Garotinho e Rosinha foram presos hoje no Rio

Agora são três ex-governadores fluminenses na prisão: Sergio Cabral, Garotinho e Rosinha Acusação agora vai além da Operação Chequinho

Dois ex-governadores do Rio de Janeiro foram presos na manhã desta quarta-feira em operação realizada pela Policia Federal em apoio ao Ministério Público de Campos. Anthony Garotinho e Rosinha Matheus foram levados para a sede da PF e os agentes prenderam outras seis pessoas. Eles são acusados de envolvimento em um suposto esquema de captação de recursos ilegais para as campanhas eleitorais, denunciado por um dos delatores da JBS, Ricardo Saud. O casal foi encontrado em um apartamento da Rua Senador Vergueiro, no Flamengo, bairro da Zona Sul da capital fluminense, onde mora. De acordo com o que foi apurado até agora, os presos integrariam uma organização criminosa montada para arrecadar recursos de forma ilícita com empresários com o objetivo de financiar campanhas eleitorais, inclusive com prática de extorsão. Entre os acusados está o presidente nacional do PR  Antônio Carlos Rodrigues, que teria intermediado repasse ilegal para a campanha do ex-governador em 2014. Rodrigues já foi Ministro dos Transportes.

TJ suspende efeitos da sessão que soltou deputados no Rio

Liminar foi concedida a pedido do Ministério Público

Em decisão liminar do desembargador Heleno Ribeiro Pereira Nunes em mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu, agora a pouco, os efeitos da sessão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizada na última sexta-feira (17), na qual determinou-se a soltura dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, presos no dia anterior pela Polícia Federal. O MP pediu a anulação da votação por desrespeito a uma ordem judicial que determinava a abertura das galerias do plenário para o público. A suspensão vale até o julgamento do mérito pelo Órgão Especial do TJRJ, em data ainda não marcada, quando se decidirá se a sessão será anulada ou não. De acordo com o MP, "ao impedir a entrada do público nas galerias da Alerj, o presidente em exercício da Casa, deputado Wagner Montes (PRB), e a Mesa Diretora não obedeceram aos princípios mais basilares do Estado Democrático de Direito, vedando o livre acesso de cidadãos fluminenses às galerias da Assembleia, de forma a camuflar a sessão pública".

Câmara de Nova Iguaçu vai homenagear com a maior honraria do município filho ilustre que se destacou na Justiça do Trabalho

Portador de vários títulos, medalhas e comendas, o iguaçuano Carlos Alberto Araujo Drummond (foto), desembargador aposentado da Justiça do Trabalho, vai receber a Medalha de Mérito Comendador Soares, a maior honraria do município de Nova Iguaçu. A entrega será feita às 19h da próxima quarta-feira (22), em sessão dirigida pelo presidente da Casa, Rogério Teixeira Junior, Juninho do Pneu. A homenagem foi proposta pelo vereador Maurício Moraes, através de decreto legislativo aprovado por unanimidade. A medalha foi instituída em 2000, com a finalidade de honrar personalidades iguaçuanas ou não, visitantes ilustres, autoridades, empresários e pessoas que se destacado nas artes, nas ciências, no esporte, na cultura em geral e no desenvolvimento da cidade de Nova Iguaçu. Carlos Alberto foi oficial da Polícia Militar, iniciou seus estudos no Colégio Leopoldo, em 1955. Formou-se em Direito em 1973 e deixou a PM em 1979, para ingressar na Justiça do Trabalho como juiz substituto, tendo atuado em várias varas nos estado do Espírito Santo e Rio de Janeiro. Só na 2ª Vara de Nova Iguaçu ele trabalhou por seis anos. Tornou-se desembargador e foi vice-presidente do TRT1º entre 2011 e 2013 e presidente de 2013 a 2015.

 

Alerj deve mandar soltar deputados até amanhã

Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo são acusados pelo MPF de integrarem um esquema de corrupção Picciani, Paulo Mello e Albertassi tiveram prisão decretada pelo TRF-2

Em sessão extraordinária que deverá ser marcada para amanhã, os membros da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro deverão deliberar sobre os mandados de prisão preventiva contra o presidente da Casa, Jorge Picciani e os deputados Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do PMDB, expedidos na tarde desta quinta-feira, por unanimidade, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). A reunião será convocada ainda hoje pela Mesa Diretora, que embora os parlamentares já tenham se apresentado à Polícia Federal, ainda não foi notificada da decisão da Justiça. Cinco desembargadores federais consideram que o dispositivo da Constituição estadual que estabelece que um parlamentar só pode ser preso em casos de flagrante ou crime inafiançável, não pode ser aplicado em favor dos três, já que o esquema de corrupção do qual Picciani, Melo e Albertassi são acusados de integrar, não teria parado de funcionar, o que caracterizaria o flagrante. A tendência, de acordo com uma fonte ligada a Alerj, é de que as ordens de prisão sejam derrubadas em plenário exatamente por conta deste dispositivo, pois a maioria dos parlamentares, inclusive alguns do bloco de oposição, entende que não há flagrante a sustentar os decretos de prisão.

