Previdência de Mangaratiba tem rombo financeiro

Capixaba reteve as contribuições previdenciárias em 2013 e 2014 Segundo o Tribunal de Contas contribuições deixaram de ser repassadas entre janeiro de 2013 e abril deste ano

As contas de gestão da Prefeitura de Mangaratiba referentes ao exercício do ano passado, sob a responsabilidade do prefeito Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, além de um déficit financeiro de mais de R$ 34 milhões, apresentou déficit previdenciário superior a R$ 2 milhões, o que significa dizer que o governo não repassou integralmente as contribuições dos servidores e as contribuições patronais ao Instituto de Previdência do Município (Previ-Mangaratiba), em 2014.

Mangaratiba faz concurso relâmpago para a Educação

O prefeito Ruy Quintanilha contratou a instituição organizadora sem fazer licitação, apesar de existirem outros órgãos especializados Interessados tiveram apenas 11 dias úteis para inscrição e menos de um mês para se preparem para as provas

O município de Mangaratiba está entrando para a história com o concurso público mais rápido do estado do Rio de Janeiro, senão do Brasil. O edital foi divulgado no dia 28 de outubro, as inscrições foram abertas no dia 29 e encerradas no último domingo (15 de novembro), apenas 11 dias úteis para o interessado conhecer as regras, fazer a inscrição e pagar o boleto bancário. O prazo para preparação também é curto, pois as provas objetivas estão marcadas para os dias 28 e 29 deste mês, assim como foi rápido o trâmite para a escolha da instituição organizadora: embora existam dezenas de órgãos especializados em processos seletivos de ampla concorrência o prefeito Ruy Quintanilha optou por não fazer licitação e escolheu de forma direta, por R$ 1,2 milhão, a Fundação Bio-Rio, que até o final da tarde de hoje não havia divulgado a quantidade de candidatos inscritos e muito menos a média de concorrentes por vaga, como é praxe em todos os certames.

Mangaratiba eterniza contratos com termos aditivos

A Prefeitura já comprometeu, com termos aditivos, cerca de R$ 30 milhões. As compras sem licitação passam de R$ 5 milhões ... e continua fazendo despesas sem licitação, esticando as emergências alegadas para fazer gastos milionários

Com vários processos licitatórios realizados na gestão do prefeito Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, sob suspeita de irregularidades, a Prefeitura de Mangaratiba, agora comandada pelo então vice-prefeito e secretário de Saúde, Ruy Quintanilha, está ampliando contratos antigos através de termos aditivos, inclusive alguns feitos sem licitação. Ruy assinou recentemente a 4ª prorrogação do Contrato nº. 064, firmado em 2011 com a empresa Homega RC Projetos e Serviços Elétricos (R$ 2.579.040,00) e o 3º termo aditivo do Contrato nº 009, feito em 2012, sem licitação, com a Empresa de Saneamento e Energia Renovável do Brasil (R$ 2.609.280,00), comprometendo R$ 5.188.320,00, além dos mais de R$ 21 milhões em uma prorrogação concedida a empresa Própria Ambiental, que sucedeu a Locanty no município.

Varrição cara demais em Itatiaia

A diferença entre os contratos é de mais de R$ 1,7 milhão Sucessora da Locanty abocanhou contrato por quase o dobro do valor global anterior

A crise está feia em Itatiaia, pequeno município do interior fluminense, onde a Prefeitura, para reduzir os custos funciona apenas em meio expediente, mas nada disso impediu que o prefeito Luis Carlos Ferrera Bastos, o Luis Carlos Ypê, optasse por pagar R$ 1,7 milhão a mais pelos serviços de varrição de ruas e pintura de meio fio a uma empresa privada, quando a administração municipal tem mão de obra para isso e material a vontade - cal e vassouras -, o que poderia custar bem menos. Por esses serviços o município vai pagar, até julho de 2016, R$ 3.777.677,52 e o contrato, que antes tinha o valor global de R$ 2.077.278,76, pertencia à empresa Locanty, sucedida em 2013 pela Própria Ambiental, que está sendo investigada pelo Ministério Público Federal por denúncia de superfaturamento em um contrato com a Prefeitura de Valença, que também havia sido firmado antes com a Locanty.

