Mangaratiba via São João de Meriti

As duas prefeituras tem em comum a contratação de sete empresas. Cinco delas foram denunciadas pelo MP em processo de fraude em Mangaratiba Cinco empresas denunciadas por fraude na cidade da Costa Verde atuam no município da Baixada Fluminense, além de outras duas ainda não processadas pela promotoria

Além da D-Ttrade Comércio e Representação e da LU Souza Comércio, mais três empresas de um total de seis denunciadas pelo Ministério Público por um suposto esquema de fraudes em licitação e recebimento de faturas por serviços que não teriam sido prestados ou vendas de produtos que não teriam sido entregues - o que, segundo a promotoria pode ter resultado no desvio de cerca de R$ 10 milhões dos cofres da Prefeitura de Mangaratiba - tiveram ou ainda mantém contratos com a Prefeitura de São João de Meriti. É o que revelam publicações de extratos de contratos ou adjudicações de pregões feitas no órgão oficial do município. Estão lá as empresas V.M. da Silva Vilar Materiais de Escritório, Vimatécnica Comércio e Serviços e Proll Comercio e Serviço, todas rés em ação de improbidade administrativa proposta contra o ex-prefeito Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, que está preso por crime de ameaça e formação de quadrilha. Além dessas cinco empresas também faturaram ou ainda faturam em Meriti a Paper Color Gráfica e Editora e a Dulçor Comércio e Representação, listadas entre as que mais forneceram para Mangaratiba na gestão de Capixaba. Como a Prefeitura de São João de Meriti não fornece nenhuma informação sobre os gastos da municipalidade, não dá para saber ao certo o quanto cada uma dessas empresas recebeu dos cofres da municipalidade, mas, segundo uma fonte ligada ao governo, o fato é que vários contratos estão sob investigação.

Mangaratiba, conexão Baixada

Evandro Capixaba e Sandro Matos tem pelo menos uma coisa em comum: contrataram as mesmas empresas Empresas do esquema da fraude dos R$ 10 milhões têm contratos nada transparentes com a Prefeitura de São João de Meriti

Denunciadas pelo Ministério Público em ação de improbidade administrativa proposta contra o ex-prefeito de Mangaratiba, Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, as empresas Lu Souza Comércio e Representações e D-Trade Comércio e Serviços, têm contratos com a Prefeitura de São João de Meriti e esses também estão na mira do Ministério Público, que em dezembro do ano passado constatou uma ligação entre as prefeituras dos dois municípios, em contrato não divulgado no valor de R$ 2,1 milhões, supostamente envolvendo um parente do prefeito Sandro Matos (PDT). Coincidentemente, uma semana antes de a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (núcleo de Angra dos Reis) ajuizar a ação contra Capixaba e outros 35 réus, o procurador-geral Berilo Martins, o chefe de gabinete Sergio Jund e o secretário de Governo Gilvandro Matos Pereira, o Gil Matos, irmão do prefeito, pediram exoneração dos cargos. Os três integravam o primeiro time do governo e eram apontados na Prefeitura como "os manda-chuvas".

Pedágio no Arco Metropolitano deverá ficar em R$ 5,50

Carlos Osório diz que o estado vai ganhar muito com o programa custeado pela iniciativa privada em troca de mais pedágios e maior tempo de concessão Estrada será privatizada sem o trecho da Magé-Manilha, cujas obras de duplicação estão a cargo do governo federal, mas continuam paradas apesar da promessa de que seriam retomadas até o dia 31 de maio 

Para garantir investimentos no maior programa de logística da história do pais o governo federal ampliou o prazo das concessões de rodovias existentes desde 1996 e irá privatizar várias estradas Brasil a fora. No pacote de novas concessões está incluída a Rodovia Rafhael de Almeida Magalhães, trecho da BR-493 que vai de Saracuruna a Itaguaí, batizado de Arco Metropolitano, que, segundo estimativas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), poderá ter uma tarifa de pedágio de R$ 5,50 nos 70 quilômetros de via. Sem recursos para tocar as obras, a União fez um acordo com os consórcios, que assumirão as obras e terão mais tempo operando as rodovias.

Esquema de corrupção em Mangaratiba pode ser ainda maior

Evandro Capixaba foi afastado pela Justiça logo depois de ser preso e está sendo substituído pelo vice-prefeito Rui Quintanilha, que foi secretário de Saúde Pente fino deverá ser passado nos contratos da Saúde firmados entre 2013 e 2014

O esquema de corrupção na Prefeitura de Mangaratiba investigado pelo Ministério Público a partir de denúncias formuladas por um ex-membro do governo, pode ser ainda maior. A fraude, que pode ter chegado a R$ 60 milhões segundo estimativa do MP, foi apurada em processos licitatórios de 2011 e 2012, mas há informações ainda sobre processos licitatórios supostamente superfaturados também em 2013 e 2014. Um deles, por exemplo, é sobre compra de medicamentos e equipamentos hospitalares e até relógios de ponto digital para serem instalados em postos de saúde.  Nos dois últimos anos o município recebeu mais de R$ 105 milhões em repasses do governo federal, boa parte desse dinheiro para o setor de Saúde. Foram R$ 48.839.579,96 em 2013 e R$ 56.550.172,06 no ano passado.

