De salvador da pátria à gestor fracassado, prefeito de Campos pode devolver a cidade aos Garotinhos

Wladimir teve no primeiro turno mais votos que os primeiro e segundo colocados juntos - Foto: Divulgação Quando, no dia 2 de outubro de 2016 Rafael Diniz foi eleito prefeito de Campos, derrotando logo no primeiro turno o candidato da família Garotinho, Dr. Chicão, começou-se a dizer no maior município do Norte Fluminense que o grupo do ex-governador Anthony Matheus nunca mais voltaria ao poder. Passados quatro anos desde então, Diniz foi escorraçado nas urnas.

No primeiro turno Wladimir Garotinho somou (PSD) 42,94% dos votos válidos e concorre agora com Caio Viana (PDT), que saiu do primeiro turno com 27,71%. É verdade que a votação de Waldimir está sub judice e depende de julgamento de um recurso no Tribunal Superior Eleitoral, mas que a família Garotinho está pertinho do poder ninguém pode duvidar.

Aos boateiros de Magé: O limite está na verdade e na lei

Minha caixa postal amanheceu atulhada de mensagens enviadas por leitores de Magé, cada uma pior que a outra, com a desinformação prevalecendo em todas. Teve um "especialista" que me enviou o seguinte: “Elizeu, o Renato tomará posse normalmente, só deixando o cargo se perder o recurso. Tanto que já estamos com nossa equipe de governo definida para começar a governar no dia 1º de janeiro”. Não vai não. Só toma posse em janeiro se for julgado antes e a Justiça lhe garantir o registro. Do contrário é nova eleição sem a participação dele, pois terá sido ele quem deu causa a anulação do pleito.

Tem mais um: "Se anular os votos serão novas eleições e não eleição suplementar. Vai começar do zero também para vereador". Não vai não. Eleições municipais. O plural significa que são eleições distintas. Uma majoritária (prefeito) e outra proporcional (vereadores). A votação que está sub judice é a conferida a Renato Cozzolino Harb, para prefeito. Portanto, se ele perder o recurso Magé terá eleição suplementar e não novas eleições.

Baixo nível e intimidação em São João de Meriti: milícia digital parte para o ataque a honra e braço armado intimida na ruas

Camelôs que trabalham no centro de São João de Meriti e Vilar dos Teles, na Baixada Fluminense, dão conta de que homens armados circulando em vários carros diferentes estariam intimidando a categoria por conta das disputa pela Prefeitura, alertando para eles não votarem no prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João.

Por outro lado as redes sociais vem sendo usadas pela chamada milícia digital para atacar a honra de membros do governo, principalmente mulheres que atuam em vários setores da administração.

Paes vai a 71% dos votos válidos, aponta pesquisa do Datafolha

Com Bolsonaro e tudo Crivella fica com 29%

O ex-prefeito Eduardo Paes (foto), candidato a prefeito do Rio pelo DEM, deve vencer disputa com mais de 70% dos votos válidos. É o que indica pesquisa divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Datafolha, conferido ao candidato do Republicanos e do presidente Jair Bolsonaro, 29%. O instituto ouviu presencialmente 1.064 eleitores no dias 17 e 18 de novembro, e a pesquisa foi registrada no TRE-RJ com o número RJ-00503/2020. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

2020, um ano de derrotas para Max Lemos: mandato cassado e perdas em Queimados e massacre em Nova Iguaçu

 "Se arrependimento matasse, fulano já estaria morto". É isso que lideranças políticas da Baixada Fluminense estão pensando em relação ao deputado estadual Max Lemos (foto), que está a um passo de ser ex. Primeiro ele peitou o comando estadual do MDB para ser o candidato a prefeito da legenda em Nova Iguaçu. Não conseguiu, e resolveu se rebelar deixando o partido e ingressando no PSDB para poder concorrer. O troco veio logo: o partido foi à Justiça, que decretou a perda do mandato por infidelidade partidária, com ele se mantendo na cadeira por conta de recurso no TRE Fluminense. No último domingo vieram mais duas derrotas: Max foi detonado nas urnas pelo prefeito Rogério Lisboa e seu irmão Lenine ficou em terceiro lugar na corrida pela Prefeitura de Queimados.

O processo de infidelidade partidária foi julgado no dia 15 de julho deste ano e dez dias depois Max conseguiu que o desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro, acatasse recurso impetrado por ele contra o afastamento imediato, o que foi visto pela defesa de Max como uma importante vitória, pois, aposta, o processo só deverá ser analisado em plenário no segundo semestre de 2021. Aí ele ganha tempo, mas até quando?

Olho grande de Washington Reis enterrou o MDB em Magé: candidata da família teve menos de 6% dos votos e o partido não elegeu vereador

Jane recebeu R$ 430 mil do fundo partidário e teve uma mixaria de votos Quando, no ano passado, o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, anunciou sua intervenção do MDB de Magé, o fracasso da legenda já estava previsto, o que foi alertado pelo elizeupires.com na matéria Olho grande pode deixar o MDB de Magé ainda mais vazio, veiculada no dia 10 de setembro de 2019, dando conta de que a situação do partido que já estava ruim – tinha apenas um vereador, o presidente da Câmara Rogério do Valle – poderia ficar ainda pior.

