MDB quer mostrar que não está morto no Rio

Partido ficou com apenas dois deputados federais e sete estaduais

A bancada do MDB do Rio na Câmara dos Deputados conta agora com apenas dois parlamentares. Permaneceram filiados Leonardo Picciani e Marco Antonio Cabral e diminuiu bastante também na Assembleia Legislativa, onde tinha 15 e ficou com sete, mas os encarregados de remover os escombros e reconstruir a legenda no território fluminense apostam na ressurreição nas urnas. O ex-prefeito de Queimados e pré-candidato a deputado estadual Max Lemos, por exemplo, ficou responsável pela formação da nominada de concorrentes a uma cadeira na Alerj e acha que a próxima bancada emedebista na Casa contará com entre oito e 10 deputados.

Justiça manda Núbia Cozzolino excluir vídeo no qual faz acusações sem provas contra o vice-prefeito de Magé

A ex-prefeita de Magé, Núbia Cozzolino, vai ter de excluir de seu blog e de sua página no facebook vídeo postado por ela, no qual faz graves acusações ao vice-prefeito da cidade, Vandro Lopes Gonçalves, o Vandro Família, sem base alguma. Decisão nesse sentido foi tomada há pouco pelo juiz da Vara Cível de Piabetá, Orlando Eliziaro Feitosa, no processo Processo nº 0002404-61.2018.8.19.0075, movido contra ela.  O magistrado entendeu que as alegações de Vandro no processo "são de extrema gravidade e evidentemente lesam a moral do autor".  O juiz citou ainda, que "em uma sociedade democrática e digitalizada, a responsabilidade social em redes sociais se mostra questão de extrema importância, já que campanhas difamatórias podem atingir espectro gigantesco, dependendo da quantidade de acessos e visualizações, tudo isto em curto espaço de tempo, ainda mais, quando não revestidas da devida comprovação".

"Pela análise da inicial, verifico que a ré postou vídeo no dia 20/03/2018, através do perfil blog da Nubia Cozzolino pertencente à rede social Facebook, onde faz ofensas diretas ao autor (vice-prefeito), ao afirmar que o mesmo é milicano, assassino e já matou diversas pessoas. Acrescento que o citado vídeo não é acompanhado de nenhuma documento ou qualquer comprovação do alegado", estendeu o magistrado.

Politicagem feita com morte de suplente vai parar na delegacia

Vice-prefeito de Magé registra queixa contra ex-prefeita e aciona advogados para que ela prove na Justiça as acusações feitas contra ele

O uso da morte do quinto suplente de vereador pelo PTB de Magé, Paulo Henrique Dourado Teixeira para atacar adversários políticos pode custar caro à ex-prefeita Núbia Cozzolino, que será responsabilizada na Justiça, nas varas cível e criminal, pelas acusações feitas ao vice-prefeito da cidade, Vandro Lopes Gonçalves, o Vandro Família, atribuindo a ele a responsabilidade pelo assassinato, o classificando como 'miliciano' e 'bandido', além de afirmar, em vídeo, que os tiros que mataram P9, como Paulo era mais conhecido, partiram do Palácio Anchieta. Vandro esteve hoje na 66ª Delegacia Policial para registrar uma queixa crime contra Núbia e seus advogados já estão preparando as ações que pretendem mover contra ela.

Suplente se desligou de gabinete na Alerj 17 dias antes de ser morto

E o parlamentar ainda não explicou a saída dele

Tão logo informado do assassinato do quinto suplente de vereador pelo PTB de Magé, Paulo Henrique Dourado Teixeira, o deputado estadual Renato Cozzolino Harb não perdeu tempo e afirmou que o crime aconteceu para intimidar o seu grupo político. O que ele não comentou em nenhum momento é que Paulinho P9, como a vítima era mais conhecida na localidade de Pau Grande, tinha se desligado do seu gabinete e revelado isso através da rede social. A morte de Paulinho provocou grande comoção entres os moradores dos bairros Fragoso e Pau Grande e levou a ex-prefeita Núbia Cozzolino a acusar membros do governo municipal, responsabilizando-os pelo crime, mas em postagens na rede social P9 vinha demostrando insatisfação era com seu trabalho no tal grupo do deputado. Só que sobre isso Renato e Núbia nada falaram.

Alerj vai discutir passagens dos ônibus intermunicipais

Audiência pública está marcada para o dia 6 de março

O presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Simão (foto), marcou para o dia 6 de março, às 10h, a audiência pública que vai discutir a alteração da metodologia para cálculo do aumento das tarifas dos ônibus intermunicipais e aumento do Bilhete Único Intermunicipal. Foram convidados representantes da Secretaria Estadual de Transportes, Detro, Fetranspor, Agetransp, Fundação Getúlio Vargas, Câmara Metropolitana do Rio de Janeiro, Instituto de Políticas de Transportes e Desenvolvimento, Associação dos Usuários de Transporte Público e Casa Fluminense. A audiência  vai acontecer na Assembleia Legislativa, na  Rua Primeiro de Março, S/n - Sala 316 - Praça XV, Rio de Janeiro.

