Japeri sai na frente no décimo-terceiro salário

Na rica Nova Iguaçu Bornier está com problemas para fechar as contas, mas em Japeri, o "patinho feio" da Baixada Fluminense, Ivaldo Barbosa, o Timor vem dando uma de malabarista para não deixar a peteca cair O município mais pobre da Baixada Fluminense vai fechar o ano sem dever salário

Os servidores do município de Nova Iguaçu estão penando para ver a cor do dinheiro. Algumas categorias já acumulam dois meses de atraso e o décimo-terceiro deverá ficar mesmo para o próximo ano, mesma situação de Belford Roxo e São João de Meriti. Já em Japeri, cidade mais pobre da Baixada Fluminense, a segunda parcela da gratificação natalina foi paga nesta quinta-feira e, segundo informou o prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, os salários de novembro e dezembro estão garantidos. 

Magé e Japeri mantém salários em dia

Apesar da crise os prefeitos Rafael Tubarão e Timor tem conseguido honrar os compromissos Alguns municípios da região estão deixando os servidores em dificuldades 

Com acentuada perda de receita e sem nenhum repasse por parte do governo estadual que deixou de cumprir os convênios sociais, os municípios que formam a Baixada Fluminense estão mergulhados na crise, deixando, inclusive, de pagar os salários dos servidores. Os prefeitos de Belford Roxo e Japeri decretaram estado de calamidade financeira, mas o segundo tem mantido os salários em dia, embora o prefeito Ivaldo Barbosa Santos, o Timor venha contando centavos para garantir os serviços essenciais. A 86 quilômetros de Japeri, Magé também está com as finanças combalidas, mas os compromissos, aponta o prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão, estão sendo cumpridos, quando a crise tem provocado até corte no fornecimento de energia elétrica por falta de pagamento, como aconteceu recentemente com as prefeituras de Queimados e Itaguaí, que ficaram às escuras. Em algumas cidades há quem está desde julho sem receber.

Olhares atentos para Magé

Em 2012 uma mini câmera em forma de chaveiro foi apreendia dentro de uma seção eleitoral em Piabetá Município terá tropas federais amanhã e fiscalização do TRE está marcando em cima

Garantir eleições tranquilas e limpas é o propósito das autoridades. Em Magé, por exemplo, município que sempre foi visto como propriedade particular por um grupo político que governou por cerca de 20 anos e agora tenta voltar ao poder, a maior preocupação é com a captação ilícita de sufrágio, a popular compra de voto. Mas contra isso atentas equipes de fiscalização estão de olhos abertos. Nas eleições municipais de 2012 foi aprendida numa seção eleitoral de Piabetá uma mini câmera em forma de chaveiro, que estaria sendo usada para que o voto comprado pudesse ser comprovado ao comprador.

Treze candidatos a prefeito disputam sub judice na Baixada

Rogério Lisboa, Carlos Moraes Costa e Carlo Busatto estão entre os que dependem de decisão judicial E o Tribunal Superior Eleitoral informa que votos conferidos a candidatos com registro pendentes serão separados e anulados se o indeferimento dos registros for mantido em decisão judicial transitada em julgado

Treze candidatos a prefeito de seis municípios da Baixada Fluminense estão concorrendo sob efeito de recursos judiciais e, embora seus nomes e números estejam inseridos nas urnas, os votos a eles conferidos serão computados em separado se até o fim da noite deste sábado eles não tiverem revertido para “deferido” o status de “indeferido com recurso”. Nesta situação encontram-se Carlos Moraes Costa (PP) e José Alves do Espírito Santo, o Zé Ademar (PSDB), em Japeri; Deodalto José Ferreira DEM, Nielsen Bezerra (PSOL) e de Elizabeth Machado (Rede), em Belford Roxo; Fausto Teixeira (PSDB), Luciano Pereira (PRB), Miguel Stfefan (PMB), Oscar Goulart (PMN) e Antonio Heleno (PSC), em Seropedica; Carlo Busatto Junior, o Charlinho (PMDB), em Itaguaí; Rogério Lisboa (PR), em Nova Iguaçu e Ivan Romualdo (PMB) em Guapimirim. No caso de Carlos Moraes uma condenação por improbidade administrativa imposta pela Justiça Eleitoral complica ainda mais a situação dele que, já governou a cidade por duas vezes e desde as eleições de 2004 vem tentando recuperar o poder.

Suposto alvo de atentado em Japeri não é citado em pesquisa

O carro brindado usado pelo candidato do PRP foi alvejado por vários tiros no inicio da madrugada de sexta Ex-integrante do Bope é um dos oito concorrentes à Prefeitura local, mas não foi mencionado nem por 1% dos eleitores consultados na amostra registrada na Justiça Eleitoral

Na última sexta-feira, enquanto se encontrava na 63ª DP para falar sobre o suposto atentado político que teria sofrido no início da madrugada, em conversa com jornalistas o candidato do PRP a prefeito de Japeri, o policial militar Andre Luis de Oliveira Cristino, o Andrezinho, afirmou ter certeza que os tiros disparados contra o carro blindado no qual se encontrava indo para casa na companhia de um amigo (também policial) tinham a finalidade de o tirar da disputa, já que ele estaria crescendo nas pesquisas. Entretanto, a única consulta de intenção de votos registrada na Justiça Eleitoral foi realizada no dia 17 de setembro, divulgada dia 22 e os resultados apontaram que ele não foi citado nem por 1% dos eleitores entrevistados.

