Vaga de vice divide Cozzolino em Magé

Renato foi carregado nas costas pelos tios até chegar à Assembleia Legislativa, mas tem dito em algumas reuniões que é diferente Quem tem cacife eleitoral na família quer um nome e os que nada tem defendem outro

Cassações de mandatos, operações policiais, prisões preventivas decretadas e denúncias de corrupção. Isto seria mais que suficiente para derrubar qualquer pretensão política, mas escândalos a parte, a família Cozzolino já está praticamente em campanha pela sucessão municipal em Magé e mesmo doente a ex-prefeita Núbia Cozzolino tem feito reuniões, percorrendo a cidade de ponta a ponta, bairro por bairro. Se não abalada pelos escândalos que volta e meia surgem na lembrança, trazidos até mesmo pelo temor de novas ações, a chefe do núcleo político do clã perde a paciência e o entusiasmo quando o assunto é o companheiro de chapa do pré-candidato do PR e sobrinho dela, o deputado estadual Renato Cozzolino Harb, filho da ex-deputada Jane Cozzolino, que em 2008 teve o mandato cassado sob acusação de envolvimento no esquema de fraude no programa de auxilio educação mantido pela Assembleia Legislativa.

Coisas da política em Magé: sou, mas diferente

Pré-candidato adota postura de independência

     Eleito deputado estadual com 26.697 votos, pouco mais de 21 mil deles em Magé numa campanha carregada nas costas pela ex-prefeita Núbia Cozzolino e graças ao apoio maciço de seus familiares, o estreante Renato Cozzolino Harb é o pré-candidato do PR ao governo municipal e quem conhece os meandros da política local sabe que o percentual de votos obtido por ele em Magé expressa o patrimônio eleitoral que a família dele ainda conservaria na cidade e entende que sem esse cacife Renato sequer se arriscaria a uma disputa. Porém, não se sabe se por estratégia, um ano e um mês depois de sua posse na Assembléia Legislativa, no momento em que se prepara para uma possível nova candidatura, o sobrinho da polêmica ex-prefeita e filho da ex-deputada Jane Cozzolino tem dito a quem toca no assunto que ele é ele e os familiares, familiares...

Oposição pode se unir para tentar bater Aluizio em Macaé

Glauco Lopes poderá ser o companheiro de chapa de Aluizio em 2016 E o atual prefeito pode se aliar ao clã dos Lopes para tentar manter se no cargo

Eleito em 2012 com 65,62% dos votos válidos, o prefeito de Macaé, Aluizio dos Santos Junior (PMDB), o Dr. Aluizio, ao que parece, já não é mais aquela Coca-Cola toda e poderá ser obrigado a tomar benção a um velho cacique da política local (o ex-prefeito Silvo Lopes) para somar forças com vistas a uma reeleição em 2016. Pelo menos esse é o rascunho de uma história marcada por puladas de cerca e debandadas que esvaziaram o grupo de Aluizio e reforçaram uma oposição que vem se assanhando na cidade, falando, inclusive, em união de forças. Hoje pré candidatos, os vereadores Chico Machado (PSB) e Igor Sardinha (PRB) tem se reunido com o vice-prefeito Danilo Funke (sem partido) e com o ex-prefeito Riverton Mussi (PT do B) e a conversa é mais ou menos assim: os quatro nomes serão submetidos ao crivo das pesquisas de intenção de votos e o que for mais bem avaliado terá o apoio dos três que sobrarem.

Paulo Melo não é mais “dono” do PMDB na Região dos Lagos

Paulo Melo aparecia sempre em destaque nas fotos, mas agora - como na imagem que registra o discurso do prefeito do Miguel Jeovani (Araruama) na inauguração da divisória metálica das pistas da Via Lagos - fica nos fundos Há anos ditando as regras nos diretórios do PMDB na Região dos Lagos, o deputado estadual licenciado Paulo Melo já não é mais aquela “Coca-Cola” toda. Tendo caído em desgraça quando tentou peitar o presidente estadual do partido na eleição da mesa diretora da Assembleia Legislativa, ganhou de consolo o cargo de secretário de Governo, mas está longe de ser o coordenador político do governador Luiz Fernando Pezão que sonhava ser. Melo pensou que mandaria no palácio e expandiria sua força política atendendo prefeitos do interior e deputados que lá batem em busca de cargos. “Paulo Melo é o secretário de Governo, mas o Picciani é o governador”, ironiza um parlamentar que conseguiu indicar o diretor de um posto do Detran que antes era visto como propriedade de um apadrinhado do hoje secretário.

A perda de força de Paulo Melo está pondo em risco, por exemplo, o futuro político de um grande aliado, o ex-prefeito de Araruama André Mônica. É que o controle do diretório local do PMDB está sendo oferecido ao prefeito Miguel Jeovani (PR), que, a exemplo dos parlamentares eleitos pelo Partido da República, já não reza mais pela cartilha do ex-governador Anthony Garotinho. Miguel é casado com a deputada Márcia Jeovani, classificado como inimigo político por Paulo Melo, mas aliado do presidente da Alerj, Jorge Picciani e do governador. De acordo com uma fonte ligado ao comando estadual do PMDB, o único diretório municipal que o secretário de Governo ainda controla é o de Saquarema. “Mas esse controle pode mudar de mãos depois das eleições de 2016, dependendo do resultado das urnas”, disse a fonte.

