Denúncia do Ministério Público diz que ex-prefeito e ex-vereador lideravam grupo armado em Mesquita

Alvo de várias investigações e ações de improbidade administrativa, o ex-prefeito de Mesquita, Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (foto), foi denunciado agora por associação criminosa armada. Ação nesse sentido foi ajuizada pelo Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. Ao todo foram denunciadas 20 pessoas, entre elas o ex-vereador Amaury Trindade da Silva e quatro policiais militares. De acordo com a denúncia, "o grupo armado praticava uma série de crimes" e a finalidade era "obter recursos para manutenção de poder financeiro, bélico e político". O MP citou ainda que os denunciados agiam "como justiceiros".

A ação é resultado de investigação iniciada a partir de informações sobre homicídios, extorsões, crimes de usura, prostituição, exploração de máquinas caça-níquel, rinhas de galo. "Amaury é apontado como autor de diversos homicídios. Ainda assim, o denunciado se mostrou insensível ao império das leis, exalando certeza de sua impunidade quando, mesmo no interior de sede policial, proferiu ameaças a um preso", diz o MP na  denúncia.

Mais uma ação contra Gelsinho Guerreiro: ex-prefeito de Mesquita vai responder por uso da máquina pública para promoção pessoal

Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (foto), ex-prefeito de Mesquita, foi denunciado à Justiça mais uma vez pelo Ministério Público. A 1ª Promotoria de Tutela Coletiva de Nova Iguaçu ajuizou nova ação civil pública (ACP) por improbidade administrativa contra ele, esta pelo suposto uso da máquina pública "para imprimir a marca de sua administração através de slogan, cores e símbolos, pessoalizando as ações e rotulando toda a cidade, com intuito de concorrer à reeleição".

De acordo com o MP, o então prefeito "utilizou o espaço público municipal com interesse pessoal, implantando no município estacas em formatos de lápis, nas cores verde e amarela, que remetiam ao seu partido PRB e ao slogan Cidade Limpa Com Educação, ignorando até mesmo os riscos que tais objetos ofereciam à população".

Por devoção a São Jorge milhares de fiéis vão às ruas no Rio

Os festejos aconteceram hoje em todo o estado

Como tradicionalmente ocorre no dia 23 de abril, uma multidão saiu às ruas do Rio de Janeiro nesta segunda-feira para manifestar devoção à São Jorge. A data é feriado estadual e os fiéis organizam festejos em diversos pontos da capital, onde os enfeites colorem as vias de vermelho e branco. A mais popular ocorre em Quintino, na zona norte. Ali, a Paróquia de São Jorge realiza missas de hora em hora. Às 10h, a celebração foi conduzida pelo bispo Dom Orani João Tempesta. 

TCE reprova as contas de Mesquita

Analise aponta várias irregularidades e déficit de R$ 93 milhões

Em sessão plenária realizada nesta quarta-feira o Tribunal de Contas do Estado reprovou as contas da Prefeitura de Mesquita relativas ao exercício de 2016, último ano da gestão do prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (foto), que, segundo destacou o conselheiro substituto Marcelo Verdini Maia, relator do processo, sequer apresentou defesa. Foram apontadas oito irregularidades, entre elas a abertura de créditos adicionais acima do limite estabelecido no orçamento em R$ 7.637.123,37; realização de despesas de R$ 54.159.547,99 sem cobertura orçamentária; déficits financeiros no total de R$ 93.723.877,28 e aplicação abaixo do mínimo de 25% estabelecido pela legislação para o setor de ensino.

Contratos irregulares prejudicam trabalhadores em Mesquita

Ex-prefeito contratou 140 pessoas em período eleitoral, o que é proibido por lei

Os contratados temporários que prestaram serviços ao município de Mesquita na gestão pasada vão ter que esperar um pouco mais para saberem quando irão receber os atrasados. É que todos os contratos são considerados irregulares por terem sido firmados no período eleitoral pelo ex-prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (foto), que abandonou a cidade logo depois das eleições e deixou todo o funcionalismo sem salário, optando por pagar apenas a alguns fornecedores.  Ao todo o ex-prefeito fez 140 contratações temporárias para o setor de Educação em um período em que isso não poderia mais acontecer. Os contratos tinham seis meses de validade, mas pelo menos dois meses não teriam sido efetivamente de trabalho. 

