Ex-prefeito de Rio das Ostras pretende retornar à vida pública por onde começou, pela Câmara de Vereadores

Três vezes prefeito da cidade, Carlos Augusto Balthazar (foto) não vai concorrer ao quarto mandato. Ele confirmou ontem (28), que pretende retornar à vida política de Rio das Ostras por onde começou: vai disputar uma cadeira na Câmara de Vereadores, da qual, inclusive, foi presidente. Em contato com o elizeupires.com nesta sexta-feira ele revelou que vai trabalhar nos próximos dias para tentar unir a oposição.

"Nossa cidade está sofrendo as consequências de uma má-gestão. Vamos trabalhar para recolocar Rio das Ostras nos trilhos do desenvolvimento. Sou hoje pré-candidato a vereador e assumo o compromisso de somar as forças, reunindo os que estão preocupados com o estado de estagnação em que o município se encontra", afirmou.

Rio das Ostras: mesmo sem data definida para volta às aulas Prefeitura valida licitação de R$ 9,6 milhões para compra de uniformes escolares

Com 1.632 casos de contaminação pelo novo coronavirus e 70 mortes – segundo revela o boletim divulgado ontem (25) pela Secretaria Estadual de Saúde, o município de Rio das Ostras ainda não definiu a data para a retomada das aulas presenciais, mas já licitou a compra de R$ 9,6 milhões em uniformes para os alunos da rede. O fornecedor escolhido é a empresa Hawai 2010 Comercial, que consta como sediada na Travessa Jorge Soares 212, Centro, São Gonçalo.

No valor exato de R$ 9.648.973,04, a ata de registro de preços 012/2020, foi homologada  ema 15 de julho, oito dias antes de a Prefeitura divulgar uma nota oficial afirmando que ainda não tinha previsão para a volta às aulas.

Opção estranha: Prefeitura de Rio das Ostras cancela contrato licitado em novembro e opta por pagar mais caro pelo transbordo do lixo

Marcelino - que fez sete contratos emergenciais para serviços voltados para a limpeza urbana - já tinha ameaçado tirar a empresa vencedora da licitação do transbordo em fevereiro Desde o dia 30 de julho que a empresa Inova Ambiental não é mais a encarregada do transbordo do lixo retirado das ruas de Rio das Ostras por outra empresa, a Albanq Serviços de Locação de Equipamentos. É que depois de cinco meses ameaçando, o prefeito Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia (foto), cumpriu a promessa e cancelou o contrato da Inova, que vinha sendo apontada desde janeiro deste ano como responsável pelo excedente de lixo no aterro sanitário da cidade, embora só tenha assumido o serviço em novembro do ano passado, depois de ganhar uma licitação, substituindo no transbordo a Albanq, que, além da coleta, tinha um contrato emergencial para isso. Com a saída da Inova a Prefeitura chamou a firma que ficou em segundo lugar no pregão e vai pagar R$ 661.797.75 a mais pelo serviço.

De acordo com o termo de rescisão unilateral do contrato 194/2019, no valor global de R$ 5.373.996,85, a Inova Ambiental teria abandonado os serviços no dia 30 de julho, o que os responsáveis pela firma negam. O termo diz ainda que "o motivo da rescisão contratual deve-se ao fato da contratada descumprir com as suas obrigações contratuais, bem como irregularidades na execução dos serviços e prejuízos causados ao município", o que também é negado pela direção da empresa, que desde fevereiro vinha se queixando de dificuldades para receber pelo serviço prestado.

CPI das fake news chega ao fim em Rio das Ostras: relatório será apresentado amanhã e pode sobrar para o prefeito e membros do governo

Está marcada para amanhã (4), a leitura do relatório final da Comissão de Investigação instalada pela Câmara de Vereadores de Rio das Ostras para apurar o envolvimento do uso de setores da administração municipal e participação de membros do governo na distribuição de fake news contra adversários do prefeito Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia. Os ataques a críticos do governo foram denunciados em entrevista a uma emissora de rádio em abril deste ano pelo advogado Eneas Rangel, ele mesmo vítima do que passou a ser chamado de “Milícia Digital do Governo”. Além da comissão da Câmara de Vereadores, também foi apresentada denúncia na Delegacia de Crimes Digitais e feita uma representação ao Ministério Público.

