O ministro Marco Aurélio havia concedido liminar neste sentido
O ministro Marco Aurélio havia concedido liminar neste sentido
Quem participa da eleição presidencial adere tacitamente a um contrato com a nação. Obriga-se a aceitar o resultado soberano das urnas em caso de derrota e, na outra hipótese, a respeitar a Constituição e os direitos fundamentais ao conduzir o governo. Em meio à crispação do ambiente de campanha e ao estrago desencadeado pela recessão na economia, o aceno a ideias autoritárias requer das duas candidaturas ora mais competitivas algo além da aceitação presumida das regras do jogo, no entanto. Chegou a hora de expressarem compromissos definitivos com a democracia.
Jair Bolsonaro, do PSL, tem lançado suspeição infundada sobre o sistema eletrônico de votação. Estimula paranoias de manipulação, mas apenas para o caso de não ser ele o vencedor do certame.
Pesquisa diz que ele perderia para três candidatos no segundo turno e mostra empate técnico com o petista Fernando Haddad
Se Lula concorre impugnado seus votos são anulados ai o segundo colocado poderia vencer logo no primeiro turno. Já pensaram nisso?
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge (foto), anunciou qual será a estratégia de atuação do Ministério Público Eleitoral nas eleições deste ano. Dodge, que também comanda a procuradoria eleitoral, afirmou que os gastos de pré-campanha serão fiscalizados. A pré-campanha não é regulamentada por lei e corresponde ao período, que não tem data fixa, em que os partidos estão se preparando as eleições, mas ainda não podem registrar as alianças e candidaturas. O anúncio foi feito na última sexta (27), após a reunião entre Raquel Dodge e os procuradores estaduais de todo o país.
Ela ainda afirmou que a orientação é pedir a impugnação da candidatura de todos aqueles que tenham condenação em segunda instância, com base na Lei da Ficha Limpa. Questionada, a procuradora evitou comentar o caso do ex-presidente Lula, que cumpre pena após ter a condenação por lavagem de dinheiro e corrupção confirma pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, segunda instância da Justiça.
... cidade chamada antes de "merda de lugar"
"O senhor é uma alma de pobre. Eu, todo mundo que fala aqui no meio, eu falo o seguinte: imagina se fosse aqui no Rio esse sítio dele, não é em Petrópolis, não é em Itaipava. É como se fosse em Maricá. É uma merda de lugar porra!". A afirmação é parte de um diálogo entre o ex-presidente Lula e o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, fala que vazou de uma dos grampos telefônicos da Operação Lava Jato e causou revolta geral na simpática cidade que desde 2008 vem sendo governada pelo PT. Porém, é de Maricá o nome escolhido para vice de Eduardo Paes, candidato a governador pelo DEM. O deputado federal Marcelo Delalori (foto) foi indicado para a vaga pelo presidente estadual do PR, Altineu Côrtes.
Se as eleições fossem hoje e o ex-presidente Lula pudesse concorrer, venceria o primeiro turno com 30% dos votos válidos e o deputado Jair Bolsonaro (PSL) ficaria com 17%. Isso é o que revela pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo. Numa disputa sem o líder petista Bolsonaro aparece liderando a corrida com apenas 2% a mais das intenções de voto, uma posição não muito confortável para quem é chamado de 'mito' pelos seguidores. São 19% de votos para ele, 15% para Marina Silva e entre 10% e 11% para Ciro Gomes, o que significa dizer, numa análise sem paixões, que há muita água para passar debaixo dessa ponte e que Bolsonaro pode acabar levado pela correnteza da união de nomes, até porque aparece com 32% de rejeição.
Embora alguns petistas fiquem enganando a si mesmos, dizendo que o ex-presidente será candidato, não existe a menor chance de isso vir acontecer e a pesquisa, quando cita os dois nomes listados internamente para substituírem Lula, mostra o Partido dos Trabalhadores apenas fazendo figuração nesse filme, com apenas 1% das intenções de votos, tanto faz se o escolhido for o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad ou o ex-governador Jaques Wagner, da Bahia.
"Vou entrar de cabeça erguida e sair de peito estufado" (Luiz Inácio Lula da Silva)
Quando, no dia 4 de março de 2016, o juiz Sergio Moro determinou, ao arrepio da lei, a condução coercitiva do ex-presidente Lula, eu dizia a um grupo de amigos com os quais almoçava em Macaé, que o Judiciário estava fabricando um herói. Não deu outra. Iniciou-se a comoção que torna o ex-metalúrgico imbatível nas urnas. Agora Moro voltou a dar um empurrão a favor de Lula, quando, com pressa em prendê-lo, pisou mais uma vez no devido processo legal, pois a ação ainda não transitou em julgado nem na segunda instância. Ao expedir o mandado de prisão numa ação na qual o ex-presidente foi condenado sem provas, na base da convicção do magistrado e do achismo conveniente dos "meninos de ouro" do MPF, o Judiciário externa que os que querem dominar o paí no grito estão é morrendo de medo de um operário que conquistou o mundo.
Moro determina que a PF não algeme o ex-presidente
O juiz Sergio Moro determinou há pouco a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deu prazo para que ele se entregue à Polícia Federal até as 17h de amanhã (6), para começar a cumprir a pena 12 anos e um mês, imposta no processo sobre o tríplex do Guarujá. Moro recebeu o aval do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e e uma cela especial já foi preparada para receber o ex-presidente. "Relativamente ao condenado e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedo-lhe, em atenção à dignidade cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17h do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão”, decidiu Moro.
Decisão do STF foi por seis votos a cinco
A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu há pouco conceder uma liminar ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que impede a prisão dele até o julgamento do mérito do habeas corpus preventivo apresentado pelo ex-presidente à Corte. A decisão vale até o dia 4 de abril, quando a Corte deve voltar a julgar o habeas corpus apresentado por Lula. A conclusão do julgamento foi adiada porque os ministros julgaram uma preliminar da ação, fato que tomou todo o tempo da sessão.