Prefeito de Caxias diz que salário é prioridade, mas pagar que é bom…

Até agora o mês de outubro sói foi pago a 78% dos servidores da Educação. Nada para os demais setores

Washington tem sempre a mesma resposta. "Prioridade", e a mesma alegação, "crise" "Por determinação do prefeito Washington Reis, o pagamento dos funcionários tem sido tratado como a principal prioridade do governo municipal". A frase já virou resposta automática para os questionamentos sobre os atraso no pagamento ao servidores de Duque de Caxias, o município mais rico da Baixada Fluminense. Mas para os funcionários, isto "não corresponde a verdade", pois eles vêm sendo obrigados a trabalhar dois meses para receber um, e não há nenhum sinal de que haverá décimo terceiro este ano.

Zito pretende disputar mandato de vereador em Caxias

Ex-prefeito quer ser o puxador de legenda do PP

Aos 67 anos Zito quer recomeçar a vida pública por onde a iniciou em 1988. Segundo ele, seu partido vai priorizar candidaturas femininas - Foto: Estúdio B Três vezes prefeito de Duque de Caxias, tendo cumprido ainda mandatos de deputado e vereador, José Camilo dos Santos, o Zito, está pretendendo retornar às origens, voltando a Câmara de Vereadores. Em entrevista na noite de ontem (2) ao Estúdio B – Central de Entrevistas, ele revelou que é pré-candidato a vereador pelo PP, puxando uma legenda com o máximo possível de mulheres e candidatos mais jovens. "O ideal é renovar a composição do Legislativo. Quero lançar muitas candidaturas femininas, mas candidaturas de verdade, não apenas para preencher a cota", disse ele.

Prefeito de Caxias não se manifesta sobre datas de pagamento: servidores temem ficar sem 13º e os salários de novembro e dezembro

Washington atrasa os salários, mas não gosta de ser cobrado Até o início do expediente desta segunda-feira (2) apenas uma parte dos servidores da Secretaria de Educação tinham recebido o salário de outubro. Nos demais setores o último vencimento quitado é o de setembro, mas na Guarda Municipal tem gente que só recebeu até agosto e está em dificuldade. No conforto de seu gabinete o prefeito Washington Reis não se pronuncia. Sua assessoria limita-se a culpar o passado, apesar de as receitas terem aumentado bastante em relação a 2016, o último ano do prefeito Alexandre Cardoso, antecessor de Reis. O problema dos servidores ativos é o mesmo dos aposentados. Só que muitos dos inativos estão sofrendo com doenças e apelam para os empréstimos consignados para comprarem remédios de uso contínuo.

Duque de Caxias é o município mais rico da Baixada Fluminense e o único da região a atrasar os salários dos servidores ativos. Em São João de Meriti os atrasos são em relação aos aposentados e pensionistas, por conta do rombo deixado na previdência municipal pela gestão anterior, que também deixou folhas de pagamentos em aberto, problema que o prefeito João Ferreira Neto, Dr. João, espera resolver de uma só vez. "Colocamos dois terrenos da Prefeitura à venda. Estamos na fase de licitação. Vamos usar todo o dinheiro desta venda para acertar as contas com os aposentados", diz ele.

Apesar de ter o maior orçamento da Baixada prefeito de Caxias resolve comprometer receita futura com empréstimo de R$ 150 milhões

A Prefeitura vai ficar endividada por oito anos Quando, em março do ano passado, o prefeito Washington Reis enviou à Câmara um projeto de lei que o autorizava a fazer um empréstimo de R$ 100 milhões junto à Caixa Econômica, muitos vereadores reagiram e alguns dos que eram contra acabaram convencidos pelo governo a votar pela aprovação, e foi o que aconteceu, autorizando uma dívida a ser quitada em oito anos.

O empréstimo foi autorizado tendo a retenção de repasses do Fundo Municipal dos Municípios (FPM) e dos royalties pagos pela Agência Nacional do Petróleo como garantia. Agora, um ano e meio depois, Reis decide acrescentar mais R$ 50 milhões e a maioria dos vereadores concordou.

Servidores de Caxias deverão ficar sem 13º e o salário de outubro só foi pago até agora para parte da Educação. Nas demais secretarias nem isto

Washington Reis não paga os salários em dia e ainda se irrita com quem questiona Até o final do expediente de ontem (26), apenas 70% dos servidores do setor de Educação do município de Duque de Caxias, o mais rico da Baixada Fluminense, tinham recebido o mês de outubro e os servidores lotados nas demais secretarias não haviam sido informados ainda de quando irão receber, mas entre alguns eles já há pelo menos uma certeza: o décimo terceiro não deverá ser pago até o dia 20 de dezembro, prazo final legal estabelecido.

Os vencimentos de setembro foram quitados 45 dias depois do mês trabalhado e o atraso está atrapalhando a vida dos servidores. Os primeiros a receber são sempre os funcionários da Secretaria de Educação por causa dos repasses do Fundeb, mas ainda assim depois de até 10 dias após o 10º dia útil de cada mês.

A batalha dos números no mercado da ilusão política na Baixada: pesquisas de consumo interno inibem pré-candidaturas e afastam apoiadores

Para que entende da política como ela verdadeiramente é, "tem muita gente embarcada num balão sem furado" Ex-prefeito de Queimados, o deputado estadual Max Lemos sonha em governar Nova Iguaçu. Reside na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital fluminense, mas jura que mora na terra dos laranjais, como o território iguaçuano era conhecido antigamente. Porém, mesmo fazendo caminhadas como pré-candidato, ainda não tem domicílio eleitoral na cidade, e a razão de ele não ter transferido seu título de eleitor de Queimados para Nova Iguaçu, segundo gente que entende do riscado, está nas pesquisas para consumo interno, aquelas que os partidos usam para concluir se uma pré pode realmente ser chamada de candidatura no tempo certo.

