Compra de uniformes será investigada em Guapimirim

O secretário Rui Aguiar e o prefeito Marcos Aurélio fizeram da entrega dos kits escolares ato político (Foto: Divulgação/PMG) Aquisição de livros infantis ainda não entregues também será apresentada ao Ministério Público

O Ministério Público deverá receber nos próximos dias cópias completas dos processos relacionados à compra de uniformes, calçados, material escolar e kits feita este ano pela Prefeitura de Guapimirim junto às empresas VER 55 e VMGMar Comercial, localizadas em Paty do Alferes e Miguel Pereira, respectivamente, e que registraram como atividade econômica principal o comercio de material de informática. No encaminhamento também será incluído cópia do processo 9579/2015, referente à compra de livros infantis no valor de R$ 174.800,00, para formar as chamadas Bebetecas. O fornecimento dos livros - que ainda não chegaram às unidades de educação infantil - ficou a cargo da empresa Florescer Livraria e Editora, que no dia 6 de abril teve assinado pelo secretário de Educação, Rui Aguiar, o Contrato 15/2016, com prazo de três meses para fazer entrega e mais 30 dias para o pagamento integral da fatura.

Coleta de lixo sem licitação custa caro ao prefeito de Itaboraí

Helil já acumula mais de R$ 300 mil em multas no TCE Desde 2014 que Helil Cardoso vem se recusando a cumprir exigências do Tribunal de Contas

Desde 2014 que o Tribunal de Contas do Estado vem cobrando da Prefeitura de Itaboraí alterações no edital de licitação para contratar uma empresa especializada em coleta de lixo sem que as correções fossem feitas em sua totalidade. Ao analisar o edital pela primeira vez o TCE constatou 13 irregularidades e como apenas algumas delas foram sanadas a Corte de Contas fixou multa de R$ 12.009,20 por cada dia sem uma resposta definitiva. As sanções já atingem o total de R$ 348.266,08, valor que continuará aumentando se em 30 dias o prefeito Helil Cardozo não cumprir as exigências que ainda faltam ser atendidas. A demora em atender ao Tribunal de Contas já está sendo vista como estratégia para manter a prestação do serviço sem licitação, o que vem acontecendo desde janeiro de 2013.

Prejuízo vai virar lucro em Macaé

As composições do VLT de Macaé vai ser transferidas para o governo estadual e passarão a circular no ramal Saracuruna-Magé-Guapimirim VLT adquirido em contrato considerado irregular pelo Tribunal de Contas será trocado por obra de R$ 65 milhões

Sei anos depois de um contrato considerado irregular pelo Tribunal de Contas do Estado - feito pelo então prefeito Riverton Mussi para aquisição de unidades de VLT (Veículo Leve sobre Trilho) de um metrô de superfície que descarrilou antes mesmo da primeira viagem - alguns vereadores de Macaé resolveram agir, mas não para responsabilizar o ex-gestor pela compra precipitada, mas para supostamente apurar o grau de depreciação das duas composições vendidas pela empresa Bom Sinal Indústria e Comércio, única concorrente de uma estranha licitação que comprometeu, para nada, cerca de R$ 25 milhões. Aparentemente bem intencionada, a primeira vista mostrando zelo com o bem público, a proposta do grupo de oposição teria por trás a tentativa de melar um negócio e tanto para o município, que em troca de um projeto viário orçado em R$ 65 milhões vai entregar ao governo estadual as composições que hoje não tem qualquer utilidade para a população local, já que Riverton fez a compra, mas esqueceu que sem a adaptação dos trilhos e a construção das estações de embarque e desembarque o VLT não serve para coisa alguma.

Odebrecht chegou a Rio das Ostras pelas mãos de Sabino

O prefeito Alcebíades Sabino dos Santos assinou, em 2004, contrato de mais de R$ 106 milhões com o Grupo Odebrecht Contrato foi firmado em 2004, assinado pelo prefeito e por procuração passada pelo diretor Benedicto Barbosa Silva Júnior, em cuja casa a Polícia Federal achou lista com mais de 200 nomes de políticos

Hoje motivo de preocupação para muitos políticos, o Grupo Odebrecht - que controla uma das maiores construtoras do mundo, reunindo várias empresas atuando em diversos setores e apontado também com o maior financiador de campanhas eleitorais no Brasil, tanto por fora (caixa 2) como por dentro (contribuições declaradas) - entrou em Rio das Ostras na segunda gestão do prefeito Alcebíades Sabino dos Santos, tendo assinado o seu primeiro contrato com o município no dia 4 de setembro de 2004, depois de vencer a Concorrência Pública 007/2003, no valor de mais de 106 milhões, para obras do sistema de saneamento. O contrato foi assinado, via procuração por Leandro Andrade Azevedo, autorizado no documento a representar Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, em cuja casa a Polícia Federal apreendeu uma lista com mais de 200 nomes de políticos, incluindo Sabino, como recebedores de dinheiro para campanha eleitoral.

