Coleta de lixo custa caro demais em Macaé

Na gestão de Aluizio a limpeza pública custa mais caro, o que não significa dizer que o serviço ganhou qualidade Tribunal de Contas suspende licitações e manda Prefeitura - que já pagou mais de R$ 230 milhões - corrigir editais

Quando o prefeito Aluizio dos Santos Júnior, o Dr. Aluizio, assumiu o governo o serviço de limpeza pública custava R$ 55 milhões por ano, preço já considerado elevado para um município que tem menos de 250 mil habitantes, pois Nova Iguaçu, por exemplo, com cerca de 900 mil moradores - incluindo os custos com o descarte naquela que é considerada a mais moderna central de tratamento de resíduos sólidos - não chega a gastar mais que R$ 45 milhões anuais. Talvez achando que o serviço estava barato demais, Aluizio elevou o custo para cerca de R$ 70 milhões nos anos seguintes e só não foi mais generoso agora porque o Tribunal de Contas do Estado barrou uma licitação marcada para o dia 19 de agosto, que aumentaria as despesas para cerca de R$ 84 milhões, embora, de acordo com moradores dos bairros periféricos, a coleta de lixo tem deixado muito a desejar nos últimos três anos.

Helil concluirá mandato sem licitar coleta de lixo

O prefeito Helil Cardoso não cumpre as exigências do Tribunal de Contas e multa pode passar de R$ 1.2 milhão Prefeito de Itaboraí vem mantendo contrato emergencial há quase quatro anos

Quanto está custando o serviço de coleta de lixo no município de Itaboraí? Está pergunta não foi respondida pela administração municipal nem ao Tribunal de Contas do Estado, muito menos aos contribuintes da cidade, que não estão sem acesso a informações sobre os gastos da Prefeitura, uma vez que o Portal da Transparência - quase sempre fora do ar - não vem sendo atualizado. Sobre a coleta de lixo no último dia 25 o TCE o voltou a cobrar esclarecimentos ao prefeito Helil Cardoso, que desde janeiro de 2013 vem abusando dos contratos emergenciais, renovados sempre com a desculpa de que a corte de contas vem impedindo a realização de concorrência, o que não é verdade, pois o que o tribunal vem fazendo é cobrar, há mais de dois anos, ajustes no edital, uma vez que o valor estipulado para o serviço teve um aumento, sem justificativa, de quase R$ 10 milhões, passando de R$ 13 milhões anuais para R$ 22.044.412,92 no edital enviado ao TCE para uma licitação anunciada em novembro de 2014.

Maior doador da campanha de Aluizio é citado na Lava Jato

Então deputado federal pelo PV, em 2012 Aluizio foi para as ruas se apresentando como o candidato da mudança Marcos Antônio Cahu Lauria fez dois repasses declarados no total de R$ 195 mil

Cinco meses após a divulgação de uma lista com cerca de 300 nomes de políticos que teriam recebido da Odebrecht recursos supostamente não declarados para a campanha eleitoral de 2012, entre eles os prefeitos de Rio das Ostras e Macaé, Alcebíades Sabino dos Santos (PSDB) e Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio (PMDB), o nome do prefeito macaense voltou a ser citado por doação feita por investigados na operação Lava Jato na mesma campanha, mas desta vez o repasse aparece como declarado nominalmente à Justiça Eleitoral.

Condenação do TJ não barra Paulo Dames

Paulo Dames governou o município por três vezes e já está nas ruas na disputa pelo quarto mandato Mesmo com decisão em corte colegiada ex-prefeito de Casimiro de Abreu teve registro deferido

Em decisão tomada nesta terça-feira o juiz Rafael Azevedo Ribeiro Alves, da 50ª Zona Eleitoral, deferiu a candidatura do ex-prefeito de Casimiro de Abreu, Paulo Dames, que concorre pelo PSB à sucessão do prefeito Antonio Marcos Lemos (PSC). Para deferir o pedido de registro o magistrado julgou improcedente dois pedidos de impugnação, um do Ministério Público e outro impetrado pela coligação Vamos Fazer Juntos, formada pelas legendas PSDC, PV, PSC, PSL, DEM, PEN, PMDB, PTC, SD, PSD e PPS, com base em condenação por improbidade administrativa confirmada pelo plenário do Tribunal de Justiça e depois pela rejeição - na 9ª Câmara Cível - de um recurso ajuizado pela defesa do ex-prefeito contra a decisão colegiada do TJ.

TCE suspende licitação de linhas de ônibus em Queimados

A licitação prevê prazo de 25 anos para exploração do serviço, mas não garante tarifa melhor A Prefeitura reduziu número de passageiros a serem transportados e aumentou valor da tarifa

Se arrastando desde o ano passado e remarcada para o dia 5 de agosto, a concorrência pública do transporte coletivo de passageiros no município de Queimados, na Baixada Fluminense, foi novamente suspensa. É que o Tribunal de Contas do Estado apontou doze irregularidades no edital de licitação, mesmo após algumas alterações feitas sob recomendação da corte. De acordo com a análise do TCE, a nova versão do edital reduziu a previsão do número de passageiros atendidos por mês, passando de 768.515 para 652.261 e aumentou a tarifa, reajustando de R$ 3,10 para 3,45, embora ampliasse a quantidade de linhas de 18 para 20 itinerários. Em decisão tomada na sessão de hoje o TCE deu 30 dias de prazo para o prefeito Max Lemos fazer as correções.

