Dois ex-prefeitos de Cabo Frio e o atual terão que devolver mais de R$ 15 milhões aos cofres da Prefeitura

Alair Corrêa, José Bonifácio e Ivo Saldanha foram condenados juntos pelo Tribunal de Contas Cheio de problemas com a Justiça, uma condenação transitada em julgado e multas impostas pelos tribunais de contas do Estado e da União, o prefeito de Cabo Frio, Alair Corrêa, levou essa semana mais uma enquadrada do TCE-RJ: vai ter de devolver aos cofres da municipalidade 3.072.300,75 Ufir-RJ, exatos R$ 8.331.772,40 em valores de hoje. Esse valor é parte da soma de 5.834.423,11 Ufir-RJ (R$ 15.822.372,02 hoje), que terá de ser ressarcida pelo atual gestor e por dois ex-prefeitos - José Bonifácio Novelino e Ivo Saldanha - conforme decisão tomada pelo plenário da corte de contas do estado do Rio de Janeiro na sessão de anteontem.

 

Calote no TCE vai pesar no bolso de deputado

O deputado Washington Reis já foi enquadrado duas vezes este ano pelo Tribunal de Contas do Estado O ex-prefeito de Caxias pediu parcelamento, mas não honrou o compromisso

Condenado em 2012 a devolver aos cofres da Prefeitura de Duque de Caxias o que recebeu a mais em 2008 a título de subsídio, o deputado federal Washington Reis (PMDB), ex-prefeito do município, pediu ao Tribunal de Contas que o débito fosse parcelado em 30 vezes, com parcelas iguais, mas quitou apenas parte delas. Por conta disso o TCE o condenou agora a devolver, de uma só vez, o total de R$ 13.244,40 aos cofres municipais. De acordo com a corte de contas Reis recebeu, no exercício de 2008, subsídios que somaram R$ 333.136,80, quando o total não poderia ter ultrapassado, com base na legislação vigente, o limite de R$ 318.500,00.

TCE rejeita mais uma conta de Riverton Mussi

O tribunal detectou nas contas de Riverton a ausência de registros contábeis de despesas no valor de R$ 198.796.584,16 Ex-prefeito de Macaé deixou dívida de mais de R$ 11 milhões para exercício seguinte e um saldo bancário de mentirinha

Uma “maquiagem” de 669,48% no saldo bancário da Prefeitura de Macaé em 31 de dezembro de 2010 e várias outras irregularidades levaram o Tribunal de Conta do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) a reprovar as contas de gestão referentes ao exercício de 2010, segundo ano do segundo mandato do prefeito Riverton Mussi, que já é considerado “ficha suja” pela Justiça Eleitoral desde o pleito do ano passado, quando ele teve mais de 26 mil votos para deputado estadual e estes não foram computados. Segundo análise do órgão, o saldo da Prefeitura era de R$ 29.690.384,59, mas a contabilidade do governo apresentou um valor muito além da realidade (R$ 228.460.216,15) nos balanços financeiro e patrimonial.

TCE barra ampliação de presídio em Magé

As obras eram para ter começado em dezembro do ano passado, mas o edital caiu em exigência As obras de ampliação do Presídio Romeiro Neto, no município de Magé, programadas pela Secretaria Estadual de Obras, não vão começar tão cedo. É que o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) decidiu por manter o edital de concorrência adiado.  O prazo de execução das obras é de um ano, com custo estimado em R$ 4.455.786,21 e deveriam ter sido iniciadas em dezembro do ano passado. Em 2014 TCE determinou que a Secretaria de Obras encaminhasse diversas informações, o que não aconteceu.

Seguindo voto do conselheiro José Maurício de Lima Nolasco, o plenário da corte de contas manteve a suspensão até que o secretário José Iran Peixoto Júnior envie as informações. Pelo não atendimento, o Tribunal de Contas decidiu notificar o secretário para que cumpra as exigências, dentre as quais, justificar a composição do preço do Sistema de Tratamento de Esgoto, cujos valores totalizam R$ 185.862,55, como também encaminhar cópia da licença ambiental ou do termo de dispensa.

TCE manda vereadores de Paraty devolverem R$ 140 mil

Por terem recebido de forma indevida 13º salário e ajuda de custos cinco ex-vereadores e três vereadores de Paraty terão de devolver aos cofres da municipalidade públicos R$ 140.426,00. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) ao analisar as contas da Câmara Municipal referentes ao exercício de 2009. Segundo o TCE, o ex-presidente da Câmara, Deilimar Barros da Silva - que exerce mandato parlamentar - os ex-vereadores Izaque Merendas Cordeiro, Anderson Maia dos Santos, Anderson Rangel Antunes de Vasconcelos e os vereadores Benedito Crispim de Alcântara e Luciano de Oliveira Vidal arcarão solidariamente com a devolução de R$ 78.014,44 e o ex-presidente, sozinho, tem uma dívida de R$ 15.602,88, mesmo valor recebido indevidamente por cada um dos parlamentares condenados.

