Mesquita paga atrasados de uma tacada só

E a promessa é de que não haverá atrasos daqui para frente

Até o final do expediente bancário de amanhã (15), todos os servidores do município de Mesquita terão recebido os valores atrasados referentes aos meses de novembro, dezembro e o décimo terceiro. A informação foi confirmada ao elizeupires.com pelo prefeito Jorge Miranda, que assumiu ainda de pagar em dia os salários durante toda a sua gestão. Miranda sucedeu o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro, que abandonou o município logo depois das eleições de outubro, deixando cerca de R$ 100 milhões em dívidas e a administração paralisada. Por conta dos atrasos os profissionais lotados na rede municipal de ensino chegaram a anunciar uma greve, mas Jorge dialogou com a categoria e buscou uma solução que atendesse não só aos professores, mas a todo o funcionalismo. Os guardas municipais, por exemplo, receberam nesta terça-feira.

Cooperativa não vai mais atuar em Mesquita

Coopsege recebeu mais de 200 milhões e mesmo assim saiu devendo aos trabalhadores 

Amparada por uma decisão sui generis do Supremo Tribunal Federal, a Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege) atuou livremente em Mesquita nos últimos quatros e faturou mais de R$ 200 milhões dos cofres da municipalidade, fornecendo funcionários terceirizados que custavam ao município muito mais do que efetivamente recebiam no fim do mês, por conta de uma taxa de administração de 40% do valor do contrato. Só em 2016 a instituição recebeu mais de R$ 70 milhões, mas seus contratados reclamam da falta de salário e do não pagamento de direitos trabalhistas. A Coopsege, afirma o prefeito Jorge Miranda (foto), não vai mais ter contrato com o município.

Prefeito de Mesquita está “perdido” no escuro

Ex-gestor ficou fora da cidade, mas não deixou de pagar a um grupo seleto de empresas

Tateando no escuro em um labirinto de problemas, o novo prefeito de Mesquita ainda não sabe as quantas andam as finanças do município, que nos dois últimos meses recebeu cerca R$ 26 milhões em repasses do Fundeb e do Fundo de Participação dos Municípios. Só no dia 30 de dezembro, por exemplo, entrou o total de R$ 3.615.664,49, uma parcela extra do FPM por conta da distribuição do valor arrecadado pela União com as multas sobre o total arrecadado com o programa de repatriação do dinheiro depositado no exterior por grandes investidores. Nesta terça-feira (3), até as 11h tinham entrado mais R$ 306.337,14 nas contas da Prefeitura. O prefeito Jorge Miranda (foto) havia dito ontem que desconhecia a situação financeira porque não tinha tido acesso aos dados da Secretaria de Fazenda por falta de internet.

Calote e sujeira em Mesquita

Prefeito não paga a ninguém e ruas ficam atulhadas de lixo

O município de Mesquita, na Baixada Fluminense, está um lixo só. Isto no sentido mais amplo da palavra, inclusive na administração, que optou por dar calote em funcionários, prestadores de serviços e fornecedores. Sem receber desde setembro, os trabalhadores da limpeza pública cruzaram os braços e as ruas da cidade estão imundas. O serviço de coleta é terceirizado e o recolhimento do lixo deveria estar sendo feito por dez caminhões compactadores, mas apenas dois estão em condições de operar. Os varredores são contratados através de uma cooperativa, que diz não pagar os salários porque não está conseguindo receber da Prefeitura. Até o ano passado a coleta era regular estava a cargo da empresa Inova Ambiental, que renunciou ao contrato porque também não recebia. A Inova até hoje cobra uma dívida de R$ 4 milhões, débito que o prefeito  Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro não reconhece.

Revolta em Mesquita

Servidores invadem gabinete do prefeito com direito a caixão e velas

Desaparecido desde que perdeu as eleições para o estreante Jorge Miranda, no dia 3 de outubro, o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro foi alvo nesta quarta-feira de mais uma manifestação dos servidores do município de Mesquita por conta do atraso no pagamento dos salários. Revoltados, trabalhadores invadiram o gabinete do governante e lá deixaram um caixão com uma foto de Guerreiro dentro e várias velas em memória ao “falecido”. No dia 24 de novembro cerca de 400 funcionários contratados através da Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege), estatutários e comissionados fizeram o enterro simbólico do prefeito por não receberem seus vencimentos, mas o protesto de nada adiantou. A manifestação de hoje partiu de servidores efetivos que só conseguiram receber o mês de setembro no mês passado não têm a menor ideia de quanto verão a cor do dinheiro referente aos salários de outubro, novembro e dezembro.

