Itaboraí é o novo eldorado para o grupo da Lytoranea

Com razão social diferente foram firmados seis contratos este ano por mais de R$18 milhões

Com a posse de Carlo Busatto Junior em janeiro de 2005, Itaguaí tornou-se um eldorado para a Construtora Lytoranea, que passou a deter os melhores contratos na Prefeitura. O volume foi tão grande que despertou em procuradores do Ministério Público Federal a suspeita de que Charlinho – como o prefeito é mais conhecido – seria uma espécie de sócio oculto da empresa. Agora o lugar dos bons negócios para o empresário Carlos Alberto de Souza Veiga é Itaboraí, onde já foram assinados este ano seis contratos, com valor total de R$18,9 milhões. No município governado por Sadinoel Oliveira (foto) o faturamento é feito através de outra razão social, a Santa Luzia Engenharia e Construções. O principal dono do negócio aparece como sócio de 15 empresas e uma delas, a ex-maior credora do município se Itaguaí, foi citada nas investigações da Operação Lava Jato, por ter sido subcontratada pela Odebrecht e dela ter recebido R$8,7 milhões, segundo o MPF, antes de iniciar os serviços que deveriam ser executados.

Dois condenados a prisão assumem prefeituras na Baixada

Washington Reis e Carlinho Foram receberam penas de prisão, mas serão empossados como prefeitos Lei da Ficha Limpa não barra eleitos nos municípios de Caxias e Itaguaí

Dos 13 prefeitos que serão empossados neste domingo na Baixada Fluminense dois tem penas de prisão a cumprir, resultado de condenações em instância superior, o que, pelo menos teoricamente, deveria lhes tirar os mandatos. Washington Reis (Duque de Caxias) foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a sete anos, dois meses e 15 dias em regime semiaberto por prática de crime ambiental e Carlo Busatto Junior, o Charlinho (Itaguaí) pegou 14 anos por fraude em licitação, corrupção passiva e associação criminosa. Busatto foi considerado culpado pela compra superfaturada de ambulâncias dentro do esquema de corrupção conhecido como "Máfia das Sanguessugas".

Cedae entrega mais obras na Baixada Fluminense

A Cedae ampliou o sistema de distribuição para três bairros de Seropédica e Itaguaí Intervenções beneficiam moradores de Seropédica e Itaguaí

Os moradores dos bairros São Miguel (em Seropédica), Vinte e seis de Dezembro e Mangueira (Itaguaí), terão mais água a partir deste sábado. A Companhia Estadual de Águas e Esgoto inaugurou as obras de ampliação do sistema de distribuição, que ganhou um novo de 200 milímetros de diâmetro com 2,6 mil metros de extensão, mais 3.312 metros de redes distribuidoras e mais 300 novas ligações prediais, em cada localidade. “Estes são mais alguns dos investimentos provenientes do caixa da Cedae. São R$ 3 milhões para São Miguel. Nos bairros de Itaguaí, foram aplicados cerca de R$ 500 mil”, disse o presidente da estatal, Jorge Briard.

MPF vai apurar ligação de agente federal com o poder em Itaguaí

A Ferrari do prefeito foi levada inicialmente para uma propriedade da irmão do agente da Polícia Federal Policial que investigou o prefeito afastado levou Ferrari para propriedade de irmã e teve dois irmãos nomeados no governo interino

O agente da Polícia Federal Alexandre José Aranha de Siqueira Lima vai ter de explicar ao Ministério Público Federal porque a Ferrari usada pelo prefeito de Itaguaí, Luciano Mota (sem partido) foi levada para um galpão de propriedade de sua irmã em vez de ficar acautelada na PF. A Ordem dos Advogados do Brasil resolveu cobrar a atuação do MPF nesse sentido, pois Aranha, que participou ativamente das ações da Polícia Federal na cidade durante as investigações sobre um grande esquema de fraude e desvio de dinheiro atribuído à gestão de Luciano, teve dois irmãos nomeados para o primeiro escalão do novo governo. O prefeito interino Weslei Pereira nomeou Carlos Alberto Aranha de Siqueira Lima para a Secretaria de Esportes e Luís Felipe Aranha de Siqueira Lima para a Secretaria de Governo, o que sugere, no entender de advogados, que o agente teria interesse no afastamento de Luciano Mota.

Salve-se quem puder em Itaguaí

Para algumas lideranças locais o Poder Legislativo também precisa ser passado a limpo Vereadores sob investigação também poderão ser afastados

O afastamento do prefeito Luciano Mota (sem partido), determinado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região na tarde de terça-feira, fez a ficha cair para um grupo de vereadores de Itaguaí e as últimas noites tem sido de insônia para alguns deles, pois agora foram despertados para uma realidade a cada dia mais próxima: a casa pode cair também para eles, já que o cerco formado pela Policia Federal, Ministério Público federal e estadual enquadra membros da Câmara Municipal, pelo menos em relação aos funcionários fantasmas nomeados a pedido de parlamentares em troca de sustentação na Casa. As autoridades já têm informações que o caro esquema de blindagem em torno do prefeito teria começado a ser montado logo no primeiro trimestre de 2013, quando toneladas de ração foram compradas pela Secretaria de Agricultura para alimentar porcos que sequer existiam.

Justiça acaba com a farra das contratações em Itaguaí

Justiça manda convocar aprovados no último concurso e realizar um novo processo seletivo em quatro meses

O prefeito de Itaguaí, Luciano Mota, tem prazo de seis meses para substituir por pessoal aprovado em concurso publico todos os servidores contratados temporariamente que estão ocupando cargos de provimento efetivo, os chamados de atividade fim. Para se ter uma ideia, mais de 90% do efetivo da Guarda Municipal é integrado por temporários e só nove agentes são efetivos. A decisão liminar foi tomada ontem pelo juiz Jansen Amadeu do Carmo Madeira, da 1ª Vara Cível, em ação de improbidade administrativa promovida pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (núcleo de Angra dos Reis) contra Luciano e o ex-prefeito, Carlos Busatto Junior, o “Charlinho”, devido a irregularidades constatadas na contratação temporária e nomeações irregulares entre os anos de 2010 e 2014.