Calote e sujeira em Mesquita

Prefeito não paga a ninguém e ruas ficam atulhadas de lixo

O município de Mesquita, na Baixada Fluminense, está um lixo só. Isto no sentido mais amplo da palavra, inclusive na administração, que optou por dar calote em funcionários, prestadores de serviços e fornecedores. Sem receber desde setembro, os trabalhadores da limpeza pública cruzaram os braços e as ruas da cidade estão imundas. O serviço de coleta é terceirizado e o recolhimento do lixo deveria estar sendo feito por dez caminhões compactadores, mas apenas dois estão em condições de operar. Os varredores são contratados através de uma cooperativa, que diz não pagar os salários porque não está conseguindo receber da Prefeitura. Até o ano passado a coleta era regular estava a cargo da empresa Inova Ambiental, que renunciou ao contrato porque também não recebia. A Inova até hoje cobra uma dívida de R$ 4 milhões, débito que o prefeito  Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro não reconhece.

Revolta em Mesquita

Servidores invadem gabinete do prefeito com direito a caixão e velas

Desaparecido desde que perdeu as eleições para o estreante Jorge Miranda, no dia 3 de outubro, o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro foi alvo nesta quarta-feira de mais uma manifestação dos servidores do município de Mesquita por conta do atraso no pagamento dos salários. Revoltados, trabalhadores invadiram o gabinete do governante e lá deixaram um caixão com uma foto de Guerreiro dentro e várias velas em memória ao “falecido”. No dia 24 de novembro cerca de 400 funcionários contratados através da Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege), estatutários e comissionados fizeram o enterro simbólico do prefeito por não receberem seus vencimentos, mas o protesto de nada adiantou. A manifestação de hoje partiu de servidores efetivos que só conseguiram receber o mês de setembro no mês passado não têm a menor ideia de quanto verão a cor do dinheiro referente aos salários de outubro, novembro e dezembro.

Prefeito de Mesquita some e deixa trabalhador sem salário

O prefeito Gelsinho Guerreiro foi "enterrado" ontem por trabalhadores revoltados com a falta de pagamento Funcionários terceirizados não recebem há três meses

De janeiro de 2013 e até ontem o município de Mesquita gastou R$ 271 milhões com terceirização de mão de obra, despesa que aumentou significativamente em 2014 e 2016, anos de eleição. Em 2013 foram feitos pagamentos em favor das cooperativas Multiprof, Captar Cooper e Renacop, substituídas depois pela Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege), que faturou nos últimos anos R$ 215 milhões. Apesar do grande volume de dinheiro, trabalhadores terceirizados estão sem receber e já não sabem mais a quem apelar, pois o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro não é visto na cidade, não sendo encontrado nem mesmo pelos secretários. Ontem 350 trabalhadores fizeram o enterro simbólico do prefeito e caminharam em manifestação pacífica por cerca de um quilômetro. Estiveram na sede da Prefeitura e não foram recebidos por ninguém.

Demissão por vingança em Mesquita

Gelsinho Guerreiro não digeriu bem a derrota nas urnas e retornou o trabalho com a caneta carregada Primeiro foram os comissionados, mas vai sobrar também para contratados

O prefeito de Mesquita, Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (PRB), retornou nervoso ao trabalho. Irritado com a derrota nas urnas ele decidiu demitir todos os ocupantes de cargos comissionados em função nos segundo, terceiro e quarto escalões da administração municipal. O total de exonerados deve chegar a dois mil até sexta-feira, pois ele deverá despedir também contratados temporários. A alegação é de que o governo precisa fazer cortes para fechar o exercício fiscal de 2016, mas o que se comenta nos corredores da Prefeitura é que ele está irritado por ter perdido a eleição para Jorge Miranda (PSDB), por uma diferença de 5.457. Gelsinho teve 40.865 votos e Miranda 46.322.

Terceirização de pessoal custa R$ 250 milhões em Mesquita

Gelsinho Guerreiro transformou Mesquita em paraíso para as cooperativas de mão de obra (Foto: Divulgação/PMM) Mas ninguém sabe quanto os contratados recebem por mês nem onde eles estão lotados

Quantos funcionários terceirizados existem, onde estão lotados e quanto cada um deles custa aos cofres da municipalidade. Isto é o que a Prefeitura de Mesquita precisa esclarecer, já que os gastos com mão de obra contratada de cooperativas, somados entre janeiro de 2013 e maio deste ano já consumiram mais de R$ 250 milhões, sem que as despesas estejam detalhadas no Portal da Transparência como determina a lei. Só a Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege) recebeu no período exatos R$ 191.578.641,56, valor resultante de quatro empenhos globais que somam mais de R$ 240 milhões. Além da Coopsege a gestão do prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (PMDB), fez pagamentos totais de R$ 56.517.787,39 em favor das cooperativas Multiprof, Captar Cooper e Renacop. As duas primeiras receberam, respectivamente, R$ 14.115.306,91 e R$ 7.186.965,91 em 2014 e a Renacop R$ 8.654.136,54, tendo faturado novamente em 2014 (R$ 21.527.135,45) e 2015 (R$ 5.034.242,18).

