta por cento de todo o petróleo produzido no Brasil é extraído no estado do Rio de Janeiro, mas o rateio dos royalties, para a maioria das cidades, está cada vez menor As duas cidades integram - com Cachoeiras de Macacu e Silva Jardim - a Zona de Produção Secundária, que fica com 10% do rateio dos royalties do petróleo, enquanto a Zona de Produção Principal recebe 60% do volume e a Limítrofe 30%

Dos 92 municípios fluminenses 87 recebem mensalmente a compensação financeira da Petrobras pela exploração de petróleo no litoral do estado e a maior parte deles está demitindo funcionários nomeados em cargos de confiança e temporários, além de reduzirem os custos de manutenção da maquina administrativa. O aperto de cinto se deve a perda de receita ocasionada pela redução dos valores dos royalties repassados este ano, registrando queda de até 87% entre as 17 cidades localizadas na Zona de Produção Principal, que ficam com 60% do rateio feito pela Agência Nacional do Petróleo. Formada pelos municípios de Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Magé e Silva Jardim, a Zona de Produção Secundária tem registrado queda de 35% em média e a Zona Limítrofe, que reúne 66 municípios, apresenta uma redução de 50% nos repasses nos primeiros quatro meses de 2015 em comparação ao igual período no ano passado. Nesse quadrimestre, comparando os números de hoje com os do mesmo período em 2014, as perdas de Magé e Guapimirim somaram R$ 6,8 milhões e R$ 6,4 milhões respectivamente.