Denúncia do Ministério Público diz que ex-prefeito e ex-vereador lideravam grupo armado em Mesquita

Alvo de várias investigações e ações de improbidade administrativa, o ex-prefeito de Mesquita, Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (foto), foi denunciado agora por associação criminosa armada. Ação nesse sentido foi ajuizada pelo Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. Ao todo foram denunciadas 20 pessoas, entre elas o ex-vereador Amaury Trindade da Silva e quatro policiais militares. De acordo com a denúncia, "o grupo armado praticava uma série de crimes" e a finalidade era "obter recursos para manutenção de poder financeiro, bélico e político". O MP citou ainda que os denunciados agiam "como justiceiros".

A ação é resultado de investigação iniciada a partir de informações sobre homicídios, extorsões, crimes de usura, prostituição, exploração de máquinas caça-níquel, rinhas de galo. "Amaury é apontado como autor de diversos homicídios. Ainda assim, o denunciado se mostrou insensível ao império das leis, exalando certeza de sua impunidade quando, mesmo no interior de sede policial, proferiu ameaças a um preso", diz o MP na  denúncia.

Depois de São Gonçalo e Silva Jardim, Operação Apagão chega a Iguaba Grande, com busca e apreensão em casas de prefeita e ex-secretários

Primeiro foi o ex-prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulin, preso em agosto de 2017, depois foi a vez de Anderson Alexandre, de Silva Jardim e agora surge o nome da prefeita de Iguaba Grande, Ana Grasiella Magalhães, denunciada pelo Ministério Público por suposto "esquema de pagamento de propina, arrecadando vantagens ilícitas por meio de pagamentos, para que uma empresa do ramo de iluminação pública vencesse processo licitatório". Coincidentemente a Compillar Entretenimento e Prestadora de Serviços, alvo da Operação Apagão em São Gonçalo e Silva Jardim, foi contratada inicialmente por R$ 1,040 milhão pela Prefeitura de Iguaba. Ontem (19) foi feita uma operação de busca e apreensão em endereços da prefeita, do ex-secretários Mauro Siqueira Gomes, Luis Jeronymo de Mesquita e da presidente da Comissão de Licitação, Valéria Santana Herdy. Valéria, que atuou também nos setores de licitação de Silva Jardim e Saquarema, já foi alvo de investigações anteriores.

A ação de ontem – que contou com apoio de agentes da Polícia Civil – ocorreu no âmbito da Operação Apagão, que teve início em 2017 em São Gonçalo e em, novembro do ano passado, chegou a Silva Jardim, quando o ex-prefeito Wanderson Gimenes, o  Anderson Alexandre; o ex-presidente da Câmara de Vereadores, Roni Luiz Pereira da Silva; Cláudio Renato Rocha da Silva, que ocupava a função de assessor-chefe do gabinete de Anderson e Jorge Luiz Araújo, membro da equipe de apoio e substituto eventual do pregoeiro na Comissão Permanente de Licitação, foram presos.

Caxias lidera o ranking de violência doméstica no início do ano, apontam dados do Tribunal de Justiça

Nos anos 70 e 80 o município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, era apontado com o mais violento da região, com uma média de três homicídios por dia, a maioria atribuída aos grupos de extermínio. Agora os números da violência voltam a ser destaque na cidade, não em mortes naturais, mas em agressões em família. De acordo com dados divulgados pela Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Caxias está em primeiro lugar no ranking da violência doméstica: 1.073 casos em janeiro. O segundo maior número foi registrado na Região da Leopoldina, na Capital, com 936. Depois vem Nova Iguaçu (664 casos), São Gonçalo (620), Jacarepaguá (603), Bangu (526), Barra da Tijuca (500) e Campo Grande (com 454 registros).

De acordo com os números do TJ, o crime de lesão corporal apareceu como o mais recorrente em 2018, com 50.052 casos, seguido de ameaça, caracterizada como violência psicológica (27.739), e injúria, definida juridicamente como violência moral (8.515 casos). A violência doméstica engloba ainda a violência patrimonial, que envolve violação de domicílio, dano e supressão de documentos; e a sexual, como os casos de estupro. O Judiciário fluminense encerrou o ano de 2018 com 135.216 ações de violência doméstica em seu acervo.

Com pacientes demais e dinheiro de menos, direção do Hospital da Posse opera verdadeiros milagres no dia a dia

O ônus é todo da Prefeitura de Nova Iguaçu, mas o bônus é usufruído por mais 14 municípios que não colaboram com um centavo sequer, mas são atendidos da mesma forma, pois é para a única emergência existente no corredor da Rodovia Presidente Dutra que mandam seus doentes e feridos em estado grave. Mais conhecido como Hospital da Posse, o Hospital Geral de Nova Iguaçu precisa, segundo seu diretor, de pelo menos R$ 19 milhões mensais para funcionar a contento, mas está operando com pouco mais da metade disto. "É dinheiro de menos e despesas demais, pois somos a esperança de atendimento para um universo de três milhões de pessoas", diz Joé Setello (foto), diretor 24 horas por dia, inclusive domingos e feriados.

Desde que assumiu o governo – em janeiro de 2017 – que o prefeito Rogério Lisboa vem batendo às portas dos governos federal e estadual em busca do aumento de repasses, pois o hospital é regional, mas a responsabilidade é do município, que tem de tirar dos recursos próprios e do pouco que vem para à rede própria, para cobrir gastos que deveriam ser assumidos integralmente pela União e o Estado ou pelo menos rateado entre os municípios que usam Hospital da Posse para desafogar suas unidades.

Ex-chefe de obras públicas da Prefeitura de Japeri deverá ser declarado vencedor de licitação polêmica em Mesquita

Dono de uma empresa aberta em junho de 2016, um ex-ocupante de cargo comissionado na Prefeitura de Japeri pode ter sido o grande beneficiado com a desclassificação de uma empresa que venceu a licitação para varrer as ruas de Mesquita, cobrando R$ 2 milhões a menos que o valor estimado no edital. É que a firma dele, a WTE Engenharia, ficou em segundo lugar no certame e deverá ser proclamada vencedora de um processo licitatório que poderá render ainda  muito que falar...

De acordo com o que já foi revelado, a empresa Plural Serviços se propôs a cumprir o objeto licitado pela Prefeitura de Mesquita pelo total de R$ 4,6 milhões, mas foi desclassificada, com a Comissão de Licitação alegando que a firma, embora tenha um capital social elevado, declara imposto de renda pelo Simples Nacional, sistema próprio para firmas que faturem até R$ 4,8 milhões anuais. Só que o se o faturamento for maior muda-se o sistema de recolhimento e o valor cobrado pela Plural nesta licitação é menor que o teto do Simples.