Empresas de ônibus fazem o que querem e o poder público fica assistindo de braços cruzados
Apontados como generosos financiadores de campanha eleitoral, os empresários do setor de transporte de passageiros são vistos como os donos da Baixada Fluminense, onde prestam o serviço de acordo com suas vontades, fazem o que bem entendem e nada acontece. No município de Nova Iguaçu, por exemplo, onde a situação de nada difere da verificada nas demais cidades da região, o prefeito Nelson Bornier anunciou - em outubro do ano passado - a decisão de “mexer, mudar e acabar com vícios das empresas de ônibus e seus comandantes/empresários”, mas passados dez meses desse discurso, a bagunça permanece. Não se mexeu em nada e os interesses dos “donos” da cidade continuam intocáveis.