Vereador de Miracema é preso sob acusação de assalto

Guillerni Ribeiro, o Guigui, foi preso na manhã desta quarta-feira em casa, onde foram encontradas munições de uso restrito Prisão ocorre menos de um mês após o prefeito da cidade ter ajudado a tirar da cadeia o filho do parlamentar, um comerciante investigado por homicídio, tráfico e roubo

Uma operação do Ministério Público, com apoio das polícias Civil e Militar, resultou na prisão do vereador Guillerni Ribeiro de Camargo, o Guigui (MDB), suspeito de ter praticado pelo menos dois assaltos a mão armada. A prisão ocorreu dias após um filho dele, o comerciante , Rafael Xavier de Camargo – que responde a processo por ameaça, desacato e está sendo investigado em inquérito aberto para apurar os crimes de homicídio, tráfico de drogas, roubo e lavagem de dinheiro – ter ganho a liberdade por decisão judicial, em recurso no qual foi apresentada uma declaração do prefeito da cidade,  Clóvis Tostes, atestando que Rafael, que fora preso com duas armas, tem "conduta ilibada". Rafael havia sido detido na operação Sentinela, também realizada pelo MP. O comando regional do MDB vai abrir um processo para expulsar o parlamentar da legenda.

Câmara de Casimiro de Abreu ignora escândalo, operação do MP e engaveta CPI que apuraria denúncia de compra de votos na Casa

Em julho deste ano o município de Casimiro de Abreu foi sacudido com a revelação de um esquema de compra de votos na Câmara Municipal envolvendo o prefeito Paulo Dames e dois vereadores de sua base de sustentação, entre eles o então presidente da Casa, Rafael Jardim (foto). O escândalo veio à tona com a divulgação de áudios feitos pelo vereador Leilson Ribeiro da Silva, o Neném da Barbearia, que gravou conversas com Rafael, seu colega de bancada Bruno Miranda e um empresário que tem contratos com a Prefeitura. Nas conversas foi dito que Neném receberia R$ 100 mil para votar pela reprovação das contas do ex-prefeito Antonio Marcos Lemos, para que este ficasse inelegível. Passados três meses, com votos de cinco nos nove membros da Câmara, foi rejeitada esta semana a proposta de uma comissão de inquérito para apurar as denúncias. Votaram contra a CPI quatro suplentes em exercício de mandato – Carlos Eduardo do Couto Paschoal, Eduardo Costa Miranda, Thiago Magalhães Vieira, Victor Ferreira – e o vereador Alex Neves, genro do prefeito.

As gravações foram entregues ao Ministério Público no dia 13 de julho pelo vereador Neném da Barbearia, que só fez isto depois de uma operação policial na qual os áudios já tinham sido apreendidos na casa de um aliado de Antonio Marcos. A Promotoria ampliou as investigações e acabou descobrindo que o escândalo era muito maior: a tentativa de compra do voto de Neném realmente ele existiu, mas ele estaria agindo sob as ordens de Antonio Marcos, que pretenderia usar as gravações para obrigar os envolvidos a votarem em Neném para presidente da Casa.