Dinheiro jogado no lixo em Nova Iguaçu

O Ford modelo 1997 está sem licença desde 2013, mas não só circula livremente - apesar do mau estado de conservação - como o seu dono ainda fatura da Prefeitura Prefeitura paga caro pela coleta, mas o serviço pesado é feito por "sucatas" que já deveriam ter sido descartadas há muito tempo, mas circulam livremente pelas ruas da cidade

Um contrato com a empresa Green Life Execução de Projetos Ambientais para a coleta do lixo em Nova Iguaçu (firmado em novembro de 2013), no valor inicial de R$ 18 milhões, beira hoje a casa dos R$ 40 milhões, mas, além do serviço precário, o que mais se vê nas ruas são velhos caminhões caçambas em um vai e vem constante entre o centro da cidade e a Central de Tratamento de Resíduos, localizada no bairro Adrianópolis. Enquanto a empresa fatura, o serviço pesado fica por conta dos ferros velhos ambulantes, montes de ferrugem sobre pneus "carecas", a maior parte com documentação vencida há muito tempo, até porque os veículos não conseguiriam passar pela vistoria do Detran no estado em que estão. As sucatas alugadas pelo município são registradas em nome de particulares e constam como à serviço da Empresa Municipal de Limpeza Urbana (responsável pela contratação e fiscalização do serviço) e da Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni). Quanto elas custam e por que estão circulando quando deveriam ter sido jogadas no lixo, são respostas que a administração municipal precisa dar.

Mangaratiba continua gastando verbas federais sem licitação

Há apenas cinco meses no cargo Ruy Quintanilha já gastou mais de R$ 3,3 milhões da Secretaria Saúde sem abrir processo licitatório Novas "emergências" na Saúde comprometem mais R$ 1,7 milhão

O gasto, sem licitação, de dinheiro repassado pelo governo federal para o setor de Saúde de Mangaratiba aumentou em relação aos contratos emergenciais firmados em julho pelo prefeito Ruy Quintanilha, que naquele mês somaram R$ 1.630.737,39. Em agosto novas compras por dispensa de licitação foram feitas e somaram exatamente R$ 1.765.531,97, em onze contratos, dos quais apenas dois deixam claros o objeto contratado e nove justificam a despesa com "materiais correlatos", sem informar pelo que o município está pagando.

Meriti já tem dois nomes (pré) definidos para 2016

João Ferreira e Marcelo Simão são dados como certos, mas Iranildo Campos está naquela do ser ou não ser candidato a prefeito Pré-candidato do PSD diz que é, mas ninguém acredita que será. Nome do governo só no ano que vêm

Os 13.481 conferidos a ele em São João de Meriti, mais que interar sua eleição a deputado estadual pelo PSD, teria despertado em Iranildo Campos a vontade de disputar a sucessão do prefeito Sandro Matos (PDT) no próximo ano. No partido tem dito que é pré-candidato, mas quem o conhece bem aposta que não. Há até quem diga que ele, no máximo, coordenaria uma candidatura em troca de espaço no futuro governo, já com vistas a uma reeleição em 2018. Já os outros dois deputados da cidade praticamente já colocaram o bloco na rua, mesmo o carnaval estando ainda bem longe: João Ferreira Neto é o nome do PR e Marcelo Simão foi confirmado na última quinta-feira pelo “dono” do PMDB no território fluminense, Jorge Picciani, que resolveu irritar a muita gente, impondo nomes, inclusive políticos sem nenhuma identidade com os municípios para os quais foram indicados, como por exemplo, os deputados estaduais Pedro Augusto Palareti (Mangaratiba) e Fábio Silva (Seropédica).

