Dinheiro jogado no lixo em Nova Iguaçu

O Ford modelo 1997 está sem licença desde 2013, mas não só circula livremente - apesar do mau estado de conservação - como o seu dono ainda fatura da Prefeitura Prefeitura paga caro pela coleta, mas o serviço pesado é feito por "sucatas" que já deveriam ter sido descartadas há muito tempo, mas circulam livremente pelas ruas da cidade

Um contrato com a empresa Green Life Execução de Projetos Ambientais para a coleta do lixo em Nova Iguaçu (firmado em novembro de 2013), no valor inicial de R$ 18 milhões, beira hoje a casa dos R$ 40 milhões, mas, além do serviço precário, o que mais se vê nas ruas são velhos caminhões caçambas em um vai e vem constante entre o centro da cidade e a Central de Tratamento de Resíduos, localizada no bairro Adrianópolis. Enquanto a empresa fatura, o serviço pesado fica por conta dos ferros velhos ambulantes, montes de ferrugem sobre pneus "carecas", a maior parte com documentação vencida há muito tempo, até porque os veículos não conseguiriam passar pela vistoria do Detran no estado em que estão. As sucatas alugadas pelo município são registradas em nome de particulares e constam como à serviço da Empresa Municipal de Limpeza Urbana (responsável pela contratação e fiscalização do serviço) e da Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni). Quanto elas custam e por que estão circulando quando deveriam ter sido jogadas no lixo, são respostas que a administração municipal precisa dar.

Mangaratiba continua gastando verbas federais sem licitação

Há apenas cinco meses no cargo Ruy Quintanilha já gastou mais de R$ 3,3 milhões da Secretaria Saúde sem abrir processo licitatório Novas "emergências" na Saúde comprometem mais R$ 1,7 milhão

O gasto, sem licitação, de dinheiro repassado pelo governo federal para o setor de Saúde de Mangaratiba aumentou em relação aos contratos emergenciais firmados em julho pelo prefeito Ruy Quintanilha, que naquele mês somaram R$ 1.630.737,39. Em agosto novas compras por dispensa de licitação foram feitas e somaram exatamente R$ 1.765.531,97, em onze contratos, dos quais apenas dois deixam claros o objeto contratado e nove justificam a despesa com "materiais correlatos", sem informar pelo que o município está pagando.

Meriti já tem dois nomes (pré) definidos para 2016

João Ferreira e Marcelo Simão são dados como certos, mas Iranildo Campos está naquela do ser ou não ser candidato a prefeito Pré-candidato do PSD diz que é, mas ninguém acredita que será. Nome do governo só no ano que vêm

Os 13.481 conferidos a ele em São João de Meriti, mais que interar sua eleição a deputado estadual pelo PSD, teria despertado em Iranildo Campos a vontade de disputar a sucessão do prefeito Sandro Matos (PDT) no próximo ano. No partido tem dito que é pré-candidato, mas quem o conhece bem aposta que não. Há até quem diga que ele, no máximo, coordenaria uma candidatura em troca de espaço no futuro governo, já com vistas a uma reeleição em 2018. Já os outros dois deputados da cidade praticamente já colocaram o bloco na rua, mesmo o carnaval estando ainda bem longe: João Ferreira Neto é o nome do PR e Marcelo Simão foi confirmado na última quinta-feira pelo “dono” do PMDB no território fluminense, Jorge Picciani, que resolveu irritar a muita gente, impondo nomes, inclusive políticos sem nenhuma identidade com os municípios para os quais foram indicados, como por exemplo, os deputados estaduais Pedro Augusto Palareti (Mangaratiba) e Fábio Silva (Seropédica).

Justiça bloqueia bens de Evandro Capixaba

Evandro Capixaba está preso desde abril Além do ex-prefeito de Mangaratiba decisão atinge outros cinco réus, pessoas físicas e empresas

O ex-prefeito de Mangaratiba, Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, teve ontem os bens bloqueados pela Justiça. A decisão, tomada pelo juiz Marcelo Borges Barbosa, da Vara Única da cidade, engloba outros 35 réus, inclusive empresas. Além da indisponibilidade dos bens todos tiveram o sigilo bancário quebrado. Eles são acusados de improbidade administrativa e o magistrado também determinou a suspensão dos contratos firmados entre a Prefeitura e as empresas MD Mattos, Vimatécnica Comércio e Serviços, LU Souza Representações, VM Villar, D-Trade e Proll Comércio e Serviço.

