Acusação é de sumiço de processos, alteração de documentos e falsificação de assinaturas de juízes e promotores de justiça
Acusação é de sumiço de processos, alteração de documentos e falsificação de assinaturas de juízes e promotores de justiça
Vandro e Renato Cozzolino quase empatam na votação
Em 2014 mais de 90 mil votos locais foram para nomes de fora
Deputado foi multado em apenas R$ 5 mil
A lei é clara. Propaganda eleitoral só do período estipulado pela Justiça. Fora disso é uma ilegalidade, objeto de punição com multa. Porém, o deputado Renato Cozzolino Harb (foto) acabou se dando bem e vai desembolsar apenas R$ 5 mil por ter pego carona na publicidade da rede de colégios de sua família. O Ministério Público Eleitoral no Rio de Janeiro representou contra ele no Tribunal Regional Eleitoral e a decisão saiu no último dia 23. Para o MPE a associação do nome de Renato à educação demonstra o nítido propósito eleitoral do pré-candidato.
Questionamento é sobre o que uma ex-prefeita da cidade quer dizer quando fala em tomar a Prefeitura de Magé de volta em 2020
Na mira da Procuradoria Regional Eleitoral desde a divulgação de um vídeo em que sua tia, a ex-prefeita de Magé Núbia Cozzolino aparece afirmando que pagaria R$ 100 a quem organizasse uma reunião em apoio a ele, o deputado estadual Renato Cozzolino Harb (foto) vai responder agora por pegar carona propaganda da rede de colégios de sua família. O Ministério Público Eleitoral no Rio de Janeiro quer a condenação do parlamentar, que é pré-candidato a reeleição, por propaganda antecipada. De acordo com o MPE, Renato tem divulgado sua candidatura fora do período permitido pela legislação eleitoral por meio do Centro Educacional Cozzolino, dirigido pela mãe dele, ex-deputada estadual Jane Cozzolino.
Na representação encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral o MP Eleitoral relata que os moradores da cidade constataram um aumento expressivo de veículos particulares adesivados e banners pagos de transportes coletivos com a mensagem "EU ♥ centro educacional COZZOLINO", assim mesmo, com destaque para o sobrenome do parlamentar.
Procuradoria apura pagamento por reunião em favor de Cozzolino. Ex-prefeita foi flagrada prometendo dinheiro a quem organizasse para apoio ao deputado da família
"Essa técnica de marketing eleitoral, que combina a divulgação e implementação de políticas públicas com a imagem de algum agente público, é ilícito grave, porque viola dois princípios constitucionais da administração pública: a moralidade e a impessoalidade". A afirmação é parte da decisão do Juízo da 130º Zona Eleitoral que cancelou uma ação social que seria realizada no último sábado (7) no município de São Francisco de Itabapoana, no interior do estado, pelo entendimento de que a iniciativa estaria sendo usada, em tese, para beneficiar o deputado João Peixoto (PSDC), pré-candidato a reeleição. Porém, evento semelhante foi realizado duas vezes em Magé e em ambas o deputado Renato Cozzolino Harb (foto), 'pegou carona' e ainda divulgou vídeo nas redes sociais, gravações nas quais a ação é atribuída a um pedido dele.
No município de Magé a primeira a ação foi no dia e 22 de abril no ano passado, com estrutura montada em um campo de futebol, na localidade de Piabetá. Dias antes Renato Cozzolino Harb divulgou um vídeo convocando a população a comparecer, destacando que seriam doados 500 pares de óculos através do projeto Novo Olhar. A segunda edição aconteceu no início desde ano e o parlamentar – que é candidato a reeleição – esteve no local cumprimento as pessoas durante o atendimento e é apontado, também em vídeo, como o autor do pedido que tornou o evento possível.
Decisão foi tomada em julgamento de recurso no qual Núbia Cozzolino pedia anulação de audiência da qual ela fora retirada porque teria "se comportado mau".
O que seria uma audiência normal para colheita de depoimentos de testemunhas em um dos muitos processos aos quais a ex-prefeita de Magé, Núbia Cozzolino, responde, acabou em constrangimento para os presentes na sala de audiência. É que ela, segundo relata o juiz da 110ª Zona Eleitoral, Felipe Carvalho Gonçalves da Silva, não se portou de forma condizente, negou-se a sentar na cadeira destinada a parte ré, não se manteve em silêncio, riu durante o depoimento de uma testemunha e soltou um arroto. De acordo com o relato, isso aconteceu no dia 8 de março, mas só veio à tona ontem (14), com a colocação do magistrado em decisão interlocutória no processo 18-18.2018.6.19.0110, sobre pedido de suspeição apresentado pela defesa de Núbia em relação a ele, exatamente pelo ocorrido na audiência de 8 de março.
Na decisão de ontem o magistrado citou que “Núbia Cozzolino se negou a sentar no local destinado, quando foi admoestada verbalmente acerca de seu comportamento inadequado para o ato que se iniciaria” e que ela prosseguiu "com seu comportamento desrespeitoso". Então ele determinou que ela se retirasse da sala de audiências por não se comportar "de forma condizente com o bom andamento do ato".