Secretários de prefeito preso são acusados de ameaças de morte

A mando de Evandro Capixaba, Roberto Pinto dos Santos, da Comunicação, e Sidnei José Ferreira, capitão da PM, ameaçavam jornalista da revista 'Rota Verde'

Um megaesquema de fraude em licitação avaliado em R$ 10 milhões e ameaças a testemunhas levaram à prisão ontem o prefeito de Mangaratiba, Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, do PSD, o secretário de Comunicação Social, Roberto Pinto dos Santos, e o secretário de Segurança Pública, o capitão PM Sidnei José Ferreira da Silveira.

Prefeito de Mangaratiba é preso por ameaçar testemunhas

Capixaba é acusado de comandar esquema que causou prejuízo de R$ 60 milhões aos cofres públicos Preso em casa na manhã dessa sexta-feira por ameaçar testemunhas, entre elas jornalistas, o prefeito de Mangaratiba, Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, está prestando esclarecimentos na Delegacia local. Também foi detido hoje o secretário de Segurança e Ordem Pública, Sidney Ferreira, que não é citado no inquérito que investiga fraudes em licitações que, segundo o Ministério Público, teria desviado pelo menos R$ 60 milhões dos cofres da municipalidade, mas seria o responsável, a mando do prefeito, por ameaçar as testemunhas do caso.  O Tribunal de Justiça emitiu três mandados de prisão. O terceiro é contra o secretário de Comunicação, Roberto Pinto dos Santos, considerado foragido.

As prisões foi feitas por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público. A denúncia contra o prefeito e os dois secretários foi oferecida pelo subprocurador-geral de Justiça de Assuntos Institucionais e Judiciais, Alexandre Araripe Marinho, por delegação do procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira. De acordo com 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Angra dos Reis, a promotoria 44 pessoas - entre servidores do município e empresários - estão envolvidas no esquema.  Os pedidos de prisão, entretanto, só foram formalizados para os que estariam coagindo testemunhas. 

Dnit diz que duplicação da Magé-Manilha pode ser entregue antes

Estruturas de pontes já começaram a serem montadas

As obras de duplicação da BR-493, denominada Magé-Manilha no trecho que faz a ligação de Magé com Itaboraí, não sofrerá nenhum atraso e, muito pelo contrário, poderá ser entregue antes do prazo previsto, fixado em fevereiro de 2017. A informação foi dada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), acrescentando que os recursos financeiros estão garantidos para a transformação dos 25,2 quilômetros entre as localidades de Santa Guilhermina e Itambi em uma via segura.

Promotoria quer novo concurso público em Mangaratiba

Contratos temporários resultam em ação de improbidade administrativa contra prefeito e ex-prefeito. MP quer a demissão dos contratados e a realização de processo seletivo

A insistência do ex-prefeito de Mangaratiba, Arão de Moura Brito em manter funcionários temporários em função de atividade fim em vez de preencher as vagas com concursados, seguida por seu sucessor, Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, atual prefeito, levou o Ministério Público a impetrar ação de improbidade administrativa contra os dois. O processo foi proposto pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Angra dos Reis, segundo o MP. "por prática reiterada de contratações temporárias de inúmeros servidores para diversos cargos".

Amplamente desqualificada

Concessionária de energia elétrica causa prejuízos a mais de 250 mil pessoas

Responsável pelo forneci- mento de energia elétrica para 66 municípios, atendendo a um uni- verso estimado em cerca de sete milhões de habitantes - com 2,8 milhões de clientes residenciais, comerciais e industriais registrados cadastrados- a concessionária Am- pla já causou prejuízos a mais de 250 mil pessoas, mas menos de 30% dos prejudicados recorreram à Justiça. O levantamento foi feito por órgãos de defesa dos consumi- dores, a partir do número de med- idores de consumo instalados pela empresa que há pelo menos cinco anos vem sendo motivo de queixas e acumula, atualmente, cerca de 20 mil ações judiciais. A Ampla está entre os cinco piores concessio- nários de serviços essenciais do Brasil, mas nem por isso é fisca- lizada com rigor pela Agência Na- cional de Energia Elétrica (Aneel), que se limita a multas, cujos paga- mentos quase sempre são prote- lados com recursos judiciais. Nos municípios de Duque de Caxias, Magé, Itaboraí, Niterói e São Gon- çalo, por exemplo, os péssimos serviços da Ampla tem sido alvo de constantes manifestações por conta das quedas de luz e da falta de energia, mas as reclamações são sempre respondidas com uma fase pronta: “É o grande consumo durante o verão”. Tem ficado tudo por isso mesmo.

Crime eleitoral derruba prefeito de Mangaratiba

Aarão é condenado a perda do mandato por crime eleitoral

Julgando Ação de Impugnação de Mandato Eletivo impetrada pelo Ministério Público, o juiz da 54ª Zona Eleitoral de Mangaratiba, Márcio da Costa Dantas, decidiu nesta segunda-feira (27) pela cassação dos diplomas do prefeito Aarão de Moura Brito Neto (foto) e do vice-prefeito Marcelo Tenório da Cruz, por prática de crime eleitoral. Em outro processo - numa Ação de Investigação Judicial Eleitoral - o mesmo magistrado tornou o prefeito e o vice inelegíveis por três anos, além de aplicar multas de R$ 40 mil e R$ 30 mil. As condenações foram por abuso de poder, compra de votos e uso indevido dos meios de comunicação.  O juiz determinou que o presidente da Câmara de Vereadores assuma interinamente o cargo de prefeito até a realização de um pleito suplementar.