TCE rejeita pela segunda vez edital do lixo de São Gonçalo

O conselheiro Aloysio Neves apontou as regularidades e decretou as multas Com um sobrepreço de mais de R$ 16 milhões, o edital para contratação dos serviços de limpeza urbana no município de São Gonçalo foi mais uma vez rejeitado pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). A decisão foi tomada na sessão plenária de ontem que examinou a minuta encaminhada pelo prefeito Neilton Mulim da Costa. O plenário seguiu voto do conselheiro Aloysio Neves, que foi o relator do processo. Aloysio pontuou que o TCE-RJ não analisa minutas, mas somente editais formalizados.

Mulim foi condenado em outubro do ano passado por incorreções e superfaturamento em edital anterior destinado à contratação do mesmo serviço. Naquela oportunidade a corte de contas aplicou a multa máxima de R$ 119.323,60 e, também, multas diárias no valor de R$ 10.847,60, caso não fosse apresentado um novo edital com todas as correções. Agora o prefeito tem 30 dias para cumprir a decisão. Se não o fizer, terá que pagar as multas impostas, às quais vem recorrendo.

Números altos parecem atrapalhar o TCE

Charlinho não foi questionado pelo Tribunal de Contas Enquanto a Corte de Contas se debruça sobre gasto de cerca de R$ 3 milhões, despesa de R$ 14 milhões com o mesmo serviço não é fiscalizada 

A locação de automóveis para a Prefeitura de Itaguaí custou aos cofres da municipalidade em 2012, último ano de Carlo Busatto Junior, o Charlinho (PMDB) como prefeito, exatos R$ 14.064.662,05. Foram pagos R$ 8.779.407,50 a empresa Personalitee Aluguel de Veículos e R$ 5.284.854,55 foram recebidos pela Construtora Lytoranea.  A soma - muito dinheiro para ser gasto com esse serviço em apenas um ano em uma cidade do porte de Itaguaí - é mais que o dobro de um contrato de aluguel de automóveis firmado pela atual gestão no ano passado, sendo que dos R$ 7,1 milhões comprometidos com a locação de veículos, segundo dados da Prefeitura, foram efetivamente pagos até agora, quando o prefeito Luciano Mota (PSDB) está completando dois anos de mandato, cerca de R$ 3 milhões. Luciano está sendo investigado pelo Tribunal de Contas exatamente por esse contato, mas o TCE ainda não se pronunciou de nenhuma forma sobre os dois contratos no total de mais de R$ 49 milhões com o mesmo objeto, assinados por Charlinho com as empresas Personalitee e a Lytoranea.

TCE não se interessou por contratos suspeitos em Itaguaí

Charlinho fez dois contratos no total de R$ 49 milhões e Luciano Mota um de R$ 7,1 milhões para locação de carros, mas o gasto sete vezes maior não foi questionado Ex-prefeito comprometeu cerca de R$ 50 milhões com aluguel de carros,  mas o Tribunal de Contas optou por investigar um contrato sete vezes menor 

A corte de contas que expediu ofícios ao atual prefeito de Itaguaí exigindo explicações sobre um contrato para a locação de 185 veículos ao custo de R$ 7,1 milhões em um ano, é a mesma que deixou passar batido dois contratos firmados durante o governo anterior com a mesma finalidade, pelo total de cerca de R$ 50 milhões, sendo que em nenhum deles foi especificada a quantidade de veículos que comporiam a frota alugada. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) está marcando em cima a gestão do prefeito Luciano Mota (PSDB), mas, segundo gaba-se na cidade o antecessor, o ex-prefeito Carlo Busatto Junior, o Charlinho (PMDB), "isso não acontecia antes", com a corte fazendo apenas as inspeções de rotina no período de oito anos em que Busatto governou. Charlinho, que tem soltado fogos para comemorar as incursões que o TCE e a Polícia Federal tem feito na cidade, gastou com locação de veículos, só em 2012 - o último ano de sua administração - R$ 14.064.662,05, e não sofreu nenhum questionamento do tribunal sobre essa despesa.

TCE manda ex-prefeito de Guapimirim devolver R$ 623,4 mil

     Por irregularidades em contrato firmado com uma empreiteira em 2002 o ex-prefeito de Guapimirim. Ailton Rosa Vivas terá de ressarcir os cofres da Prefeitura em R$ 623.415,55. A condenação foi imposta pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) ao analisar a contratação da empresa Constrap Transportes Comércio e Pavimentação para implantar rede de águas pluviais em várias ruas da cidade. Além da devolução do dinheiro Ailton terá de pagar uma multa fixada em R$ 6.368,25.

     Relatado pelo conselheiro Julio Rabello, o processo aponta que o serviço contratado foi feito em apenas uma via. O relatório da auditoria diz que "o contrato analisado é impreciso e incompleto, não sendo possível identificar os locais exatos das ruas em que, de acordo com o processo licitatório, o serviço deveria ter sido realizado".

