Caso Núbia Cozzolino: processos serão restaurados, ela continua em Bangu e advogada foragida teria se entregado à Justiça

O esquema de fraude processual denunciado pelo Ministério Público e que segundo a denúncia teria funcionado entre o início de 2017 e agosto deste ano para favorecer a ex-prefeita Núbia Cozzolino e aliados em processos de improbidade administrativa que tramitam na 1ª Vara Cível de Magé, só serviu mesmo para aumentar a folha corrida, dar ainda mais trabalho ao MP e ampliar condenações. É que as peças serão restauradas, as sentenças já proferidas executadas e novas ações podem estar a caminho, pois ainda existem processos sendo analisados e passando pela lupa pericial...

Núbia Cozzolino e três membros da defesa dela estão presos desde o dia 10 (um em prisão em domiciliar). A pouco surgiu a informação de que a advogada Aidê Raquel da Mata Soares Pacheco – até ontem considerada foragida – teria se entregado à Justiça e estaria na cadeia pública de Benfica, o que ainda não foi confirmado pelo sistema prisional. Esta semana foi emitido novo mandado de prisão contra ela, este sem o Pacheco, sobrenome que Aidê deixou de usar após separação.

Processo de Núbia com páginas extraídas e assinatura falsificada foi manipulado por dois advogados diferentes

A ação de improbidade administrativa 0002429.23.2015.8.19.0029 movida pelo Ministério Público contra a ex-prefeita Núbia Cozzolino foi manipulada por dois advogados diferentes. É o que está na denúncia feita à Justiça, que decretou a prisão preventiva de Núbia e de quatro defensores dela: Michele Macedo Deluca (em prisão domiciliar, por estar grávida), José Marcos Motta Ramos, Bruno Augusto Duarte Lourenço e Aidê Raquel da Mata Soares Pacheco, que teve o mandado de prisão contra ela emitido para cinco endereços, inclusive um de Três Rios e um em Brasília. Nessa ação o valor da causa foi reduzido de R$ 500 mil para 100 mil, segundo a denúncia do MP.

Negada prisão domiciliar a Núbia Cozzolino

Ex-prefeita de Magé foi denunciada por fraude processual

O desembargador Henrique de Andrade Figueira, do Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou neste sábado o pedido de liberdade ou prisão domiciliar feito em favor da ex-prefeita de Magé, Núbia Cozzolino, presa desde a última quarta-feira (10). A defesa de Núbia alegou que ela precisaria de cuidados especiais, por estar acometida de câncer, ser diabética e ter problemas cardíacos. O pedido duplo foi apresentado pelo advogado Felipe Drumont. Núbia foi levada do Fórum de Magé para a Polinter, de lá para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio e, depois, para Bangu. 

Justiça cassa prefeita de Silva Jardim e três vereadores, mas eles ainda podem recorrer, no cargo, à instâncias superiores

A prefeita de Silva Jardim, Maria Dalva Silva do Nascimento, teve o diploma de vice-prefeita cassado pela Justiça, o que a tira do mandato se a sentença for confirmada em instâncias superiores. A decisão foi tomada pela juíza da 63ª Zona Eleitoral, Daniella Correia da Silva, no Processo nº 1-60.2017.6.19.0063, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral proposta pelo Ministério Público. A medida afeta ainda os vereadores Adão Firmino de Souza, Roni Luiz Pereira da Silva e Jazimiel Batista Pimentel, o Miel da Biovert. Também são réus no processo o ex-prefeito Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre, recém-eleito deputado estadual e o ex-vereador Flávio Brito, sentenciados a oito anos de inelegibilidade, prazo que começa a contar das eleições de 2016. Em relação a prefeita e aos dois vereadores foi aplicada ainda a pena de inelegibilidade.

Vice na chapa do prefeito reeleito Wanderson Gimenes Alexandre, Maria Dalva assumiu a Prefeitura em abril deste ano, com a renúncia de Anderson, que deixou o cargo para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.