Agroflorestas conquistam espaço no Noroeste Fluminense

Produtores do Noroeste Fluminense apostam na comercialização de cestas personalizadas (Foto: Aline Proença) Convênio garante investimento para fortalecer a produção orgânica da região

Atualmente, a Região Noroeste do estado tem quase sessenta produtores orgânicos e a boa notícia é que, em breve, o número de lavouras com esse perfil pode chegar a noventa. Um convênio entre a Fundação Banco do Brasil e a Associação Central dos Produtores de Leite em Pádua (ACEPROL) injetou R$ 200 mil no Sistema Agroflorestal por meio da compra de equipamentos e recursos para consultoria agrícola. A parceria, conquistada com apoio do Sebrae/RJ na elaboração do projeto que concorreu ao edital, vai beneficiar trinta propriedades rurais, onde serão implantados módulos do Sistema Agroflorestal (SAF), que promove a combinação entre agricultura, pecuária e floresta no mesmo espaço.

Noroeste Fluminense recupera áreas degradadas

Onde o solo apresenta sinais de degradação leve, os técnicos indicaram a construção de canais de contenção, projetados para o escorrimento gradual da água, como se fossem caminhos (Foto: Aline Proença) E lavouras crescem melhor após adoção de técnicas de conservação do solo

A região montanhosa é um dos principais fatores para o sucesso do café do Noroeste Fluminense, já que a altitude favorece o cultivo, mas o relevo elevado também traz desafios aos produtores. Quanto mais inclinado o terreno, maior é a chance de haver erosão, pois a chuva desce com rapidez e deforma o solo. Com incentivos do Programa Rio Rural, da secretaria estadual de Agricultura do Rio de Janeiro, produtores do município de Porciúncula estão investindo na adoção de práticas simples, econômicas e que dão destino produtivo para a água de chuva, evitando perdas no cultivo do café: as caixas secas e os canais de contenção.

Passada a euforia da eleição Macaé aperta o cinto

Aluizio reclama da crise financeira, mas teve mais de R$ 7 bilhões para gastar durante sua gestão Secretarias serão reduzidas à metade e 1.530 cargos comissionados

Depois das comemorações os cortes. Após passar o mês de outubro festejando a reeleição, o prefeito de Macaé, Aluizio dos Santos Júnior, afiou as facas e está cortando cargos e secretarias. Ele enviou um projeto de reforma administrativa enviado à Câmara de Vereadores que vai reduzir de 32 para 16 o número de secretarias e extinguir 1.530 cargos comissionados. Este será o segundo ajuste na máquina governamental: em 2015 a estrutura passou de 62 para 32 secretarias e autarquias, com uma redução de 123 cargos comissionados. A estimativa é de que a reforma gere uma economia de R$ 39 milhões por ano.

Chuvas aumentam lucro do leite no interior do estado

Sergio Pessanha e o filho Luis Felipe estão satisfeitos com os resultados do pastejo rotacionado (Foto: Aline Proença) No Norte Fluminense pecuaristas afirmam que custos de produção caíram pela metade

Com o aumento das chuvas no mês de outubro, a produtividade de leite começa a subir e os custos de produção diminuem bastante. Em Dores de Macabu, maior bacia leiteira de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, o corte nas despesas é de quase 50%. Isso tende a compensar a ligeira queda no preço pago ao produtor por litro durante o verão, quando o leite chega a ser vendido por R$ 1,40 às indústrias e cooperativas. O produtor Romeu Soares, da microbacia Rio da Prata, produz 450 litros por dia. Há mais de uma semana, ele está com o equipamento de irrigação desligado, o que significa uma economia de quase R$ 500 por mês, graças ao tempo chuvoso. “A água é a riqueza do produtor. Ficamos muito animados nessa época. Este ano está chovendo mais”, conta o pecuarista, que é beneficiário do Rio Rural, programa da Secretaria estadual de Agricultura.

União faz a força e gera renda no interior

Algumas famílias começaram a trabalhar em mutirão desde a década de 1950 e chegada do Programa Rio Rural, há uma década, renovou o ânimo (Fotos:Aline Proença) Ações com apoio do Rio Rural ajudam a preservar meio ambiente

No meio rural é comum que produtores trabalhem em sistema de mutirão. Plantar ou colher com o apoio de parceiros promove economia de despesas com mão de obra. Em Italva, no Noroeste Fluminense, essa integração na agricultura familiar tem se fortalecido. A disseminação dos projetos do Programa Rio Rural, com incentivos do Banco Mundial, está dinamizando a produção agrícola, aumentando o número de áreas cultivadas e melhorando a geração de renda das comunidades.

