Aos mageenses, com carinho e respeito

Minha relação com Magé não tem nada de pessoal. É profissional, e exercida sempre que se precisa dela. Vocês se lembram dos tempos de chumbo, quando se temia tocar no poder local? Pois é. Quem saiu de sua zona de conforto e deu as caras para tomar as dores, lutar numa batalha que não era sua, já que os corajosos locais preferiam a segurança do silêncio, para não dizer a da omissão conveniente?

Da metade de 2011 para cá está muito fácil mostrar-se forte e corajoso. Particularmente, eu, Elizeu Pires, a quem vocês recebem todos os dias com carinho e respeito via elizeupires.com, gostaria muito de ter contado com a ajuda dos destemidos de hoje, mas, infelizmente, tive de ir à guerra sozinho. Nada a lamentar. Só fico triste quando leem uma coisa, entendem outra e saem espalhando da forma equivocada resultante de uma limitada interpretação...

Piso salarial para o magistério é reajustado em 4,17%, mas a maioria dos municípios não paga o mínimo nacional

O  piso salarial nacional dos professores está em R$ 2.557,74 desde o dia 1º, um aumento de 4,17%, segundo o Ministério da Educação, mas o valor – que corresponde ao vencimento inicial dos profissionais da educação básica, com formação de nível médio e jornada de 40 horas semanais – é ignorado por mais da metade dos municípios, apesar de os salários estarem assegurados por repasses mensais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Em 2017 o Ministério da Educação divulgou o resultado de um levantamento mostrando que apenas 2.533 dos 5.570 municípios brasileiros estavam pagando o piso nacional, situação que não mudou muito no último ano. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, pelo menos 60 dos 92 municípios não pagam o salário estabelecido e muitos deles estão sendo alvo de ações judiciais por isto. É o caso, por exemplo, de Pinheiral, onde em agosto do ano passado o prefeito Ednardo Barbosa sancionou uma lei implantando o piso nacional, mas só o fez porque um mês antes a promotora de Justiça Michelle Bruno Ribeiro havia ajuizado uma ação neste sentido.