“Cara e supérflua”: É o que dizem da Câmara de Vereadores de Japeri
● Elizeu Pires
Marcando em cima o governo municipal, tentando, inclusive, tirar dos cargos a prefeita Fernanda Ontiveros e o vice-prefeito Carlos Januário, a Câmara de Vereadores de Japeri cobra muito sobre as contas da Prefeitura, mas não se preocupa em mostrar as suas. Tanto que o Ministério Público ingressou com uma ação civil pública para que haja mais transparência nos gastos da Casa, que consome cerca de R$ 900 mil mensais, muito dinheiro em se tratando de uma das cidades mais pobres do estado do Rio de Janeiro.

Integrado por 11 vereadores e presidido por Rogério Gomes Castro, mais conhecido como Rogerinho da RR, o Poder Legislativo de Japeri parece mesmo não gostar do controle social garantido ao cidadão por força de lei federal, o que levou a 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (Núcleo Nova Iguaçu), a ajuizar uma ação para que o Portal da Transparência seja regularizado, com a Câmara mantendo “disponíveis e atualizadas as informações exigidas por lei”, como receitas, despesas, licitações, contratos e relatórios fiscais.
Pelo que está no sistema que registra as receitas e as despesas da Prefeitura, durante a gestão de Rogerinho como presidente a Câmara de Japeri já recebeu transferências que somam mais de R$ 16,8 milhões. Foram repassadas à Casa no exercício de 2025 parcelas que somam R$ 10.373.862,25, e as transferências feitas entre janeiro e agosto de 2026 fazem o total de R$ 6.450.610,65.
Além de direito à assessoria e subsídio mensal no valor bruto de R$ 12 mil, os vereadores recebem uma verba indenizatória de R$ 10.750 por mês.
É com este recurso, por exemplo, que eles pagam pela locação dos carros usados por eles, um gasto que não aparece no site oficial da Casa.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria
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