Servidores de Caxias temem pelo futuro

As contas da previdência própria não estão disponíveis para o controle social e não há informações sobre a contribuição patronal e dos segurados

Os dias atuais tem sido difíceis para os servidores de Duque de Caxias, mesmo eles trabalhando no município mais rico da Baixada Fluminense. Os funcionários da Prefeitura precisam trabalhar dois meses para receber um e ainda não sabem se terão o décimo terceiro este ano. A maior preocupação, entretanto, é quanto ao instituto de previdência deles, o IPMDC, cuja situação financeira é desconhecida para a categoria, uma vez que os balancetes e os relatórios contábeis não estão disponíveis no site da instituição, e o último relatório de investimento encontrado refere-se ao quarto semestre de 2017. Além disto, o instituto está com Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) vencido desde o dia 26 de junho de 2016, segundo revela o Sistema de Informações dos Regimes Públicos de Previdência Social (Cadprev).

Prefeitura de Paty do Alferes escolhe pagar mais caro pelo serviço de iluminação pública contratando a mesma empresa de Caxias

Juninho Bernardes aumentou o faturamento da contratada em comparação ao gasto efetivo com o serviço em 2016 Que o município de Paty do Alferes recebe atualmente pelo menos cinco vezes mais dinheiro do que recebia de royalties do petróleo até a gestão passada todos por lá sabem. O que os mais antenados não entenderam até agora é o fato de a gestão do prefeito Eurico Pinheiro Bernardes Neto, o Juninho Bernardes, supostamente não adotar critérios mais rígidos no gasto dos recursos recebidos, percepção despertada pela escolha de uma empresa que apresentou proposta mais alta na licitação do serviço de iluminação pública daquela cidade do interior do estado do Rio de Janeiro. O questionamento é sobre a Concorrência Pública 006/2019 e já foi parar na Justiça. O que se quer saber é como a empresa Hashimoto Manutenção Elétrica e Comércio foi declarada vencedora do processo licitatório, mesmo cobrando R$ 875.903,76, quando uma concorrente se propôs a fazer por bem menos, aceitando receber R$ 632.636,00 por um ano de prestação do serviço.

Como matemática é uma ciência exata, e a diferença de preço para menos não pode ser ignorada em nenhum órgão público, os membros da Comissão Permanente de Licitação devem ter tido um grande motivo para desclassificar a empresa com melhor proposta e deixar de lado o princípio da economicidade. Para declarar a Hashimoto como vencedora, os encarregados das licitações na Prefeitura de Paty do Alferes inabilitaram a firma VitóriaLuz e mais uma concorrente. Agora, alegando que a administração municipal ignorou os princípios da impessoalidade, isonomia e da economicidade deixando a "vencedora" sozinha no certame, a VitóriaLuz impetrou mandado de segurança (confira aqui) com pedido de liminar para suspender o resultado do certame.

Por uma questão de respeito aos mageenses, fora ele!

O cara parece que não tem espelho em casa. Sua imagem está mais queimada que carvão no fim do churrasco, mas ele se acha. O setor de saúde de sua cidade é o que mais recebe recursos federais na Baixada Fluminense, mas a coisa está feia por lá. Tanto que 40% dos procedimentos médicos feitos nas unidades de Piabetá - segundo estimativa da Secretaria Municipal de Saúde de Magé - contemplam moradores da cidade dele. Os servidores de lá, coitados, são obrigados a trabalhar dois meses para receber um, mas e dai? Quem se importa, né?

Os aposentados e pensionistas, por exemplo, só conseguiram receber os proventos de agosto no último dia 22, mas ainda assim o cara se acha o cara.

Presidente da Câmara de Magé deverá ser o candidato do governo

Rogério do Valle poderá ter o ex-vereador Miguelzinho da Climamp como companheiro de chapa

Uma chapa com Rogério e Miguelzinho, na avaliação de observadores locais, é causa de insônia para os possíveis adversários, inclusive para quem está vindo de fora O prefeito Rafael Santos de Souza, Rafael Tubarão, ainda não se pronunciou publicamente sobre a sucessão municipal, mas o assunto ganhou corpo esta semana. Ele só deverá anunciar o nome do escolhido para disputar sua sucessão em dezembro, mas hoje, pelo andar da carruagem e pela movimentação nos corredores do poder, a balança pende em favor do presidente da Câmara de Vereadores, Rogério do Valle, que ainda está no MDB, mas deverá deixar o partido se o grupo de Duque de Caxias que sonha em assumir o governo em Magé insistir no confronto considerado "desnecessário e infantil" por quem entende do riscado.

Prefeitura de Caxias compromete R$ 53 milhões com locação de máquinas, mas não revela a quantidade de equipamentos contratada

Na gestão do prefeito Washington Reis a Prefeitura de Duque de Caxias não tem presado muito pela transparência em seus contratos Contratada em fevereiro de 2017 para locar máquinas pesadas à Secretaria de Obras de Duque de Caxias, a empresa TGM Terraplanagem e Locações de Máquinas e Equipamentos terá faturado R$ 53,2 milhões dos cofres da municipalidade até o dia 22 de fevereiro de 2020 sem que esteja de forma clara nos contratos firmados o tamanho da frota locada, se as máquinas são próprias ou alugadas de terceiros pela firma.

A quantidade de equipamentos e hora trabalhada não está especificada em nenhuma das 22 cláusulas do contrato 01-003/2017 (confira aqui), firmado no dia 22 de fevereiro de 2017, com valor global de R$ 15.240.635,82. O documento – com validade de 12 meses – tem as assinaturas do secretário João Carlos Grilo Carletti pela Prefeitura e Renato da Silva Moreira representando a empresa.

