Prefeito de Resende larga escolas no abandono, mas já empenhou quase R$ 2,5 milhões para gastar em propaganda

Com uma arrecadação anual de quase meio bilhão de reais para uma população de aproximadamente 130 mil habitantes, a manutenção de serviços públicos de qualidade deveria ser uma obrigação para a administração municipal de Resende, cidade do Sul Fluminense. A Escola Municipal Rompendo o Silêncio, no bairro Alvorada, no entanto, é um triste exemplo de uma realidade caótica que atinge diversas unidades educacionais do município, muito distante do que tenta propalar o prefeito Diogo Balieiro Diniz ao esparramar a cor adotada por seu governo, o azul marinho, pelos prédios públicos da cidade.

Ao que se percebe, a publicidade do poder público local parece direcionada a construir uma identidade visual vinculada ao governo Balieiro. Um trabalho de marketing milionário desenvolvido pela agência publicitária Duelo Comunicação, mas que é custeado com o dinheiro do povo e não do prefeito (confira aqui). Para se ter uma ideia do que isso representa, segundo informações do Portal da Transparência, em maio de 2017 a prefeitura empenhou R$ 587.942,92 em favor da Duelo Comunicação com término em dezembro de 2017, quando publicou outro termo de aditamento, no valor de R$ 1.425.000,00  e com vigência de janeiro a dezembro de 2018. Este ano, a prefeitura publicou mais um termo de aditamento, empenhando R$ 475.000,00 para o contrato de publicidade com a Duelo.

TCE aponta indícios de fraude e superfaturamento nos ônibus escolares de Japeri e diz que contrato não era fiscalizado pela Educação

Um ano e dois meses após o elizeupires.com revelar irregularidades na contratação de uma frota de 12 ônibus velhos pela Prefeitura de Japeri para o transporte de alunos, o Tribunal de Contas do Estado comprova que o município pagou por "lebre", recebeu "gato", e o fez através de um processo de licitação fraudado, segundo revela um relatório de auditoria da Corte de Contas (confira aqui), com data de 4 de abril deste ano. "O conjunto de achados desta auditoria aponta na direção de fraude ao edital de pregão nº 022/2017, direcionando-o para tornar vencedora a empresa JL Transporte e Construção", diz um trecho do documento. Por causa das irregularidades o TCE notificou o prefeito afastado, o atual, o responsável pelo setor de licitação e a secretária de Educação.

As irregularidades no transporte dos alunos da rede municipal de ensino de Japeri começaram a vir à tona no dia 20 de fevereiro de 2018, através da matéria Japeri paga caro para ônibus irregular transportar alunos. A partir daí foi feita uma série de reportagens, o que não impediu que o prefeito interino, Cesar Melo ampliasse a validade do contrato através de um termo aditivo e elevasse o valor inicial de R$ 2.712.608,69 para R$ 3.945.612,64. No relatório o TCE questiona, por exemplo, porque a então controladora geral do município, Fabíola Monteiro Furtado, por ela não ter dado ciência ao órgão sobre as irregularidades divulgadas.

Aperibé vai gastar o suficiente para comprar 1.800 botijões de gás, mas contratos não revelam a quantidade a ser entregue

Os três contratos somam pouco mais de R$ 118 mil, mas não revelam a quantidade que está sendo adquirida Depois de comprometer R$ 840 mil reais com a compra de pães, bolos, rosquinhas, salgadinhos, leite e manteiga em uma padaria da cidade, sem deixar claro a quantidade a ser adquirida, a Prefeitura de Aperibé volta a fazer o mesmo em relação ao fornecimento de gás de cozinha para algumas secretarias. Os três contratos firmados recentemente para esse objeto somam R$ 118.180,00, o suficiente para comprar mais de 1.800 botijões de 13 quilos em um ano, considerando o preço médio unitário de R$ 65.

Os contratos 048, 049 e 061 – com valores globais de R$ 7.684,00, R$ 45.686,00 e R$ 64.800,00 – foram firmados com a micro empresa Josiane Castilho Campos, mas em nenhum deles está definida a quantidade a ser entregue nos 12 meses de validade de cada. No contrato de menor valor, por exemplo,  consta que serão entregues cilindros de 45 quilos e botijões de 13 quilos para as secretarias de Educação, Agricultora, Obras e Administração, mas nada diz sobre a quantidade.