Procon flagra alimentos impróprios em Magé e Rio Bonito

Os agentes descartaram quase uma tonelada de alimentos impróprios para consumo (Foto:Divulgação/Procon) Flagrantes foram feitos em filiais das redes Economia, Supermarket e Tinoco

Uma condenação criminal por venda de produto impróprio ao consumo humano parece não ter sido suficiente para o empresário Válber Cesar Tinoco, dono da rede de Supermercados Tinoco, com sede em Silva Jardim. Esta semana fiscais do Procon encontraram na filial Rio Bonito 316 quilos de alimentos que não poderiam estar à venda. Na loja - localizada na Rua XV de Novembro, 210 - foram descartados 223 quilos de produtos vencidos, entre frios e cobertura de sabor morango. Entre os produtos sem especificação de prazo de validade, havia quatro quilos de aparas de frios; 23,6 quilos de linguiça de frango; 40 quilos de linguiça suína; 26 quilos de carré em manipulação direta pelo consumidor. Além disso, a gerência não apresentou aos fiscais o certificado do Corpo de Bombeiros, o livro de reclamações, nem o certificado de potabilidade da água consumida no estabelecimento. O flagrante foi feito na primeira ação da Operação Pé de Serra, com os agentes vistoriando também estabelecimentos localizados município de Magé, quando foram descartou 975 quilos de alimentos e 15 litros de bebidas.

Festa do morango começa hoje em Nova Friburgo

Nova Friburgo registra a maior produção de morango no estado (Fotos:Divulgação/Frutificar) Cidade serrana é a maior produtora do estado

Começa nesta quarta-feira e vai até domingo a 3ª Festa do Morango com Chocolate, evento promovido Praça Dermeval Barbosa Moreira, no centro da cidade, pela Associação dos Produtores de Morango de Nova Friburgo (Amorango). A festa é uma oportunidade para consumidores e turistas conhecerem melhor a qualidade da produção de morangos no município. No ano passado o evento atraiu cerca de 15 mil pessoas e registrou a venda quase cinco toneladas do fruto.

Produção de laranja aquece economia do Noroeste Fluminense

Carlos Roberto Marinho quer triplicar plantação de laranja a partir do ano que vem (Foto: Aline Proença) São José de Ubá, tradicional produtor de tomate, aposta na citricultura com apoio de programas estaduais

O município de São José de Ubá, no Noroeste Fluminense, conhecido como a “terra do tomate”, está se firmando como um novo pólo de produção de laranja, com safra anual média de 500 toneladas. A diversificação de cultivo é o resultado de investimentos promovidos por programas da Secretaria Estadual de Agricultura, como o Rio Rural e o Frutificar. O produtor Carlos Roberto Marinho, da microbacia Santa Maria, está na quarta colheita de laranja das variedades Folha Murcha, Natal e Valência, de sabor mais adocicado, tradicionalmente consumidas in natura.  “Pouca gente acreditava que daria certo esse plantio em Ubá. Estou satisfeito por ter acreditado”, revela.

Primavera aquece economia na Região Serrana

Os floricultores investiram na modernização do cultivo com ajuda do Programa Florescer Produtores apostam no crescimento nas vendas com o colorido da estação

A primavera chegou e como diria o poeta, é a estação mais democrática, pois não escolhe jardins. Para melhorar, a estação mais colorida do ano, promete florir a economia na Região Serrana Fluminense, onde os floricultores, confiantes na retomada das vendas no setor, investiram no plantio de cultivares com tonalidades mais vibrantes e maior durabilidade das plantas. O objetivo é aumentar a competitividade das flores produzidas no estado e atender melhor a demanda do mercado de decoração, espantando a crise. Incentivados pelo Programa Florescer, do governo estadual, eles investiram na modernização, substituindo estruturas de produção para favorecer a circulação de ar, luminosidade e a umidade nas estufas. Também adotaram práticas mais sustentáveis, como irrigação por gotejamento e compostagem, além de colaborem para o uso racional dos recursos hídricos da região e recuperação do solo.

Café do Noroeste Fluminense é promessa na Paraolimpíada

O café cultivado no Noroeste Fluminense ganhou lugar de destaque no mercado nacional (Foto:Divulgação) Regiões produtoras estão representadas na Casa Brasil, no Bouelvard Olímpico

Quando falamos em esporte, a palavra “superação” vem à mente, de forma quase automática. Ao pensamos em “Jogos Paralímpicos”, o conceito é ainda mais intenso. O café do Noroeste Fluminense também é um belo exemplo de como é possível vencer as dificuldades. A tradicional região produtora do estado do Rio atravessou uma grande crise no século 19, mas após investimentos em tecnologia e programas de apoio à agricultura familiar, se reinventou e, graças ao seu café gourmet, vem conquistando lugar de destaque na mesa carioca. Junto a outras nove regiões produtoras de seis estados, o Noroeste Fluminense está em exposição em um workshop sobre cafés especiais na Casa Brasil, instalada no Píer Mauá, no Boulevard Olímpico. Durante a Olimpíada e Paraolimpíada Rio 2016, 22 empresas têm espaço garantido para mostrar o tipo de café que produzem, suas características de sabor, além, é claro, de oferecerem degustação da bebida para os visitantes. Na próxima sexta-feira os produtores Márcio Vargas, do município de Varre-Sai, e Suhail Majzoub, de Porciúncula, ambos do Noroeste e beneficiários do Programa Rio Rural, participarão do evento. “Para nós, é algo único. Não adianta produzirmos café de excelência e não termos como dizer isso ao nosso público. Queremos mostrar ao Brasil e ao mundo porque a nossa região é tão produtiva e sustentável também”, afirma Márcio Vargas.