A força política que vem do interior

Prefeito de Santo Antonio de Pádua é visto como a maior liderança do Norte e Noroeste

Quem acompanha os fatos no interior do estado do Rio de Janeiro afirma que a eleição do próximo governador vai passar por Santo Antonio de Pádua, uma cidade com cerca de 42 mil habitantes e 33.143 eleitores (dados de maio deste ano), não pela quantidade de votos, mas pelo cacife político de um homem, o prefeito Josias Quintal (foto), que se transformou na maior liderança no Norte e Noroeste Fluminense. Secretário de Segurança no governo de Anthony Garotinho, Quintal entrou para a história como a autoridade que prendeu vários chefões do crime, entre eles os traficantes Fernandinho Beiramar e Elias Maluco. Josias conquistou o primeiro mandato de prefeito em 2012, destronando a família Padilha, que chegou a comandar Pádua e o município de Aperibé.

MP denuncia presidente da Câmara de Silva Jardim por peculato

Vereador fez contrato sem licitação e o serviço, diz a promotoria, não foi prestado

O presidente da Câmara de Vereadores de Silva Jardim, Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre (foto), vai responder pelo crime de peculato. Denúncia nesse sentido foi apresentada à Justiça pelo Ministério Público, através da Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos. Ele é acusado de contratar de forma ilegal o Instituto Nacional Escola Superior de Administração Pública (Inesap), para realizar um concurso público que aconteceria em 2016 e que acabou não sendo realizado. O Inesap foi contratado sem licitação, recebeu R$ 25 mil dos cofres da Casa, cobrou taxas de inscrição nos valores de R$ 65 e R$ 100, mas o processo seletivo acabou cancelado por decisão de Roni, sem a devolução dos valores recebidos aos candidatos.

Operação do MP prende ex-secretários de Magé

Paulo Vaz e André Vinicius são acusados de fraude no posto local do Detran

O ex-chefe de gabinete, ex-secretário de Habitação do município de Magé, Paulo Vaz e o ex-secretário de Turismo e Esporte, André Vinicius Gomes da Silva foram presos na manhã desta quinta-feira (31) durante a operação Asfalto Sujo 2, deflagrada pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão de segurança e inteligência do Ministério Público, com apoio da Polícia Civil. Os dois - que atuaram na Prefeitura na gestão do prefeito Nestor VIdal - são acusados de participação em um esquema de fraude no posto local do Detran, o que teria ocorrido entre 2013 e 2014.  Ao todo foram denunciadas 24 pessoas e, além das prisões preventivas de Paulo e André o juiz Felipe Carvalho Gonçalves da Silva, determinou também a de Alexandre Bento Pinto, que havia sido chefe do posto antes de Paulo Vaz. 

Ex-prefeito de Pádua vai ter que devolver R$ 470 mil

Além de recolher multa civil no mesmo valor. Ele ainda pegou cinco anos de inelegibilidade

O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Santo Antonio de Pádua - cidade do Noroeste do estado do Rio de Janeiro - vai ter que devolver aos cofres da cidade R$ 470 mil e ainda pagar uma multa no mesmo valor. O desembolso de quase R$ 1 milhão foi decidido pelo juiz Rodrigo Rocha de Jesus, em exercício na 2ª Vara da Comarca local, ao julgar o processo 0012861.09.2013.8.19.0050, no qual Luiz Fernando Padilha, o Nando Padilha (foto), foi denunciado pelo Ministério Público por ter contratado, de forma irregular, um escritório de advocacia para prestar serviços que deveriam ter sido executados pelos advogados lotados na Procuradoria do município. Além de reembolsar os cofres da Prefeitura, o ex-prefeito foi condenado a cinco anos de inelegibilidade, pena que vai vencer em agosto de 2022 e que o impede de disputar qualquer eleição até lá.