Justiça bloqueia bens de Evandro Capixaba

Evandro Capixaba está preso desde abril Além do ex-prefeito de Mangaratiba decisão atinge outros cinco réus, pessoas físicas e empresas

O ex-prefeito de Mangaratiba, Evandro Bertino Jorge, o Evandro Capixaba, teve ontem os bens bloqueados pela Justiça. A decisão, tomada pelo juiz Marcelo Borges Barbosa, da Vara Única da cidade, engloba outros 35 réus, inclusive empresas. Além da indisponibilidade dos bens todos tiveram o sigilo bancário quebrado. Eles são acusados de improbidade administrativa e o magistrado também determinou a suspensão dos contratos firmados entre a Prefeitura e as empresas MD Mattos, Vimatécnica Comércio e Serviços, LU Souza Representações, VM Villar, D-Trade e Proll Comércio e Serviço.

Mangaratiba já comprometeu R$ 25 milhões sem licitação

O prefeito Ruy Quintanilha cancelou várias licitações e fez contratos emergenciais Gestão nova suspendeu licitações, mandou ver nas emergências e assinou aditivos de mais de R$ 22 milhões

Há exatos cinco meses e sete dias no cargo (tomou posse do dia 17 de abril), o prefeito de Mangaratiba, Ruy Quintanilha, já firmou sete contratos sem licitação e assinou termo aditivo no valor de mais de R$ 21 milhões com uma empresa de limpeza pública denunciada ao Ministério Público por suposto superfaturamento na prestação dos serviços de coleta de lixo e varrição. Ao todo os atos administrativos assinados pelo novo administrador da cidade representam gastos totais de R$ 25.883.922,43, sendo R$ 1.630.737,30 no setor de Saúde, R$ 1.410.496,90 na Educação e R$ 1.295.640,90 na Secretaria de Serviços Públicos, com aditivo em contrato para locação de máquinas e caminhões. Ruy era vice do ex-prefeito Evandro Capixaba (que está preso por fraudes em licitação, formação de quadrilha e ameaça) e comandou a Saúde no município, onde, de acordo com uma auditoria da Secretaria Estadual de Saúde, medicamentos e equipamentos hospitalares teriam sido comprados com até 9.000% de sobrepreço.

Procura-se mais uma empresa contratada em Meriti

A GM não é conhecida em nenhum dos endereços citados: ruas Marechal Floriano Peixoto e Fagundes Varela, no bairro Nova Cidade, em Nilópolis Em 2012, ao concorrer a uma vaga de vereador no município de Nilópolis, na Baixada Fluminense, Jorge Luiz Pacheco Eloy não declarou à Justiça Eleitoral a posse de qualquer bem ou participação societária em empresas, mas firmou com a Prefeitura de São João de Meriti, no dia 7 de julho de 2013, o Contrato nº 60/2013, no valor de R$ 7.434.024,00, para locação de tratores, retro-escavadeiras e caminhões caçamba, equipamentos caros que, considerando a situação sugerida pela não declaração de bens, Jorge Eloy, nome usado por ele na campanha, não teria condições de comprar. Além disso, a empresa GM Fonseca (pela qual ele assinou como representante) aparece com dois endereços, um no registro junto à Receita Federal e outro divulgado em sites de buscas de empresas, nos quais está cadastrada como mercearia, mas não foi encontrada em nenhum dos dois.

De acordo com o cadastro no Ministério da Fazenda, a GM Fonseca 6768 Comércio e Distribuidora é uma empresa de transportes de cargas e estaria localizada no número 302 da Rua Marechal Floriano Peixoto, no bairro Nova Cidade, em Nilópolis, mas na edificação existente nesse número tem uma pequena loja não identificada e uma farmácia, enquanto no outro endereço (Rua Fagundes Varela, 541, mesmo bairro), no trecho correspondente à numeração existem apenas residências.