Câmara não dá a mínima para os gastos da Águas de Casimiro

Rafael Jardim prometeu que iria devassar a gestão de Eliezer Crispim à frente da autarquia de água e esgoto. Não fez nada até hoje Vereador prometeu que requerimentos seriam aprovados depois do carnaval. Chegaram as festas juninas e ele ainda não apresentou um pedido sequer

“Uma verdadeira operação pente fino nos contratados firmados nos últimos dois anos pela autarquia Águas de Casimiro (antigo Serviço Autônomo de Água e Esgoto - Saae) para prestação de serviços de manutenção e realização de obras”. Foi o que prometeu no dia 2 de fevereiro o vereador Rafael Jardim, mas já se passaram quatro meses e 23 dias e nenhum requerimento neste sentido foi apresentado ainda. Pelo que se comenta nos bastidores do Poder Legislativo, a devassa nas contas do ex-Saae não aconteceu nem vai acontecer por conta da relação estreita de vereadores com o empresário Alexanderson Miranda - o Alê, que controla a empresa Onix Serviços, que tem o melhor contrato de prestação de serviços com a autarquia - e por “respeito” ao vereador Elizer Crispim, ex-presidente da Águas de Casimiro. Um deles, por exemplo, Adair Abreu de Souza, o Kinha, é visto com freqüência em frente à espera de Alê em frente a casa do empresário, em Silva Jardim, em visitas que se repetem pelo menos uma vez por mês.

Obra de quase R$ 1,8 milhão continua interditada em Silva Jardim

Com um aditivo de R$ 500 mil o valor da obra passou de R$ 1,7 milhão e a população ainda não pode usufruir do ginásio poliesportivo Corpo de Bombeiros aponta perigo em ginásio reformado por empreiteiro que quer ser prefeito de Casimiro de Abreu

Os praticantes de esportes que desde 2014 vem esperando para voltarem a usar as dependências do Ginásio Poliesportivo Jorge Mendonça, localizado no bairro Fazenda Brasil, em Silva Jardim, vão ter que continuar aguardando, pois o que entrou em obra de reforma e ampliação para, segundo o prefeito Anderson Alexandre, ser “um moderno centro de esportes”, foi interditado pelo Corpo de Bombeiros, por oferecer perigo aos frequentadores.

PR confirma pré-candidatura em Silva Jardim

Zilmara foi a vereadora mais votada em 2012 e agora é a pré-candidata a prefeita do PR (Foto: Ivan Teixeira) Vereadora Zilmara Brandão vai disputar convenção que definirá chapa majoritária

Mais votada entre os vereadores eleitos no município de Silva Jardim em 2012, somando 5,86% dos votos válidos apurados, Silmara Brandão da Silva é pré-candidata a prefeita pelo Partido da República. É o nome dela que a legenda pretende levar à convenção que vai acontecer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto para definir a composição da chapa majoritária e a nominata de candidatos a vereador.

Saúde de Casimiro faz prestação de contas sem abrir caixa-preta

O secretário Edson Magenfesti falou em transparência, mas os gastos da Saúde continuam fora do sistema da Prefeitura. Então há que se perguntar: Que transparência é esta? (Foto:Divulgação/PMCA) Prefeitura faz audiência pública mas não revela pagamentos a OS, contrato para locação de carros e muito menos quanto gastou na construção das unidades de saúde

"O nosso trabalho é realizado com muita responsabilidade, seriedade e transparência. O fato de a maior contrapartida de investimentos na Saúde ser feita pelo município, demonstra a preocupação em manter a qualidade dos serviços, mesmo diante da grave crise financeira que atinge o país". A afirmação é do secretário de Saúde do município de Casimiro de Abreu, Edson Mangefesti e foi feita durante audiência pública realizada no auditório Aline Carvalho da Costa, supostamente para prestar contas das ações desenvolvidas e dos valores aplicados no setor de Saúde durante o primeiro quadrimestre de 2016. Entretanto, a Prefeitura continua não disponibilizando no Portal da Transparência os valores pagos a fornecedores e prestadores de serviços com contratos com o Fundo Municipal de Saúde, deixando os contribuintes sem saberem, por exemplo, quanto o município já pagou até hoje ao Instituto de Gestão e Humanização (IGH) para gerir parte da Saúde, quanto custa cada carro alugado pelo FMS ou quanto a municipalidade gastou com a construção das Unidades Básicas de Saúde (UBS), contratado inicialmente por mais de R$ 55 milhões.

Contrato de UBS de Barra de São João não é encontrado

Esta unidade foi construída na Rua Piranhas, no bairro Peixe Dourado II, mas o custo das obras é segredo, bem como o de todas Unidades Básicas de Saúde inauguras pela gestão do prefeito Antonio Marcos (Foto: Divulgação/Luiz Eduardo) As obras da Unidade Básica de Saúde inaugurada em maio foram feitas pela Construtora Heringer, mas a Prefeitura não informa quanto ela custou, repetindo o mesmo feito em relação as unidades entregues antes

No dia 24 de maio os moradores de Barra de São João, segundo distrito do município de Casimiro de Abreu, no interior do estado do Rio de Janeiro, ganharam a terceira Unidade Básica de Saúde, investimento feito com recursos repassados pelo governo federal ao Fundo Municipal de Saúde. A obra foi contratada junto à empresa Construtora Heringer de Casimiro, controlada pelo empresário Vagner Heringer, que em 2012 coordenou a campanha do prefeito reeleito Antonio Marcos Lemos, mas os contribuintes não conseguem saber quanto custou esta unidade, já que o Contrato 147/2011, firmado com o FMS e os valores pagos à empresa com recursos destinados ao setor não são encontrados no sistema da Prefeitura, como determina a lei.