Deputada vai responder por peculato

Órgão Especial do TJ aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público

Acusada pela de desviar dinheiro público em contratação de funcionário fantasma, a deputada estadual Lucia Helena Pinto de Barros, a Lucinha (foto), vai responder pelo crime de peculato. A denúncia apresentada pelo Ministério Público no ano passado, através Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos, foi aceita ontem por maioria de votos pelos desembargadores que integram o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com o MP, a deputada nomeou um pedreiro como assessor de seu gabinete na Assembleia Legislativa, mas este prestava mesmo eram serviços particulares para Lucinha e atuava como cabo eleitoral.

Rio pode recompor perdas geradas pela ampliação do Repetro

Regime aduaneiro especial tirou R$ 4 bilhões do estado

Só em 2016 o estado do Rio de Janeiro, maior produtor de petróleo no país, sofreu perdas no total de R$ 4 bilhões com o regime aduaneiro especial, que permite a importação de equipamentos específicos para serem usados as atividades de pesquisa e lavra das jazidas de petróleo e gás natural, sem a incidência dos tributos. É pensando em frear os prejuízos que a Assembleia Legislativa começou a discutir hoje o Projeto de Lei 3660/2017, de autoria do deputado André Ceciliano (foto), que tem o objetivo de restringir o Repetro no estado apenas à fase de exploração. A proposta também determina que o governo estadual deve negociar com a Alerj uma proposta de adesão ao regime, antes de negociar com o governo federal, pois do jeito como está, o regime prejudica bastante o Rio.

Museu da Escravidão vai ser lançado em maio no Rio

O objetivo é incentivar e contextualizar estudos sobre o período e formar professores

Após a inclusão do Cais do Valongo na lista de Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Museu da Escravidão Negra no Brasil pode sair do papel. A lei que define diretrizes para construção do espaço foi sancionada na semana passada pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Ficou estabelecido que o novo museu será centro de referência para estudos sobre a contribuição da população negra para o desenvolvimento do estado. O objetivo é incentivar e contextualizar estudos sobre o período, além de formar professores. "Será um local para as pessoas buscarem a verdadeira história da escravidão", disse o deputado Geraldo Pudim (MDB), que liderou a aprovação da lei.

Picciani se movimenta para garantir mandato

Leonardo trabalha por um maior número de cabos eleitorais de luxo e isso vale até para o ex-prefeito Max Lemos, que já se achava com vaga garantida em Brasília

Visto hoje como extensão da casa do "coisa ruim", o PMDB, segundo estimativas internas, não deverá eleger mais do que quatro deputados federais no Rio e quem sabe ser arriscado ficar sem um mandato atualmente, está movimentando o tabuleiro para organizar as peças. Assim, suplentes que tiveram entre 15 mil e 30 mil votos nas eleições de 2014 correm risco de serem reduzidos a meros cabos eleitorais este ano, o que estaria valendo até para quem vinha se achando o rei da cocada. O ex-prefeito de Queimados, Max Lemos (foto), por exemplo, já teria sido avisado de que a vaga que lhe será destinada na legenda é de candidato a deputado estadual, pois sua base - sempre tratada como mero curral eleitoral - teria ficado pequena demais para dois. Lemos ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas uma fonte ligada ao PMDB disse ontem que ele deverá concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa para não atrapalhar o filho do "dono" do partido, o ministro do Esporte Leonardo Picciani.

‘Olho grande’ dos Picciani pode implodir o PMDB do Rio

Governador já foi alertado por deputados descontentes

O último encontro entre o ministro do Esporte Leonardo Picciani e o deputado federal Pedro Paulo não foi nada cordial. Quem assistiu diz que houve bate-boca pesado e o motivo seria o controle pessoal que, mesmo preso, o pai do ministro, deputado estadual Jorge Picciani, estaria mantendo sobre o PMDB fluminense, cargos na Assembleia Legislativa e no governo. Para esquentar ainda mais as coisas, parlamentares da legenda já avisaram ao governador Luiz Fernando Pezão que podem deixar o partido, se os Picciani, pai e filho, não pararem de se comportar como donos e senhores do PMDB e de cargos na Alerj e na administração estadual. "A postura de Leonardo pode por tudo a perder e provocar o esvaziamento do partido no Rio. Eles (os Picciani) precisam entender que não são donos de nada e que o 'todo-poderoso' foi tirado de combate pela MPF e a Justiça", disse agora a pouco um descontente.