Trabalhadores de cooperativa levam cano em Mesquita

Em novembro, trabalhadores fizeram o enterro simbólico do então prefeito, mas o protestou não gerou efeito Instituição recebeu mais de R$ 200 milhões, mas saiu devendo

Os trabalhadores que prestaram serviços ao município de Mesquita através da Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege) durante a gestão do prefeito Gelsinho Guerreiro serão obrigados a recorrer à Justiça do Trabalho para receberem salários atrasados e verbas rescisórias. A instituição recebeu mais de R$ 200 milhões - cerca de R$ 70 milhões só no ano passado - e responde a ações trabalhistas em várias cidades onde atuou e ainda atua, foi a principal fornecedora de mão de obra temporária entre 2013 e 2016 e chegou a ser denunciada por irregularidades na contratação de pessoal e de ter “fantasmas” em sua folha de pagamento. Em maio do ano passado, foram encontrados em uma lista com 3.253 nomes enviada à Justiça 85 CPFs e 535 supostos contratados sem o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas da Receita Federal. A Coopsege é acusada de calote pelos trabalhadores.

Mesquita já comemora conquistas

A maior delas foi poder quitar salários atrasados e garantir pagamento em dia

O prefeito de Mesquita, Jorge Miranda (foto) apresentou um relatório parcial das ações prioritárias adotadas em janeiro, quando listou 90 desafios e definiu a data de 15 de fevereiro como limite para começar a mostrar os resultados. Com uma dívida de mais de R$ 100 milhões, estrutura “canibalizada” e servidores descontentes com dois salários não pagos e o décimo terceiro também atrasado, o município foi deixado ao Deus dará pelo prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro, que abandonou a cidade logo depois das eleições de outubro e continua desaparecido. O principal desafio vencido, aponta Miranda, foi o de fazer o pagamento integral de todos os salários atrasados devidos aos funcionários efetivos. De acordo com o relatório, 48% das ações estão concluídas, 31% foram realizadas e 21% ainda estão pendentes.

Mesquita paga atrasados de uma tacada só

E a promessa é de que não haverá atrasos daqui para frente

Até o final do expediente bancário de amanhã (15), todos os servidores do município de Mesquita terão recebido os valores atrasados referentes aos meses de novembro, dezembro e o décimo terceiro. A informação foi confirmada ao elizeupires.com pelo prefeito Jorge Miranda, que assumiu ainda de pagar em dia os salários durante toda a sua gestão. Miranda sucedeu o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro, que abandonou o município logo depois das eleições de outubro, deixando cerca de R$ 100 milhões em dívidas e a administração paralisada. Por conta dos atrasos os profissionais lotados na rede municipal de ensino chegaram a anunciar uma greve, mas Jorge dialogou com a categoria e buscou uma solução que atendesse não só aos professores, mas a todo o funcionalismo. Os guardas municipais, por exemplo, receberam nesta terça-feira.

Cooperativa não vai mais atuar em Mesquita

Coopsege recebeu mais de 200 milhões e mesmo assim saiu devendo aos trabalhadores 

Amparada por uma decisão sui generis do Supremo Tribunal Federal, a Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege) atuou livremente em Mesquita nos últimos quatros e faturou mais de R$ 200 milhões dos cofres da municipalidade, fornecendo funcionários terceirizados que custavam ao município muito mais do que efetivamente recebiam no fim do mês, por conta de uma taxa de administração de 40% do valor do contrato. Só em 2016 a instituição recebeu mais de R$ 70 milhões, mas seus contratados reclamam da falta de salário e do não pagamento de direitos trabalhistas. A Coopsege, afirma o prefeito Jorge Miranda (foto), não vai mais ter contrato com o município.

Prefeito de Mesquita está “perdido” no escuro

Ex-gestor ficou fora da cidade, mas não deixou de pagar a um grupo seleto de empresas

Tateando no escuro em um labirinto de problemas, o novo prefeito de Mesquita ainda não sabe as quantas andam as finanças do município, que nos dois últimos meses recebeu cerca R$ 26 milhões em repasses do Fundeb e do Fundo de Participação dos Municípios. Só no dia 30 de dezembro, por exemplo, entrou o total de R$ 3.615.664,49, uma parcela extra do FPM por conta da distribuição do valor arrecadado pela União com as multas sobre o total arrecadado com o programa de repatriação do dinheiro depositado no exterior por grandes investidores. Nesta terça-feira (3), até as 11h tinham entrado mais R$ 306.337,14 nas contas da Prefeitura. O prefeito Jorge Miranda (foto) havia dito ontem que desconhecia a situação financeira porque não tinha tido acesso aos dados da Secretaria de Fazenda por falta de internet.