Exposição Agropecuária de Resende exala cheiro de enxofre

Diogo Balieiro vai ter que explicar mais uma: confirmou a festa e os shows antes de a licitação acontecer Licitação marcada para contratar empresa para “vender” a festa não aconteceu

A grade de shows da 50ª Edição da Exposição Agropecuária de Resende (Exapicor), confirmada ontem (28) pela Prefeitura agradou a muitos, mas exalou também um forte cheiro de enxofre, que para os olfatos mais apurados pode ter saído dos subterrâneos do governo Diogo Balieiro Diniz. O documento confirma a presença da dupla sertaneja Maiara e Maraisa na noite do dia 28 de setembro, o que chegou a ser informado na agenda das cantoras antes mesmo do processo licitatório, no último dia 22. Como o valor da concorrência (R$ 100 mil) era considerado baixo se comparado ao prazo achatado para se captar os recursos do custeio da Exapicor, nenhuma empresa apareceu no Pregão 128/2017, o que na opinião de observadores mais atentos não passou de uma manobra para desestimular a concorrência em benefício de uma empresa pré-definida, supostamente 'conhecedora' dos meandros da festa. O prefeito divulgou um vídeo confirmando a realização do evento de aniversário da cidade, mas não deu detalhes sobre a empresa contratada.

Medo de uma possível delação causa insônia na Baixada

Empresário conhecido como 'fantasma' teria interesses na região

Depois da delação premiada do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado, Jonas Lopes – que afetou empresas de coleta de lixo e fornecimento de alimentação para escolas da rede pública que tem contratos milionários na Baixada Fluminense – uma possível colaboração premiada do empresário Fernando Trabach (foto), o 'fantasma', George Augusto Pereira da Silva, 'dono' da GAP Comércio e Serviços e outras sociedades empresariais, está deixando muita gente 'doente' no estado, inclusive na região, onde ele teria interesses em pelo menos uma cidade, com vistas à terceirização de serviços e fornecimento de mão de obra. 

Concurso esquisito de B.Roxo ainda pode render mais ‘dor de cabeça’

As provas de que seleção aberta pela Câmara realmente aconteceu ainda não apareceram

"Será como o efeito de vários tijolos jogados para o alto caindo sobre cabeças”. Esta é avaliação de quem acompanha de perto a história de um concurso público aberto pela Câmara de Vereadores de Belford Roxo em 2009, quando o hoje prefeito, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), presidia o Poder Legislativo. Inicialmente a proposta era preencher de 76 vagas, mas resultou em 231 nomeações, pois o quantitativo foi ampliado durante a vigência do edital, o que foi visto com suspeição pelo Tribunal de Contas do Estado, que já havia considerado 76 um número "desproporcional para atender à necessidade da Casa". Tanto que pouco depois das convocações 221 servidores foram colocados à disposição da Prefeitura, porque a Câmara não dispunha de espaço para eles trabalharem nem recursos para pagar os salários, ficando o Poder Executivo com uma folha extra de R$ 1,2 milhão por mês.

Uma denúncia sob suspeita em Nova Iguaçu

Alegação de irregularidade em concurso da Câmara teria sido para deixar cargos para nomeações

"Acolho a opinião da Procuradoria e dou por suspenso o concurso público objeto do processo 180/2016, em razão de Inquérito Civil MPR/RJ nº 44/16". Simples assim. Foi com este despacho que o presidente da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu, Rogério Teixeira Júnior, o Juninho do Pneu, suspendeu o resultado final do concurso público realizado no ano passado para preencher 90 vagas em cargos de provimento efetivo, com salários variando entre R$ 904 e R$ 8.640. O ato data de fevereiro e a justificativa foi a abertura de um inquérito pelo Ministério Público para apurar a ocorrência de supostas irregularidades no certame, a partir de uma denúncia anônima. Já se passaram seis meses, não há nenhuma ação judicial determinando a suspensão ou anulação do concurso e até agora os candidatos aprovados não receberam uma informação sequer sobre o caso por parte da Câmara, que tem hoje mais de 300 comissionados.

Denúncia do MP: Câmara de Itaguaí pagava salário a doméstica de vereador

E o Ministério Público quer que valores sejam devolvidos aos cofres públicos

Cumprindo o terceiro mandato de vereador em Itaguaí, Roberto Lúcio Guimarães, o "Robertinho" (foto), foi denunciado ontem à Justiça pelo Ministério Público, através da Subprocuradoria-Geral de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos, por contratar, segundo relata o MP na ação, uma funcionária "fantasma" para o seu gabinete.  Ele é acusado do crime de peculato e poderá - se for condenado - ser obrigado a devolver aos cofres da municipalidade o que a "assessora" teria recebido como salário durante o período em que esteve nomeada.