Guerra para assegurar eleição suplementar em Itatiaia começa esta semana com batalha jurídica contra liminar de Lewandowski

● Elizeu Pires

A decisão monocrática tomada pelo ministro Ricardo Lewandowisk no recurso extraordinário impetrado pelo ex-prefeito de Itatiaia, Eduardo Guedes, o Dudu, contra a eleição suplementar marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro para o dia 12 de setembro, pode cair e a data do pleito ainda poderá ser mantida.

Em busca de governabilidade, bolsonaro pode acabar com vice “traidor”, diz cientista político da FGV

Claudio Couto é cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas Em busca de governabilidade para um eventual segundo mandato, o presidente Jair Bolsonaro terá no nome do candidato à vice-presidência na chapa a principal escolha para a candidatura à reeleição, em 2022. A avaliação é do cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Cláudio Couto. Segundo ele, já que o atual vice-presidente Hamilton Mourão, novato na política, foi escanteado pelo governo, a procura por um perfil mais político poderia ajudar a conciliação a partir de 2023. Entretanto, ao buscar ampliar a governabilidade, Bolsonaro pode acabar com um futuro vice "traidor".De acordo com Couto, Mourão foi escolhido em 2018 por dar certa segurança ao chefe do Executivo, pois seria um vice que ninguém gostaria que assumisse. Mas, após três anos de governo e diversos atritos, Mourão está distante do presidente, que o classificou como um cunhado. "Você casa e tem que aturar", ironizou o presidente.Para 2022, Bolsonaro - que Couto avalia como fragilizado devido à queda da popularidade e seus movimentos de aliança com o Centrão - pode escolher um vice entre os integrantes da área mais fisiológica da política. "Se ele (Bolsonaro) escolher um vice de dentro da classe política mais estabelecida, o risco é de viver o que a Dilma (Rousseff) viveu com (Michel) Temer, de ter um vice que pode de alguma forma conspirar contra ele".Além da escolha do vice, outros fatores que devem influenciar na campanha de 2022 e na eventual governabilidade de Bolsonaro são as alianças políticas e por qual partido disputará as eleições.

(Com a Agência Estado)

Câmara aprova federação de partidos

Texto agora segue para sanção federal

A Câmara aprovou  a criação das federações partidárias, vista como uma tábua de salvação para as legendas pequenas. O projeto, de origem do Senado, foi aprovado 304 votos contra 119. A maioria dos partidos apoiou a medida com exceção do PSL, PSD, DEM e Novo. O texto segue agora para sanção presidencial e poderá valer já para as eleições de 2022, caso não haja vetos do presidente da República Jair Bolsonaro.

Nome novo na corrida eleitoral, empresário-médico tem convite de oito partidos para concorrer a deputado federal

Atuando há anos nos bastidores em campanhas eleitorais, o médico e empresário Henrique Paes (foto), deverá mesmo entrar na disputa de forma mais direta, concorrendo a deputado federal nas eleições de 2022, faltando apenas escolher a legenda e apresentar o nome em convenção.

Henrique confirma que tem convite de oito partidos, inclusive de duas legendas em conflito, PT e PSL. Os convites, afirma ele sem revelar por qual legenda deverá optar, vieram também do Podemos, Avante, PTB, PL, PDT e PRTB.

Eleição suplementar em Itatiaia: Dudu e membros de seu grupo firmam corrente contra o novo pleito para voltarem ao poder

● Elizeu Pires

A Prefeitura de Itatiaia é disputada na urna e no "tapetão" A 33 dias da eleição marcada para 12 de setembro pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, ainda tem político em Itatiaia, município do Sul Fluminense, torcendo para o pleito não acontecer. É o caso do ex-prefeito Eduardo Guedes, o Dudu, que mesmo com duas impugnações transitadas em julgado está brigando para assumir a Prefeitura, já que foi o candidato mais votado na eleição de 15 de novembro do ano passado e teve o registro indeferido em dois processos diferentes.

“Não são Forças Armadas nem presidente da República que decidem regra de eleição”, afirma o vice da Câmara dos Deputados

Marcelo Ramos: "E o presidente eleito pela maioria dos votos do povo brasileiro será empossado" O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), disse que o presidente Jair Bolsonaro e as Forças Armadas não têm o poder de definir como serão as eleições em 2022. Ramos disse que essa tarefa é do Congresso e garantiu que as eleições serão realizadas no ano que vem. Foi uma resposta aos ataques do presidente e do ministro da Defesa, Braga Netto, às urnas eletrônicas, e à ameaça feita por Bolsonaro de que não haverá eleições caso o voto impresso não seja retomado no País.

"Quero aqui, no exercício da Presidência, apenas registrar que haverá eleições no Brasil e que as eleições acontecerão nas regras definidas por esta Casa, porque não são nem as Forças Armadas nem o presidente da República que decidem as regras", afirmou.

TSE abre investigação contra Bolsonaro por ataque a urna e aprova envio de notícia-crime ao STF

Bolsonaro tem sido agressivo contra as instituições O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na noite desta segunda-feira, 2, por unanimidade, duas medidas contra o presidente Jair Bolsonaro por conta das declarações infundadas de fraude no sistema eleitoral e das ameaças à realização das eleições de 2022. Os ministros decidiram abrir um inquérito administrativo e, ainda, pedir a inclusão do presidente no chamado “inquérito das fake news” que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

O inquérito administrativo, proposto pela Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, vai apurar se ao promover uma série de ataques sem provas contra a Justiça Eleitoral e o sistema eletrônicos de votações, o presidente praticou “abuso do poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos e propaganda extemporânea”. O inquérito eleitoral, segundo técnicos do TSE, pode acarretar em impugnação de registro da candidatura de Bolsonaro ou inelegibilidade do presidente.

TRE-RJ confirma que votação eletrônica nas eleições suplementares de 12 de setembro será auditada

O desembargador Cláudio dell'Orto quer mostrar que o sistema é confiável, à prova de fraude Em meio a guerra travada pelo presidente Jair Bolsonaro contra o sistema de votação eletrônica, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), vai provar, ao vivo, que as urnas são auditáveis. De acordo com o presidente do órgão, desembargador Cláudio dell'Orto, nas eleições suplementares que serão realizadas no dia 12 de setembro para escolha de novos prefeitos e vices  nos municípios de Itatiaia, Santa Maria Madalena e Silva Jardim, a votação será auditada e a auditoria será transmitida integralmente ao vivo pelo Youtube.  "As urnas são auditáveis e vamos aproveitar os pleitos em Itatiaia, Silva Jardim e Santa Maria Madalena para possibilitar que as pessoas conheçam esse procedimento, que visa comprovar a sua segurança", disse o desembargador.

Apesar de nunca ter sido comprovada nenhuma fraude na votação eletrônica instituída há 25 anos e de ter ganho várias eleições para deputado antes de sua vitória para presidente da República, Jair Bolsonaro tem atacado o sistema, tendo chegado a afirmar que se não for implantado o voto impresso não aceitaria uma possível derrota em 2022, o que está sendo visto como sinais expressos de desespero diante dos números das pesquisas de intenção de votos que mostram que ele perderia feio para o ex-presidente Lula.