Com repasses do governo estadual garantidos Hospital Geral de Nova Iguaçu ganha reforma e novos equipamentos

Unidade de saúde de referência na Baixada Fluminense, o Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) está recebendo novos equipamentos, além de reforma em suas instalações. As melhorias foram possíveis graças ao repasse do governo do estado no valor de R$ 5 milhões mensais. O governador Wilson Witzel anunciou o aporte de recursos no final de março em visita à cidade para inauguração de um viaduto.

Para o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, a iniciativa tem como objetivo oferecer um serviço de qualidade aos pacientes.

‘SOS Hospital da Posse’: campanha pela redução do número de acidentes de trânsito tem ‘Dia D’ na Baixada Fluminense

Resultado de uma parceria com a direção do Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse, equipes de órgãos de segurança das prefeituras de Nova Iguaçu, Nilópolis e São João de Meriti estão nas ruas numa campanha educacional para reduzir o número de acidentes de trânsito na Baixada Fluminense, um problema grave que acaba por sobrecarregar ainda mais o já superlotado HGNI. Ontem (5), por exemplo, foi o 'Dia D' da campanha 'SOS Hospital da Posse', com apoio dos governos municipais, agentes das polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal e do Corpo de Bombeiros.

Segundo o coronel Francisco D’ambrosio, secretário de Ordem Pública de São João de Meriti, uma das grandes preocupações no trânsito são motociclistas que pilotam sem o mínimo de segurança. "Muitos insistem em não usar o capacete e sequer levam a habilitação. Então estamos buscando conscientizar a população dos riscos e cuidados que devem ser tomados para reduzir os efeitos trágicos dos acidentes que tanto pesam no orçamento do Hospital da Posse", afirmou.

Governador desiste de visitar Hospital da Posse: assessoria avisa que Witzel vai participar apenas da inauguração do viaduto

O diretor do Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse, Joé Sestello, foi comunicado agora pela manhã de que o governador Wilson Witzel não vai mais visitar a unidade nesta sexta-feira (29) e virá ao município apenas para inaugurar – ao lado do prefeito Rogério Lisboa – o Viaduto dos Imigrantes. Perde o governador uma boa oportunidade de conhecer o HGNI, hospital responsável pelo atendimento aos moradores de Nova Iguaçu e pelo menos mais 14 municípios no corredor da Rodovia Presidente Dutra.  A dívida do governo estadual com o Hospital era de R$ 50 milhões até dezembro do ano passado. O HGNI precisa de R$ 19 milhões mensais e está funcionando com menos da metade do necessário.

 

Governador visitará o Hospital da Posse nesta sexta-feira, mas será que vai anunciar a liberação dos repasses em atraso?

Está confirmada para amanhã (29), a visita do governador Wilson Witzel ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse, que há anos vem operado com pacientes demais e recursos de menos. Ele deverá chegar por volta das 10h e, se vier mesmo, vai deparar com um hospital sobrecarregado e de caixa vazio, com problemas acumulados pelo descaso com que o governo estadual vem tratando o HGNI ao longo dos anos, atrasando repasses que deveriam ser regulares e em volume suficiente para atender moradores de pelo menos mais 14 municípios além de Nova Iguaçu, cujas prefeituras não colaboram com nada. O Hospital da Posse precisa, segundo seu diretor, de R$ 19 milhões mensais para funcionar a contento, mas está operando com pouco mais da metade disto.

Apesar do nome o HGNI e de estar localizado na cidade, não é de Nova Iguaçu. É um hospital federal transferido pela Prefeitura, que já ameaçou devolvê-lo várias vezes. Além de não pegar a unidade geral de volta, a União não aumenta os repasses, e o governo estadual não tem pontualidade nas transferências dos poucos recursos que liberava de vez em quando.

Direção do Hospital da Posse se une aos órgãos de segurança e trânsito para educar motociclistas, alguns vítimas de si mesmos

Mais da metade dos cerca de quatro mil acidentados que todos os anos são atendidos na emergência do Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse, não motociclistas ou caronas, uma realidade que preocupa e exige um esforço conjunto. Neste sentido o diretor geral do HGNI, Joé Sestello, se reuniu pela segunda vez com representantes da Segurança Pública e do Trânsito da Baixada Fluminense, polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal; Corpo de Bombeiros e o Detran, para dar prosseguimento a um esquema de trabalho integrado, com a abordagem direta dos condutores, dentro de um programa de conscientização.

"Temos de atuar em conjunto para orientar, educar e se for necessário, reprimir as irregularidades, minimizando os impactos dos acidentes de trânsito. Nos reunimos pela primeira vez em janeiro e voltamos a nos encontrar ontem (13). As ações já estão acontecendo em vários pontos. Fico muito contente em ver as esferas municipal, estadual e federal atuando juntas em prol de um bem maior, pois os números são alarmantes e os acidentes muito graves", afirma o médico.

Acidentados no corredor da Dutra sobrecarregam Hospital da Posse, mas concessionária e planos de saúde não ajudam em nada

É Nova Iguaçu que fica com a responsabilidade e o ônus de sediar o maior hospital da região, que atende a 15 municípios e mais as remoções feitas pela Concessionária Nova Dutra, que administra o extenso corredor da Rodovia Presidente Dutra. Não importa se o acidentado ralou apenas o joelho ou se a vitima está em estado grave. É para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse, que todos são levados.

Segundo o médico Joe Sestello, diretor do HGNI,  quantidade de acidentados aumentou 36% nos últimos dois anos. A concessionária, que não ajuda em nada, ainda reclama quando uma maca fica retida. Em muitos casos os acidentados são removidos depois do principal atendimento. Vida salva, o plano de saúde saiu no lucro, pois o poder público ficou com a conta mais alta.

Com pacientes demais e dinheiro de menos, direção do Hospital da Posse opera verdadeiros milagres no dia a dia

O ônus é todo da Prefeitura de Nova Iguaçu, mas o bônus é usufruído por mais 14 municípios que não colaboram com um centavo sequer, mas são atendidos da mesma forma, pois é para a única emergência existente no corredor da Rodovia Presidente Dutra que mandam seus doentes e feridos em estado grave. Mais conhecido como Hospital da Posse, o Hospital Geral de Nova Iguaçu precisa, segundo seu diretor, de pelo menos R$ 19 milhões mensais para funcionar a contento, mas está operando com pouco mais da metade disto. "É dinheiro de menos e despesas demais, pois somos a esperança de atendimento para um universo de três milhões de pessoas", diz Joé Setello (foto), diretor 24 horas por dia, inclusive domingos e feriados.

Desde que assumiu o governo – em janeiro de 2017 – que o prefeito Rogério Lisboa vem batendo às portas dos governos federal e estadual em busca do aumento de repasses, pois o hospital é regional, mas a responsabilidade é do município, que tem de tirar dos recursos próprios e do pouco que vem para à rede própria, para cobrir gastos que deveriam ser assumidos integralmente pela União e o Estado ou pelo menos rateado entre os municípios que usam Hospital da Posse para desafogar suas unidades.