Reprovados em concurso são os primeiros colocados em Japeri

Resultado de processo seletivo simplificado causa revolta e gera denúncias

O prefeito Carlos Moraes Costa (foto) tem apoio da ampla maioria na Câmara de Vereadores, onde não vem sendo questionado em nada até agora, mas mesmo assim o núcleo do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação em Japeri protocolou na Casa um pedido para que seja investigado todo o trâmite do processo seletivo simplificado realizado pela Prefeitura para preencher - com contratações temporárias - praticamente as mesmas vagas oferecidas em concurso público de ampla concorrência feito no ano passado, cujo resultado final vem sendo ignorado. Ao comparar a lista dos aprovados na seleção fechada com as listagens do certame aberto, a representação local do sindicato deparou com situações no mínimo estranhas, como, por exemplo, a de uma candidata reprovada no concurso para a função de agente administrativo, que ficou em primeiro lugar para Professor nível 1 (com habilitação em português) na seleção simplificada e o caso de um candidato que ficou na 213ª posição no concurso amplo para inspetor de aluno e foi aprovado para professor de português na 4ª colocação no simplificado.

Viagens de vereadores podem custar caro aos viajantes

Eventos realizados em regiões litorâneas no Norte e Nordeste sãos as atrações

Em fevereiro deste ano, ao custo de R$ 7.800 por cabeça, membros da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu viajaram a pretexto de participarem de um congresso realizado em destino turístico do Nordeste. Como eles também foram os membros da Câmara de Itatiaia e outras dezenas de parlamentares de cidades fluminenses. O real motivo da viagem vai ser alvo de investigação pelo Tribunal de Contas do Estado que – depois da prisão de cinco conselheiros – quer mostrar que as coisas mudaram e que não será dado mais nenhum jeitinho para aprovar as contas públicas, o que acabaria resultando em salvo conduto para maus gestores do dinheiro público. Representações também estão a caminho do Ministério Público e o que a sociedade espera é que os que costumam fazer turismo à custa do povo, sejam obrigados, no mínimo, a devolverem com a devida correção, os valores gastos nessas viagens.

Seleção simplificada em Japeri vai parar na Justiça

Processo de escolha teria privilegiado pessoas ligadas a gente do governo e a vereadores

Divulgado na última sexta-feira, com um atraso de quatro dias, o resultado do processo seletivo simplificado realizado pela Prefeitura de Japeri para preencher praticamente as mesmas vagas oferecidas em concurso público concluído em dezembro de 2016 para cargos de nível fundamental e médio, mais funções de nível superior na rede municipal de ensino, deverá ser questionado na Justiça por candidatos - que apesar de possuírem até doutorado -, ficaram de fora. No caso dos professores de português, por exemplo, os critérios adotados para a escolha foi a pontuação alcançada em “formação” e “experiência profissional”, mas até uma candidata com doutorado e capacitação para figurar na cabeça da lista, foi desclassificada. Além disso, foram oferecidas 50 vagas para está disciplina, mas da lista de seleção só constam 42 nomes. Tem mais: na seleção para as demais áreas há denúncias de escolha de cabos eleitorais e parentes de políticos com atuação na cidade. A Prefeitura ainda não se posicionou sobre o assunto e até ontem não havia postado no site oficial do município as listas com todos os aprovados.

Destino da grana do Fundeb é mistério em Belford Roxo

Isto é parte das dependências de uma escola da rede municipal de Belford Roxo. Professores dizem que tem coisa ainda pior. Isto não aconteceria se os recursos fossem aplicados corretamente Só em um único mês de 2013 o município recebeu mais de R$ 62 milhões

O mês de junho de 2013 foi de “burra cheia” para a Educação de Belford Roxo, uma cidade da Baixada Fluminense onde administração pública vem sendo marcada pelo desprezo e a falta de respeito com que os servidores e a população, de modo geral, vêm sendo tratados. Naquele mês os repasses do Fundeb chegaram a estratosfera, com o município - segundo os registros do Demonstrativo de Distribuição da Arrecadação do Banco do Brasil - recebendo R$ R$ 62.200.266,35. Em 2013, por conta da excepcionalidade dos créditos de junho, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação creditou mais de R$ 190 milhões em favor do município, que nos quatro anos da gestão do prefeito Adenildo Braulino dos Santos, o Dennis Dauttmam (foto) teve R$ 607 milhões em transferências do Fundeb, dinheiro suficiente para garantir os salários dos professores e a manutenção de boa parte das unidades de ensino da rede, escolas que hoje estão caindo aos pedaços.

Fundos municipais de previdência correm perigo

Empréstimos nem sempre são pagos dentro do prazo contratado

Em suas duas últimas passagens pela Prefeitura de Casimiro de Abreu Paulo Dames (foto) deixou que a direção do órgão previdenciário dos servidores fizesse aplicações indevidas no mercado financeiro e o resultado foi negativo para o Iprev-CA, que acumulou prejuízos confirmados depois pelo Tribunal de Contas. De volta ao governo, Dames encontrou o caixa do instituto cheio. São mais de R$ 140 milhões e já tem gente buzinando nos ouvidos dele: “Faça um empréstimo, pegue uns R$ 50 milhões e parcele em 120 meses”. Em Angra dos Reis isto já aconteceu. O prefeito Fernando Jordão, conseguiu autorização para usar até R$ 100 milhões dos R$ 600 milhões que o Angra Prev tem para garantir os proventos dos aposentados e pensionistas, se comprometendo a pagar mensalmente uma parcela, mais o repasse patronal e o desconto feito nos contracheques. Porém, os servidores que se sentiram aliviados com o uso dos recursos da previdência própria para pagar salários atrasados e o décimo terceiro, são os mesmos que temem pelo futuro: “E se o empréstimo não for pago?”.

