Aluizio juntou papelada e chamou a imprensa para dizer que se antecipou à operação do MP, mas... (Foto:Divulgação/PMM) E diz que ação do MP foi motivada por auditoria interna, o que a promotoria negou
Denúncias sobre a existência de funcionários fantasmas e de "caixinha" com cotas dos vencimentos de funcionários comissionados são antigas em Macaé e não fosse a ação do Ministério Público a farra poderia estar acontecendo até hoje, bem debaixo do nariz do prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio. Depois da porta arrombada, o prefeito resolveu instalar fechaduras, exonerando dois secretários e anunciando uma investigação interna, mas só externou isso após uma investigação aberta em setembro do ano passado pelo Ministério Público que, em dezembro, conseguiu que a Justiça determinasse o afastamento do secretário de Agroeconomia Alcenir Maia Costa, do vereador José Franco de Muros, o Zé Prestes e do assessor Luiz Otávio Fernandes Gervásio, acusados de ficarem com parte da remuneração de ocupantes de cargos comissionados. Diante do escândalo Aluizio apressou-se em dizer que a ação do Ministério Público acontecera por causa de uma auditoria interna, o que foi desmentido pela promotoria que, em nota, afirmou que Prefeitura limitou-se a encaminhar formulário padrão aos servidores da Secretaria Municipal de Agroeconomia, nos quais "nenhum rumor de repasse foi constatado".