Não deu outra. O partido, sempre com participação forte nas eleições daquele município, elegendo prefeitos e vereadores, passou vergonha no último dia 15: não elegeu um vereador sequer e os eleitores não tomaram conhecimento da candidata a prefeita pela legenda, e não se pode nem dizer que foi por causa do nome complicado - Jeannie Mayr -, uma vez que ela se apresentava nas ruas como Jane Reis.

Quando um Canella só não basta: empolgado com vitória tripla em Belford Roxo, deputado já sonha com o Senado

Tem Canella sobrando na política de Belford Roxo. Tanto que serão quatro agora os portadores do "sobrenome" com carreia pública. O primeiro deles, Marcio Canella, vai continuar na Alerj, pelo menos por enquanto, pois já se fala numa possível candidatura a senador em 2022. O meio irmão Marcelo compôs a chapa vitoriosa do prefeito Waguinho (80,40%) e dois assessores - Dudu (3,046 votos e Dudu (3.043) - foram eleitos vereador.

Marcio foi vereador junto com Waguinho e também se elegeram juntos a deputado estadual. Em 2016 se uniram para disputar a Prefeitura e conquistaram 59% dos votos. Em 2018 a dupla permaneceu unida e o resultado foi de duas vitória, com a reeleição dele a eleição de Daniela do Waguinho a deputada federal, superando em números e percentuais, os votos somados pelos dois irmãos do prefeito Washington Reis, prefeito de Duque de Caxias que, mais uma vez, em números e percentuais, fora batido pelos Waguinhos e Canellas.

Turma da arminha com a mão fica chupando dedo na Baixada

Soldados da tropa bolsonarista não arrumaram "nem para o café" nas urnas

Apoiado por Alana Passos, Major Rodrigues se apresentava como "o único candidato a prefeito bolsonarista de Queimados". Somou 5.511 votos Na noite dia 28 de outubro, numa conhecida pizzaria de Nova Iguaçu, um grupo de recém-eleitos pelo PSL comemorava a vitória do presidente Jair Bolsonaro. Eufórico, um deles – o que parecia ser líder do grupo –, jogando a fumaça de seu charuto para o alto, não se conteve: "Vamos tomar a Baixada de assalto em 2020, eleger todos os prefeitos e a maioria esmagadora de vereadores". Se deram mal. O líder mais ainda, porque vai ter que gastar tempo e dinheiro para se defender das acusações de suposta participação nas fraudes da saúde estadual, no esquemão que derrubou a ele e o governador Wilson Witzel.

Eleição municipal vai alterar composição da Alerj

Ao todo, 15 parlamentares disputaram as eleições municipais deste ano.

Marina Rocha vai governar Guapimirim e Welberth Rezende foi eleito prefeito em Macaé Dois deputados estaduais que disputaram prefeituras no estado do Rio venceram, ainda no primeiro turno, as eleições municipais, que ocorreram domingo (15). A deputada Marina Rocha (PMB) foi eleita em Guapimirim, na Baixada Fluminense, com 48,71% dos votos; e o deputado Welberth Rezende (Cidadania) será o novo prefeito de Macaé, na Região Norte Fluminense, eleito com 23,93% dos votos. Já o deputado estadual Renato Cozzolino (PP), que disputou a Prefeitura de Magé, na Baixada Fluminense, teve a maioria dos votos (27,13%). Entretanto, a validação da candidatura dele aguarda julgamento de recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Ao todo, 15 deputados disputaram as eleições municipais deste ano.

Municípios com eleição indefinida poderão ser governados interinamente por presidentes das Câmaras de Vereadores até novo pleito

A Prefeitura de Volta Redonda é um das que poderão ser comandadas por um vereador, pois o candidato a prefeito mais votado - Antônio Francisco Neto - está com os votos sub judice De acordo com a legislação eleitoral em vigor, decisão judicial que leve ao indeferimento do registro de candidatura, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato em pleito majoritário resulta na realização de novas eleições, independente do número de votos anulados, e esse é o dispositivo que será aplicado em relação aos municípios que não tiveram a eleição de prefeito definida no último domingo, por conta de os mais votados terem concorrido com os registros indeferidos e não tiveram a votação validada de imediato pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Os recursos serão analisados pelo TSE e o certo seria que isso acontecesse logo, mas não há prazo definido para os julgamentos, o que pode, em alguns casos, só acontecer no ano que vem. Nesses casos, pela lógica, o Tribunal Superior Eleitoral teria até o dia 19 de dezembro para julgar os processos, último dia de funcionamento do Poder Judiciário, mas não significa que a coisa vá ser necessariamente desse jeito, e é ai que está a possibilidade de o vereador que for escolhido para presidir a Câmara de uma dessas cidades virar prefeito interino, até a realização do novo pleito, pois na legislação não existe essa de o segundo colocado ser declarado eleito.