Negócio em família pode derrubar prefeito

Segundo o MP, Genivaldo Cantarino - prefeito de Cardoso de Moreira - fez uma transação fraudulenta para beneficiar um irmão e a cunhada Governante comprou terreno da cunhada em transação fraudulenta e ontem a Justiça bloqueou os bens dele e de mais quatro

Os cerca de 13 mil moradores de Cardoso Moreira, pequena cidade do Norte Fluminense, foram surpreendidos ontem por um fato que já vinha sendo investigado há mais de um ano em segredo de Justiça: com a maior cara de pau do mundo, o prefeito Genivaldo Cantarino, o Gegê (PRB), usou o dinheiro do povo para beneficiar a cunhada e um irmão, comprando deles para o município uma área de 15 hectares, que, segundo foi apurado, não valeria nem a metade dos R$ 301.313,17 pagos pela Prefeitura, em transação realizada em novembro de 2013. Pior que isso: a área, denominada Sítio São José, não podia ser negociada, pois estava penhorada em cinco ações de execução propostas contra Nivaldo Cantarino, irmão do prefeito e verdadeiro dono. Em decisão anunciada ontem, o juiz Rodrigo Pinheiro Rebouças, titular da Comarca de Italva/Cardoso Moreira, decretou a indisponibilidade dos bens do prefeito e de todos os envolvidos no caso, estabeleceu um aporte de R$ 1,2 milhão para garantir o ressarcimento aos cofres públicos e determinou a quebra do sigilo fiscal para que a Receita Federal encaminhe cópia das declarações de imposto de renda de todos eles.

Escândalo do Grupo SIM condena ex-prefeitos do Norte Fluminense a devolverem mais de R$ 13 milhões aos cofres públicos

Eduardo e Rubem fizeram contratos irregulares e vão pagar por isso. Serão obrigados a ressarcir os cofres do município O chamado "Escândalo do Grupo Sim", denunciado há seis anos, envolvendo uma empresa de gestão fiscal de Minas Gerais, prefeitos do interior fluminense e até conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), que inclusive estão respondendo a processo na Justiça, resultou agora na condenação de dois ex-prefeitos de Carapebus, cidade do Norte Fluminense. Eduardo Nunes Cordeiro e Rubem Vicente terão de devolver, juntos, o total de R$ 13.743.904,77 aos cofres da municipalidade. A decisão foi tomada pelo TCE-RJ, que constatou irregularidades em contratos firmados de 1997 a 2008 com a empresa Sistemas de Informatização de Municípios (SIM). Os contratos tinham como objeto a prestação de serviços de assessoria e consultoria contábil e auditoria financeira, mas na verdade o Grupo SIM funcionava mesmo era limpando as fichas dos prefeitos e prefeituras junto ao Tribunal de Contas.

Segundo o conselheiro Julio Rabello, que atuou como relator do processo que resultou na condenação dos dois ex-prefeitos, não ficou comprovado que a empresa prestou os serviços para os quais fora contratada. De acordo com a corte de contas, as irregularidades foram constatadas em inspeção especial determinada pelo TCE-RJ na Prefeitura de Carapebus, em 2008, após o Grupo Sim - agora denominado Instituto de Gestão Fiscal - ter sido apontado pela Polícia Federal como envolvido em fraude para a liberação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Doações por livre e espontânea pressão

Anthony Garotinho parece estar vivendo o seu inferno astral Denúncia diz que ocupantes de cargos comissionados em campos eram pressionados a "doar" parte do salário para campanha eleitoral

Ainda atordoado com a derrota logo no primeiro turno em suas pretensões de governar o estado do Rio de Janeiro e já às voltas com vários processos na Justiça, o deputado Anthony Garotinho (PR) vai ter de explicar agora um suposto esquema de doações de recursos financeiros para a sua campanha eleitoral com a participação de ocupantes de cargos comissionados na Prefeitura de Campos, que teriam sido obrigados a "doar" parte do salário.  De acordo com a denúncia, que deverá ser encaminhada ao Ministério Público na próxima semana, alguns nomeados teriam doado até o salário de setembro inteiro e mais o de outubro, para fazer face as despesas, o que não será nada demais se ficar comprovados que as doações, se realmente aconteceram, tiverem acontecido de forma voluntária.

Uma boa ideia que vem do interior

Bancos terão de instalar biombos e câmeras nas agências de Conceição de Macabu para inibir "saidinhas"

As nefastas "saidinhas de banco", modalidade criminosa na qual bandidos escolhem suas vítimas nas saídas das agências bancárias, também assustam nas pequenas cidades do interior do estado do Rio de Janeiro e, de Conceição de Macabu, no norte fluminense, vem uma boa ideia: uma lei municipal determina que as instituições financeiras instalem biombos em suas agências, inibindo o acesso visual aos caixas. O projeto é de autoria da vereadora Izamirthes Farah (PMN). “Trata-se da instalação de biombos (divisórias) com no mínimo um metro e oitenta centímetros de altura, que isolem da visão dos demais, o cliente que estiver sendo atendido pelo caixa presencial. A regra também vale para os caixas automáticos”, explica ela.

Guapimirim na mira dos “forasteiros”

Políticos votados na cidade em 2010 não ajudaram em nada, mas estão se achando...

Com cerca de 40 mil eleitores aptos a votar este ano, o município de Guapimirim - pelo menos internamente nas legendas - já está sendo alvo de políticos de fora, de gente que só se lembra da cidade em período eleitoral, mas que agora se mostra apaixonada pelo lugar. Muitos desses são "importados” por vereadores, que se acham senhores da vontade dos eleitores locais. Nas eleições de 2010 Guapimirim tinha um universo de 34.820 votantes, 28.141 deles compareceram às urnas e os candidatos mais votados na cidade foram o hoje prefeito de Magé, Nestor Vidal (5.480 votos) e o empresário Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (6.126), ambos com alguma relação com o município. Passados quatro anos, Zelito se prepara para mais uma disputa por uma vaga na Alerj, mas, mais do que ser deputado, ele quer mesmo é suceder o prefeito Marcos Aurélio Dias, que, entretanto, deverá apoiar candidatos de fora para deputado federal e estadual.