Prefeitura de Guapimirim não assume “gato” no sistema elétrico: prefeito admite dívida, mas diz que irregularidades nas ligações são antigas

Com o fornecimento de energia elétrica interrompido na semana passada por falta de pagamento, a Prefeitura de Guapimirim admite uma dívida acumulada em cerca de R$ 4 milhões com a concessionária Enel. O que a administração municipal não assume é a responsabilidade sobre uma ligação clandestina encontrada na sede do governo.

O "gato" – que inclusive causou a prisão em flagrante de um funcionário apontado como administrador do prédio – foi descoberto por técnicos da empresa responsável pela distribuição de eletricidade na região, que acabaram acionando a polícia.

Justiça manda prender representantes de organização social acusados de desvio mais de R$ 9 milhões dos cofres públicos

O Hospital Estadual Alberto Torres é uma das unidades sob gestão do Instituto Lagos Rio Agentes do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro realizaram nesta quinta-feira (25) a Operação Apagão, para cumprir sete mandados de prisão e 14 de busca e apreensão contra 12 denunciados por organização criminosa envolvendo o Instituto dos Lagos Rio, OS que teve empenhos a seu favor no total de cerca de R$ 650 milhões entre 2012 e 2019. A organização social foi contratada pelo governo estadual para administrar várias unidades de saúde. Foram cumpridos mandados no Rio, Petrópolis, Itaboraí e até em São Paulo. De acordo com o que apurado pelo MP, o ILR forjou documentos para atestar sua capacitação técnica.

As investigações apontaram que o desvio do dinheiro público "se dava com o pagamento de valores superfaturados em favor de sociedades empresárias, sob o pretexto da aquisição de produtos ou terceirização de serviços necessários ao atendimento das UPAs e hospitais administrados pelo Instituto Lagos Rio". Ainda de acordo com as investigações,  com o  pagamento superfaturado era realizado, "o repasse dos valores excedentes era feito aos dirigentes da organização criminosa ou para terceiros indicados por eles".

Ex-advogado do empresário Mário Peixoto é exonerado em edição extra do DO: Lucas Tristão perde secretaria e a pose

Visto como braço direito do governador do Rio, Wilson Witzel, o advogado capixaba Lucas Tristão (foto) perdeu o cargo de Secretário de Desenvolvimento Econômico. Ele foi exonerado nesta quarta-feira (3), em ato publicado numa edição extra do diário oficial. A aposta nos corredores do poder é de que os próximos a serem exonerados deverão ser Leonardo Rodrigues e Felipe Bornier, titulares das secretarias de Indústria e Comércio e Esporte.

Tristão foi advogado do empresário Mário Peixoto, preso na Operação Favorito, realizada no mês passado pela Polícia Federal, com quem almoçou no domingo de páscoa, segundo ele próprio admitiu.

Com porta aberta no município por Mario Peixoto, cooperativas receberam cerca de R$ 400 milhões em Mesquita até 2016

Na gestão de Gelsinho as cooperativas faturaram altos, mas tem trabalhador que até hoje não recebeu os direitos trabalhistas Os meses de novembro e dezembro de 2016 foram marcados por protestos e revolta em Mesquita por conta de calote aplicado a trabalhadores contratados através de cooperativas para prestarem serviços à Prefeitura, o que não deveria acontecer, pois instituições como Multiprof, Captar Cooper, Coopsege e Renacoop receberam cerca de R$ 300 milhões durante a gestão do prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro.

Três das quatro instituições foram citadas no inquérito que resultou na prisão do empresário Mario Peixoto, na Operação Favorito realizada pela Polícia Federal na última quinta-feira (14). A Multiprof e Captar por serem dirigidas por homens de confiança dele e a Renacoop, citada por emitir nota fiscal para uma firma do esquema de Peixoto e aparecer como mutuaria da Atrio-Rio, empresa apontada como braço forte do que a Polícia Federal classificou de "organização criminosa".