André Ceciliano lidera disputa em Japeri

Quarenta e cinco por cento dos eleitores ouvidos acham que André Ceciliano será o vencedor da disputa Deputado estadual abre oito pontos de vantagem sobre o segundo colocado

Se as eleições fossem hoje o deputado estadual André Ceciliano (PT) seria eleito prefeito em Japeri com oito pontos percentuais de vantagem sobre o ex-prefeito Carlos Moraes Costa, que concorre pelo PP à sucessão do prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, que está fora da disputa por ter sido reeleito em 2012 para o segundo mandato consecutivo. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto RM Mariath, André tem 36% da preferência dos eleitores e Carlos - que teve o registro de candidatura indeferido pela Justiça - 28%.  Registrada no sistema do Tribunal Superior Eleitoral com o numero RJ-06974/2016, a pesquisa ouviu 597 eleitores no dia 17 de setembro.

Impugnação de candidaturas confunde eleitor na Baixada

Carlos Moraes (Japeri), Charlinho (Itaguaí) e Deodalto (Belford Roxo) foram impugnados em primeira instância Japeri teve dois candidatos a prefeito com registro indeferido, Belford Roxo três e Seropédica cinco

“É à vera ou não é?” Isto é o que cabos eleitorais tem ouvido nas ruas de Japeri, município da Baixada Fluminense, em relação às candidaturas a prefeito de Carlos Moraes Costa (PP) e José Alves do Espírito Santo, o Zé Ademar (PSDB), que tiveram seus registros impugnados pelo juízo da 139ª Zona Eleitoral, junto com os seus respectivos vices, Cezar de Mello e Reginaldo de Souza Leão. Embora os candidatos que se encontrem na situação “indeferido com recurso” possam continuar em campanha e serem votados, os votos conferidos só serão validados se eles conseguirem reverter a situação em processo transitado em julgado, ou seja, quando não couber mais recurso judicial.

Dinheiro não é suficiente para limpar Macaé

Imagem como esta não pode ser vista numa cidade que tem um serviço de coleta de lixo tão caro quanto o de Macaé Descarte irregular de lixo compromete imagem da Capital Nacional do Petróleo

O prefeito que aumentou os gastos com a coleta de lixo e só não ampliou o valor ainda mais porque o Tribunal de Contas do Estado não deixou é o mesmo que não cobra da empresa contratada mais eficiência na prestação do serviço. O prefeito em questão é Aluizio dos Santos Júnior, o Dr. Aluizio, que desde que assumiu a Prefeitura de Macaé (em janeiro de 2013) já pagou mais de R$230 milhões a Limpatech, que vem tendo o contrato reajustados através de termos aditivos. Moradores reclamam que apesar de a Prefeitura pagar caro o serviço é prestado de forma precária e pontos de vários bairros tem sido transformado em lixeira. No bairro Lagomar, por exemplo, um terreno do município virou vazadouro de lixo, segundo alguns habitantes da localidade, por causa da deficiência da coleta.

E ele é um péssimo gestor público

Desde que Aluízio assumiu o governo o município de Macaé já arrecadou mais de R$ 7.5 bilhões Posição de Macaé em ranking nacional mostra que eficiência não é o forte de Aluizio

Os números oficiais afirmam que a cidade de Macaé, no Norte Fluminense, chamada de Capital Nacional do Petróleo, continua rica e que a crise não faz nem cócegas nas finanças do município, que de janeiro de 2013 a 31 de agosto deste ano teve uma receita consolidada de mais de R$ 7.5 milhões, muito dinheiro levando em conta que o universo populacional não chega a 250 mil moradores. Se há dinheiro está faltando competência administrativa e isso quem revela é o Ranking de Eficiência dos Municípios (REM), um estudo do jornal folha de São Paulo, feito a partir de dados coletados pelo instituto de pesquisa Datafolha em todos os 5.281 municípios brasileiros. A análise mostra que a rica cidade do interior, em termos de eficiência na gestão dos recursos públicos, perde feio até para municípios da região mais pobre do estado do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense.

MP contesta aumento para prefeito e vereadores de Vassouras

A Câmara de Vereadores não levou em conta a crise financeira que reduziu a receita do município Agentes políticos tiveram reajuste entre 50% e 233%

Uma iniciativa da Câmara Municipal de Vassouras fixando novos salários para os membros da Casa, o prefeito e o vice-prefeito da cidade a partir de janeiro está sendo contestada pelo Ministério Público, que ajuizou uma ação civil pública, com pedido de liminar, para tentar anular a medida. De acordo com a ação, o salário dos vereadores que se elegerão em outubro passará de R$ 3,7 mil para R$ 7,5 mil (aumento de 101,87%); o do prefeito de R$ 10 mil para R$ 15 mil (50%) e o vice-prefeito, que recebe hoje R$ 3 mil, vai ganhar R$ 10 mil, registrando um aumento de 233,33%. A Câmara também reajustou os vencimentos dos secretários de R$ 4,5 mil R$ 8,5 mil (aumento de 88,89%). A ação semelhante poderá ocorrer contra resolução igual aprovada pela Câmara de Japeri, município mais pobre da Baixada Fluminense. O processo foi aberto pelo núcleo local da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva.