Pedágio na Rio-Teresópolis fica mais caro amanhã

A tarifa sobe de R$ 12,20 para R$ 17,10 na praça principal de cobrança, em Bongaba Meia tarifa e isenção continuam valendo para moradores de Magé

A partir da zero hora desta segunda-feira os motoristas que trafegarem pela BR-116, no trecho que vai de Saracura (Duque de Caxias) a Além Paraíba (Minas Gerais) vão pagar mais caro. A taxa na praça principal de cobrança de pedágio – na altura de Bongaba – será de R$ 17,10 para os veículos de passeio e nas auxiliares será cobrado R$ 12. A isenção de pagamento continua valendo para os moradores do entorno da praça principal, assim como a meia tarifa para os veículos emplacados em Magé cadastrados pela Concessionária Rio Teresópolis, que administra o trecho. O reajuste foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o percentual aplicado tomou como base o Índice de Preços ao Consumidor Amplo.

Maricá perde um federal e ganha outro

Fabiano Horta assume a Prefeitura de Maricá em janeiro e Marcelo Delalori, primeiro suplente do PR, ocupará a vaga aberta com a saída de João Ferreira, eleito prefeito de Meriti O ano de 2017 vai começar com mudanças na Alerj e na bancada fluminense em Brasília

As vitórias de Bernardo Rossi em Petrópolis e de Wagner dos Santos Carneiro em Belford Roxo resolvem a vida dos dois primeiros suplentes do PMDB na Assembléia Legislativa. Eles já estão exercendo mandatos e são velhos conhecidos na Casa que , com os resultados das eleições municipais deste ano, abre sete vagas, mas só conhecerá mesmo um nome novo: Silas Rodrigues Bento, vice-prefeito de Cabo Frio, passou para a primeira suplência da coligação PPS/PSDB/DEM com o falecimento de Gerson Bergher e assumirá a cadeira do deputado José Luiz Nanci, eleito para a Prefeitura de São Gonçalo. Com Jorge Moreira Theodoro, o Dica e Jairo Souza Santos assumindo a titularidade, os agora primeiro e segundo suplentes do PMDB, Ana Paula Rechuan e Thiago Monteiro ficam com vagas garantidas no licenciamento de Rafael Picciane e de Paulo Melo, hoje exercendo cargos de secretário.

Japeri sai na frente no décimo-terceiro salário

Na rica Nova Iguaçu Bornier está com problemas para fechar as contas, mas em Japeri, o "patinho feio" da Baixada Fluminense, Ivaldo Barbosa, o Timor vem dando uma de malabarista para não deixar a peteca cair O município mais pobre da Baixada Fluminense vai fechar o ano sem dever salário

Os servidores do município de Nova Iguaçu estão penando para ver a cor do dinheiro. Algumas categorias já acumulam dois meses de atraso e o décimo-terceiro deverá ficar mesmo para o próximo ano, mesma situação de Belford Roxo e São João de Meriti. Já em Japeri, cidade mais pobre da Baixada Fluminense, a segunda parcela da gratificação natalina foi paga nesta quinta-feira e, segundo informou o prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor, os salários de novembro e dezembro estão garantidos. 

Rogério, Waguinho e Washington vencem na Baixada Fluminense

Com mais de cem mil votos de diferença Rogério Lisboa acabou com o reinado de Bornier em Nova Iguaçu (Foto:Divulgação) Marcelo Crivella, Rodrigo Neves, José Luiz Nanci, Bernardo Rossi e Samuca Silva são eleitos no Rio, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis e Volta Redonda

    Com 238.081 votos o deputado estadual Rogério Lisboa, candidato a prefeito de Nova Iguaçu pelo PR, venceu o prefeito Nelson Bornier (PMDB), que somou 134.422. Em Belford Roxo Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB), foi eleito com 117.352 votos, derrotando Deodalto José Ferreira, o Dr. Deodalto, votado por 88.566 eleitores. Já em Duque de Caxias a liderança do deputado federal Washington Reis (PMDB), foi confirmada com 217.800. Ele bateu o deputado estadual José Moreira Teodoro, o Dica (PTN), que somou 184.230 votos. Em Niterói Rodrigo Neves (PV) foi reeleito com 130.348 votos e Felipe Peixoto somou 92.140, enquanto em São Gonçalo José Luiz Nanci (PPS) derrotou Dejorge Patrício (PRB) por 221.754 a 191.699.  Bernardo Rossi (PMDB) foi eleito em Petrópolis com 79.296 votos, desbancando o prefeito Rubens Bomtempo (PSB), que ficou com 71.320. No município de Volta Redonda Samuca Silva (PV), que havia ficado em segundo lugar no primeiro turno, obteve 89.055 votos e Paulo Cesar Baltazar (PRB) somou 74.049. No Rio a vitória foi do senador Marcelo Crivella (PRB), com 1.699.646 votos contra 1.163.295 em favor de Marcelo Freixo (PSOL).

Cerca de oito milhões voltam às urnas no RJ

Ao todo estão sendo esperados 7.973.674 votantes, 4.898.044 deles na capital fluminense Oito cidades fluminenses elegerão seus prefeitos neste domingo

Os eleitores de Belford Roxo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, Petrópolis, Rio de Janeiro, São Gonçalo e Volta Redonda retornam às urnas hoje para eleger, em segundo turno, os prefeitos de suas cidades. Ao todo estão sendo esperados 7.973.674 votantes, 4.898.044 deles na capital fluminense, onde o senador Marcelo Crivela (PRB) enfrenta o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Segundo informa o Tribunal Superior Eleitoral, mesmo quem não compareceu à seção eleitoral no primeiro turno nem conseguiu justificar a ausência às urnas poderá votar normalmente neste domingo.

Magé e Japeri mantém salários em dia

Apesar da crise os prefeitos Rafael Tubarão e Timor tem conseguido honrar os compromissos Alguns municípios da região estão deixando os servidores em dificuldades 

Com acentuada perda de receita e sem nenhum repasse por parte do governo estadual que deixou de cumprir os convênios sociais, os municípios que formam a Baixada Fluminense estão mergulhados na crise, deixando, inclusive, de pagar os salários dos servidores. Os prefeitos de Belford Roxo e Japeri decretaram estado de calamidade financeira, mas o segundo tem mantido os salários em dia, embora o prefeito Ivaldo Barbosa Santos, o Timor venha contando centavos para garantir os serviços essenciais. A 86 quilômetros de Japeri, Magé também está com as finanças combalidas, mas os compromissos, aponta o prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão, estão sendo cumpridos, quando a crise tem provocado até corte no fornecimento de energia elétrica por falta de pagamento, como aconteceu recentemente com as prefeituras de Queimados e Itaguaí, que ficaram às escuras. Em algumas cidades há quem está desde julho sem receber.

Magé já precisa pensar nas eleições de 2018

Magé tem eleitores suficientes para eleger um deputado federal e dois estaduais sem precisar de votação fora da cidade E eleger nomes com os quais a cidade realmente possa contar

A vitória de Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (PPS), no último domingo mostrou que o grupo formado em menos de cinco meses pelo prefeito de Magé não está de brincadeira. Os 81.601 votos falam alto e a voz das urnas enviou um recado direto aos que sempre se acharam senhor da vontade do povo e donos do município, os membros da família Cozzolino que estiveram no poder por cerca de duas décadas e dele foram retirados pela força da Justiça. O povo disse a eles mais ou menos assim: "Vocês mandam no quintal de vocês, pois em nossa cidade mandamos nós”. Se o recado for entendido ao pé da letra até o ex-vereador de Duque de Caxias, Ricardo Correa de Barros, o Ricardo da Carol, vai se mancar pois, se ele ainda não percebeu, o tiro dado no próprio pé ao renunciar uma candidatura própria para somar com os Cozzolino lhe feriu gravemente, causando dano suficiente para lhe tirar da vida pública, até porque o grupo político de Rafael Tubarão externa disposição suficiente para ir bem mais adiante.

Olhares atentos para Magé

Em 2012 uma mini câmera em forma de chaveiro foi apreendia dentro de uma seção eleitoral em Piabetá Município terá tropas federais amanhã e fiscalização do TRE está marcando em cima

Garantir eleições tranquilas e limpas é o propósito das autoridades. Em Magé, por exemplo, município que sempre foi visto como propriedade particular por um grupo político que governou por cerca de 20 anos e agora tenta voltar ao poder, a maior preocupação é com a captação ilícita de sufrágio, a popular compra de voto. Mas contra isso atentas equipes de fiscalização estão de olhos abertos. Nas eleições municipais de 2012 foi aprendida numa seção eleitoral de Piabetá uma mini câmera em forma de chaveiro, que estaria sendo usada para que o voto comprado pudesse ser comprovado ao comprador.

Dinheiro não é suficiente para limpar Macaé

Imagem como esta não pode ser vista numa cidade que tem um serviço de coleta de lixo tão caro quanto o de Macaé Descarte irregular de lixo compromete imagem da Capital Nacional do Petróleo

O prefeito que aumentou os gastos com a coleta de lixo e só não ampliou o valor ainda mais porque o Tribunal de Contas do Estado não deixou é o mesmo que não cobra da empresa contratada mais eficiência na prestação do serviço. O prefeito em questão é Aluizio dos Santos Júnior, o Dr. Aluizio, que desde que assumiu a Prefeitura de Macaé (em janeiro de 2013) já pagou mais de R$230 milhões a Limpatech, que vem tendo o contrato reajustados através de termos aditivos. Moradores reclamam que apesar de a Prefeitura pagar caro o serviço é prestado de forma precária e pontos de vários bairros tem sido transformado em lixeira. No bairro Lagomar, por exemplo, um terreno do município virou vazadouro de lixo, segundo alguns habitantes da localidade, por causa da deficiência da coleta.

E ele é um péssimo gestor público

Desde que Aluízio assumiu o governo o município de Macaé já arrecadou mais de R$ 7.5 bilhões Posição de Macaé em ranking nacional mostra que eficiência não é o forte de Aluizio

Os números oficiais afirmam que a cidade de Macaé, no Norte Fluminense, chamada de Capital Nacional do Petróleo, continua rica e que a crise não faz nem cócegas nas finanças do município, que de janeiro de 2013 a 31 de agosto deste ano teve uma receita consolidada de mais de R$ 7.5 milhões, muito dinheiro levando em conta que o universo populacional não chega a 250 mil moradores. Se há dinheiro está faltando competência administrativa e isso quem revela é o Ranking de Eficiência dos Municípios (REM), um estudo do jornal folha de São Paulo, feito a partir de dados coletados pelo instituto de pesquisa Datafolha em todos os 5.281 municípios brasileiros. A análise mostra que a rica cidade do interior, em termos de eficiência na gestão dos recursos públicos, perde feio até para municípios da região mais pobre do estado do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense.