Processo que pode derrubar liminar que garantiu posse de Cozzolino deve ser julgado até o dia 13

● Elizeu Pires

Está pautado para entre esta sexta-feira (3) e o próximo dia 13 no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento do processo que pode resultar na derrubada da liminar que possibilitou a posse do prefeito de Magé, Renato Cozzolino Harb, que concorreu sub judice, por ter sido condenado a perda do mandato de deputado estadual e a oito anos de inelegibilidade pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, em maio de 2020. Trata-se de recurso impetrado pelo advogado Paulo Henrique Pinto de Mello, representando o partido Cidadania.

Liminar que garantiu posse de Cozzolino entra na fila para julgamento no STF e é grande a apreensão no Palácio Anchieta

● Elizeu Pires

Cozzolino teve a posse garantida por uma liminar milagrosa de Gilmar Mendes, batizada no meio jurídico de "vaca voadora" Uma fonte ligada ao poder em Magé revelou há pouco que tem sido grande o alvoroço nos gabinetes do Palácio Anchieta, sede da administração municipal. Segundo conta, gente do governo teria viajado às pressas para Brasília, e a correria se deveria a entrada em pauta do recurso que garantiu a posse do prefeito Renato Cozzolino Harb, aquele que resultou numa liminar denominada no meio jurídico de "vaca voadora", concedida pelo ministro Gilmar Mendes no dia 18 de dezembro, conforme foi noticiado na matéria Liminar de Gilmar Mendes salva Cozzolino antes do julgamento no TSE, que será iniciado daqui a pouco.

Guerra para assegurar eleição suplementar em Itatiaia começa esta semana com batalha jurídica contra liminar de Lewandowski

● Elizeu Pires

A decisão monocrática tomada pelo ministro Ricardo Lewandowisk no recurso extraordinário impetrado pelo ex-prefeito de Itatiaia, Eduardo Guedes, o Dudu, contra a eleição suplementar marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro para o dia 12 de setembro, pode cair e a data do pleito ainda poderá ser mantida.

Em busca de governabilidade, bolsonaro pode acabar com vice “traidor”, diz cientista político da FGV

Claudio Couto é cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas Em busca de governabilidade para um eventual segundo mandato, o presidente Jair Bolsonaro terá no nome do candidato à vice-presidência na chapa a principal escolha para a candidatura à reeleição, em 2022. A avaliação é do cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Cláudio Couto. Segundo ele, já que o atual vice-presidente Hamilton Mourão, novato na política, foi escanteado pelo governo, a procura por um perfil mais político poderia ajudar a conciliação a partir de 2023. Entretanto, ao buscar ampliar a governabilidade, Bolsonaro pode acabar com um futuro vice "traidor".De acordo com Couto, Mourão foi escolhido em 2018 por dar certa segurança ao chefe do Executivo, pois seria um vice que ninguém gostaria que assumisse. Mas, após três anos de governo e diversos atritos, Mourão está distante do presidente, que o classificou como um cunhado. "Você casa e tem que aturar", ironizou o presidente.Para 2022, Bolsonaro - que Couto avalia como fragilizado devido à queda da popularidade e seus movimentos de aliança com o Centrão - pode escolher um vice entre os integrantes da área mais fisiológica da política. "Se ele (Bolsonaro) escolher um vice de dentro da classe política mais estabelecida, o risco é de viver o que a Dilma (Rousseff) viveu com (Michel) Temer, de ter um vice que pode de alguma forma conspirar contra ele".Além da escolha do vice, outros fatores que devem influenciar na campanha de 2022 e na eventual governabilidade de Bolsonaro são as alianças políticas e por qual partido disputará as eleições.

(Com a Agência Estado)

Câmara aprova federação de partidos

Texto agora segue para sanção federal

A Câmara aprovou  a criação das federações partidárias, vista como uma tábua de salvação para as legendas pequenas. O projeto, de origem do Senado, foi aprovado 304 votos contra 119. A maioria dos partidos apoiou a medida com exceção do PSL, PSD, DEM e Novo. O texto segue agora para sanção presidencial e poderá valer já para as eleições de 2022, caso não haja vetos do presidente da República Jair Bolsonaro.

Nome novo na corrida eleitoral, empresário-médico tem convite de oito partidos para concorrer a deputado federal

Atuando há anos nos bastidores em campanhas eleitorais, o médico e empresário Henrique Paes (foto), deverá mesmo entrar na disputa de forma mais direta, concorrendo a deputado federal nas eleições de 2022, faltando apenas escolher a legenda e apresentar o nome em convenção.

Henrique confirma que tem convite de oito partidos, inclusive de duas legendas em conflito, PT e PSL. Os convites, afirma ele sem revelar por qual legenda deverá optar, vieram também do Podemos, Avante, PTB, PL, PDT e PRTB.

Eleição suplementar em Itatiaia: Dudu e membros de seu grupo firmam corrente contra o novo pleito para voltarem ao poder

● Elizeu Pires

A Prefeitura de Itatiaia é disputada na urna e no "tapetão" A 33 dias da eleição marcada para 12 de setembro pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, ainda tem político em Itatiaia, município do Sul Fluminense, torcendo para o pleito não acontecer. É o caso do ex-prefeito Eduardo Guedes, o Dudu, que mesmo com duas impugnações transitadas em julgado está brigando para assumir a Prefeitura, já que foi o candidato mais votado na eleição de 15 de novembro do ano passado e teve o registro indeferido em dois processos diferentes.

“Não são Forças Armadas nem presidente da República que decidem regra de eleição”, afirma o vice da Câmara dos Deputados

Marcelo Ramos: "E o presidente eleito pela maioria dos votos do povo brasileiro será empossado" O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), disse que o presidente Jair Bolsonaro e as Forças Armadas não têm o poder de definir como serão as eleições em 2022. Ramos disse que essa tarefa é do Congresso e garantiu que as eleições serão realizadas no ano que vem. Foi uma resposta aos ataques do presidente e do ministro da Defesa, Braga Netto, às urnas eletrônicas, e à ameaça feita por Bolsonaro de que não haverá eleições caso o voto impresso não seja retomado no País.

"Quero aqui, no exercício da Presidência, apenas registrar que haverá eleições no Brasil e que as eleições acontecerão nas regras definidas por esta Casa, porque não são nem as Forças Armadas nem o presidente da República que decidem as regras", afirmou.