Preso e renovação antecipada da concessão do serviço serão analisados pela Alerj
Preso e renovação antecipada da concessão do serviço serão analisados pela Alerj
Concessionária teve 16,9 mil ações ajuizadas no primeiro trimestre de 2019
Mas proposta de CPI dorme na gaveta da presidência da Câmara de Vereadores
Apesar de denúncias documentadas nenhum procedimento investigativo foi aberto até agora
Na próxima quarta-feira a procuradora-geral da República, Raquel Dodge vai receber em audiência o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS). Na pauta possíveis irregularidades em acordos de delação premiada da Operação Lava Jato, entre elas denúncias de favorecimento de escritórios que seriam ligados a juízes e procuradores. "Temos uma documentação robusta que foi entregue à PGR no mês de dezembro, após o depoimento do Tacla Duran na CPI do BNDES. Essas denúncias envolvem relação de juízes com escritórios para que fossem encaminhados clientes que só teriam as suas delações homologadas se contratassem tais escritórios, a ‘panela de Curitiba’. Nós temos denúncias de irmãos de procuradores que também são de escritórios de advocacia que representam o delator", afirmou pimenta (foto).
Parlamentares arquivaram CPIs e alguns até retiraram assinaturas dos requerimentos
O esquema de corrupção montado na Assembleia Legislativa na gestão de Picciani para proteger os interesses das empresas de ônibus que operam no estado do Rio de Janeiro, poderia ter sido abortado se os membros da Casa cumprissem como seus deveres. Em fevereiro foi anunciada a instalação de uma CPI para apurar a relação promíscua entre o poder fiscalizador e a Fetransport. Isso aconteceu com pelo menos 15 anos de atraso sete meses após a apresentação do requerimento de abertura da comissão, documento do qual seis dos 27 deputados que o haviam assinado, retiraram assinatura logo depois. Isso aconteceu em agosto de 2017 ano e os parlamentares que ‘amarelaram’ são Luiz Martins, Janio Mendes, Jorge Felipe Neto, Márcia Jeovani, Milton Rangel e Zaqueu Teixeira. De acordo com o que já foi apurado pelo MPF, o esquema de proteção às empresas teria rendido R$ 131 milhões em propinas, total que teria sido pago aos ex-presidentes da Alerj, Jorge Picciani e Paulo Melo.
Os deputados Renato Cozzolino, João Peixoto, Jorge Felipe Neto e Waldeck Carneiro lideram a lista Filho de deputada cassada sob acusação de fraude na distribuição do benefício é o primeiro da lista de parlamentares que mais tem beneficiados em seus gabinetes
O Reforço Escolar, mais conhecido como Bolsa-Educação, programa de benefício da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para filhos de funcionários e de assessores com idade até 25 anos, custou aos contribuintes fluminenses mais de R$56 milhões no ano passado e os deputados Renato Cozzolino, João Peixoto, Jorge Felipe Neto e Waldeck Carneiro são os parlamentares com o maior volume de bolsas registrado no segundo semestre de 2017. Filho da ex-deputada Jane Cozzolino – que teve o mandato cassado em 2008, sob acusação de envolvimento num esquema de fraude com o benefício –, Renato aparece com 51 bolsas no período, três a mais que Peixoto e Jorge, com 49 cada um, enquanto Waldeck surge com 47 beneficiados. Considerando esses números, as 12 parcelas pagas em um ano e o valor de R$1.136,53, os três gabinetes que encabeçam o ranking gastaram mais de R$2,6 milhões durante o ano.
Moradores reclamam de aumento de mais de 400%
O prefeito Jorge Miranda (foto) nega que tenha havido aumento no Imposto Predial e Territorial Urbano, mas o fato é que os moradores de Mesquita, município pobre da Baixada Fluminense, tiveram uma desagradável surpresa ao receberem a cobrança do IPTU desde ano: em alguns casos os valores superam em mais de 400% ao que fora cobrado em 2017. Se isso não é aumento o que é então? A resposta será cobrada na Justiça, onde ações coletivas terão ser impetradas na próxima semana, pois os contribuintes entendem que a Prefeitura está cobrando demais por serviço de menos.
E o Ministério Público quer que valores sejam devolvidos aos cofres públicos
Cumprindo o terceiro mandato de vereador em Itaguaí, Roberto Lúcio Guimarães, o "Robertinho" (foto), foi denunciado ontem à Justiça pelo Ministério Público, através da Subprocuradoria-Geral de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos, por contratar, segundo relata o MP na ação, uma funcionária "fantasma" para o seu gabinete. Ele é acusado do crime de peculato e poderá - se for condenado - ser obrigado a devolver aos cofres da municipalidade o que a "assessora" teria recebido como salário durante o período em que esteve nomeada.
Prefeito tira verba de hospital para "cultura"
Ao que tudo indica o setor de saúde – que deverá ser entregue à gestão de uma nova organização social – deixou de ser importante em Casimiro de Abreu, principalmente o Hospital Municipal Ângela Simões, onde têm faltado remédios e profissionais para fazerem o atendimento. Pelo menos é o que sugere um ato do prefeito Paulo Dames (foto), que acabou de abrir um crédito suplementar no valor de R$ 1,035 milhão para suprir despesas da Fundação Cultural do município, tirando este valor de verba que havia sido destinada no orçamento para o exercício desde ano ao hospital, que vive, segundo algumas lideranças locais, a maior crise de sua história.
Jorge Picciani lembrou que o delator Jonas Lopes é muito ligado a um inimigo político seu, o ex-governador e ex-deputado federal Anthony Garotinho, que pretende candidatar-se ao governo em 2018 (Foto:Divulgação/Alerj) Presidente da Alerj diz não ter medo de "insinuações de delator"
O depoimento do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro prestado à Policia Federal na quarta-feira, para onde fora levado coercitivamente por decisão do Superior Tribunal de Justiça, coube em uma página e meia e durou, segundo ele, cerca de uma hora, tempo gasto para que fossem respondidas três perguntas elaboradas pelo STJ e formuladas por uma delegada da PF. Jorge Picciani falou sobre o assunto em pronunciamento de 25 minutos feitos nesta quinta-feira na tribuna da Alerj. “Nada temia, nada devo e não temo insinuações de delator”, disse o parlamentar, que, segundo afirmou, foi perguntado sobre como foi a tramitação do projeto que alterou as regras do Fundo Especial de Modernização e Controle Externo do TCE, no qual são depositados recursos oriundos de economias orçamentárias; se ele conhecia o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Lélis Teixeira; e se ele tinha conhecimento de que o TCE recebia 1% de todas as obras acima de R$ 5 milhões.