Prefeito de Resende estaria “tirando casquinha” de atos da gestão passada, anunciando “paternidade” de pavimentação

Representante de um governo considerado populista e direcionado ao seu marketing pessoal, o prefeito de Resende, Diogo Balieiro Diniz, teria deixado seu nariz crescer demais esta semana. O que provocou reações pra lá de acaloradas no meio político local. É que o governante usou o asfaltamento do bairro Jardim do Sol e da Estrada Surubi-Bulhões para tentar fazer média com a população.  Dizem por lá que se for feito exames de DNA nas obras vão descobrir que são “filhas” do ex-prefeito José Rechuan (foto). O oba-oba do prefeito Diogo  Balieiro, seu exército de ocupantes de cargos comissionados e seus apêndices, foi contestado por diversos internautas e membros da oposição já que, segundo eles, os convênios da pavimentação das duas localidades foram assinados pelo antecessor.

Fruto de um convênio entre a prefeitura de Resende e o governo Federal no final de 2013, o imbróglio envolvendo o asfalto de acesso ao Jardim do Sol em nada se relacionava com a vontade política de Rechuan ou com pirotecnia de Balieiro e companhia nas redes sociais. Neste caso, o problema seria uma questão de jurisdição, já que o trecho pavimentado é uma via marginal à Rodovia Presidente Dutra e, portanto, de competência da União.

Deputado do PPS manteve ‘fantasma’ em seu gabinete quando era vereador em Macaé, denuncia o Ministério Público

Eleito pelo PPS com 31.725 votos, o Welberth Porto de Rezende (foto), pode vir a ser afastado do mandato, caso a Justiça julgue procedente ação de improbidade administrativa ajuizada esta semana contra ele pelo Ministério Público. De acordo com investigação da 3ª Promotoria de Tutela Coletiva (núcleo local), o parlamentar manteve em seu gabinete – quando era vereador em Macaé – uma "servidora fantasma". Flaviane de Souza Gil Franco tinha uma função efetiva na Prefeitura, foi cedida ao gabinete dele, sem, entretanto, atuar em nenhum dos dois setores. Ela trabalhava numa empresa privada, onde dava, segundo foi apurado, expediente normal. Além de Fabiane e do deputado, também é réu na ação Walter Rui Bandeira Junior, que era responsável pelo ponto da "funcionária fantasma".

De acordo com a denúncia, Flaviane foi servidora efetiva do município de Macaé de janeiro de 2012 a 5 de abril de 2016, na função de Assistente de Administração e Logística, ficando lotada Fundação de Esporte e Turismo de Macaé por pouco mais de um ano. Em março de 2013 ela foi cedida ao gabinete do então vereador, onde ficou até ser exonerada pela administração municipal.

Prefeito de Resende leva “puxão de orelha” do Ministério Público para reativar serviço de acolhimento aos moradores de rua

Depois de encontrarem as portas fechadas pela administração do atual prefeito de Resende, Diogo Balieiro Diniz, com o fechamento de uma república de acolhimento, que era mantida pela Prefeitura até o final de 2016, os moradores de rua da cidade do Sul Fluminense vivem um drama, que se torna ainda mais cruel nas noites frias.

Uma denúncia anônima, protocolada junto ao Núcleo de Resende da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva em junho de 2017, no entanto, começou a mudar a sorte desta população, desfavorecida. É que o Ministério Público acolheu a denúncia e abriu um inquérito (100/2017) para apurar se o "chicote" de Balieiro estaria ardendo nas costas desta fatia da população fragilizada.

Cabo Frio: MP ajuíza ação por fraude na locação de máquinas: Promotoria aponta prejuízo de R$ 62 milhões para os cofres públicos

Dois contratos para locação de máquinas e veículos firmados pela Prefeitura de Cabo Frio em 2013 e 2014 teriam causado prejuízo de R$ 62 milhões aos cofres da municipalidade. A essa conclusão chegou o Ministério Público do Rio de Janeiro, que através do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção ajuizou ação por improbidade administrativa contra o ex-prefeito Alair Correa (foto), mais cinco pessoas e as empresas Córrego Rico Transporte e  J.M Terra Construtora, controlada por um mesmo núcleo familiar. O MP aponta fraudes em dois processos licitatórios vencidos pela  Córrego Rico, que contou com a cobertura da J.M, registrada em nome do pai dos dois sócios da vencedora.

A ação é sustentada por investigações feitas a partir de inquérito instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (Núcleo Cabo Frio) em 2016 (confira aqui), que examinou com lupa um contrato no valor de R$ 17.938.800,00 e outro de R$ 27.117.552,00, um total R$ 45.056.352,00, que, com a correção, representa hoje, segundo o Ministério Público, mais de  R$ 62 milhões.

Porto Real: Justiça manda prender irmão de deputado: filho de ex-prefeito é acusado de extorquir o atual em R$ 2 milhões

O Juízo da Vara Única de Porto Real – cidade do interior do estado do Rio de Janeiro – determinou a prisão de Adriano Serfiotis (foto), denunciado pelo Ministério Público por supostamente ter tentado extorquir o prefeito Ailton Marques em R$ 2 milhões, inclusive com o uso de armas. São acusados ainda Halysson Guilber Muri de Freitas, Michael Cardoso Santana e Rodrigo Costa Caldeira, todos com prisão decretada. Além das prisões foi expedido mandados de busca e apreensão nos endereços de Adriano e Rodrigo, visando armas e aparelhos de telefone celular. Adriano – que chegou a ocupar cargo na Prefeitura numa das gestões de seu pai, o ex-prefeito Jorge Serfiotis, é irmão do deputado federal Alexandre Serfiotis. Informações locais dão conta de que Adriano teria sido preso desde no final da tarde de ontem (19).

De acordo com a decisão, os acusados agiram com audácia, destemor e confiança na impunidade e a prisão se justifica para preservar a integridade física da vítima, o prefeito, além do risco de os supostos criminosos se evadirem. Ainda de acordo com a Justiça, Adriano, Halysson, Michael e Rodrigo estariam em posse de armas de fogo com alto poder lesivo

Justiça condena servidores a 17 anos de prisão por desvio de medicamentos de alto custo em farmácia do hospital da UFF

Em ação penal movida pelo Ministério Público Federal (2º Ofício da Procuradoria da República no Município de Niterói), a Justiça Federal condenou os servidores públicos Maria de Fátima Leal Manhães e Valmir Nelson Moreira pelos crimes de peculato (art. 312 CP), inserção de dados falsos no sistema (art. 313-A) e violação do sigilo funcional (325) ao desviar medicamentos de alto custo da farmácia do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), da Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ). Além da perda do cargo público, eles foram condenados a 17 anos de prisão, em regime inicial fechado e multa.

No período de 4 de dezembro de 2009 a 24 de março de 2010, Maria de Fátima e Valmir Nelson – na qualidade, respectivamente, de chefe e subchefe da Farmácia do HUAP – teriam realizado a inserção de dados falsos no Sistema de Controle de Medicamentos (Sistema MV), consistentes em movimentações fictícias dos medicamentos "Basiliximab 20mg", "Ertapenem 1,0g" e "Octreotida 0,5 mg" entre setores diversos daquela unidade de saúde.