E ele é um péssimo gestor público

Desde que Aluízio assumiu o governo o município de Macaé já arrecadou mais de R$ 7.5 bilhões Posição de Macaé em ranking nacional mostra que eficiência não é o forte de Aluizio

Os números oficiais afirmam que a cidade de Macaé, no Norte Fluminense, chamada de Capital Nacional do Petróleo, continua rica e que a crise não faz nem cócegas nas finanças do município, que de janeiro de 2013 a 31 de agosto deste ano teve uma receita consolidada de mais de R$ 7.5 milhões, muito dinheiro levando em conta que o universo populacional não chega a 250 mil moradores. Se há dinheiro está faltando competência administrativa e isso quem revela é o Ranking de Eficiência dos Municípios (REM), um estudo do jornal folha de São Paulo, feito a partir de dados coletados pelo instituto de pesquisa Datafolha em todos os 5.281 municípios brasileiros. A análise mostra que a rica cidade do interior, em termos de eficiência na gestão dos recursos públicos, perde feio até para municípios da região mais pobre do estado do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense.

Pezão de Casimiro de Abreu perde R$ 120 mil

Alessandro Pezão é acusado de ficar com parte dos salários pagos a servidores da Câmara Municipal Limite de gasto na campanha para vereador é de pouco mais de R$45 mil

Em operação realizada nesta quarta-feira o Ministério Público apreendeu R$ 120 mil na casa do vereador Alessandro Macabu de Araújo, o Pezão, ex-presidente da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu. O dinheiro está declarado no registro de candidatura do vereador, mas a apreensão ocorreu porque ele é réu em uma ação civil pública proposta pela e a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (núcleo de Macaé), na qual ele é acusado de ficar com parte dos vencimentos de ocupantes de cargos comissionados e funções gratificadas. A ação resultou no afastamento de Alessandro do cargo de presidente da Câmara e na indisponibilidade de seus bens em R$ 500 mil.

Professores de Belford Roxo anunciam greve

Categoria recebeu apenas um terço do salário de agosto

     Nesta quinta-feira os profissionais de ensino da rede municipal de Belford Roxo vão comunicar aos pais de alunos que a partir de sexta-feira não haverá mais aula. A categoria vai entrar em greve por tempo indeterminado até que o prefeito Dennis Dauttmam assegure a normalidade no pagamento dos salários, que estavam sendo quitados em dia até o mês de maio, mesmo assim apenas para os professores efetivos. O vencimento de julho foi pago somente no dia 17 de agosto e o de agosto foi pago hoje em parte, com os professores recebendo só um terço do valor devido. Amanhã todos estarão nas escolas nas quais estão lotados e na sexta-feira farão uma manifestação em frente ao prédio da Prefeitura para marcar o início da paralisação. No mês passado uma representação local do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação esteve com o secretário de Fazenda, Jorge Luiz Pinto da Silva e dele ouviu a promessa de que o salário de agosto não sofreria atraso.

Atraso deixa obra mais cara em Silva Jardim

A arena de eventos - que deveria ter sido inaugurada há seis - ficou cerca de R$ 200 mil mais cara (Foto: Ivan Teixeira) Prefeitura desenvolva mais R$ 199 mil por obra inacabada

Contratada inicialmente por R$ 1.023.753,40 a arena de eventos prometida aos moradores de Silva Jardim para março deste ano ficou bem mais cara. O preço da obra saltou para R$ 1.222.759,04, mas o espaço ainda não foi entregue a população. A cargo da Construtora Belgon a obra está com seis meses de atraso e só deverá ser entregue depois das eleições e o contrato já ganhou três termos aditivos, dois aumentando o prazo para conclusão e um reajustando o valor contratado, um acréscimo de R$ 199.205,64.

Jogo sujo na Câmara de Casimiro de Abreu

Odino defende a mesma ideia de Pezão, que propôs lei para por a faca no pescoço de Antonio Marcos Presidente do Poder Legislativo defende aprovação de lei inconstitucional para deixar o próximo prefeito "amarrado" com os vereadores

“Nós somos fortes quando estamos juntos. Independente da luta do voto nós temos que fazer uma corrente e peitar Antonio Marcos antes das eleições. Se ele não quiser a gente não ajuda. Nós temos que estudar a possibilidade de deixar essa lei aprovada. Vamos arrumar um jeito de votar ela (...) com alguma modificação. Já vamos deixar o outro prefeito amarrado com a gente. Nós precisamos fazer isso”. Essas palavras são do presidente da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu, Odino Miranda. É o trecho de uma conversa gravada por um membro da Casa. Antonio Marcos é o prefeito da cidade e a lei que Odino pretende aprovar é um instrumento inconstitucional que os membros do Legislativo tiraram do bolso do colete no ano passado para pressionar Antonio Marcos a negociar com eles, mas foi rejeitada em plenário. Pelo que evidencia a fala de Odino, o alvo é o governante a ser eleito no dia 2 de outubro, seja ele que for e de que partido seja. “Deixar ele amarrado com a gente”, em outras palavras, significar dizer ter ele nas mãos e dele fazer o que bem entender.