Prefeito de Mesquita some e deixa trabalhador sem salário

O prefeito Gelsinho Guerreiro foi "enterrado" ontem por trabalhadores revoltados com a falta de pagamento Funcionários terceirizados não recebem há três meses

De janeiro de 2013 e até ontem o município de Mesquita gastou R$ 271 milhões com terceirização de mão de obra, despesa que aumentou significativamente em 2014 e 2016, anos de eleição. Em 2013 foram feitos pagamentos em favor das cooperativas Multiprof, Captar Cooper e Renacop, substituídas depois pela Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege), que faturou nos últimos anos R$ 215 milhões. Apesar do grande volume de dinheiro, trabalhadores terceirizados estão sem receber e já não sabem mais a quem apelar, pois o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro não é visto na cidade, não sendo encontrado nem mesmo pelos secretários. Ontem 350 trabalhadores fizeram o enterro simbólico do prefeito e caminharam em manifestação pacífica por cerca de um quilômetro. Estiveram na sede da Prefeitura e não foram recebidos por ninguém.

Demissão por vingança em Mesquita

Gelsinho Guerreiro não digeriu bem a derrota nas urnas e retornou o trabalho com a caneta carregada Primeiro foram os comissionados, mas vai sobrar também para contratados

O prefeito de Mesquita, Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (PRB), retornou nervoso ao trabalho. Irritado com a derrota nas urnas ele decidiu demitir todos os ocupantes de cargos comissionados em função nos segundo, terceiro e quarto escalões da administração municipal. O total de exonerados deve chegar a dois mil até sexta-feira, pois ele deverá despedir também contratados temporários. A alegação é de que o governo precisa fazer cortes para fechar o exercício fiscal de 2016, mas o que se comenta nos corredores da Prefeitura é que ele está irritado por ter perdido a eleição para Jorge Miranda (PSDB), por uma diferença de 5.457. Gelsinho teve 40.865 votos e Miranda 46.322.

Terceirização de pessoal custa R$ 250 milhões em Mesquita

Gelsinho Guerreiro transformou Mesquita em paraíso para as cooperativas de mão de obra (Foto: Divulgação/PMM) Mas ninguém sabe quanto os contratados recebem por mês nem onde eles estão lotados

Quantos funcionários terceirizados existem, onde estão lotados e quanto cada um deles custa aos cofres da municipalidade. Isto é o que a Prefeitura de Mesquita precisa esclarecer, já que os gastos com mão de obra contratada de cooperativas, somados entre janeiro de 2013 e maio deste ano já consumiram mais de R$ 250 milhões, sem que as despesas estejam detalhadas no Portal da Transparência como determina a lei. Só a Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege) recebeu no período exatos R$ 191.578.641,56, valor resultante de quatro empenhos globais que somam mais de R$ 240 milhões. Além da Coopsege a gestão do prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (PMDB), fez pagamentos totais de R$ 56.517.787,39 em favor das cooperativas Multiprof, Captar Cooper e Renacop. As duas primeiras receberam, respectivamente, R$ 14.115.306,91 e R$ 7.186.965,91 em 2014 e a Renacop R$ 8.654.136,54, tendo faturado novamente em 2014 (R$ 21.527.135,45) e 2015 (R$ 5.034.242,18).

Em Mesquita campanha começa nas estações ferroviárias

Gelsinho Guerreiro despacha a cada terça-feira em uma estação Prefeito volta a sair do gabinete para “corpo a corpo” nos intervalos dos trens

Ele diz que a proposta é um contato direto com os moradores para conhecer os problemas da cidade e as reivindicações, mas há quem enxergue nisso um “corpo a corpo” disfarçado, um "cara a cara" com o eleitor, antecipando uma campanha eleitoral que pelas novas regras do jogo só vai começar em agosto. Esta semana o prefeito de Mesquita, Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro voltou a montar acampamento numa das três estações ferroviárias do município como o projeto “Fala pra mim”, segundo ele, para aproveitar o tempo de espera pelos trens para ouvir as queixas da população. A suspeita é levantada por lideranças comunitárias que afirmam que até então o prefeito se escondia do povo, evitava sair às ruas e quando o fazia era acompanhado de seguranças que impediam as aproximações, comportamento que mudou desde dezembro, quando o “Fala pra mim” começou.

Catando votos no trem

Gelsinho atendeu na estação durante duas horas na manhã de ontem De olho na reeleição prefeito de Mesquita ouve o povo na estação ferroviária

Agora no PMDB, o prefeito de Mesquita, Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro decidiu ir para a rua mais cedo, fazendo o que não acontecia desde a campanha de 2012, quando foi eleito pelo PSC, o contato direto com o povo. Para isso ele lançou o projeto “Fala pra mim”, saindo cedo de casa para, entre 6h e 8h, ouvir as reivindicações nas ruas da cidade. Na manhã de ontem o ele esteve na estação ferroviária, aproveitando o tempo de espera pelos trens para falar com os moradores que chegavam para embarcar.