Aulas em Belford Roxo só quando o prefeito pagar

Há mais de um mês tentando negociar uma solução, os profissionais de ensino decidiram pela greve (Foto: Ivan Teixeira) Se sentindo enganados pelo governo professores decidem por greve

Desde o início de janeiro tentando negociar com a administração municipal um calendário de pagamento dos salários atrasados e do décimo terceiro, os professores de Belford Roxo decidiram entrar em greve até que o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB), apresente uma solução. A decisão foi tomada em assembléia convocada para a manhã desta quinta-feira pela direção do núcleo local do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe). Na base do “é isto ou nada”, o prefeito impôs, por decreto, um calendário de pagamento que chega a ser uma afronta aos direitos do funcionalismo. Waguinho quer pagar os atrasados em 12 vezes, com parcelas iniciais de R$ 300.

MP quer “donos” do Ibasma devolvendo R$ 1,3 milhão

Valor corresponde a 1.621 dias de juros e correção sobre R$ 618. 688,05 recebidos por eles dos cofres da previdência dos servidores de Araruama de forma indevida, segundo entende o Ministério Público

De acordo o relatório de atualização monetária dos valores que segundo entendimento do Ministério Público teriam sido pagos de forma indevida a três servidores públicos do município de Araruama - dois deles ocupando atualmente cargos no primeiro escalão do governo -, se fossem condenados hoje os réus teriam de devolver aos cofres do instituto de previdência dos funcionários da Prefeitura, R$ 1.340.303,86. O montante é resultado da soma de juros e correção sobre o total de R$ 618.688,05 pagos em agosto de 2012 ao secretário de Fazenda, o fiscal de tributos de carreira, Naldir de Oliveira Mendonça, o hoje presidente do Ibasma, Valdemir Freire dos Santos e o ex-presidente do órgão, Péricles Nunes Marins. Os três tiveram as contas bloqueadas por decisão do juízo da 1ª Vara Cível de Araruama, uma medida preventiva que visa garantir a devolução do dinheiro caso os três sejam condenados na ação civil pública movida pela 1ª Promotoria de Tutela Coletiva (núcleo local) no processo nº 0011504-51.2014.8.19.0052.

Belford Roxo vai ter de explicar destino de recursos do Fundeb

Dennis Dauttmam saiu devendo dois meses e o décimo terceiro aos professores. Alegou que não tinha dinheiro, mesmo com os repasses do Fundeb. O sucessor, Waguinho, tem repetido a alegação Soma de novembro, dezembro e janeiro passa de R$ 36 milhões

Sucedido por Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB), Denis Dauttmam (PC do B) saiu da administração municipal de Belford Roxo no dia 31 de dezembro e deixou para trás vários salários atrasados e uma conta confusa. Os professores ficaram sem os vencimentos de novembro, dezembro e o décimo terceiro porque, segundo Dennis, não havia dinheiro em caixa, o que é desmentido pelos números do Demonstrativo de Distribuição da Arrecadação do Banco do Brasil, que revelam que os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação somaram R$ 12.006.238,83 em novembro e R$ 12.023.848,59 em dezembro, que se não foram usados para outra finalidade (o que é proibido por lei), deveriam ter sido encontrados nas contas pelo sucessor, que no mês de janeiro teve mais R$ 12.923.421,46 do Fundeb para gerir. Onde foram parar esses recursos? Os dois terão de explicar e é isso que está sendo questionado por uma representação encaminhada ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado.

Araruama tem “raposa” tomando conta de “galinheiro”

A Prefeitura de Araruama tem um histórico de gestores processados por improbidade administrativa pelo MP Presidente da previdência municipal e secretário de Fazenda tem contas bloqueadas por receberem dinheiro de forma indevida do órgão responsável pelos proventos dos servidores inativos. MP pede devolução de mais de R$ 600 mil

Fiscal de tributos de carreira, Naldir de Oliveira Mendonça é, desde o dia 1º de janeiro, o secretário de Fazenda do Município de Araruama. Nada demais não fosse ele réu em processo por improbidade administrativa ajuizado pelo Ministério Público, que o acusa de ter recebido, de forma indevida, o total de R$ 195.552,02, a título de diferença de salários. Além de Naldir a prefeita Lívia Belo, a Lívia de Chiquinho (PDT), nomeou outro encrencado com a Justiça pelo mesmo motivo, o assistente administrativo Valdemir Freire dos Santos (foto), que está presidindo o instituto de previdência dos servidores, o Ibasma, órgão que teve os cofres sangrados por tais pagamentos, com ele próprio sendo beneficiado, recebendo, também de forma indevida - como afirmou o MP na denúncia -, R$ 205.968,01. Naldir era assessor de controle interno do Ibasma quando tudo aconteceu e Valdemir diretor financeiro do órgão que era presidido por Péricles Nunes Marins, que se pagou, no mesmo esquema, com R$ 217.168,02. Os três estão com as contas bloqueadas pela Justiça, em decisão tomada no dia 23 de janeiro. Os pagamentos somam R$ 618.688.05 e a 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (núcleo local), está pedindo a devolução do valor recebido acrescido de juros e correção monetária.

Japeri vai esperar decisão judicial sobre concurso

E o prefeito afirma que não haverá aumento para os professores

O município de Japeri fechou o primeiro mês de 2017 com o total de R$ 5.183.694,68 em repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, R$ 2,5 milhões a mais que o valor da folha de pagamento do pessoal do setor, estimado em R$ 2,6 milhões. Mesmo assim o prefeito Carlos Moraes Costa (foto) afirma que não há como conceder aumento aos servidores e alega que a folha de pessoal da Educação consome 90% da receita do Fundeb. As declarações do prefeito estão no áudio de uma entrevista por ele concedida ao site Japeri News, na qual compara a situação dos professores locais com os da cidade vizinha, Paracambi, onde os profissionais de ensino recebem, em média, R$ 1.400 por mês contra os R$ 2.450 do menor salário na rede de Japeri.

