Pastor vereador é acusado de liderar esquema criminoso em Petrópolis

Denúncia diz que ele exigia que assessores fizessem empréstimos na Caixa Econômica Federal e, segundo o Ministério Público, ficava com o valor liberado e parte dos salários dos nomeados

Apontado como cabeça de um esquema criminoso que teria rendido a ele mais de R$ 600 mil, um vereador de Petrópolis, município da Região Serrana, vai responder pelos crimes de concussão (exigir vantagem em razão da função que exerce) e peculato (desvio de dinheiro público).  Sebastião da Silva, o Pastor Sebastião (foto) foi denunciado à Justiça pela Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos, junto com outros dois pastores, uma advogada e dois colaboradores. Reeleito para um segundo mandato pelo PSC, o líder religioso chegou a ser afastado da Câmara Municipal no mês passado e em novembro de 2016 um filho dele - André Filipe Assis da Silva - foi indiciado por tráfico de drogas, depois que a Polícia Civil encontrou cerca de três quilos de cocaína em sua residência.

Segurança vai garantir tapetes de sal em Cabo Frio

Tradição de décadas, o evento estava ameaçado de não acontecer por causa do vandalismo verificado durante a celebração do ano passado

Quem estiver visitando a cidade de Cabo Frio nesta quinta-feira vai poder admirar a arte feita em sal, uma tradicional comemoração pelo Dia de Corpus Christi, que por pouco não aconteceria este ano. É que em 2016 vândalos pisotearam os tapetes e jogaram tinta sobre as pessoas que os confeccionavam os tapetes. As comemorações deste ano terão segurança reforçada, com a integração da Polícia Militar com a Guarda Municipal.  Para definir o esquema de segurança o padre da Paróquia Nossa Senhora da Assunção, padre Marcelo Chelles se reuniu com o comandante da GM, Armando Palheiros, que ofereceu o apoio necessário. “O vandalismo traz medo e insegurança. Além da destruição, isso assusta as pessoas. Só queremos celebrar a nossa fé”, diz o religioso.

Ex-prefeito de Três Rios está preso em Brasília

Celso Jacob foi condenado por fraude em licitação e falsificação de documento

Está preso desde a noite de ontem (6) o suplente de deputado federal em exercício de mandato, Celso Jacob (foto). Ele teve condenação confirmada pelo Supremo Tribunal Federal no dia 13 de maio, bem como a suspensão dos seus direitos políticos. Jacob foi detido por agentes da Polícia Federal ao desembarcar em Brasília. Celso é considerado culpado pelos crimes de dispensa indevida de licitação e falsificação de documento público. Isso ocorreu em 2002 no município de Três Rios, onde ele cumpriu dois mandatos sucessivos de prefeito. O último recurso impetrado pela defesa de Jacob foi rejeitado pelo STF no dia 23, quando a corte determinou a imediata execução da pena de 7 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto (que permite o trabalho fora da cadeia durante o dia).

Empresa investigada faturou mais de R$ 20 milhões em Caxias

Masan tem contrato para fornecer merenda escolar em vários municípios

Maior fornecedora de alimentos prontos para presídios e escolas do estado do Rio de Janeiro, já tendo recebido mais de R$ 5 bilhões dos cofres públicos fluminenses nos últimos cinco anos, a Masan Serviços Especializados vem faturando alto no município de Duque de Caxias desde 2013, com recebimentos no total de mais de R$ 20 milhões. Só este ano a Prefeitura já pagou a empresa R$ 5.014,647,56, total autorizado no período pelo prefeito Washington Reis (foto) e pelo menos mais R$ 5 milhões deverão ser quitados até o final do ano letivo, já que a empresa é responsável pelo fornecimento de merenda escolar aos alunos da rede municipal de ensino, serviço para qual venceu um processo licitatório.

Empresa contratada sem licitação para fornecer merenda em Araruama usou uma certidão negativa de débitos no mínimo suspeita

Uma certidão negativa de débitos fiscais usada pela empresa Comercial Castanho para ser contratada emergencialmente para fornecer gêneros alimentícios à Secretaria de Educação pode virar caso de polícia em Araruama. O documento está sendo questionado pela própria Prefeitura, que instaurou procedimento interno visando apurar como um nada consta que só foi requerido no dia 4 de janeiro pudesse ser emitido dois dias antes, sem contar que na data emissão a sede do governo estava fechada e não houve atendimento ao público. A ação suspeita foi descoberta na última quinta-feira, quando o processo administrativo que gerou a Dispensa de Licitação nº 14/2017, no valor de R$ 1.414.610,31, homologada no dia 3 de fevereiro foi conferido.

Pelo que foi verificado até agora, a certidão – que foi assinada pelo oficial administrativo Dagmar Martins Vieira – tem validade até 1º de julho deste ano e consta mesmo como emitida no dia 2 de janeiro, dentro do referido Processo Administrativo 366/2017, que só foi aberto no dia 4, conforme provam documentos que estão sendo analisados na investigação, que já apurou também que havia débito pendente até o dia 17 de janeiro, referente ao exercício de 2016, o que complica ainda mais situação.

Prefeito poderá ter de devolver salários pagos a falso médico

Prefeitura contratou cardiologista que nunca estudou medicina

Lotado como especialista em cardiologia em duas unidades da rede Saúde de Seropédica, o falso médico Thiago Ribas foi desmascarado, não pela administração municipal, mas pela desconfiança de servidores e de uma paciente, que chegou a filmar uma consulta para embasar a denúncia feita por funcionários. Thiago foi nomeado no início do ano pelo prefeito Anabal de Souza (foto), que agora, junto com o secretário de Saúde Ângelo D'Alessandro Emerick, terá de explicar o critério usado nas contratações temporárias. O caso foi registrado na 48ª Delegacia de Polícia e deverá ser acompanhado pelo Ministério Público. Está sendo apurado quantos meses Ribas trabalhou e quanto ele recebeu de salário, podendo o prefeito ser obrigado a ressarcir os cofres públicos.