 

TCE inibe ação deliberada de um prefeito para `ferrar´ o outro

Washington e Zito foram condenados a ressarcir os cofres da Prefeitura de Caxias por pagamento de subvenção Tornou-se comum na Baixada Fluminense e no interior do estado do Rio de Janeiro a prática do “ferrar com o adversário” adotada por prefeitos em casos de pedidos de informações por parte do Tribunal de Contas do Estado sobre processos de pagamentos e contratos de uma gestão anterior. Visando dificultar a vida do antecessor o prefeito no exercício do mandato nada informa e em muitas situações alega até que o processo solicitado desapareceu. Essa prática, se não ficar comprovado que realmente a solicitação não pode ser atendida, o TCE multa os dois e quem caiu do galho essa semana foi o ex-prefeito de Duque de Caxias, José Camilo dos Santos, o Zito (PP), que deixou de encaminhar dados sobre um processo da gestão de Washington Reis (PMDB) e agora vai ter que dividir as responsabilidades com o seu antecessor.

Os dois foram condenados a ressarcirem os cofres da municipalidade em R$ 26.668,65, além de pagarem uma multa fixada em R$ 8.135,70. É que na gestão de Reis foi feito um repasse de R$ 10.500,00 à Associação de Ensino Jardelina Dantas e como não houve prestação de contas por parte da entidade e Zito não encaminhou à corte de contas as informações solicitadas sobre esse processo, ambos foram punidos pelo TCE. Segundo o Tribunal de Contas, o repasse, na forma de subvenção, teve como objetivo cobrir despesas dessa entidade com crianças carentes entre 2008 e 2009.

Quem está pagando a conta, prefeito?

O prefeito Helil Cardozo vai pagar multa e terá de explicar como definiu o valor do serviço TCE quer saber como limpeza está sendo feita em Itaboraí, já que o edital de licitação não foi concluído

Segundo a Comissão Permanente de Licitação da Prefeitura de Itaboraí o serviço de limpeza das vias públicas do município vai custar este ano, aos cofres da administração municipal, exatamente de R$ 19.066.593,72, R$ 1.588,881,81 - fora os cerca de R$ 30 milhões gastos com coleta de lixo, um dos recolhimentos de lixo mais caros do estado -, mas até hoje o edital de licitação para contratar a limpeza ainda não foi autorizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

TCE condena prefeito de Meriti por superfaturamento

O prefeito Sandro Matos pagou quase o dobro pelo quilo de peito de frango O prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos, foi condenado ontem pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), a devolver, com recursos próprios, R$ 78,2 mil aos cofres da Prefeitura, por ter comprado alimentos a preços superfaturados. O valor corresponde ao que foi pago a mais para a empresa Comércio e Indústria de Alimentos São Judas Tadeu Ltda., que, em 2009, recebeu R$ 318.815,76 para fornecer gêneros alimentícios para a Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo. Sandro ainda foi multado em R$ 8.135,70, segundo a corte de contas, “pela prática de ato antieconômico”.

Os técnicos do Tribunal de Contas constataram sobrepreço em vários itens. O quilo do peito de frango, por exemplo, na época custava R$ 3,94 no varejo, mas a Prefeitura pagou, no atacado, R$ 6,28.  Numa compra de 4,8 toneladas desse item o município teve prejuízo de R$ 11.232,00. Também foi verificado superfaturamento na compra de carne bovina: na época o quilo do patinho custava R$ 8,39 no varejo e numa compra de 7,2 toneladas a Prefeitura pagou R$ 10,24 por quilo, resultando em R$ 13.320,00 em prejuízo.

Prefeito e vice de Arraial do Cabo receberam 15 salários em 2012

O ano de 2012 foi mais longo para Andinho Ambos terão de devolver R$ 108 mil aos cofres do município

O ano de 2012 foi atípico para o prefeito de Arraial do Cabo, Wanderson Cardoso de Brito, o Andinho (PMDB) e seu vice, Reginaldo Mendes. Para eles, para efeito de recebimento de salário, o ano teve 15 meses e, juntos, embolsaram a mais, a título de subsídios, mais de R$ 100 mil além do que tinham direito. A constatação foi feita pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), que em sessão realizada hoje os condenou a devolver o excedente aos cofres do município.

TCE manda vereadores de Paraíba do Sul devolverem dinheiro

Em 2010 os membros dessa Casa andaram metendo os pés pelas mãos na hora de receberem seus subsídios Sete ex-membros da Casa também foram condenados a ressarcirem os cofres do município 

Em sessão plenária realizada ontem o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), condenou dois vereadores do município de Paraíba do Sul e sete ex-membros do Poder Legislativo local a devolverem aos cofres da municipalidade o que receberam a mais como subsídio. Serão recolhidos R$ 34.943,89, R$ 4.991,98 para cada um. Os cálculos são feitos com base na unidade fiscal do estado, a Ufir ((1.840,77). Segundo foi apurado pelo TCE, em 2010 eles receberam de forma irregular - também calculado em Ufir - R$ 4.688,99.