A situação de Max Lemos – que tenta descolar sua imagem do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani e do ex-governador Sergio Cabral – é a mesma de outros nomes em cidades diferentes na região. "Os números das pesquisas classificadas de uso interno por seus números não poderem ser divulgados pelo fato de não serem registradas na Justiça Eleitoral, são muito importantes para uma tomada de decisão, mas também podem ser usados de forma errada, inclusive com manipulação de dados para convencer futuros apoiadores. No caso específico de Max ele dizia que em setembro faria uma dessas pesquisas e só assim decidiria pela transferência de domicílio. A tal consulta ele já fez, mas recentemente teria confidenciado a figurões do MDB que só se decidirá em janeiro, depois de uma nova pesquisa”, diz um influente político da região.

Caxias: pagamento de setembro saiu, mas para menos da metade dos aposentados, apesar de tratar-se da Prefeitura mais rica da Baixada

Washington Reis administra o maior orçamento da Baixada, mas não vem pagando os servidores em dia O prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, continua atrasando o pagamento dos salários dos servidores, embora o município seja o mais rico da Baixada Fluminense. Os vencimentos de setembro ainda não saíram para toda a categoria e até o final do expediente de ontem (19), segundo informações do próprio Instituto de Previdência dos Servidores Públicos (IPMDC), apenas de 47,02% dos aposentados e pensionistas tinham recebido os proventos referentes ao nono mês de 2019.

Os primeiros a serem pagos – por conta dos repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) – os servidores da rede municipal de ensino começaram a receber ontem o salário de outubro, quando foram pagos 3.580 funcionários da Secretaria de Educação, pouco mais de 60% do efetivo do setor.

Estado implanta Segurança Presente em Caxias

Programa funcionará com 149 agentes fixos

A base de  Caxias terá 149 agentes fixos e funcionará das 9h às 20h - Foto: Magá Jr  Depois de Nova Iguaçu chegou a vez do município de Duque de Caxias contar com o programa Segurança Presente. A base – instalada na Praça do Pacificador – foi inaugurada nesta quinta-feira (14) pelo governador Wilson Witzel. Segundo ele, ainda este mês, um novo núcleo entrará em operação na Barra da Tijuca, e em dezembro será a vez dos bairros de Vila Isabel e Grajaú. "Esta operação vai funcionar das 8h às 20h. Isso vai permitir que o comércio possa atuar com tranquilidade. A última base do programa foi instalada em Austin, em Nova Iguaçu. Esta é uma ação diferenciada", disse o governador.

Servidores de Caxias temem pelo futuro

As contas da previdência própria não estão disponíveis para o controle social e não há informações sobre a contribuição patronal e dos segurados

Os dias atuais tem sido difíceis para os servidores de Duque de Caxias, mesmo eles trabalhando no município mais rico da Baixada Fluminense. Os funcionários da Prefeitura precisam trabalhar dois meses para receber um e ainda não sabem se terão o décimo terceiro este ano. A maior preocupação, entretanto, é quanto ao instituto de previdência deles, o IPMDC, cuja situação financeira é desconhecida para a categoria, uma vez que os balancetes e os relatórios contábeis não estão disponíveis no site da instituição, e o último relatório de investimento encontrado refere-se ao quarto semestre de 2017. Além disto, o instituto está com Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) vencido desde o dia 26 de junho de 2016, segundo revela o Sistema de Informações dos Regimes Públicos de Previdência Social (Cadprev).

Prefeitura de Paty do Alferes escolhe pagar mais caro pelo serviço de iluminação pública contratando a mesma empresa de Caxias

Juninho Bernardes aumentou o faturamento da contratada em comparação ao gasto efetivo com o serviço em 2016 Que o município de Paty do Alferes recebe atualmente pelo menos cinco vezes mais dinheiro do que recebia de royalties do petróleo até a gestão passada todos por lá sabem. O que os mais antenados não entenderam até agora é o fato de a gestão do prefeito Eurico Pinheiro Bernardes Neto, o Juninho Bernardes, supostamente não adotar critérios mais rígidos no gasto dos recursos recebidos, percepção despertada pela escolha de uma empresa que apresentou proposta mais alta na licitação do serviço de iluminação pública daquela cidade do interior do estado do Rio de Janeiro. O questionamento é sobre a Concorrência Pública 006/2019 e já foi parar na Justiça. O que se quer saber é como a empresa Hashimoto Manutenção Elétrica e Comércio foi declarada vencedora do processo licitatório, mesmo cobrando R$ 875.903,76, quando uma concorrente se propôs a fazer por bem menos, aceitando receber R$ 632.636,00 por um ano de prestação do serviço.

Como matemática é uma ciência exata, e a diferença de preço para menos não pode ser ignorada em nenhum órgão público, os membros da Comissão Permanente de Licitação devem ter tido um grande motivo para desclassificar a empresa com melhor proposta e deixar de lado o princípio da economicidade. Para declarar a Hashimoto como vencedora, os encarregados das licitações na Prefeitura de Paty do Alferes inabilitaram a firma VitóriaLuz e mais uma concorrente. Agora, alegando que a administração municipal ignorou os princípios da impessoalidade, isonomia e da economicidade deixando a "vencedora" sozinha no certame, a VitóriaLuz impetrou mandado de segurança (confira aqui) com pedido de liminar para suspender o resultado do certame.