Entre os convocados para prestar esclarecimentos na Câmara de Vereadores estão o prefeito e uma filha dele, Mayra Borba, além de vários membros do governo. A denúncia é de que perfis falsos teriam sido criados nas redes sociais com o uso de CPFs de pessoas falecidas. A comissão da Câmara foi formada a partir da colaboração e um servidor do município, que teria integrado a milícia digital.

Aumento de casos de covid-19 em Rio das Ostras leva MP a recomendar regras mais rígidas de isolamento social em Rio das Ostras e faz Macaé voltar com barreira

Entrar em Macaé voltou a ficar mais difícil: a fiscalização foi intensificada A  Vigilância Sanitária de Macaé voltou a operar com barreira na altura do Parque dos Tubos, na divisa com o município de Rio das Ostras. O motivo, segundo o prefeito Aluízio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio, está no aumento de casos de contaminação pelo novo coronavírus na cidade vizinha. Já o Ministério Público está recomendando ao prefeito Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia, que este determine imediatamente "a reversão ou o recrudescimento das medidas de isolamento social".

A recomendação partiu da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (núcleo Macaé). De acordo com o MP, "em duas semanas (período de 05/07 a 18/07), a situação epidemiológica do município de Rio das Ostras apresentou uma regressão contínua, passando da bandeira Amarelo 1 para a mais que preocupante faixa, a Laranja.

Filha do prefeito de Rio das Ostras confirma que recebeu auxilio emergencial de R$ 600 e decide devolver o dinheiro

Mayra disse que devolveu o dinheiro e que espera com isso ter "encerrado o assunto" Em vídeo divulgado ontem (13) em suas redes sociais a estudante Mayra Gurgel Borba, filha do prefeito de Rio das Ostras, Marcelino Carlos Dias Borba, o Marcelino da Farmácia, confirmou ter solicitado o auxilio emergencial pago pelo governo federal a desempregados ou pessoas que ficaram sem renda por conta da crise gerada pela pandemia do coronavírus.

Ela disse que seus pais não tinham conhecimento disso e que decidiu devolver hoje os R$ 600 recebidos. Mayra afirmou que solicitou o auxilio por achar que tinha direito a ele e que não pensou nas consequências que seu ato poderia causar. A estudante mora com os pais e considerando só os vencimentos de Marcelino, a família Borba tem uma renda líquida de R$ 16.218,18 mensais.

Nome da filha do prefeito de Rio das Ostras aparece na lista do auxílio emergencial: governante tem salário bruto de R$ 21 mil

O prefeito Marcelino da Farmácia tem vencimento bruto de R$ R$ 21.883,86 O prefeito de Rio das Ostras, Marcelino Carlos Dias Borba, o Marcelino da Farmácia, tem um salário bruto de R$ 21.883,86. Seu vencimento líquido do mês de junho foi de R$ 16.218,18, o mesmo dos meses de maio e abril, mas ainda assim uma filha dele, estudante de uma faculdade particular, aparece na lista do auxilio emergencial pago pelo governo federal a desempregados ou pessoas que ficaram sem renda por conta da crise gerada pela pandemia do coronavírus.

Mayra Gurgel Borba consta como beneficiária com uma parcela de R$ 600, disponibilizada em favor dela em abril.  Não dá para saber se ela sacou ou não o dinheiro, ou ainda se retirou ou devolveu a quantia, mas para constar entre os que tiveram o pagamento autorizado é necessário ter feito o cadastro e solicitado o auxilio, o qual, a julgar pela renda do pai, ela não parece necessitar.

