Guapimirim dá calote em professores para gastar com empresas

O prefeito é Marcos Aurélio, mas quem governa, dizem nos corredores do poder, é o secretário Rui Aguiar Reajuste constitucional da categoria ficou só na promessa, mas a terceirização de mão de obra está rolando solta na rede municipal de ensino

Falta menos de dois meses para o prefeito Marcos Aurélio Dias deixar o governo e até agora nem sinal do reajuste obrigatório que deveria ser concedido em janeiro deste ano aos professores de Guapimirim, com percentual definido em 7,5%. Para não pagar o direito dos profissionais de ensino, Rui Aguiar, secretário de Educação, alega que o município não tem recursos financeiros para isto e põe o descaso da administração municipal na conta da crise. Porém, três contratos de terceirização de serviços firmados em setembro sugerem que a Prefeitura tem sim dinheiro e só não paga o reajuste porque não quer. Revoltados com a situação, os professores estão reunindo assinaturas para uma representação junto ao Ministério Público, através da qual vão pedir que sejam investigadas as razões da não concessão do aumento garantido pelo artigo 37 da Constituição Federal.

Gastos de Guapimirim não são compatíveis com a realidade

A Prefeitura começou a informatizar a gestão escolar. O treinamento foi iniciado em outubro (Foto:Divulgação/PMG) A Secretaria de Educação registrou mais de R$ 11 milhões em despesas nos últimos seis meses, mais da metade disto é considerado como "gastos desnecessários" por membros do próprio governo

Embora esteja no poder desde o dia 11 de setembro de 2012, somente agora - a menos de dois meses do fim do mandato - é que o prefeito Marcos Aurélio Dias resolveu informatizar a rede de ensino e optou por fazê-lo através de uma empresa que do caixão ao material de limpeza tem feito vários fornecimentos para a Prefeitura de Guapimirim nos últimos anos. No apagar das luzes a Secretaria de Educação contratou (por R$ 780 mil) a Inffactor Comercio e Serviços para implantar a gestão escolar e já pagou por isto, segundo registros da administração municipal, R$ 335.820,65. Nos últimos seis meses o setor de Educação registrou mais de R$ 11 milhões em despesas questionadas até por alguns membros do governo, mais da metade disto a partir de setembro, inclusive com terceirização de mão de obra, contratos que deverão ser auditados pela próxima gestão, conforme já externou o prefeito eleito Jocelito Pereira de Oliveira. No modo de ver de uns de seus poucos aliados, o atual prefeito, além do título de pior gestor da história do município, vai levar para casa pepinos e abacaxis de todos os tamanhos e gastará alguns anos e muito dinheiro se defendendo em processos judiciais por conta de ações de secretários que confundem a coisa pública com a privada do que por suas próprias iniciativas. 

Empresa que faturou alto em Macaé pagou pesquisa eleitoral

O prefeito Aluízio dos Santos Junior teria sido beneficiado pelo que oposicionistas classificam como "apoio indireto" Editora recebeu mais de R$ 5 milhões e gastou R$ 51 mil com consulta

Reeleito com 58,78% dos votos, o prefeito de Macaé, Aluizio dos Santos Júnior, o Dr. Aluizio, contou com uma ajuda que se não pode ser apontada como ilegal, no ponto de vista de alguns de seus opositores, “é no mínimo imoral”. O “apoio indireto”, conforme o fato vem sendo classificado, se deu através de uma pesquisa de intenção de votos contratada junto ao Ibope (ao custo de R$ 51.200,00) por uma empresa prestadora de serviços ao município. A E.L. Mídia Editora tem um contrato para publicação de atos oficiais da Prefeitura, pelo qual recebeu R$ 5,1 milhões entre janeiro de 2013 e outubro deste ano. Nos registros de dados da administração municipal aparecem 17 empenhos em favor da editora, com pagamentos totais de R$ 5.127.345,00.

Terceirização sangra os cofres de Guapimirim

Em setembro do ano passado Marcos Aurélio chegou a ser afastado pela Justiça em processo no qual foi denunciado pelo MP por suposto superfaturamento na terceirização de mão de obra Educação contrata empresa para vigiar escolas ao custo de R$ 2.653.321,92

Embora esteja alegando crise financeira para demitir funcionários contratados temporariamente, cortar vantagens de servidores efetivos e negar direitos devidos aos professores, a Secretaria de Educação de Guapimirim está esbanjando dinheiro. Pelo menos é o que sugere a terceirização de serviços que poderiam ser feitos por mão de obra própria, já que o município tem em seus quadros merendeiras, auxiliares de serviços gerais e vigias, sem contar a Guarda Municipal que, entre as suas atribuições está de cuidar dos próprios públicos.

Guapimirim faz queima total de fim de governo

Rui Aguiar - dizem membros do próprio governo - manda mais na administração municipal que o próprio prefeito Marcos Aurélio Dias, que sai com o título de pior gestor da história de Guapimirim Em plena crise gastos passam de R$ 8 milhões, R$ 4,5 milhões só na Secretaria de Educação

Os profissionais da rede municipal de ensino de Guapimirim não têm mais data certa para receber o salário e nem sabem se poderão contar com o décimo-terceiro antes do Natal, mas várias empresas estão com o faturamento garantido, graças aos pregões realizados em agosto e setembro, além de outros processos licitatórios em andamento, comprometendo recursos federais repassados para a Educação. Na próxima semana, por exemplo, o Ministério Público deverá ser informado sobre duas notas de empenho no total de R$ 1.454.690,88 emitidas em favor da empresa Oliveira Dutra Soluções Integradas para pagar a “prestação de serviços de limpeza e conservação, serviços de copa e refeitório para atender as necessidades de toda rede municipal de ensino”, uma terceirização desnecessária, segundo entendimento de servidores do setor. No apagar das luzes de sua gestão o prefeito Marcos Aurélio Dias está autorizando gastos questionáveis e atraindo ainda maus suspeitas para uma administração que é alvo de vários inquéritos e ações judiciais por denúncias de irregularidade a aplicação dos recursos públicos.

