Na roça também se produz arte

A artesã Maria Anna Baudici criou um sistema de consórcio de artesanato em Varre-Sai (Foto:Aline Proença) Programa estadual incentiva artesãos do interior fluminense

Em cada peça produzida, eles deixam a assinatura da criatividade, seja pela tradição cultural ou pelo cuidado em diminuir o impacto ambiental, dando vida a objetos que estariam se acumulando por aí. Apesar da habilidade a olhos vistos, os artesãos fluminenses enfrentam desafios diversos, como comercialização e organização grupal. Há três anos, a Rede de Artesanato Rural, apoiada pelo Programa Rio Rural, surgiu para alavancar o segmento. Um dos trabalhos mais importantes para promover essa evolução são as capacitações. Neste mês de agosto, Itaperuna, no Noroeste Fluminense, foi sede da primeira capacitação da Rede em 2016. Artesãos de 13 municípios participaram das atividades. Diferente das outras edições do evento, a capacitação teve como foco o protagonismo social. “Antes, nós éramos os únicos engajados na produção de conteúdo. Agora, incentivamos o grupo para que eles tomem essa responsabilidade para si, tragam demandas, avaliem o que vem sendo feito na área e como podem crescer”, comenta Rosani Staneck, gerente estadual de projetos sociais da Emater-Rio.

Onde está a grana dos professores, secretário?

Rui Aguiar, de acordo com membros do governo, manda mais que o prefeito Marcos Aurélio (Foto:PMG) É o que profissionais de ensino de Guapimirim querem saber

Sempre que questionado pelos profissionais da rede municipal de ensino de Guapimirim sobre atrasos no pagamento de salários ou vantagens asseguradas pelos recursos repassados ao município pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação o secretário Rui Aguiar tem sempre a mesma resposta na ponta da língua. Diz aos que o questionam que os repasses estão caindo muito, diminuindo a cada mês, mas não é isto que mostram dados oficiais, revelando, inclusive, que além de os valores do Fundeb não terem sofrido queda alguma em relação aos exercícios de 2014 e 2015, pelo menos R$ 3 milhões do total repassado este ano estão comprometidos em seis processos de compras e serviços, sendo que apenas um deles, o de uma jornada pedagógica considerada “desnecessária e infrutífera” por alguns servidores, foi executado até agora, ao custo de R$ 395 mil.

Pobreza sustenta maus políticos na Baixada Fluminense

A distribuição de alimentos no município de Magé é citada até em pesquisa de intenção de votos Saco de cimento, botijão de gás e cesta básica funcionam como moeda de troca numa região onde um terço da população sobrevive com meio salário mínimo. Cirurgias de laqueadura de trompas também

Qual o valor de um voto? A resposta depende muito de quem ouve a pergunta. Se dirigida a um eleitor esclarecido o “não tem preço e sim conseqüência” vai estar na ponta da língua. Entretanto, se a indagação for feita a boa parte dos moradores de bairros carentes das localidades de Piabetá, Mauá e Surui, no município de Magé, o voto tem preço e este pode ser um saco de cimento, um botijão de gás ou uma cesta básica, moedas de troca muito conhecidas, em circulação também em comunidades de Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Paracambi e Seropédica, enfim, em toda a Baixada Fluminense, onde a pobreza é o sustento dos maus políticos, exploradores da miséria alheia, que lhes tem garantido sucessivos mandatos.

Região dos Lagos agora produz uvas

Márcio Parud pruduz atualmente duas mil toneladas por ano em seu sítio de Rio das Ostras (Fotos: Aline Proença) Técnicas agroecológicas e escolha certa facilitam cultivo em áreas mais quentes

Ninguém acreditava quando o agricultor Márcio Parud, dono de um sítio na zona rural de Rio das Ostras, na Região dos Lagos Fluminense, dizia que passaria a plantar uvas, mas a idéia deu tão certa que a propriedade ganhou um novo nome, Recanto da Uva, onde a Niágara Rosada, uma das mais populares nas prateleiras dos supermercados, é cultivada. Márcio chega a colher duas toneladas por ano, graças a ajuda de técnicos da Emater-RJ, que orientaram com estudos sobre a qualidade da água, fertilidade e da conservação, além da escolha da variedade adequada à região.

MP processa ex-prefeito e ex-secretários de Natividade

A Promotoria de Justiça denunciou o ex-prefeito Marco Antônio da Silva Toledo e cinco ex-secretários Ação é por improbidade administrativa

O ex-prefeito de Natividade, município do Noroeste Fluminense, Marco Antônio da Silva Toledo foi denunciado à Justiça pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (Núcleo de Itaperuna). Na ação, além do ex-prefeito, são acusados de improbidade administrativa Euzimar de Fátima Bazeth Ferreira, Vitor Vieira Cellis, Jaqueline Luquetti Gonçalves, Edie Vieira Teixeira e Lucia Regina de Figueiredo Vieira, que comandaram as secretarias de Governo, Educação, Cultura, Desenvolvimento Urbano Edie Vieira Teixeira e Turismo, respectivamente. Também no processo as empresas Jdcon Construções e Incorporações, Fercicle Comercial Eireli e R.M. Transporte e Terraplanagem.