Ainda está longe, mas 2016 preocupa “dono” de Saquarema

Em 2008 Paulo Melo fechou o seu centro social depois que sua esposa foi derrotada. Franciane Motta só assumiu a Prefeitura porque a Justiça cassou o registro do candidato que venceu nas urnas Paulo Melo quer eleger seu braço direito, mas ex-prefeitos se mantém vivos e podem surpreender o homem que em 2008 fechou um centro social por causa da “ingratidão” do povo, depois que sua esposa foi derrotada nas urnas

Um fantasma das eleições de 2008 volta a atormentar o deputado estadual licenciado, secretário de Governo e “dono” do município de Saquarema, Paulo Melo. Naquele ano ele viu sua esposa, hoje prefeita da cidade, ser derrotada nas urnas pelo ex-prefeito Dalton Borges (PRB) e apelou à Justiça para anular votação de Borges e ter Franciane Motta (PMDB), declarada eleita. A meta de Paulo é eleger seu homem de confiança, Hamilton Nunes de Oliveira, o Pitico para suceder Franciane, mas para isso, acreditam seus aliados, é necessário assegurar o apoio de Borges e frear os passos do ex-prefeito Antonio Peres, que apesar de seus problemas com o Tribunal de Contas, já se movimenta para tentar recuperar o poder.  “O deputado pensa que é o senhor da vontade do povo de Saquarema, mas não é bem assim. Espero que ele tenha aprendido a lição de 2008 e calce as sandálias da humildade, pois o Dalton é um grande nome. Eles se reaproximaram, mas é preciso costurar essa aliança com linha de aço, pois se Dalton pender para outro lado a coisa pode se complicar”, analisa um aliado de Melo.

Manobra de Picciani põe Rafhael do Gordo na Alerj

Rafhael contou com ajuda de Picciani A vaga era do vereador Chico Machado, de Macaé

O ex-deputado Aristeu Rafhael Lima, o Rafhael do Gordo, sétimo suplente do PMDB, voltou à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nessa quarta-feira Ele assumiu a vaga aberta com a saída de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas. A cadeira seria do sexto suplente, o vereador de Macaé Chico Machado, que desde o dia 28 de abril vinha tentando sentar nela, mas fora impedido pelo presidente da Casa, Jorge Picciani, que exigia que ele renunciasse ao mandato de vereador, o que Machado se recusou a fazer, pois a vaga é temporária.

Preferência por outro nome deixa vaga aberta na Alerj

Chico Machado chegou a se despedir da Câmara A cadeira deixada por Domingos Brazão deveria ter sido ocupada pelo sexto suplente, mas bloco do PMDB aparenta preferir o sétimo da lista, um ex-deputado com base eleitoral em São Gonçalo

Legalmente dono da vaga de deputado aberta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com a saída (no dia 28 de abril) de Domingos Brazão - que assumiu uma cadeira de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE) -, o sexto suplente do PMDB, Francisco Machado, já perdeu o prazo para ocupá-la e poderá ser substituído na próxima semana pelo sétimo suplente, o ex-deputado Aristeu Rafhael Lima, o Rafhael do Gordo. Chico Machado, como é mais conhecido em Macaé, onde é vereador, vem tentando assumir o mandato de deputado deste o dia 5 de maio e até chegou a se despedir dos colegas, mas teve de retornar no dia 13 porque a Mesa Diretora da Alerj decidiu que só o empossaria e se ele renunciasse ao mandato de vereador, o que Machado se recusa a fazê-lo, pois a vaga na Assembleia não é garantida: caso um dos parlamentares licenciados decida deixar o cargo que ocupa no governo do estado Chico não seria mais deputado nem vereador.

PMDB tem briga interna por vaga de Brazão na Alerj

Rafhael do Gordo parece agradar mais ao bloco que o vereador Chico Machado Bloco prefere ex-deputado de São Gonçalo a vereador de Macaé

Por preferência ao sétimo suplente de deputado estadual, Aristeu Rafhael Lima, o Rafhael do Gordo, a bancada do PMDB na Alerj vem se desentendendo. A vaga aberta com a saída de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado pertence ao sexto suplente, o vereador de Macaé Francisco Machado, mas esse ficou frustrado na última quarta-feira quando, atendendo a convocação da Mesa Diretora, apareceu para tomar posse. É que na hora de assumir foi avisado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani de que só sentaria na cadeira se renunciasse o mandato de vereador. Só que Chico, como o parlamentar é conhecido em sua cidade, já havia se despedido da Câmara na sessão do dia 29 de abril e feito o seguinte discurso: "Não farei promessas porque conheço a situação que o estado enfrenta com a crise financeira e a queda dos royalties do petróleo. O certo é que vou lutar pelo interior, que necessita tanto de atenção. ”

TSE manteve impugnação de Carlos Augusto

Carlos Augusto sofreu duas derrotas seguidas no Tribunal Superior Eleitoral E se o Supremo Tribunal Federal confirmar retroatividade da lei,  ele  ficará de fora da Alerj e só estará liberado para as eleições municipais de 2016 

Com voto proferido na noite de terça-feira pelo presidente da corte, ministro Dias Toffoli, o Tribunal Superior  Eleitoral (TSE) rejeitou recurso impetrado pelos advogados do ex-prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar, contra o registro da candidatura dele a deputado estadual pelo PSL. O voto desempatou o julgamento iniciado em dezembro do ano passado, interrompido por um pedido de vistas de Toffoli, quando estava empatado em três votos. Com a decisão permanecem computados em separado os 31.846 obtidos  por Carlos Augusto no pleito de 2014 e que lhe garantiriam a única cadeira conquistada pelo PSL na Assembleia Legislativa, ocupada pelo deputado Atila Nunes, que teve 25.042 votos.