Em Mesquita campanha começa nas estações ferroviárias

Gelsinho Guerreiro despacha a cada terça-feira em uma estação Prefeito volta a sair do gabinete para “corpo a corpo” nos intervalos dos trens

Ele diz que a proposta é um contato direto com os moradores para conhecer os problemas da cidade e as reivindicações, mas há quem enxergue nisso um “corpo a corpo” disfarçado, um "cara a cara" com o eleitor, antecipando uma campanha eleitoral que pelas novas regras do jogo só vai começar em agosto. Esta semana o prefeito de Mesquita, Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro voltou a montar acampamento numa das três estações ferroviárias do município como o projeto “Fala pra mim”, segundo ele, para aproveitar o tempo de espera pelos trens para ouvir as queixas da população. A suspeita é levantada por lideranças comunitárias que afirmam que até então o prefeito se escondia do povo, evitava sair às ruas e quando o fazia era acompanhado de seguranças que impediam as aproximações, comportamento que mudou desde dezembro, quando o “Fala pra mim” começou.

Catando votos no trem

Gelsinho atendeu na estação durante duas horas na manhã de ontem De olho na reeleição prefeito de Mesquita ouve o povo na estação ferroviária

Agora no PMDB, o prefeito de Mesquita, Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro decidiu ir para a rua mais cedo, fazendo o que não acontecia desde a campanha de 2012, quando foi eleito pelo PSC, o contato direto com o povo. Para isso ele lançou o projeto “Fala pra mim”, saindo cedo de casa para, entre 6h e 8h, ouvir as reivindicações nas ruas da cidade. Na manhã de ontem o ele esteve na estação ferroviária, aproveitando o tempo de espera pelos trens para falar com os moradores que chegavam para embarcar.

Prefeito de Mesquita gasta demais e agora faz greve

Gelsinho Guerreiro diz que não tem com o fechar as contas deste ano honrando os compromissos Gelsinho Guerreiro praticamente dobrou despesa com pessoal em ano de eleição e agora diz que não tem como pagar as contas

Quem depender dos serviços da Prefeitura de Mesquita amanhã vai encontrar as portas fechadas. É que o prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (eleito pelo PSC e agora no PMDB), decretou uma espécie de greve para essa segunda-feira, em protesto contra a redução dos repasses federais gerada pela crise financeira que afeta o país. O mesmo protesto deverá acontecer em outras cidades, mas a questão em Mesquita é que no tempo das vacas gordas o prefeito enfiou o pé na jaca, principalmente em 2014, quando os gastos com a contratação de pessoal através de cooperativas praticamente dobrou. O ano passado foi de eleições e, coincidentemente, a hoje deputada estadual Daniele Cristina Figueiredo Fontoura, a Daniele Guerreiro, teve um galpão interditado por fiscais da Justiça Eleitoral por conta de uma série de denuncias de irregularidades, entre elas a de que funcionários terceirizados teriam sido obrigados a atuar na campanha. Em 2014 Mesquita gastou com três cooperativas de mão de obra 75% a mais que o total pago em 2013.

Terceirização pode ter favorecido primeira dama de Mesquita

Em agosto de 2014 Daniele teve o principal galpão de sua campanha lacrado pela fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral Gastos da Prefeitura com cooperativas de mão de obra aumentaram 75% no ano eleitoral

Entre janeiro e dezembro de 2013, o primeiro ano de gestão do prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (PSC), a Prefeitura de Mesquita gastou R$ 50 milhões com a contratação de funcionários através de cooperativas fornecedoras de mão de obra, despesa que aumentou bastante em 2014, ano em que a primeira dama do município, Daniele Cristina Figueiredo Fontoura, a Daniele Guerreiro, foi eleita deputada estadual pelo PMDB. Ela, que chegou a ter a candidatura impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e está no mandato por força de um recurso impetrado no TSE, teve o galpão de campanha interditado pela fiscalização, por conta de uma série de denuncias de irregularidades, entre elas a de que funcionários terceirizados estariam sendo obrigados a atuarem na campanha. Coincidência ou não, o fato é que em 2014 a Prefeitura gastou com as cooperativas 75% a mais que o total pago no ano anterior.

TRE-RJ cassa deputada eleita pelo PMDB

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), cassou o registro de candidatura da deputada estadual eleita pelo PMDB, Daniele Gurreiro, por uso indevido dos meios de comunicação. O plenário entendeu que a primeira-dama do município de Mesquita foi beneficiada durante a campanha por "evidente propaganda eleitoral" em reportagens do jornal Panorama, que começaram  a ser publicadas em março deste ano. O jornal é de propriedade do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Direitos Humanos, Rogério Santana. Ele e a presidente do veículo de comunicação, Jania Beiruth, foram declarados inelegíveis por oito anos.

Além da impugnação do seu registro de candidata, Daniele, que é casada com o prefeito Gelsinho Guerreiro, pegou oito anos de inelegibilidade. Segundo o desembargador eleitoral Alexandre Mesquita, que atuou como relator no processo, "o  jornal agia de forma claramente tendenciosa, pois enquanto promovia a candidatura de Daniele, trazia conteúdo negativo de seu maior opositor, Waltinho Paixão (PRP)".