Paracambi: Mão de obra terceirizada contratada pela Câmara de Vereadores custou muito mais que a de servidores efetivos

● Elizeu Pires

Um auxiliar de serviços gerais concursado da Câmara de Vereadores de Paracambi, com carga de trabalho de 30 horas semanais, teve, em janeiro deste ano, salário bruto de R$ 1.412,00, o mesmo de um auxiliar de serviços gerais e de uma telefonista. Uma servidora aprovada para a função de recepcionista tem o vencimento de R$ 1.479,91, também para 30 horas de trabalho por semana, enquanto um motorista, também efetivo, ganha R$ 1.705,76, o porteiro R$ 1.604,43, o auxiliar administrativo R$ 1.418,29, e uma copeira R$ 1.450,58, conforme está registrado na folha de pagamento de pessoal referente ao primeiro mês de 2024.

Folia sob suspeita em Paracambi: Empresa de ex-secretário de Turismo e Cultura ganha contrato sem licitação

● Elizeu Pires

A folia já está correndo solta em Paracambi, mas os dias seguintes a diversão poderão ser de turbulências para a administração municipal. É que depois de o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) ter determinado a suspensão do processo licitatório aberto pela Prefeitura para locação de estrutura para os eventos de carnaval na cidade - pelo fato de o setor de licitação não ter liberado o edital para um interessado em participar do certame -, a prefeita Lucimar Ferreira (PL), autorizou a contratação, sem licitação, de uma empresa pertencente a uma pessoa que seria membro do seu grupo político.

Sem salário e sem explicação, funcionários de UPAs em Caxias são ameaçados de demissão se reclamarem do descaso

● Elizeu Pires

Desde maio que trabalhadores terceirizados que prestam serviços nas unidades de pronto atendimento dos bairros Parque Lafaiete e Sarapui, em Duque de Caxias, município mais rico da Baixada Fluminense, reclamam de atraso nos salários, o que parece não incomodar em nada o prefeito Wilson Reis (MDB), pois já se passaram mais de seis meses e os atrasos continuam, complicando a vida do pessoal que atua nas funções de porteiro e auxiliar de serviços gerais, contratado através da empresa LG da Silva Serviços Cominados.

Itatiaia: Prefeitura já gastou este ano cerca de R$ 5 milhões com locação de máquinas e caminhões sem revelar o tamanho da frota

● Elizeu Pires

Dona do Contrato 034/2023, firmado em fevereiro com a Prefeitura de Itatiaia para locação de máquinas e caminhões, a empresa Escad Rental Locadora de Equipamentos para Terraplanagem, já recebeu este ano cerca de R$ 5 milhões dos cofres da municipalidade, e ainda tem um saldo de quase R$ 2,3 milhões empenhado a seu favor, mas o que não dá para saber é a quantidade de equipamentos disponibilizados pela empresa, já que o que aquilo que a gestão do prefeito Irineu Nogueira (MDB) tem coragem de chamar de Portal da Transparência não diz nada a respeito.

Controladoria Geral da União aponta irregularidades e sobrepreço em compra de merenda e remédios pela Prefeitura de Araruama

● Elizeu Pires

Um relatório de avaliação dos gastos de recursos federais transferidos ao município de Araruama, na Região dos Lagos, aponta uma série de irregularidades na aquisição de merenda escolar e medicamentos no início da gestão da prefeita Livia Soares Bello da Silva, a Lívia de Chiquinho. O documento que refere-se a levantamentos feitos em 2019 de aquisições feitas entre 2017 e 2018, fala em sobrepreço, compras sem justificativa e falta de transparência, questionando, inclusive a compra de remédios através de adesão de atas de registro de preços.

Petrópolis: Prefeitura gasta, sem licitação, mais de R$ 20 milhões com escritório de advocacia, contratando serviços que poderiam ser feitos pela Procuradoria do município, denuncia vereadora

● Elizeu Pires

O prefeito Rubens Bomtempo vai ter que explicar mais essa - Foto: Reprodução Para que serve a Procuradoria Geral de Petrópolis? É exatamente isso que os contribuintes dessa cidade da Região Serrana do estado do Rio de Janeiro estão querendo que o prefeito Rubens Bomtempo (PSB) explique, pois a julgar pelos gastos da Prefeitura com um escritório particular, ele não deve levar muita fé no órgão encarregado de defender os interesses do município.

Empresas do tipo “vende-se de tudo”, aparentemente do mesmo grupo, vêm faturando alto na Prefeitura de Paracambi

● Elizeu Pires

A CME Comércio e Serviços – empresa que tem como atividade econômica principal o comércio atacadista de artigos de escritório e papelaria – não é a única do mesmo ramo a fornecer material de construção à Prefeitura de Paracambi. O processo licitatório vencido por ela, o Pregão 013/2022, teve um segundo participante vitorioso, a firma Clep Comércio e Serviços, que desde maio de 2019 vem faturando no município, fornecendo de tudo um pouco.