TCE mantém adiada licitação do lixo em Macaé

O serviço de coleta de lixo no município de Macaé é apontado pelos moradores como caro e ineficiente Tribunal cobra mudanças que podem reduzir o valor do contrato

Ainda não vai ser dessa vez que a Prefeitura de Macaé vai conseguir fazer a nova licitação para o serviço de coleta de lixo que a cada ano - desde que o prefeito Aluizio dos Santos Júnior assumiu o governo - vem ficando mais caro. Pagando atualmente cerca de R$ 70 milhões anuais pela limpeza, a administração municipal lançou edital majorando o serviço em cerca de R$ 14 milhões, passando o valor global do contrato para R$ 83.990.505,36 por um período de 12 meses. O Tribunal de Contas do Estado, que já havia suspendido a concorrência há dois meses, voltou a decidir nesse sentido até que a Prefeitura faça alguns ajustes na planilha.

Belford Roxo vai lotear ruas para estacionamento

Dennis Dauttmam resolveu entregar as ruas da cidade para uma empresa explorar vagas rotativas No apagar das luzes prefeitura marca licitação para entregar vias públicas à uma empresa

Vai acontecer no próximo dia 31 a abertura dos envelopes da Concorrência Pública Nº 002/2016, marcada pelo prefeito Adenildo Braulino dos Santos, o Dennis Dauttmam (PC do B), para escolher a empresa que terá o direito de explorar as ruas do centro da cidade e dos bairros mais populosos com vagas de estacionamento rotativo. De acordo com o edital assinado no dia 27 de setembro pela presidente da Comissão Permanente de Licitação e Serviços, Raquel Basílio de Oliveira, a concorrência é “em atendimento as necessidades da Secretaria Municipal de Transporte que tem como objetivo a outorga de concessão de serviço público, a título oneroso, para a prestação de serviços técnicos de implantação, operação, manutenção e gerenciamento do sistema eletrônico informatizado e automatizado para controle de uso remunerado das vagas de estacionamentos rotativos em vias e logradouros públicos do município de Belford Roxo”.

Pesquisa aponta porta dos fundos para o prefeito de Itaboraí

O prefeito Helil Cardozo se perdeu no meio do caminho e está pagando por isto (Foto: O Fluminense) Helil Cardozo tem 75,8% de rejeição e 87,5% de rejeição

Eleito em 2012 com a proposta de mudar a realidade de Itaboraí, Helil Cardozo está é entrando para história como o prefeito mais rejeitado que o município já teve. De acordo com pesquisa feita entre os dias 21 e 25 deste mês pelo Instituto Paraná, ele é rejeitado por 75,8% dos eleitores e sua gestão tem um índice de 87,5% de reprovação. A amostra, que foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número RJ-07735/2016, revela ainda que apenas 4% dos eleitores pretendem votar nele outra vez. Segundo a pesquisa - que tem intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 4,7% para cima ou para baixo - se as eleições fossem hoje candidato do PMB, Sadinoel Oliveira Gomes de Souza estaria eleito com 34% dos votos.

Odebrecht é pesadelo para Sabino e Aluizio

Aluizio e Sabino negam ter recebido doações da empresa, mas os nomes dos dois aparecem na lista Os prefeitos de Rio das Ostras e Macaé aparecem em lista com 200 nomes de políticos

Operando nos municípios de Rio das Ostras e Macaé, onde gere o sistema de saneamento, a Odebrecht que antes era citada com orgulho nos dois municípios, passou a ser nome proibido nos gabinetes dos prefeitos Alcebíades Sabino dos Santos e Aluizio dos Santos Junior. O primeiro, embora se declare inimigo da empresa, é o responsável pela chegada da companhia na cidade, o que aconteceu em 2004, quando foi assinado contrato para a construção de um emissário submarino, no valor global de R$ 106.334.648,44. Por coincidência o contrato foi assinado por procuração  por Benedicto Barbosa Silva Júnior, aquele diretor em cuja residência foi apreendida uma lista com 200 nomes de supostos beneficiados com recebimento de dinheiro para campanha eleitoral, entre eles Sabino e Aluizio. O que se comenta nas duas cidades é que os dois governantes estariam muito preocupados por conta da lista e de uma possível delação premiada que possa confirmar o conteúdo do documento, do qual constam os nomes dos dois com  supostas doações de R$ 500 mil e R$ 1 milhão, respectivamente.

Atraso deixa obra mais cara em Silva Jardim

A arena de eventos - que deveria ter sido inaugurada há seis - ficou cerca de R$ 200 mil mais cara (Foto: Ivan Teixeira) Prefeitura desenvolva mais R$ 199 mil por obra inacabada

Contratada inicialmente por R$ 1.023.753,40 a arena de eventos prometida aos moradores de Silva Jardim para março deste ano ficou bem mais cara. O preço da obra saltou para R$ 1.222.759,04, mas o espaço ainda não foi entregue a população. A cargo da Construtora Belgon a obra está com seis meses de atraso e só deverá ser entregue depois das eleições e o contrato já ganhou três termos aditivos, dois aumentando o prazo para conclusão e um reajustando o valor contratado, um acréscimo de R$ 199.205,64.