Austeridade ou jogada de marketing, prefeito?

Aluizio levou três anos para descobrir fantasmas em seu gabinete Aluizio levou três anos para descobrir que sua gestão em Macaé é “mal-assombrada”

A Secretaria de Administração de Macaé ainda não divulgou quantos servidores que estavam cedidos à Câmara de Vereadores e a outros órgãos atenderam ao chamado do governo, se reapresentando nos locais de trabalho de origem. Só na Câmara estavam 218 funcionários, mas o número de servidores nessa situação, incluindo o Legislativo, outros setores e até outros municípios, segundo uma fonte ligada a secretaria, pode chegar a 400. A fonte disse ainda que nem todos voltaram às suas funções e que a maioria dos que se reapresentaram não foi relotada ainda. Os vereadores não gostaram nada da decisão do prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio em chamar o pessoal de volta e chegam a questionar o que Aluizio classificou como austeridade. Para muitos a decisão do prefeito não passa de uma jogada de marketing, com vistas às eleições municipais.

Para cuidar de quais animais, senhores?

O presidente Eduardo Cardoso já disse que não vai revelar quantos servidores estavam cedidos à Câmara porque esses estavam à disposição dos vereadores e não da Casa Câmara de Macaé tinha até uma veterinária em disponibilidade, assim como professoras, médicos e agentes de saúde

Entre as centenas de servidores da Prefeitura de Macaé colocados à disposição da Câmara de Vereadores estava a médica veterinária Mariana da Silva Machado, com salário líquido de R$ 4.032,72 pago pelos contribuintes, que ainda não receberam nenhuma satisfação do prefeito Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio, sobre o que esses funcionários faziam nessa disponibilidade e para quais vereadores foram cedidos. A necessidade de uma veterinária na Câmara é tão estranha quanto a de uma camareira e ou de um auxiliar de manutenção de estradas, mas além de servidores admitidos pela administração municipal nessas funções os nobres representantes dos macaenses, membros da impoluta Casa Legislativa, tinham à sua disposição médicos, professoras, arquiteto, psicólogo e até merendeiras, além de porteiros de escola, assistentes de logística e vários auxiliares de serviços gerais, boa parte deles aprovados no concurso público realizado em 2011.

Câmara esconde o jogo sobre servidores cedidos em Macaé

Eduardo diz que cessão de funcionários é acertada particularmente entre vereador e prefeito e que os servidores trabalham para os mandatos e não para a Câmara Presidente da Casa se nega a revelar à serviço de quem funcionários pagos pelo contribuinte estavam

Quantos servidores efetivos foram cedidos pela Prefeitura de Macaé à Câmara Municipal nos últimos anos, à serviço de quais vereadores estavam e quais funções exerciam? Ao que parece isto só deverá ser respondido pelo presidente da Casa, Eduardo Cardoso, se a Justiça assim determinar, pois nenhuma informação nesse sentido consta do Portal da Transparência do Legislativo e a posição do presidente continua sendo a mesma de setembro do ano passado, quando, questionado sobre o assunto em plenário, afirmou que informaria só a relação dos funcionários cedidos e completou: "Penso que seja o mais apropriado, já que a cessão de servidores do Executivo para o gabinete dos vereadores é feita em negociação direta entre o prefeito e o parlamentar".

Caso do filho do prefeito de Madalena já está no MP

A sede da administração municipal de Macaé está sendo chamada de casa assombrada Mas Aluizio demorou três anos para descobrir “fantasmas” em seu gabinete

Aprovada para a função de porteiro de escola no concurso público lançado pela Prefeitura de Macaé em 2011, Andresa Ribeiro Ozório da Conceição foi convocada em 27 de dezembro de 2012 e empossada no dia 2 de janeiro de 2013, já na gestão do prefeito Aluizio dos Santos Júnior. Além do “da Conceição” no nome, há outras coincidências com o caso do secretário de Turismo de Santa Maria Madalena, Clementino da Conceição Filho: assim como ele, ela estava à disposição do gabinete do prefeito. Segundo informações de pessoas do próprio governo, os dois nunca teriam sido vistos atuando como porteiro e auxiliar de serviços gerais, respectivamente, funções que disputaram no processo seletivo realizado na gestão do prefeito Riverton Mussi. A dupla, se a resolução tomada através de portaria for mesmo à vera, terão de marcar ponto a partir de agora, desempenhando as funções para as quais foram aprovados no certame.

