Prefeito de Resende leva “puxão de orelha” do Ministério Público para reativar serviço de acolhimento aos moradores de rua

Depois de encontrarem as portas fechadas pela administração do atual prefeito de Resende, Diogo Balieiro Diniz, com o fechamento de uma república de acolhimento, que era mantida pela Prefeitura até o final de 2016, os moradores de rua da cidade do Sul Fluminense vivem um drama, que se torna ainda mais cruel nas noites frias.

Uma denúncia anônima, protocolada junto ao Núcleo de Resende da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva em junho de 2017, no entanto, começou a mudar a sorte desta população, desfavorecida. É que o Ministério Público acolheu a denúncia e abriu um inquérito (100/2017) para apurar se o "chicote" de Balieiro estaria ardendo nas costas desta fatia da população fragilizada.

Quadra poliesportiva “de ouro” deixa população de Porto Real de cabelo em pé: cidade paulista construiu uma a custo bem menor

Como quem comemora um gol de placa, o prefeito de Porto Real Ailton Marques e o deputado federal Alexandre Serfiotis andam eufóricos com a construção de uma quadra poliesportiva no Parque Mariana, considerado o bairro mais carente da cidade. Os observadores mais atentos, no entanto, acreditam que o "árbitro assistente de vídeo (var)" precisa ser acionado para checar a posição dos políticos no momento do "lançamento da bola". É que o valor da obra é quase duas vezes maior da realizada pela Prefeitura de Tatuí, cidade do interior de São Paulo.

Fruto de uma emenda do parlamentar com contrapartida do município, a construção começou no último dia 15, com conclusão prevista para março de 2020, segundo informações da Prefeitura, ao custo de R$ 714.146,48. O valor da obra, no entanto, é considerado salgado demais se comparado a construções semelhantes. De acordo com o extrato 72/2018, a quadra será erguida pela empresa Dita Construções e Infraestrutura.

Pode ter “pimenta” na merenda de Resende: cidade dos Sul Fluminense gasta mais que Londrina, que tem 2,5 vezes mais alunos

No último dia 10 de abril, a Prefeitura de Resende prorrogou por mais 12 meses o contrato administrativo 61/2018, que prevê o fornecimento de merenda escolar para os quase 15 mil alunos da rede municipal de ensino. De acordo o termo de aditamento, serão R$ 9.961.246,02 destinados ao custeio do contrato com a empresa Nutriplus, sediada no interior paulista. O valor total empenhado antes da assinatura do contrato era de R$ 7.890.321,73, quando a terceirizada conseguiu vencer a licitação, mesmo apresentando uma proposta de R$ 10.086.209,84, ou seja, R$ 2.195.888,11 mais salgada ao bolso dos contribuintes.

A exemplo de diversas prefeituras Brasil afora, o contrato da merenda de Resende pode estar ainda mais "apimentado" do que se pensa. É o que se pode perceber pelo contrato de terceirização da merenda mantido pela Prefeitura de Londrina, que no início deste ano prorrogou os serviços por 12 meses ao custo de aproximadamente R$ 15 milhões. A diferença é que a cidade paranaense possui 38 mil alunos, segundo informações da administração local. Uma quantidade 2,5 maior do que o número de alunos de Resende. Obedecendo esta proporção, a cidade paranaense paga cerca de R$ 6 milhões anuais para cada grupo de 15 mil alunos, que é o quantitativo aproximado de estudantes da rede municipal de ensino de Resende.

Aumento gordo para grupo seleto de Japeri tramita mais rápido na Câmara, mas apuração de possível superfaturamento fica na gaveta

Conforme o elizeupires.com revelou na matéria Testes de diabetes podem sair bem mais caro em Japeri, a Secretaria de Saúde do município mais pobre da Baixada Fluminense licitou a compra de 813 mil tiras para aparelhos de medição de glicose a preço superior ao verificado para vendas no varejo, mas se depender da Câmara de Vereadores a apuração não vai acontecer tão cedo, pois o presidente da Casa, Marcio José Russo Guedes, o Manequinha, não colocou em votação um requerimento de pedido de informações sobre o pregão das tirinhas apresentado pelo vereador Helder Pedro, mas levou à apreciação do plenário – fora da pauta – um movimento que pode imprimir mais rapidez na votação de um projeto de lei que beneficia um seleto grupo de 14 servidores, que pode passar a ter um aumento automático de 20% a cada cinco anos.

Na sessão de terça-feira (25) Manequinha levou ao plenário a apreciação de um pedido de vista ao parecer contrário dado por Helder – que preside a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara – na proposta de aumento constante de um projeto de lei já batizado de "incubadora de marajás".

Belford Roxo já recebeu mais de R$ 250 milhões do Fundo Nacional de Saúde, mas ainda assim atrasa salário de seus médicos

Que o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), encontrou a rede de saúde sucateada, com hospitais e postos médicos fechados e reabriu todos eles ninguém nega, mas ele não pode alegar que é por falta de dinheiro que os salários de médicos e pessoal de apoio de algumas unidades sofrem atrasos de até quatro meses, como é o caso no Hospital Infantil, segundo a categoria reclama. Pelo menos é o que mostram os registros do Fundo Nacional de Saúde, que – entre janeiro de 2017 e abril deste ano –  repassou para o Fundo Municipal de Saúde mais de R$ 250 milhões. Para alguns servidores que sofrem com o atraso, o problema é de gestão e o prefeito deveria aproveitar o retorno ao cargo para reavaliar sua postura e fazer as mudanças necessárias no comando da Secretaria Municipal de Saúde...

De acordo com os registros do Fundo Nacional de Saúde, os repasses fundo a fundo somaram R$ 97.157.884,80 em 2017 e R$ 108.950.402,50 em 2018. Este ano, até o dia 30 de abril, as transferências do FNS para o FMS  somaram R$ 44.178.128,76. Ainda segundo os registros, do início da atual gestão até agora os repasses para os atendimentos de média e alta complexidade somaram R$ 166 milhões e os valores para a atenção básica atingiram o total de R$ 60,3 milhões.

Avaliação negativa do governo Bolsonaro cresce, aponta a pesquisa Hello Monitor Brasil: 59% vêem o país na direção errada

Quando pensam no país, na economia de suas regiões, nas finanças pessoais ou na segurança dos empregos as expectativas do brasileiro estão piorando. Hoje, 59% das pessoas acreditam que o Brasil está no rumo errado contra 40% em janeiro. No mesmo período, foi de 46% para 31% a proporção daqueles que veem o país no rumo certo. Os dados são da quinta tomada da Pesquisa Hello Monitor Brasil, da agência Hello Research, realizada pessoalmente entre os dias 3 e 14 de maio com 1238 entrevistados...

De acordo com o resultado, no momento, a palavra que melhor define o sentimento do brasileiro em relação ao futuro do país é "preocupação". Ela foi a escolhida por 46% dos entrevistados. Os otimistas são hoje 23% da população mas em janeiro eram 41%. No mesmo período, aumentou de 56% para 75% os que consideram que a crise econômica não será superada este ano.