“Isso é perseguição política”

Essa é a reação de Rosinha sobre condenação por improbidade

Respondendo a várias ações judiciais e a inquéritos no Ministério Público Estadual, a prefeita de Campos, Rosinha Garo- tinho, está se sentindo vítima de perseguição política, confundindo ações judiciais com movimentos políticos. Pelo menos foi o que ela afirmou na cidade no final de semana, depois de tomar conhe- cimento de que fora condenada por improbidade administrativa, sentença da 14ª Vara de Fazenda Pública da capital do Tribunal de Justiça, proferida na última sexta-feira. Rosinha, que pegou cinco anos de inelegibilidade, tem nesse processo a companhia do atual secretário de Educação de Búzios, Claudio Mendonça, que respon- deu pela mesma pasta na gestão de Rosinha no governo estadual.

Condenação deixa Mirinho Braga inelegível

Ex-prefeito de Búzios foi condenado por improbidade

O juiz Marcelo Alberto Chaves Villas, da 2ª Vara da Comarca de Armação de Búzios, condenou o ex-prefeito Delmires de Oliveira Braga, o Mirinho Braga (PDT), por atos de improbidade administrativa em sua gestão. Segundo a sentença, Mirinho e o seu então chefe de gabinete, Carlos José Gonçalves dos Santos, perdem os direitos políticos pelos próximos oito anos e terão de pagar multa equivalente 100 vezes o valor do salário por eles recebidos em 2009 (início do processo), acrescidos de juros de 1% ao mês.

BR-493: licitação será homologada na próxima semana

Serão feitas pelas empresas Sobrenco, Concresolo e Ctesa

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), vai homologar, na próxima semana, o resultado da licitação para elaboração do projeto e execução das obras de duplicação da BR-493, que liga o município de Magé a Itaboraí, numa extensão de 25,5 quilômetros. O certame foi vencido pelo Consórcio Encalso, formado pelas empreiteiras Sobrenco, Concresolo e Ctesa. As obras deverão ser iniciadas no primeiro trimestre de 2014. A proposta vencedora atingiu o total de R$ 405 milhões.

Prefeito de Macaé tira VLT dos trilhos

“Projeto vai ter de recomeçar do zero”, diz Aluizio

O prefeito de Macaé, Aluizio dos Santos Junior apresentou ontem o resultado de uma auditoria no projeto de implantação do Veículo Leve Sobre Trilho, lançado no ano passado pelo ex-prefeito Riverton Mussi. Segundo Aluizio, “projeto nunca saiu do papel”. De acordo com o prefeito, as composições foram compradas antes que garantias financeiras fossem confirmadas pela Caixa Econômica Federal. Aluizio sustenta que o VLT foi inviabilizado pelo fato de a Prefeitura não ter construído nenhuma das dez estações previstas para o trecho de 23 quilômetros, bem como as centrais de controle e administração do VLT.

Magé vai anular contrato de R$ 19,8 milhões

Elizeu Pires

A empresa FFM Terra que faturou cerca de R$70 milhões na Prefeitura de Magé, sendo mais de R$40 milhões em dois contratos assinados em 2010 e em fevereiro deste ano, terá anulado o contrato de R$19,8 milhões, feito pelo ex-prefeito interino Anderson Cozzolino, o Dinho, apontado em denúncia encaminhada ao Ministério Público como “sócio informal”.

Contratos da FFM Terra são irregulares

Elizeu Pires

A empresa FFM Terra que faturou cerca de R$ 70 milhões na Prefeitura de Magé, sendo mais de R$ 40 milhões em apenas dois contratos firmados nesses dois últimos anos, jamais poderia ter contratos com o poder público com valores superiores a R$ 1 milhão. É que a legislação exige capital social de no mínimo 10% do valor do compromisso a ser assumido e, de acordo com o contrato social da empresa, o capital da FFM Terra é de apenas R$ 100 mil, valor três vezes menor do que a concorrente deixada de lado pela administração municipal na hora de contratar os serviços de locação de camimhões e máquinas.

Cercados por todos os lados

Moradores de Magé reclamam de “excesso de cobrança” por parte da Concessionária Rio-Teresópolis.

Com cerca de 280 mil habitantes, o município de Magé é uma ilha cercada de pedágios por todos os lados. Pelo menos é disso que reclamam os moradores de bairros como Citrolândia e Parque Bonevile, revoltados com o que chamam de excesso de pontos de cobrança operados pela Concessionária Rio-Teresópolis (CRT), formada pelas empresas a Construtora OAS, Carioca Christiani-Nielsen Engenharia, Strata Concessões (Grupo EIT) e Queiroz Galvão Participações e Concessões, consórcio que assumiu, em março de 1996, a administração de um trecho de 142 quilômetros da BR-116.

Camisetas caras demais

Documentos revelam que Secretaria de Educação de Nova Iguaçu poderia ter pago por uniformes menos da metade do que gastou

As camisetas dos uniformes escolares compradas pela Secretaria de Educação de Nova Iguaçu ao preço unitário de R$ 16,87 da empresa WQ Comercio de Material de Escritório e Serviços Ltda., que venceu uma licitação de mais de R$ 9 milhões, poderiam ter sido adquiridas por menos da metade do preço se a Prefeitura tivesse optado pela empresa Silk Fabril, que participou da concorrência e foi desclassificada. Pelo menos é o que revela uma tomada de preços a qual o elizeupires.com teve acesso. No documento o representante da Silk Fabril, Sergio Davico informa, no último dia 27 de junho, 18 meses após a compra feita pela secretaria, que poderia fornecer as camisetas por R$ 8,10 cada uma. O site teve acesso ainda a uma outra tomada de preços, na qual a empresa Grupo Art apresenta dois preços: R$ 6,30 (camiseta infantil) e R$ 7,60 (adulto). Oelizeupires.com teve acesso também a uma proposta da empresa Fortiori Camisetas, que apresentou preço unitário de R$ 6,50.