Mangaratiba já comprometeu R$ 25 milhões sem licitação

O prefeito Ruy Quintanilha cancelou várias licitações e fez contratos emergenciais Gestão nova suspendeu licitações, mandou ver nas emergências e assinou aditivos de mais de R$ 22 milhões

Há exatos cinco meses e sete dias no cargo (tomou posse do dia 17 de abril), o prefeito de Mangaratiba, Ruy Quintanilha, já firmou sete contratos sem licitação e assinou termo aditivo no valor de mais de R$ 21 milhões com uma empresa de limpeza pública denunciada ao Ministério Público por suposto superfaturamento na prestação dos serviços de coleta de lixo e varrição. Ao todo os atos administrativos assinados pelo novo administrador da cidade representam gastos totais de R$ 25.883.922,43, sendo R$ 1.630.737,30 no setor de Saúde, R$ 1.410.496,90 na Educação e R$ 1.295.640,90 na Secretaria de Serviços Públicos, com aditivo em contrato para locação de máquinas e caminhões. Ruy era vice do ex-prefeito Evandro Capixaba (que está preso por fraudes em licitação, formação de quadrilha e ameaça) e comandou a Saúde no município, onde, de acordo com uma auditoria da Secretaria Estadual de Saúde, medicamentos e equipamentos hospitalares teriam sido comprados com até 9.000% de sobrepreço.

Procura-se mais uma empresa contratada em Meriti

A GM não é conhecida em nenhum dos endereços citados: ruas Marechal Floriano Peixoto e Fagundes Varela, no bairro Nova Cidade, em Nilópolis Em 2012, ao concorrer a uma vaga de vereador no município de Nilópolis, na Baixada Fluminense, Jorge Luiz Pacheco Eloy não declarou à Justiça Eleitoral a posse de qualquer bem ou participação societária em empresas, mas firmou com a Prefeitura de São João de Meriti, no dia 7 de julho de 2013, o Contrato nº 60/2013, no valor de R$ 7.434.024,00, para locação de tratores, retro-escavadeiras e caminhões caçamba, equipamentos caros que, considerando a situação sugerida pela não declaração de bens, Jorge Eloy, nome usado por ele na campanha, não teria condições de comprar. Além disso, a empresa GM Fonseca (pela qual ele assinou como representante) aparece com dois endereços, um no registro junto à Receita Federal e outro divulgado em sites de buscas de empresas, nos quais está cadastrada como mercearia, mas não foi encontrada em nenhum dos dois.

De acordo com o cadastro no Ministério da Fazenda, a GM Fonseca 6768 Comércio e Distribuidora é uma empresa de transportes de cargas e estaria localizada no número 302 da Rua Marechal Floriano Peixoto, no bairro Nova Cidade, em Nilópolis, mas na edificação existente nesse número tem uma pequena loja não identificada e uma farmácia, enquanto no outro endereço (Rua Fagundes Varela, 541, mesmo bairro), no trecho correspondente à numeração existem apenas residências.

Licitação esquisita em São João de Meriti

A Prefeitura informou que o ponto biométrico gerou economia na folha de pagamento, principalmente no setor de saúde Empresa recém-criada participa sozinha de concorrência e ganha contrato de quase R$ 3 milhões

Com processos licitatórios e contratos sob investigação, alguns firmados com empresas denunciadas por supostas fraudes no município de Mangaratiba, a Prefeitura de São João de Meriti precisa explicar agora a locação de equipamentos para instalação de um sistema de ponto eletrônico por biometria, no valor global de R$ 2.976.405,30, definida em pregão do qual participou uma única empresa, a LH Plus Comércio e Serviços de Comunicação, que foi aberta no dia 10 de novembro do ano passado e não tem nenhuma experiência no mercado nesse tipo de sistema.