Filho do prefeito de Madalena seria “fantasma” em Macaé

Clementino Filho foi nomeado por Clementino pai para comandar a Secretaria de Turismo três meses depois de ser admitido como auxiliar de serviços gerais em Macaé e colocado em disponibilidade Ele passou em concurso para auxiliar de serviços gerais, mas foi colocado em disponibilidade logo depois de nomeado, em outubro de 2012

A determinação do prefeito Aluizio dos Santos Júnior em chamar de volta ao trabalho servidores efetivos colocados à disposição da Câmara de Vereadores e os que estavam encostados no setor de Recursos Humanos - recebendo sem trabalhar nas funções para as quais foram selecionados - está servindo cada vez mais para colocar sob suspeita o concurso realizado pela Prefeitura de Macaé para cargos de nível fundamental completo e incompleto em 2011. É o caso, por exemplo, do secretário de Turismo do município de Santa Maria Madalena, Clementino da Conceição Filho, que foi aprovado para a função de auxiliar de serviços gerais e deveria estar lotado no Colégio Municipal Professora Elza Ibrahim, mas tão logo nomeado foi colocado à disposição do gabinete do então prefeito Riverton Mussi.

Concurso de 2011 volta a ser questionado em Macaé

O vereador Francisco Alves Machado Neto, o Chico Machado, passou para auxiliar de conservação de estradas, foi convocado e desistiu da vaga dois meses depois de nomeado Aprovados para função de auxiliar de conservação de estradas estavam lotados na Câmara de Vereadores

Mais de três anos após a convocação e a posse dos aprovados no concurso realizado pela Prefeitura de Macaé em 2011 para preencher vagas de nível fundamental completo e incompleto, o processo seletivo voltou a ser questionado. É que alguns classificados para cargos de camareira, auxiliar de conservação de estradas e outros nunca teriam exercido as funções para as quais foram selecionadas nos setores nos quais deveriam ter sido lotados pela administração municipal, pois foram logo colocados à disposição da Câmara de Vereadores. Nesse concurso teve até vereador com patrimônio de mais de R$ 3 milhões declarado à Justiça Eleitoral e curso superior incompleto aprovado para auxiliar de manutenção de estradas, função com salário líquido de R$ 1.090. Trata-se de Francisco Alves Machado Neto, o Chico Machado (classificado para atuar cuidando das vias da localidade de Sana). Ele foi nomeado em julho de 2012, mas depois da repercussão negativa de sua participação no certame desistiu da vaga em setembro do mesmo ano.

Aprovados para Mangaratiba começarão a trabalhar em março

O prefeito Ruy Quintanilha homologou ontem o resultado do processo seletivo A convocação deverá acontecer na próxima semana, mas número a ser chamado não é suficiente para substituir todos os contratados que trabalharam até o ano passado

O prefeito de Mangaratiba, Ruy Quintanilha, homologou ontem o resultado do concurso público realizado para preencher 427 vagas na rede municipal de ensino (240 professores), mas ainda não há uma data certa para o início das convocações. A Prefeitura informa apenas que “os aprovados vão receber a convocação a partir dos próximos dias” e que o inicio do ano letivo antes marcado para o dia 15 de fevereiro só vai começar no dia 7 de março. Embora o número de professores e funcionários de apoio contratados até outubro (quando o concurso foi aberto) supere o de vagas imediatas oferecidas no edital, a informação que constava ontem no site oficial do município aponta para o seguinte: só deverão ser chamados agora 418 aprovados (sendo 78 professores I e 162 professores II), menos da metade de um total de 864 temporários registrados no ano passado.

