Nova Iguaçu passa a ter o maior número de casos de covid-19 na Baixada, mas com menos mortes que Caxias

A Secretaria Estadual de Saúde promete inaugurar ainda esta semana os hospitais de campanha de São Gonçalo e Nova Iguaçu De acordo o último boletim da Secretaria de Saúde, divulgado no início da noite desta terça-feira (26), o município de Nova Iguaçu registra até agora o maior número de casos de contaminação pelo coronavírus confirmados na Baixada Fluminense, mas com menos óbitos que Duque de Caxias, segunda cidade da região em casos de covid-19. Segundo dados da SES, Nova Iguaçu tem 1.298 pessoas acometidas da doença e 144 mortes, enquanto Caxias apresenta 1.271 casos e 195 óbitos. Ao todo, informa o boletim, o estado do Rio de Janeiro tem 40.024 casos confirmados e 4.361 mortes por coronavirus.

Pelo que informa o boletim, Queimados, com um universo populacional cinco vezes menor, tem mais casos constatados que São João de Meriti, registrando 887 contaminados, enquanto Meriti apresenta  679, seguido de Belford Roxo 565, Mesquita 435, Magé  434, Nilópolis 266, Paracambi 181, Guapimirim 179 e Seropédica  161.

Justiça suspende abertura do comércio em Caxias: a cidade tem o maior número de mortos por covid-19 na Baixada Fluminense

Mensagens de protesto contra o decreto foram projetadas como slide numa das paredes do teatro da cidade Atendendo a mandado de segurança impetrado pela Defensoria Pública, a juíza Elizabeth Maria Saad, da 3ª Vara Cível de Duque de Caxias suspendeu os efeitos de decreto emitido pelo prefeito Washington Reis, que autorizava a reabertura do comércio não essencial da cidade. De acordo com o boletim divulgado ontem (25) pela Secretaria de Saúde, o município tem 1.480 casos confirmados de coronavírus confirmados e 187 óbitos. Ainda assim a Prefeitura pretende recorrer ao Tribunal de Justiça contra a decisão da magistrada para manter os estabelecimentos comerciais em funcionamento, o que deverá ocorrer ainda nesta terça-feira.

Na noite de ontem mensagens de protesto foram projetadas foram projetadas como slids numa das paredes do Teatro Raul Cortez, na Praça do Pacificador, no centro da cidade. Agentes de segurança da Prefeitura iniciaram um corre-corre para tentar encontrar o responsável pelas projeções de recados diretos como "Pague o dinheiro da merenda, prefeito" e "Reabrir lojas é abrir covas", mas não tiveram sucesso.

Mesmo liderando em número de mortes por covid-19 na Baixada, Caxias libera o comércio para voltar a partir de segunda-feira

O prefeito Washington Reis promete reabrir escolas numa "próxima rodada" Segundo o boletim sanitário divulgado ontem (22) pela Secretaria Municipal de Saúde, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, 1.903 casos suspeitos de covid-19 confirmados e 174 óbitos, permanecendo como a segunda cidade do estado em número de mortes, mas ainda assim o prefeito Washington Reis resolveu relaxar as medidas de prevenção aos riscos de contaminação pelo novo coronavírus: o comércio do município voltará a funcionar na próxima segunda-feira (25).

De acordo com a decisão do prefeito, os estabelcimentos terão de operar no máximo com até 30% da capacidade de lotação, disponibilização de álcool em gel e  uso de protetor facial para clientes e funcionários. A decisão, entretanto, não vale para as casas noturnas e clubes de eventos, que permanecerão fechados. Segundo o prefeito, na próxima rodada de flexibilização as escolas serão reabertas, "porque as crianças estão na rua sem máscara, jogando bola".

Deputado diz ter sofrido atentado em Belford Roxo

O carro do parlamentar foi atingido por tiros quando passava pelo bairro Lote XV

O deputado estadual Márcio Correia de Oliveira (MDB), mais conhecido na Baixada Fluminense como Márcio Canella, esteve há pouco na 54ª Delegacia Policial (Belford Roxo), para registrar um suposto atentado a tiros nesta quarta-feira (20). Ele passava pela Avenida Joaquim da Costa Lima, na altura do bairro Lote XV, na divisa com Duque de Caxias, a “Faixa de Gaza” da região, quando seu veículo blindado foi atingido. O carro com foi levado para perícia. Segundo os primeiros relatos, o parlamentar estava no veículo acompanhado de um irmão e um policial lotado em seu gabinete, quando bandidos teriam passado atirando.

Preso o “favorito”da terceirização de mão de obra para órgãos do governo estadual e vários municípios fluminenses

Primeiro à direita, Mario Peixoto era visto como amigo por políticos. Nesta imagém ele aparece cercado pelo ex-secretário estadual de Obras do Rio Hudson Braga, o então prefeito de Queimados, Max Lemos e Luiz Fernando Pezão - Foto: Reprodução/VEJA O braço da força tarefa Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira (14) o empresário Mario Peixoto, apontado como o favorito na contratação de mão de obra terceirizada no governo estadual, com passagem e contratos também nos municípios. As prisões dele e do ex-deputado Paulo Melo foram decretadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal da capital, que resultou na Operação Favorito, realizada hoje pela Polícia Federal. As prisões se deram pelo fato de as investigações terem apontado indícios de que o grupo de Mário – preso em Angra dos Reis –  estava interessado em investir nos hospitais de campanha do Maracanã, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Campos e Casimiro de Abreu montados pelo governo do estado, que se encarregou de fazer as contratações sem licitação a título de emergência.