Contratos esquisitos em São João de Meriti

A loja que seria a sede da empresa Redações está fechada há meses e o imóvel 1.283 da Rua Professor Darcy Ribeiro é uma residência que na Receita Federal consta como sede do PDT de Tanguá A Prefeitura comprou mais de R$ 2 milhões em materiais gráficos com quatro empresas diferentes e duas delas não funcionam nos locais mencionados nos contratos. Uma das fornecedoras dá como sede endereço que na Receita Federal consta como sendo do diretório do PDT de Tanguá, mesmo partido do prefeito Sandro Matos e de seu 'irmão', o deputado Marcelo Viviane, o Marcelo Matos

Entre os dias 7 de fevereiro e 27 de março de 2014 a Prefeitura de São João de Meriti firmou cinco contratos para compra de material gráfico com quatro empresas diferentes e pelo menos duas delas não foram encontradas nos endereços que aparecem nos contratos e em seus respectivos cadastros de pessoa jurídica. A loja 3 do número 19 da Rua Valdevino da Silva, no bairro Vila Cortes, em Tanguá, por exemplo, consta como sede da Redações Papeis e Editora (que tem um contrato de R$ 804.250,00), mas está vazia há vários meses e a vizinhança diz nunca ter ouvido falar da empresa por lá. Do outro lado da cidade, no bairro Pinhão, no número 1.283 da Rua Professor Darcy Ribeiro, pelo que está no contrato, funcionaria a HP Publicidade, Papelaria e Editora, contratada por R$ 415.440,00, mas o endereço consta na Receita Federal como sendo da sede do Diretório Municipal do PDT. Na via o que existe mesmo com o nome HP é um haras, mas não há registro, pelo menos por enquanto, de que a administração municipal tenha comprado cavalos.

Depois das fraudes Mangaratiba compra remédio sem licitação

Ruy Quintanilha alega ter rompido com o ex-prefeito Evando Capixaba assim que soube das irregularidades Prefeito que era secretário de Saúde em um governo marcado por escândalo e superfaturamento na aquisição de medicamentos e equipamentos hospitalares, gasta agora mais de R$ 1,6 milhão alegando emergência

A renovação de um contrato de mais de R$ 21 milhões através de termo aditivo não foi a única despesa sem licitação homologada pelo novo prefeito de Mangaratiba, o médico Ruy Quintanilha, que até agosto do ano passado acumulava o cargo de vice-prefeito com o de secretário de Saúde. Alegando emergência, no dia 7 de agosto ele autorizou cinco dispensas de licitação para a compra de remédios, ao custo total de R$ 1.630.737,39. Foram firmados contratos de fornecimento com as empresas Especifarma (R$ 883.829,97), Hause Med (R$ 21 mil), Deenea Distribuidora (R$ 227.494,80), Farmaco (R$ 200.661,53) e Medicon Riofarma (R$ 297.751,09) por um período de três meses. Os atos do novo gestor foram levados a efeito menos de quatro meses após as prisões do prefeito Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba e de dois ex-secretários, por conta de um esquema de corrupção que, segundo o Ministério Público, pode ter causado aos cofres públicos prejuízos no total de R$ 10 milhões.

Mangaratiba renova, sem licitação, contrato de R$ 21 milhões

Evandro Capixaba fez o contrato e o seu sucessor Ruy Quintanilha fez a quarta prorrogação Beneficiada é uma empresa de lixo sucessora da Locanty também investigada pelo Ministério Público

Investigada pelo Ministério Público por denúncias de irregularidades e suspeita de superfaturamento em contrato emergencial firmado com a Prefeitura de Valença, em 2013, a empresa Própria, especializada em coleta de lixo está faturando alto no município de Mangaratiba, onde acabou de ter renovado, sem licitação, um contrato no valor de R$ 21.197.148,24. A renovação se deu em termo aditivo autorizado pelo prefeito Ruy Quintanilha, que assumiu o governo no dia 17 de abril deste ano, após a prisão do prefeito Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, processado por ameaça, fraude em licitação e formação de quadrilha. Em Valença, apesar do mesmo CNPJ, a empresa foi contratada com o nome de Própria Comércio e Serviços, recebendo cerca de R$ 750 mil mensais e, agora denominada Própria Ambiental, vai faturar R$ 1.766.429,02 por mês em Mangaratiba.