Prefeito de Rio das Ostras demora três meses para criar auxílio emergencial para ambulantes, feirantes e artistas cadastrados

Marcelino só enviou o projeto para ser votado depois de pressão de dois meses de espera de uma resposta a uma consulta à Justiça considerada "desnecessária" por advogados e vereadores Aguardado desde abril, o projeto de lei que garante auxílio emergencial de R$ 500 aos feirantes, ambulantes e artistas cadastrados durante a pandemia do coronavírus só foi aprovado pela Câmara de Vereadores na última sexta-feira (2). Cobrado há três meses pela medida, o prefeito Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia, que alegou necessidade de fazer uma consulta à Justiça Eleitoral, porque entendia haver impedimento para instituir o benefício em ano de eleições. Ocorre que a legislação que proíbe a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios em ano eleitoral é a mesma que abre exceção nos casos de calamidade pública, situação vivida nos dias de hoje.

Sob pressão popular e de vereadores do bloco de oposição, o projeto de lei 50/2020 só foi enviado à Câmara na quinta-feira, tendo sido aprovado na noite seguinte pelos membros da Casa. De acordo com alguns vereadores, entre à consulta à Justiça e o envio da proposta para votação perdeu-se dois meses. Para esses vereadores a alegação de que seria necessário fazer a tal consulta teria sido  jeito encontrado pelo governo municipal para retardar o pagamento do auxílio.

Ex-prefeito de Rio das Ostras nega irregularidades no contrato firmado com fundação responsável pelo concurso público de 2012

Em relação à matéria Fundação recebeu R$ 6,9 milhões pelo concurso de Rio das Ostras: Prefeitura fez três pagamentos com dinheiro dos candidatos inscritos, veiculada na última quinta-feira (21), o ex-prefeito Carlos Augusto Balthazar (21) emitiu nota oficial na qual nega a existência de irregularidades no processo de contratação da instituição que ficou encarregada de realizar o concurso público de 2012, no qual foram oferecidas cerca de 3.500 vagas de preenchimento imediato.

Íntegra – "Inicialmente, afirmo aqui que não houve quaisquer irregularidades tanto na contratação da Fundação Trompowsky para realização do VI Concurso Público, quanto na execução em si do certame. Ao decidir pela contratação de uma Fundação umbilicalmente ligada ao Exército Brasileiro, levei em consideração a história de correção desta ilibada instituição. Obviamente, utilizei como fundamento para decidir os pareceres da Procuradoria Geral do Município e Secretaria Municipal de Controle Interno, além de vários pareceres técnicos das Secretarias Municipais de Administração e de Planejamento.

Fundação recebeu R$ 6,9 milhões pelo concurso de Rio das Ostras: Prefeitura fez três pagamentos com dinheiro dos candidatos inscritos

Os candidatos aprovados no concurso de 2012 fizeram várias manifestações pedindo para serem convocados Com mais de 100 mil candidatos inscritos e cerca de 3.500 aprovados dentro do número de vagas  de preenchimento imediato oferecidas no edital, o concurso público realizado pela Prefeitura de Rio das Ostras em 2012 foi o maior da história do município, tão grande em tamanho como em polêmica e denúncias de irregularidades. O certame rendeu em taxas de inscrição o total de R$ 7.687.616,05, dinheiro que foi recebido pela administração municipal, que depois efetuou quatro pagamentos à Fundação Roberto Trompowsky, encarregada de elaborar e aplicar as provas. A instituição recebeu exatamente R$ 6.918.854,45.

Os números do VI Concurso Público de Rio das Ostras estão no processo 0003101-79.2013.8.19.0068, uma ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público, na qual o juiz Henrique Assumpção Rodrigues, da 1ª Vara Local, condenou o ex-prefeito Carlos Augusto Balthazar  e a ex-secretária de Administração Rosemarie da Silva Souza Teixeira.