Mario Peixoto e seus negócios cresceram muito nos últimos 15 anos. O que começou timidamente com a cooperativa de serviços Multiprof foi sendo ampliado a partir de 2005, quando Mário tinha negócios com várias prefeituras fornecendo mão de obra em municípios da Baixada Fluminense e interior. Depois surgiu, por exemplo, a Captar Cooper Cooperativa de Trabalho de Multiserviços Profissionais, que substituiu a Multiprof e tornou-se tão conhecida como a antecessora pelo calote dados a trabalhadores contratados por ela. A atuação mais recente da Captar foi em Queimados, onde foi contratada na gestão do prefeito Max Lemos para administrar o Programa Saúde da Família.

Tribunal de Contas dá prazo de 10 dias para prefeituras enviarem dados dos gastos sem licitação nas emergenciais do coronavírus

Os prefeitos dos 91 municípios jurisdicionados ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro terão, a partir de agora, prazo máximo de dois dias para enviarem ao órgão os dados sobre as dispensas de licitação feitas sob alegação de emergência em torno dos esforços de enfrentamento da covid-19. As informações terão de ser lançadas no sistema do TCE 48 horas atos de dispensa terem sido homologados. Várias prefeituras estavam sonegando informações a Corte de Contas, que decidiu endurecer com as administrações municipais para garantir mais transparências.

Estima-se que mais de R$ 500 milhões tenham sido empenhados nos últimos dois meses pelas prefeituras fluminenses com as despesas emergenciais, fora os gastos da Prefeitura do Rio, uma vez que o município governado por Marcelo Crivella tem um Tribunal de Contas próprio.

Mesquita: sem leito próprio para covid-19, número de mortos sob para 33 em 189 casos confirmados, e índice de letalidade chega a 17,46%

Segundo a Prefeitura, o polo já prestou 5.700 atendimentos De acordo números divulgados pela Prefeitura, até a última terça-feira (5) o polo de atendimento exclusivo à covid-19 instalado pela Secretaria Municipal de Saúde para "desafogar as emergências e os hospitais com casos que possam ser leves ou mesmo que nem tenham um diagnóstico clínico da doença" – havia registrado 5.700 atendimentos. Segundo a Prefeitura, os moradores que estão com sintomas leves da doença "ficam em contato telefônico com a equipe de Vigilância Epidemiológica", que se encarrega de visitar as famílias. Já os casos que mais graves são atendidos na UPA, pois o entendimento de UTI "é dever do estado".

Enquanto lideranças locais cobram mais condições de atendimento, os números de mortos vão subindo, elevando o índice de letalidade, que na noite desta sexta-feira está em 17,46%, com base em cálculo feito sobre os 189 casos confirmados de covid-19, informado pela Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com o painel do órgão são 33 óbitos e 2.675 casos suspeitos.

Prefeito de Caxias já gastou mais de R$ 42 milhões nas emergenciais do coronavírus e o Tribunal de Contas quer saber com o quê

Transparência parece ser palavra inexistente no vocabulário do prefeito Washington Reis Até dia 27 de abril, de acordo com levantamento feito pelo Tribunal de Contas do Estado, o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, havia gasto, sem licitação, R$ 42.973.687,19 nas contratações emergenciais relativas ao combate ao novo coronavírus, sem dar a devida transparência às compras diretas. A gestão de Reis não informa qual empresa está fornecendo o quê e muito menos o que está sendo pago por cada item ou serviço contratado. Segundo o TCE, no site oficial do município "não há qualquer direcionamento para informações referentes às contratações", o que pode ser comprovado por qualquer cidadão interessado em fazer o controle social lhe garantido por lei.

Por conta da falta de Transparência o TCE deu um prazo de dez dias para que o município prestes esclarecimentos sobre as contratações diretas, enviando informações completas sobre os processos das dispensas de licitação, para, segundo o órgão, "permitir que a população possa acompanhar as ações e os atos governamentais promovidos para controlar a disseminação da enfermidade".

Baixada terá cerca de R$ 370 milhões no esforço contra o coronavírus

Distribuição será feita aos municípios com base nos números de habitantes e de casos confirmados

Os municípios da Baixada Fluminense terão uma ajuda federal de R$ 369.707.555,61 para reforçar o enfrentamento ao novo coronavírus. Contra a vontade do ministro da Fazenda Paulo Guedes o Congresso aprovou a medida, impondo, entretanto, algumas contrapartidas. A principal delas é o compromisso de congelar os salários dos servidores por um período mínimo de 18 meses. O congelamento, entretanto, não vale para o pessoal das redes de saúde e educação, assistência social, guardas municipais e da limpeza urbana.

Última cidade da Baixada a restringir funcionamento do comércio por conta da pandemia, Caxias lidera em números de casos e de mortes

Duque de Caxias registra 185 casos testados positivo para coronavírus e 35 mortes Dos 4.675 casos de covid-19 confirmados no estado do Rio de Janeiro até o final da tarde deste domingo (19), 663 estão na Baixada Fluminense, com contaminação  verificada em todos os municípios da região. Ao todo são 402 óbitos por coronavírus no estado, sendo 77 na Baixada. Duque de Caxias, última cidade a restringir a abertura dos estabelecimentos comerciais, lidera em número de doentes e de mortes: 185 pessoas contaminadas até agora e 35 óbitos. Entre os contaminados no município estão o prefeito Washington Reis – que está internado numa unidade particular na Zona Sul do Rio – e o deputado Rosenverg Reis, irmão dele, que se encontra em isolamento familiar.

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, Nova Iguaçu tem 171 casos confirmados e 13 mortos, seguido  de São João de Meriti, com 80 pessoas contaminadas  e oito mortes. Depois vem Belford Roxo (69 casos e sete óbitos), Mesquita (59 e sete óbitos), Magé (33 e três óbitos), Queimados (15 e um óbito), Itaguaí (oito casos e dois óbitos), e Japeri (cinco casos e um óbito)