Mangaratiba: rapidez em concurso foi para atender decisão judicial

Mas quantidade de vagas imediatas oferecidas no processo seletivo é bem menor que número de contratados para o setor de Educação

Realizado em apenas 31 dias, o concurso público promovido pela Prefeitura de Mangaratiba para preencher 427 vagas imediatas na rede municipal de ensino, é resultado de uma ação judicial movida pelo Ministério Público. A rapidez com qual o processo seletivo aconteceu causou insatisfação em alguns candidatos classificados para o cadastro de reserva, que anunciaram que representariam junto ao MP por uma investigação, pois se consideraram prejudicados, o que até ontem não havia acontecido. De acordo com a Procuradoria do município, o certame “foi realizado dentro da legalidade e dos prazos”. Ainda segundo a Procuradoria, a ação foi ajuizada em 2014 e existe uma decisão tomada no dia 26 de março do ano passado pelo juiz Marcelo Borges Barbosa, obrigando o preenchimento das vagas de provimento efetivo por servidores concursados. Entretanto, está no Portal da Transparência do município, o número de contratados temporários que atuaram na rede municipal de ensino durante o ano passado é quase o dobro da quantidade de vagas oferecidas no edital que pautou o concurso, chegando ao total de 864 temporários, segundo dados de outubro de 2015, quando o edital foi divulgado.

Tem vagas sobrando na Educação de Mangaratiba

Se forem empossados apenas 427 aprovados vai sobrar vagas na rede municipal de ensino Concurso ofereceu 427 postos de trabalho imediatos, mas o município tem mais de 800 contratados na rede municipal de ensino

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Mangaratiba, o concurso para a Educação foi rápido por conta do início do ano letivo e deveria ter sido feito ainda na gestão do prefeito Evandro Bertino Jorge. Entretanto, se forem empossados apenas os classificados dentro do número de vagas imediatas oferecidas no edital, ainda restarão 437 contratados na rede municipal de ensino, que tem hoje em atividade 864 profissionais temporários. Atualmente a rede conta com 382 professores nível II contratados e 119 professores I e o quadro de apoio é formado por 363 funcionários também temporários. Como para professor II foram oferecidas apenas 162 vagas para ocupação imediata, sobram 220 que por lei têm de ser preenchidas pelos candidatos classificados no cadastro de reserva.

Concurso de Mangaratiba será questionado no MP

A Prefeitura deu apenas um mês de prazo aos candidatos para se inscreverem, pagar a taxa e se prepararem para as provas. O edital foi lançado no dia 28 de outubro e as provas aconteceram nos dias 28 e 29 de novembro. Resultado final: quase todas as vagas imediatas ficaram para os que atuam na rede de ensino Quase todos os aprovados dentro do número de vagas imediatas de professor II já atuam na rede municipal de ensino

Pode ser apenas uma coincidência, mas a situação está sob suspeita na ótica de boa parte dos candidatos que participaram do concurso relâmpago realizado pela Prefeitura de Mangaratiba para preencher cargos de provimento efetivo em várias funções na rede municipal de ensino. É que como aconteceu na seleção de merendeiras, quando todo os aprovados dentro do número de vagas já prestam serviços ao município como temporários, os 160 primeiros classificados para a função de Professor II também já atuam na Secretaria Municipal de Educação, a maioria como contratado, mas entre os aprovados para posse imediata também estão comissionados e efetivos que buscaram uma segunda matrícula. De acordo com o edital que sustentou o processo seletivo, foram disponibilizadas 162 vagas imediatas para Professor II e por conta disso só deverão ser convocados como novos profissionais da rede as candidatas Silvia Patrícia Amâncio Lopes e Simone de Oliveira, classificadas, respectivamente, nas 161ª e 162ª colocações, que na lista de aprovados aparecem como “aguardando vaga”, enquanto todos os aprovados nas posições anteriores constam da relação final como “ocupando vaga”.