Contrato da Odebrecht em Rio das Ostras sob investigação

A Odebrecht Ambiental já recebeu mais de R$ 600 milhões em Rio das Ostras Agentes foram buscar o documento na Prefeitura e nome do prefeito da cidade aparece em lista de políticos que teriam recebido doações da empresa

Dias antes da divulgação, hoje, de uma lista com nomes de mais de 200 políticos que teriam recebido doações do Grupo Odebrecht, na qual aparece o prefeito de Rio das Ostras, policiais estiveram na sede do governo para buscar cópia do contrato de R$ 1.43 bilhão firmado entre a administração municipal e a Odebrecht Ambiental, empresa que opera o sistema de saneamento da cidade, através de uma Parceria Público Privada (PPP), que estará vigorando até 2024. A informação foi confirmada agora a pouco por uma fonte ligada ao governo, que revelou ainda que o prefeito Alcebíades Sabino dos Santos teria demonstrado grande preocupação ao tomar conhecimento de que seu nome está lista apreendida pela Polícia Federal na casa de Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura.

MP abre mais um inquérito contra Quaquá

Quaquá não gosta muito de dar satisfações sobre seus atos Prefeito de Maricá se nega a fornecer informações sobre contratação de obras e serviços, como o contrato de cerca de R$ 30 milhões firmado em 2015 com a empresa Ônix Serviços

Repousam desde setembro do ano passado nas gavetas do gabinete do prefeito Washington Luiz Cardoso Siqueira, o Quaquá (PT) pelo menos 40 requerimentos formulados pelo vereador Felipe Auni (PSD) com pedidos de informações sobre vários contratos firmados pela Prefeitura de Maricá para a realização de obras e prestação de serviços. Como nenhum deles foi respondido o parlamentar recorreu ao Ministério Público que então decidiu abrir mais um inquérito para apurar possível prática de improbidade administrativa.

Ex-prefeito de Silva Jardim tem conta bloqueada pela Justiça

Pré-candidato a prefeito Marcelo Zelão ficou em situação difícil Marcelo Zelão, ex-vice e mais 13 pessoas são réus em processo por supostas fraudes em licitação

O ex-prefeito de Silva Jardim, Marcelo Cabreira Xavier, o Zelão, o ex-vice e ex-secretário de Educação, Fernando Augusto Bastos (ambos do PT) e mais 13 pessoas tiveram suas contas bancárias bloqueadas pela Justiça em processo que apura possíveis fraudes em processos licitatórios para compra de peças e consertos de veículos da frota municipal no período entre 2009 e 2012. A ação é a segunda em tramitação impetrada pelo Ministério Público por possíveis irregularidades em licitações na área de transporte durante a gestão de Zelão. Um dos processos levou a Justiça a suspender o contrato de aluguel de ônibus para o transporte de cerca de 250 estudantes universitários, porque o MP apontou que a empresa Auto Viação Esperança contratada para o serviço teria vencido um pregão de “cartas marcadas”.

Cadê a obra, prefeito?

A placa diz que a obra estaria concluída em quatro meses. Porém o projeto não está nem na metade Arena de eventos de Silva Jardim era para ter sido concluída até o último dia 6, mas o projeto não está nem na metade

Orçada em R$ 1.023.753,40 a arena de eventos prometida aos moradores de Silva Jardim pelo prefeito Anderson Alexandre vai demorar mais que o previsto para ser concluída e nem a Secretaria de Obra sabe quando o espaço de cultura e lazer estará pronto. De acordo com a placa afixada no local pela Construtora Belgon a obra seria concluída em quatro meses (de 6 de novembro a 6 de março), mas a únicas coisas visíveis no terreno são a placa e os tapumes. Com o atraso e as poucas intervenções feitas até agora, para dar prosseguimento ao projeto será necessário um termo aditivo no contrato e é aí que mora o perito: teme-se que além da prorrogação do prazo o prefeito Anderson Alexandre também o valor do contrato, o que se acontecer deixaria a obra muito mais cara.

Ex-secretário de Angra dos Reis terá de devolver R$ 270 mil

     Em decisão tomada na sessão desta terça-feira o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro condenou o ex-secretário de Planejamento do município de Angra dos Reis Rubem Dobler a devolver aos cofres da municipalidade R$ 270.891,70 devido a irregularidades encontradas em contrato firmado sem licitação (em 2002) com a Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência, A Faetec foi contratada para elaborar estudos e relatórios técnicos que ajudariam na obtenção de recursos do BNDES para modernizar administração municipal. O plenário do TCE seguiu o voto do conselheiro Aloysio Neves, que atuou como relator no processo. A Faetec recebeu R$ 172.810,50 para a prestação do serviço pelo prazo de dois meses. Com Rubem foi condenado ainda o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Bento José, também foi considerado responsável pelo dano aos cofres de Angra dos Reis, mas, por conta do falecimento de Bento Rubem arcará sozinho com a reparação.

Contas no escuro em Guapimirim

A administração do prefeito Marcos Aurélio parece ter problemas com os números e nessa gestão matemática não é uma ciência exata Município não informa, por exemplo, quanto aos contribuintes a folha de pessoal

Até o final do expediente de ontem já tinham entrado nas contas da Prefeitura de Guapimirim mais de R$ 15 milhões em repasses constitucionais obrigatórios, segundo informa o Demonstrativo de Distribuição da Arrecadação do Banco do Brasil, R$ 15.569.308,90 para ser exato, sendo R$ 5.226.886,93 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), soma do período de 1º de janeiro a 7 de março. O problema para o contribuinte é saber onde e em que esses recursos estão sendo investidos, uma vez que o sistema de informação da Prefeitura está sempre fora do ar e quando funciona os números não são nada claros. Os cidadãos não conseguem saber, por exemplo, quanto o município gasta com salários e gratificações de servidores efetivos, contratados e nomeados em cargos de confiança.