Café do Noroeste Fluminense é promessa na Paraolimpíada

O café cultivado no Noroeste Fluminense ganhou lugar de destaque no mercado nacional (Foto:Divulgação) Regiões produtoras estão representadas na Casa Brasil, no Bouelvard Olímpico

Quando falamos em esporte, a palavra “superação” vem à mente, de forma quase automática. Ao pensamos em “Jogos Paralímpicos”, o conceito é ainda mais intenso. O café do Noroeste Fluminense também é um belo exemplo de como é possível vencer as dificuldades. A tradicional região produtora do estado do Rio atravessou uma grande crise no século 19, mas após investimentos em tecnologia e programas de apoio à agricultura familiar, se reinventou e, graças ao seu café gourmet, vem conquistando lugar de destaque na mesa carioca. Junto a outras nove regiões produtoras de seis estados, o Noroeste Fluminense está em exposição em um workshop sobre cafés especiais na Casa Brasil, instalada no Píer Mauá, no Boulevard Olímpico. Durante a Olimpíada e Paraolimpíada Rio 2016, 22 empresas têm espaço garantido para mostrar o tipo de café que produzem, suas características de sabor, além, é claro, de oferecerem degustação da bebida para os visitantes. Na próxima sexta-feira os produtores Márcio Vargas, do município de Varre-Sai, e Suhail Majzoub, de Porciúncula, ambos do Noroeste e beneficiários do Programa Rio Rural, participarão do evento. “Para nós, é algo único. Não adianta produzirmos café de excelência e não termos como dizer isso ao nosso público. Queremos mostrar ao Brasil e ao mundo porque a nossa região é tão produtiva e sustentável também”, afirma Márcio Vargas.

Coleta de lixo custa caro demais em Macaé

Na gestão de Aluizio a limpeza pública custa mais caro, o que não significa dizer que o serviço ganhou qualidade Tribunal de Contas suspende licitações e manda Prefeitura - que já pagou mais de R$ 230 milhões - corrigir editais

Quando o prefeito Aluizio dos Santos Júnior, o Dr. Aluizio, assumiu o governo o serviço de limpeza pública custava R$ 55 milhões por ano, preço já considerado elevado para um município que tem menos de 250 mil habitantes, pois Nova Iguaçu, por exemplo, com cerca de 900 mil moradores - incluindo os custos com o descarte naquela que é considerada a mais moderna central de tratamento de resíduos sólidos - não chega a gastar mais que R$ 45 milhões anuais. Talvez achando que o serviço estava barato demais, Aluizio elevou o custo para cerca de R$ 70 milhões nos anos seguintes e só não foi mais generoso agora porque o Tribunal de Contas do Estado barrou uma licitação marcada para o dia 19 de agosto, que aumentaria as despesas para cerca de R$ 84 milhões, embora, de acordo com moradores dos bairros periféricos, a coleta de lixo tem deixado muito a desejar nos últimos três anos.

Sem verba, sem remédio: a realidade de Japeri

Os últimos lotes de medicamentos foram distribuídos hoje para as unidades de atendimento Unidades de atendimento médico poderão ser fechadas a qualquer momento

“Não temos mais medicamentos e correlatos para dispensar nos postos de saúde, emergência e Policlínica Itália Franco”. A afirmação foi feita agora a pouco pelo secretário municipal de Saúde de Japeri, Fabiano Brum. Segundo ele, o desabastecimento é inevitável e ocorre não por falta de dinheiro para as compras, pois recursos financeiros para isto existem. O problema, de acordo com a administração municipal, está na falta de verba, rubrica orçamentária para respaldar as despesas, problema que poderia ser resolvido com a aprovação do remanejamento, instrumento previsto lei, mas que a Câmara de Vereadores estaria se negando a colocar em pauta.

BR-493, uma via expressa para o progresso

Os municípios de Magé e Guapimirim vão ser beneficiados com a chegada de empresas de médio e grande portes Aceleramento das obras desperta interesse de empresas por Magé e Guapimirim

Anunciada há pelo menos duas décadas e retomada pela terceira vez, a duplicação da Estrada Magé-Manilha, um trecho de 25 quilômetros da BR-493, já começou a chamar a atenção de empreendedores, de empresas que querem garantias de um melhor escoamento de suas produções aproveitando o maior investimento viário da história da Baixada Fluminense, a construção do Arco Metropolitano, projetado para ligar o Complexo Petroquímico à Itaguai. O trecho é o único que falta para completar o projeto e tudo indica que as obras deverão estar concluídas no primeiro semestre de 2018, um atraso de mais de um ano em relação à previsão anterior, que era fevereiro de 2017, segundo foi anunciado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em 2014.

Helil concluirá mandato sem licitar coleta de lixo

O prefeito Helil Cardoso não cumpre as exigências do Tribunal de Contas e multa pode passar de R$ 1.2 milhão Prefeito de Itaboraí vem mantendo contrato emergencial há quase quatro anos

Quanto está custando o serviço de coleta de lixo no município de Itaboraí? Está pergunta não foi respondida pela administração municipal nem ao Tribunal de Contas do Estado, muito menos aos contribuintes da cidade, que não estão sem acesso a informações sobre os gastos da Prefeitura, uma vez que o Portal da Transparência - quase sempre fora do ar - não vem sendo atualizado. Sobre a coleta de lixo no último dia 25 o TCE o voltou a cobrar esclarecimentos ao prefeito Helil Cardoso, que desde janeiro de 2013 vem abusando dos contratos emergenciais, renovados sempre com a desculpa de que a corte de contas vem impedindo a realização de concorrência, o que não é verdade, pois o que o tribunal vem fazendo é cobrar, há mais de dois anos, ajustes no edital, uma vez que o valor estipulado para o serviço teve um aumento, sem justificativa, de quase R$ 10 milhões, passando de R$ 13 milhões anuais para R$ 22.044.412,92 no edital enviado ao TCE para uma licitação anunciada em novembro de 2014.