MPF entende que organização criminosa retomaria o controle das contas se deputado Edson Albertassi fosse aprovado para o TCE

Abortada por uma liminar concedida ontem pelo desembargador Cherubin Schwartz Júnior, a escolha do deputado Edson Albertassi para ocupar uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro serviria para que a organização criminosa sustentada pela caixinha de propina da Fetranspor retomasse o controle das contas, interrompido após a prisão de seis dos sete conselheiros da Corte de Contas durante a Operação Quinto do Ouro, realizada em março. É o que dizem os procuradores da República responsáveis pela Operação Cadeia Velha, promovida na manhã desta terça-feira, na qual foram presos empresários e assessores da Assembleia Legislativa.  Os deputados Jorge Picciani e Paulo Melo, além de Albertassi, tiveram prisão decretada pela Justiça, mas apenas foram conduzidos para prestar depoimento na sede da Polícia Federal, pois a Constituição estadual estabelece que um parlamentar só pode ser detido em casos de flagrante de crime inafiançável ou com autorização da Alerj. De acordo com o MPF, Edson - que até então não tinha sido citado nas investigações sobre o sistema de corrupção - entrou no centro do escândalo a partir de sua indicação ao TCE. O parlamentar foi citado hoje como destinatário de propinas pagas por empresários de ônibus durante mais de um ano, mas ainda não se pronunciou sobre o assunto.

 

“Cadeia Velha” tira a ‘máscara’ de Albertassi

Preferido de Pezão para o TCE é um dos alvos de operação da PF junto com Picciani e Paulo Melo

Diácono da Assembleia de Deus do bairro Jardim das Américas, em Volta Redonda, o deputado estadual Edson Albertassi, até a manhã desta terça-feira, era visto como um político ficha limpa, um homem que não se envolvia em coisa errada, um verdadeiro exemplo a ser seguido, pelo fato de ter vindo de baixo – antes ganhava a vida como mascate – e ter galgado os degraus mais altos "a custa de muito trabalho e dedicação". Ele, que esperava como prêmio maior uma cadeira de conselheiro no Tribunal de Contas, está é prestes a ganhar uma vaga no sistema prisional: é um dos alvos da operação "Cadeia Velha", a mais importante ofensiva contra a corrupção no estado, promovida pela Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR-2) e a Polícia Federal.

Hemocentro do Noroeste será em Pádua

Banco de Sangue é resultado de uma parceria entre os governos municipal e estadual

Pelo menos doze municípios do interior fluminense serão beneficiados com a finalização de um Hemocentro definido para Santo Antônio de Pádua, cuja retomada foi definida entre o prefeito Josias Quintal e o secretário estadual de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Junior, com os moradores das cidades do Noroeste não mais precisando se deslocar para Campos para fazerem doação de sangue. A semana, na avaliação do governo, começou agitada na cidade, que além da ajuda de Luiz Antonio está contando com os secretários de Ciência e Tecnologia e do meio Ambiente, Gustavo Reis Ferreira, o Gustavo Tutuca e André Correa.

Morte chama atenção para gastos sem licitação em Seropédica

Contratos emergenciais eram alvos de ativista assassinado na cidade

Os tiros que ceifaram a vida do ativista político David Camilo de Oliveira – assassinado na madrugada da última sexta-feira (13), em Seropédica – silenciaram uma voz combativa e derrubaram um cidadão de bem, que vinha fazendo uma ação fiscalizadora contra a administração do prefeito Anabal de Souza (foto), questionando a falta de transparência nos gastos públicos e as seguidas dispensas de licitação que já comprometeram pelo menos R$ 15 milhões, mas não impedirão que denúncias sejam apuradas. Muito pelo contrário, pois uma verdadeira devassa deverá ser feita nos contratos emergenciais, principalmente nas despesas feitas com recursos destinados aos setores de Saúde e Educação. Até ontem a polícia não havia se pronunciado sobre possíveis suspeitos ou motivação, mas vários setores da sociedade organizada prometem acompanhar o caso de perto para que os responsáveis não fiquem impunes.

Ação contra fraude na merenda gera apreensão na Baixada

Segundo as investigações, além das fraudes nas licitações há casos em que o produto vendido não era entregue Esquema de licitações montadas e uso de 'laranjas' estão na mira das autoridades

Realizada na última sexta-feira pela Polícia Federal, em parceria com a Receita Federal, Controladoria-Geral da União e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, a Operação Inópia – que desmontou um cartel instalado em vários municípios fluminense na área de fornecimento de merenda escolar – está só na primeira fase. Na primeira foram cumpridos mandados de prisão temporária e 30 de busca e apreensão em endereços do Rio, Niterói e Duque de Caxias. Um dos prédios visitados é um condomínio na Barra da Tijuca, onde mora o empresário Antônio Carlos Monteiro, dono da Home Bread Indústria e Comércio, que vem sendo investigada há alguns anos pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pelo Ministério Público Federal. Em 2015 a Home Bread chegou a ser denunciada por supostas irregularidades no fornecimento em Mesquita, onde fora contratada na gestão do prefeito Gelsinho Guerreiro. A empresa, entretanto, não opera na administração do prefeito Jorge Miranda.