Com impunidade garantida pelo MPF homem que ferrou o Brasil leva vida de rei em Nova York enquanto o país perde R$ 170 bilhões

Joesley Batista deixou o Brasil 12 horas após prestar depoimento na PGR, onde desmentiu alguma das bravatas contadas ao presidente. Embarcou num Gulfstream 550 particular avaliado em R$ 208 milhões e foi morar em seu dúplex de US$ 38 milhões na Quinta Avenida, em Nova Iork Só para a quebrada previdência social brasileira a JBS do empresário Joesley Batista (foto) deve R$ 2,3 milhões, sem contar o crédito de R$ 12,8 bilhões conseguido na moleza junto ao BNDES durante as duas gestões do presidente Lula. O governo brasileiro dificilmente vai ser ressarcido, mas nada disso foi levado em consideração pelo Ministério Público Federal na hora de garantir salvo conduto a Joesley - para que ele saísse do país - e, de quebra, lhe assegurar impunidade total, já que Batista não será processado por qualquer crime. O acordo de delação premiada que foi homologado a toque de caixa pelo ministro Edson Fachin (que em 2015 recebeu ajuda de gente da JBS para conseguir no Senado a sua nomeação para o MPF), segundo analistas econômicos, pode levar o país a perder R$ 170 milhões em investimentos em curto prazo, mas Batista não sofrerá nem um pouco com isso. Está morando num dúplex pelo qual pagou US$ 38 milhões, enquanto milhões de brasileiros não tem nem como quitar o aluguel dos conjugados em que vivem.

O ministro Gilmar Mendes criticou a forma com que o MPF conduziu o acordo e pediu que a delação fosse submetida ao plenário do STF, com o que o procurador geral da República, Rodrigo Janot não concorda. Em qualquer pais onde as leis realmente tem valor a delação de Joesley seria anulada, o que se acontecesse por essas bandas levaria o empresário a acertar as contas com a Justiça, coisa que todos os brasileiros gostariam que realmente acontecesse, afinal, além do perdão total ao empresário, saltam aos olhos as situações nebulosas que antecederam a divulgação do acordo da impunidade.

PGR nega ter incluído conversa de jornalista em inquérito

Reinaldo Azevedo chegou a pedir demissão da Veja por causa disso

Em nota oficial a Procuradoria-Geral da República (PGR) negou que tivesse anexado ao inquérito sobre o senador Aécio Neves uma conversa entre o jornalista Reinaldo Azevedo (foto) e uma fonte, nesse caso irmã do político, Andrea Neves, presa na semana passada, no processo em que ela é investigada por corrupção. O vazamento levou o jornalista, que escrevia também para a revista Veja, a pedir rescisão do seu contrato. A inclusão da conversa, se tiver mesmo acontecido, viola a garantia constitucional dos jornalistas ao sigilo de suas fontes e fere também a lei que assegura interceptações telefônicas durante as investigações. A lei determina o descarte das provas derivadas de grampos que não tenham utilidade para o processo.

Irresponsabilidade compromete processo legal

Aonde o procurador geral da República pretende ir? Essa pergunta precisa ser feita por cada brasileiro para chegarmos, nós mesmos, a uma conclusão, já que Rodrigo Janot (foto) e seus meninos prodígios não responderão jamais. Quando, sem prova alguma, acusa o presidente Michel Temer de tentar obstruir a justiça e de comprar o silêncio de um condenado, o MPF está desconstruindo tudo aquilo que o estado democrático de direito construiu. Não estou falando isso por achar que Temer não deva ser investigado ou por pretender defendê-lo, mas por entender que os nobres doutores da lei perderam a mão há muito tempo, empolgados que estão com os aplausos de quem entendeu bulhufas do espetáculo, mas bate palmas mesmo assim.

O faço porque Janot e seus garotos já derraparam feio em situações anteriores e agora cometeram um erro absurdo que ninguém cometeria se não tivesse outras intenções: aceitou como prova uma gravação clandestina e ainda por cima manipulada, com pelo menos 50 cortes, quando - qualquer cidadão atento às leis sabe - deveria descartar a “prova” por ser ela ilegal e submetê-la a uma análise técnica para que a autenticidade pudesse ser assegurada. Não se fez nada disso. Vazou-se a gravação, fez-se um alarido danado, com tudo ocorrendo como Janot e os seus planejaram para colocarem fogo no país e levarem a esquerda às ruas pela antecipação da eleição para presidente.  Sabem para que? Conduzir a o PT ao poder novamente. Ou vocês acham que o pessoal do PT, PCdoB, Rede e Psol está querendo eleger quem?

Folha de São Paulo denuncia que gravação de Joesley foi editada

Em matéria postada às 21h53 desta sexta-feira o jornal Folha de São Paulo revela que perito encontrou 50 cortes nos áudios divulgados pelo Ministério Público Federal. Leia o texto na íntegra

Uma perícia contratada pela Folha concluiu que a gravação da conversa entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer sofreu mais de 50 edições. O laudo foi feito por Ricardo Caires dos Santos, perito judicial pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Segundo ele, o áudio divulgado pela Procuradoria-Geral da República tem indícios claros de manipulação, mas "não dá para falar com que propósito". Afirma ainda que a gravação divulgada tem "vícios, processualmente falando", o que a invalidaria como prova jurídica. "É como um documento impresso que tem uma rasura ou uma parte adulterada. O conjunto pode até fazer sentido, mas ele facilmente seria rejeitado como prova", disse Santos.