Ônibus escolar custa mais caro em Guapimirim

No dia 11 de julho a vereadora Rizê participou da entrega do ônibus e dias depois, em reunião com profissionais da Educação, foi citada pelo secretário Rui Aguiar como responsável pela "grande conquista" Registro de preços do governo federal aponta valor bem menor

Com toda pompa e circunstância - inclusive com a presença da vereadora Rizê Silvério -, no dia 11 de julho desde ano o prefeito Marcos Aurélio Dias entrou no pátio da Prefeitura de Guapimirim dirigindo um micro ônibus escolar da marca Volare. Nada demais se administração municipal não tivesse pago R$ 184 mil pelo veículo, que pode ser comprado normalmente pelo valor máximo de R$ 168 mil (modelo com plataforma para o acesso de cadeirantes), conforme consta de ata de registro de preços do Ministério da Educação, valor vigente até o dia 4 de abril de até 2017. De acordo com documentos aos quais o elizeupires.com teve acesso, a compra teria sido fechada inicialmente em R$ 150 mil, mas foi autorizado depois um termo aditivo no valor de R$ 36.400,00.

Promessas e sujeira atulham a Baía de Guanabara

A Baia de Guanabara recebe cerca de 90 toneladas de lixo todos os dias. Sem contar os dejetos trazidos pelos rios que nela desembocam (Fotos: Agência Estado) E o MPF marca audiência pública para debater programa de despoluição

Vinte quatro anos depois do lançamento do primeiro programa de despoluição e mesmo com os gastos de centenas de milhões de dólares, a Baía de Guanabara continua sendo um mar de lixo e esgoto sem tratamento e o Ministério Público Federal quer saber as razões do tamanho insucesso das políticas anunciadas para recuperar esta importante porção de mar rodeada pela terra que compõe municípios da Baixada Fluminense e as cidades de São Gonçalo, Niterói e Rio de Janeiro. O MPF marcou uma audiência pública para colher mais informações sobre os planos que não deram certo e debater possíveis soluções. Aberta a toda a sociedade, a reunião vai acontecer na próxima sexta-feira, à partir das 13 horas, no auditório da sede da Procuradoria da República, na Avenida Nilo Peçanha, 31, 6º andar, Centro.

Nem por ordem judicial

Edson Mangefesti e Antonio Marcos ainda não começaram a expor os gastos da Saúde. Por que será ? Prefeito de Casimiro de Abreu continua escondendo os gastos da Saúde

Embora o juiz da Vara Única de Casimiro de Abreu, Rafael Azevedo Ribeiro Alves, tenha determinado liminarmente que o prefeito Antonio Marcos Lemos e o secretário Edson Mangefesti passassem a cumprir a Lei da Transparência, divulgando os gastos relativos ao funcionamento e manutenção da rede municipal de Saúde, a Prefeitura continua escondendo os números, deixando a população sem saber como e que os recursos destinados ao setor estão sendo aplicados. A dupla Antonio Marcos e Mangefesti não externa, por exemplo, os valores pagos pelo fornecimento de medicamentos e materiais básicos, alimentação, locação de veículos e, principalmente as faturas pagas com dinheiro do Fundo Municipal de Saúde ao Instituto de Gestão e Humanização (IGH), contratado em 2013 para gerir parte da rede, ao custo inicial de R$ 55 milhões.

Oposição inconsequente prejudica os moradores de Japeri

O vereador Cezar Melo (a direita) preside a Câmara e conduz a oposição. Candidato a vice-prefeito, comandou a aprovação do aumento dos salários dos que serão eleitos em outubro Mesmo com dinheiro em caixa a Prefeitura não pode comprar remédios nem merenda escolar

Na próxima segunda-feira o município de Japeri deverá amanhecer com todos os postos de saúde fechados e sem coleta de lixo. Além disso, a volta às aulas na rede municipal de ensino poderá sofrer atraso. A informação foi passada agora a pouco pelo prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor. Segundo ele, há dinheiro em caixa para a compra de remédios e insumos para garantir o atendimento à população, assim como os recursos necessários para a aquisição de merenda escolar e pagar pelo serviço de limpeza pública, mas nenhum centavo poderá ser usado para essas finalidades porque a Câmara de Vereadores está se recusando a aprovar a suplementação de verbas no orçamento. “Dinheiro é uma coisa e verba outra muito diferente. Temos os recursos, mas não a verba, pois esta precisa ser suplementada. A recusa em aprovar a suplementação se dá por perseguição a mim. Os vereadores, para me atingir, estão prejudicando toda a população”, afirmou o prefeito.

Artesãos fluminenses ganham centro de referência

Os artesãos cadastrados pelo governo do estado do Rio de Janeiro agora tem um espaço só para eles (Foto: Marcelo Horn) O Espaço TurisArte reúne peças produzidas por artistas de 26 municípios

Os mais de sete mil artesãos cadastrados pelo governo do estado do Rio de Janeiro contam agora com um centro de referencia, onde poderão mostrar suas peças. É o Espaço TurisArt, localizado em Botafogo, na Zona Sul carioca, que desde ontem está funcionando como um espaço permanente de lazer e cultura. O TurisArte foi montado na localizado na Rua Real Grandeza, n° 293, em imóvel recuperado e reestruturada pela Furnas Centrais Elétricas e está aberto com uma mostra de peças produzidas em 26 municípios e áreas de convivência, além de oficinas que permitirão ao profissional aprimorar suas técnicas e expandir os conhecimentos para relacionamento com o mercado.