Washington Reis não pensa mais que Magé é extensão de Caxias. Ele agora tem certeza: diz que o município virou bairro do seu

Aliados de primeira hora de Jorge Picciani, os irmãos Reis querem dominar o partido do ex-chefe e municípios da Baixada Fluminense É no município de Magé que moradores de Imbariê, Santa Lucia e Parada Angélica, localidades pertencentes a Duque de Caxias, vão buscar atendimento médico, pois na cidade mais rica da Baixada Fluminense uma simples consulta pediátrica pode demorar até três meses para acontecer, mesmo as mães tendo de madrugar nas filas do Hospital Municipal Ismélia da Silveira, mas o prefeito de lá se acha...

Washington Reis são sabe e conseguirá registrar uma candidatura a reeleição. Tem condenação criminal e por improbidade administrativa, não está conseguindo nem pagar os salários dos servidores em dia, mas a última "bolacha do pacote", o "rei da cocada", "dono e senhor da vontade do povo" acha que pode fazer o que bem entende na casa do outros, mesmo sem ter sido convidado a entrar.

Magé: campanha sai das reuniões fechadas para o corpo a corpo, com políticos de Caxias visitando feira, comércio e apertando mãos

Jane tem marcado presença nas ruas de fora de cidade nos fins de semana - Foto:Reprodução/rede social O direito de ir e vir é garantido a todo cidadão livre e ninguém pode impedir isto nem se pretende, mas no município de Magé o ir e vir de dois membros da Família Reis tem chamado a atenção de muitos, que vêem nisso a antecipação da campanha com vistas as eleições de 2020. O deputado estadual Rosenverg e sua irmã Janes Reis – pré-candidata da prefeita –  percorreram ruas do centro de Magé no sábado (19) e neste domingo (20) estiveram na feira de Piabetá.

Visitaram lojas, barracas e fizeram o tradicional aperto de mãos, o que nos períodos eleitorais é chamado de corpo a corpo. Por ser de Duque de Caxias, cidade governada pelo Reis mais "cascudo" em política, Washington, os manos, no entender de quem vê a dupla nas ruas, parecem ter pressa em se familiarizar com o território mageense, onde, por sinal, os caxienses menos favorecidos têm buscado atendimento médico nos últimos anos.

Depois do ‘puxão de orelha’ Caxias paga salário de setembro a parte dos servidores da Educação e o de agosto aos da área da Saúde

Quarenta e oito horas após a veiculação Em Caxias período trabalhado é pago dois meses depois, mas o prefeito da cidade se coloca como fosse o melhor gestor da Baixada Fluminense, a Prefeitura quitou o salário de setembro de parte dos servidores da rede municipal de ensino. Foi depositado o dinheiro referente aos vencimentos de menos da metade da categoria, contemplando funcionários que ganham até R$ 4.372,24 líquidos. Já os funcionários da Secretaria Municipal de Saúde tiveram concluído o pagamento dos vencimentos de agosto, mês pago ao pessoal da Educação somente no dia 8 de outubro.

Conforme o elizeupires.com já havia relevado, os  repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, em sua parte maior – o mínimo de 60% – são destinados a pagamento dos salários do pessoal do setor de ensino e não atrasam nunca, mas isto não vem garantindo pagamento no fim do mês, embora os números do Demonstrativo de Distribuição de Recursos do Banco do Brasil revelem que o volume de repasses constitucionais ao município tem aumentado a cada ano, principalmente os do Fundeb e do Fundo Nacional de Saúde.

Pelo custo da iluminação pública noite deveria virar dia em Caxias

Contratos e aditivos apontam comprometimento de mais de R$ 110 milhões com o serviço

Os contratos firmados com a Hashimoto têm valores altos - Foto: Banco de Dados No dia 6 de fevereiro de 2017 a Prefeitura de Duque de Caxias firmou um contrato de R$ 10,6 milhões com a empresa Hashimoto Manutenção Elétrica e Comércio, pela gestão do sistema de iluminação pública do município, por um período de 12 meses. No mesmo, ano, mais precisamente no dia 3 de novembro, foi assinado mais um, desta vez no valor total de R$ 19,6 milhões, contratação assim justificada: "promoção de melhorias nos equipamentos existentes no Parque de Iluminação Pública de Duque de Caxias, em razão de depreciação e obsolescência dos bens".

Em Caxias período trabalhado é pago dois meses depois, mas o prefeito da cidade se coloca como fosse o melhor gestor da Baixada Fluminense

Reis continua culpando as gestões anteriores pelos problemas que administração não resolve, mas está de olho nos quintais dos vizinhos - Foto:Divulgação/PMDC Os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, em sua parte maior – o mínimo de 60% – são destinados a pagamento dos salários do pessoal do setor de ensino e não atrasam nunca, mas em Duque de Caxias, município mais rico da Baixada Fluminense, isto não é garantia de pagamento no fim do mês. Considerados privilegiados por contarem com dinheiro assegurado pelo Fundeb, os professores caxienses, são obrigados a esperar dois meses para receber um. O do mês de agosto foi pago na última terça-feira (8/10).

Se os vencimentos dos servidores da rede municipal de ensino atrasam, imaginem os das outras categorias. Os aposentados e pensionistas, por exemplo, ainda não receberam, em sua totalidade, o décimo terceiro do ano passado. Até a última terça-feira o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Duque de Caxias havia pago o décimo terceiro salário da ano passado a menos de 70% do inativos.