Tribunal de Justiça livra ex-secretário de governo de Japeri da acusação de ter mandado matar comerciante em 2012

     O ex-secretário de Governo de Japeri, Cláudio Vieira, está livre da acusação de ser um dos mandantes do assassinato do comerciante Andre da Silva Conceição, o Andrezinho, de 39 anos, crime ocorrido em 2012. Cláudio foi impronunciado em decisão do Tribunal de Justiça, que concluiu pela inexistência de indícios suficientes para manter a pronuncia feita em juízo de primeira instância contra ele. Claudio  foi acusado em investigação conduzida pela 63ª Delegacia Policial e chegou a ser preso preventivamente. O que se comenta na cidade é que Vieira e outras pessoas ligadas a administração municipal teriam sido denunciadas por questões políticas, uma vez que se tratava de período eleitoral e o prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, sobrinho do então secretário, liderava as pesquisas de intenção de votos contra o deputado estadual André Ceciliano e o ex-prefeito Carlos Moraes Costa, o que se confirmou depois com a reeleição de Timor com 41,79% dos votos válidos.

     Durante os três meses da campanha eleitoral de 2012 o município foi abalado por uma série de denúncias contra a administração municipal, sem que nada tivesse sido concluído como verdadeiro até agora, tendo inclusive as contas de gestão da Prefeitura referentes aos exercícios de 2012 e 2013 aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Rogério Lisboa pode enfrentar Felipe Bornier em 2016

O que se comenta nos bastidores é que o atual prefeito de Nova Iguaçu não disputaria a reeleição e lançaria o filho como sucessor

Os eleitos nas eleições gerais de outubro só serão diplomados no próximo dia 15 de dezembro, mas no município de Nova Iguaçu a campanha pela sucessão municipal já está sendo tocada nos bastidores, com o Partido da República (PR) saindo na frente. Hoje, o que se fala na cidade é sobre o lançamento, em 2016, do deputado estadual eleito Rogério Martins Lisboa para disputar a Prefeitura, com uma corrente com elos de todos os matizes, inclusive com membros do PT, os chamados órfãos do senador Lindberg Farias.

Nova Iguaçu terá de reduzir gastos com servidores

TCE constata déficit financeiro nas contas de 2013 e despesa com pessoal acima o limite fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal do segundo quadrimestre

Ao que parece os dez anos passados longe da Prefeitura fizeram o prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier (PMDB), perder a mão. É isso que sugerem os alertas, ressalvas e as recomendações feitas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) no processo de prestação de contas referente ao exercício de 2013. O tribunal aprovou as contas, mas apontou irregularidades graves que precisam ser sanadas. Bornier governou Nova Iguaçu de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000, foi reeleito para mais quatro anos, mas deixou o cargo no dia 31 de março de 2002 para candidatar-se ao quarto mandato de deputado federal e voltou a ser eleito prefeito em 2012, derrotando a prefeita Sheila Gama (PDT), que tentava a reeleição.

Vereadores de Paracambi também passeiam com dinheiro do povo

A viagem de nove vereadores de Paracambi, assessores e secretários do governo do município a Foz do Iguaçu, supostamente para participarem de conferência sobre riscos fiscais e despesas orçamentárias na cidade turística do estado do Paraná, será investigada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Assim que os viajantes retornarem o presidente da Casa, o vereador Laércio Alves, terá de apresentar o processo administrativo gerado para custear as despesas e justificar a viagem, esclarecendo se a ida dos nove membros do Poder Legislativo local e assessores foi mesmo necessária.

Na quarta-feira uma equipe de auditores que fazia  inspeções na Prefeitura foi deslocada pelo presidente do Tribunal de Contas, Jonas Lopes, para colher as primeiras informações sobre a viagem e deverá retornar nos próximos dias para prosseguir com a apuração.  O TCE-RJ decidiu endurecer com as câmaras municipais a partir da revelação pela imprensa de que 20 vereadores de São João de Meriti, dois suplentes e sete acompanhantes foram à João Pessoa entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro, supostamente para participarem de um curso de capacitação realizado em um hotel de luxo na Praia do Cabo Branco, na capital paraibana, gastando R$ 107 mil, usando recursos públicos quando servidores estão com salários atrasados.

TCE aponta superfaturamento de R$ 16 milhões em São Gonçalo

Corte de contas multa o prefeito em R$ 112 mil e o manda anular todo o processo licitatório

O prefeito de São Gonçalo vai ser notificado na próxima semana da obrigatoriedade de anular o processo licitatório para prestação do serviço de coleta de lixo realizado no dia 23 de setembro, vencido pela Construtora Marquise. A decisão foi tomada em sessão plenária pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), que constatou um superfaturamento de R$ 16 milhões. Neilton Mulim havia sido avisado pela corte de contas de que deveria suspender o edital de licitação porque os valores estavam muito acima do preço praticado no mercado, mas o prefeito não acatou a decisão, deu prosseguimento à licitação e agora, além de anular o certame, vai ter de apresentar um novo edital em trinta dias e ainda pagar uma multa fixada de  R$ 112.081,20.