Primeiro Fundeb de fevereiro soma R$ 17,8 milhões na Baixada

Total do mês para a região deve chegar a R$ 160 milhões

Creditados ontem (dia 7) os primeiros repasses do mês de fevereiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação para os municípios da Baixada Fluminense somaram R$ 17.819.790,95. Segundo as estimativas, o total do mês deverá ficar entre R$ 160 milhões e R$ 165 milhões, um pouco a baixo do total do mês de janeiro, que foi de R$ 170.182.111,63. O primeiro Fundeb de fevereiro representou para o município de Belford Roxo R$ 1.929.323,57 e R$ 4.045.753,40 para Duque de Caxias, enquanto Guapimirim recebeu ontem R$ 402.174,70 e Itaguaí R$ 1.152.645,49. O repasse para Japeri foi de R$ 779.773,40 e para Magé o crédito foi de R$ 1.827.890,33. O município de Mesquita recebeu R$ 692.864,21, Nilópolis R$ 579.110,24, Nova Iguaçu R$ 3.289.780,35, Paracambi R$ 289.181,84, Queimados R$ 750.550,78, São João de Meriti R$ 1.257.838,22 e Seropédica R$ 822.904,42. Os dados são do Demonstrativo de Distribuição da Arrecadação do Banco do Brasil. Embora a maioria dos prefeitos opte por usar apenas 60% do dinheiro do Fundeb para remunerar os professores, isto não é uma imposição da lei. A legislação diz que 60% são o mínimo e não o máximo e nada impede que os 40% da manutenção das redes municipais possam ser utilizados para completar a folha de pagamento.

`Beija-mão´ em Parcambi é na Secretaria de Governo

Marido manda mais que a prefeita eleita

A fisioterapeuta Lucimar Cristina da Silva Ferreira (PR) foi a única prefeita eleita na Baixada Fluminense nas últimas eleições e desde o dia 1 de janeiro “comanda”o município de Paracambi. Entretanto, segundo alguns membros do próprios governo, quem está dando as cartas por lá é o marido dela, o médico Flavio Campos Ferreira (foto), que mesmo enquadrado pela Lei da Ficha Limpa e impedido de disputar um cargo eletivo, foi nomeado secretário de Governo e vem atuando como prefeito de fato. O candidato era ele que - esgotados os recursos jurídicos - deixou a vaga majoritária do PR para Lucimar, que hoje, até para dar uma entrevista depende da presença dele. O poder de Flávio é percebido logo nos corredores da Prefeitura, externado pela “fila do beija-mão”. Nelas estão vereadores, colaboradores de campanha à espera de um emprego e fornecedores em potencial, além de credores do município, uma vez que o prefeito Tarciso Pessoa deixou pendências com várias empresas e também com os servidores. 

Baixada fecha janeiro com mais Fundeb e FPM: R$ 170 milhões

Entre as prefeituras da Baixada Fluminense a de Duque de Caxias é a que mais arrecada Uma receita de R$ 24 milhões a mais que o recebido em janeiro de 2016

Ainda é muito cedo para falar em recuperação de receita, mas os números de janeiro de 2017 em relação aos repasses do Fundeb e FPM para os 13 municípios que formam a Baixada Fluminense são maiores que os verificados em janeiro do ano passado. De acordo com dados do Demonstrativo de Distribuição da Arrecadação do Banco do Brasil, as prefeituras de Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaguaí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, São João de Meriti e Seropédica, receberam o total de R$ 170.182.111,63 entre 1 e 31 de janeiro deste ano.

Japeri vai esperar decisão judicial sobre concurso

E o prefeito afirma que não haverá aumento para os professores

O município de Japeri fechou o primeiro mês de 2017 com o total de R$ 5.183.694,68 em repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, R$ 2,5 milhões a mais que o valor da folha de pagamento do pessoal do setor, estimado em R$ 2,6 milhões. Mesmo assim o prefeito Carlos Moraes Costa (foto) afirma que não há como conceder aumento aos servidores e alega que a folha de pessoal da Educação consome 90% da receita do Fundeb. As declarações do prefeito estão no áudio de uma entrevista por ele concedida ao site Japeri News, na qual compara a situação dos professores locais com os da cidade vizinha, Paracambi, onde os profissionais de ensino recebem, em média, R$ 1.400 por mês contra os R$ 2.450 do menor salário na rede de Japeri.

Privatização da Cedae deve gerar efeito dominó nos municípios

Cidades como Magé poderão ter serviço próprio de abastecimento de água

Autossuficiente em água potável, Magé é refém da Cedae há varias décadas. Embora com ricos mananciais, o município tem vários bairros sem abastecimento regular e outros pelos quais sequer passa uma tubulação. A realidade poderia ser outra se os mageenses fossem abastecimentos por um serviço próprio, a exemplo do que ocorre há muitos anos com os Saaes (Serviços Autônomos de Água e Esgoto) implantados com sucesso no interior fluminense. O prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (PPS), ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas não será surpresa se ele vir a acenar com municipalização do serviço, medida que já vem sendo adotadas por vários municípios, inflada com a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos, que vai acontecer através de Parceria Público Privada (PPP).