Rombo na folha de Guapimirim ainda precisa ser esclarecido

Ex-prefeito deixou o cargo e suposta fraude em pagamento de pessoal ficou esquecida

Considerado o pior gestor da história de Guapimirim, Marcos Aurélio Dias deixou o cargo de prefeito no dia 31 de dezembro sem explicar porque o município, em sua administração, pagava até quatro vezes mais caro por servidores terceirizados, a razão de ter deixado alguns secretários mandarem mais do que ele e o fato de nunca ter tentado esclarecer ou tocado num assunto que correu solto nos corredores da Prefeitura nos dois primeiros anos de seu governo: uma suposta diferença de R$ 400 mil na folha. Este caso teria sido abafado e o possível responsável "aconselhado" a se demitir com a promessa de que receberia uma “indenização” de R$ 150 mil, que teria sido paga em seis parcelas de R$ 25 mil por um amigo do governo. Se o tempo de Marcos Aurélio no poder já passou, as tempestades não. A julgar pelo volume de documentos armazenados por pessoas descontentes, o futuro do ex-prefeito está sujeito a raios, relâmpagos e trovoadas.

Prefeito de Silva Jardim mantém empregado na presidência da Câmara

Roni foi reeleito para mais dois anos no comando da Casa

Mesmo com vários inquéritos no Ministério Público e ações judiciais nas quais é denunciado de prática de irregularidades - aridades, inclusive por fraudes em licitação - , prefeito de Silva Jardim, Anderson Alexandre, não sofreu nenhuma fiscalização por parte da Câmara de Vereadores e tudo indica que assim será pelo menos pelos próximos dois anos. É que Anderson conseguiu manter na presidência da Casa um empregado seu, o vereador reeleito Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre, que obedece também no Poder Legislativo no seu chefe na iniciativa privada. Roni foi reeleito hoje (1) por ampla maioria junto com os vereadores Jazimiel Batista Pimentel, o Miel (vice-presidente), Webster dos Santos Barcelos, o Binho (primeiro secretário)  e Gracil de Araújo (segundo-secretário). O único voto contrário partiu da estreante Ana Kelli Xavier (PR).

Prefeito de Magé defende investigação sobre pedágio do tráfico

Rafael Tubarão diz que não precisa pagar para entrar nos bairros da cidade

“Sou filho de Magé. Nasci, fui criado e vivo no município, por ande ano tranquilamente. Durante a campanha percorri todos os bairros sem pagar taxa alguma”. A afirmação é do prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (PPS), que foi surpreendido nesta quarta-feira com a notícia de que o nome dele teria sido citado por um suposto traficante de drogas, afirmando que teria sido pago um “pedágio” de R$ 9 mil para que ele pudesse entrar durante a campanha eleitoral nas comunidades Maringá, Saco, Lagoa e Fonte, localizadas no primeiro distrito de Magé. Rafael disse ainda que está à disposição das autoridades e que espera que as investigações se aprofundem, para que tudo possa ser esclarecido. “Estou muito tranquilo quanto a isso. Não sei por que meu nome surgiu nessa história. O que sei é que não paguei um centavo a ninguém para ter acesso a lugar algum”, completou.

Belford Roxo poderá ter nova eleição

MP impetra ação para cassar diploma do prefeito e do vice eleitos

Os deputados estaduais Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho e Marcio Canella (foto), prefeito e vice-prefeito eleitos em outubro no município de Belford Roxo, correm o risco de não esquentar as cadeiras por muito tempo. É que o Ministério Público ajuizou mais uma ação contra a dupla, por crime eleitoral. Desta vez a 152ª Promotoria Eleitoral acusa os dois de cometer irregularidades na arrecadação e nos gastos da campanha eleitoral, fazendo "vultosos gastos com propaganda antes de abrir uma conta bancária para essa finalidade. O MP cita na ação que no dia 3 de agosto fiscais do Tribunal Regional Eleitoral do Rio apreendeu "luxuoso material de propaganda dos candidatos", sendo que a conta de campanha só foi aberta nove dias depois. Se condenados prefeito e vice perdem o mandato e uma nova eleição será realizada sem a presença deles.

Nova Iguaçu prioriza fornecedores e prestadores de serviços

E deixa servidores sem a ceia de Natal

No dia 18 de novembro o prefeito Nelson Bornier (foto) anunciou que “apesar da crise” estava finalizando o pagamento de setembro aos servidores de todas as secretarias e iniciando a quitação da folha de outubro. Segundo o prefeito, os atrasos nos salários em Nova Iguaçu acontecem em consequência da queda nos repasses do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mas gente do próprio governo afirma que se Bornier priorizasse os salários as coisas poderiam estar melhor para o funcionalismo e pelo menos o salário de novembro e o décimo terceiro estariam garantidos. “O problema é que estão sendo priorizadas cinco empresas, que juntas já receberam mais de R$ 12 milhões de um total de cerca de R$ 30 milhões pagos a firmas que detém contratos com o município”, disse na noite de ontem ao elizeupires.com uma fonte ligada à Secretaria de Fazenda, revelando ainda, que mais pagamentos a pessoas jurídicas deverão ser feitos até o próximo dia 30.