Prisão de Mario Peixoto derruba mais um: secretário de Saúde do Rio é exonerado e outras demissões podem estar a caminho do diário oficial

● Elizeu Pires

Alegando desgaste com as denúncias de irregularidades e corrupção nas compras emergenciais e contratação de serviços através de sua pasta, Edmar Santos (foto), vinha dizendo que deixaria o cargo nos próximos dias "por vontade própria", mas a saída foi rápida e não a pedido. O secretário estadual de Saúde foi exonerado neste domingo (17) pelo governador Wilson Witzel, ele próprio em situação delicada, "na gangorra", como diriam os mais antigos.

Cuspindo no prato: com medo de perder mandato por infidelidade partidária, Max Lemos sai atirando contra família Picciani

Max Lemos posava sorridente ao lado de seu padrinho político "O dia do benefício é a véspera da ingratidão". A frase que faz parte da letra da música "Contraste", de Noel Rosa, veio à cabeça de uma influente liderança política do estado do Rio de Janeiro ao tomar conhecimento, agora há pouco, dos argumentos usados pela defesa do deputado estadual Max Lemos na inicial de uma ação de justificação de desfiliação partidária, ajuizada no TRE por um advogado paulista, para tentar evitar perda do mandato do parlamentar por infidelidade partidária. Max, que deixou o MDB para filiar-se ao PSDB, legenda pela qual pretende disputar a Prefeitura de Nova Iguaçu, corre risco de perder a cadeira na Assembleia Legislativa para o primeiro suplente do MDB, Atila Nunes, uma vez que sua saída não teria ocorrido por justa causa como é alegado na representação.

No documento – do qual o elizeupires.com recebeu uma cópia na noite desta sexta-feira (3) – a defesa parte para o ataque, como se Max não tivesse nascido para a vida pública nos braços de Jorge Picciani e do ex-governador Sergio Cabral, que o ajudaram a ser eleito vereador e duas vezes prefeito de Queimados. Quem lê os argumentos apresentados, percebe um  esforço  enorme para descolar Max  dos Picciani, com o hoje deputado estadual parecendo ter esquecido de que não era nada politicamente falando antes de ir trabalhar na Assembleia Legislativa como principal assessor do então todo-poderoso da política fluminense.

Porto Real: possível candidatura de deputado a prefeito pode funcionar como linha auxiliar para o maior adversário do governo

Uma candidatura de Alexandre Serfiotis a prefeito é tudo que o grupo adversário do atual governo gostaria que acontecesse O primeiro prefeito da história de Porto Real – município instalado em janeiro de 1997 com a separação de Resende –, Sergio Bernardelli, está rindo à toa, pois tudo parece estar conspirando favor do sonho de ver a filha governando a cidade, o que ele vem acalentando desde 2012, quando Silvia (Bernardelli) por pouco não derrotou a candidata do governo, a então vice-prefeita Maria Aparecida Rocha, a Cida.

É que o deputado federal Alexandre Serfiotis, por birrinha com o prefeito Ailton Marques, estaria pretendendo entrar na disputa, o que, na visão de quem entende do riscado, acabaria servindo como linha auxiliar para a locomotiva dos Bernardelli passar sem queimar muita lenha. "Nós estamos adorando essa possibilidade e torcemos muito para que o deputado Serfiotis registre mesmo sua candidatura. Assim serão dois candidatos de uma mesma facção disputando os mesmos votos", diz um aliado dos Bernardelli.

Denunciados 15 envolvidos no pagamento de propina a membros do TCE

Ex-secretário da Seap, Astério Pereira dos Santos e Carlson Ruy Ferreira, sócios nas empresas Denjud e JB Alimentação, pagavam 15% dos recebíveis a conselheiros

Astério foi preso na manhã desta quinta-feira no Rio A Força-Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro denunciou 15 pessoas envolvidas em esquema de pagamento de propinas a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) para beneficiarem as empresas Denjud e JB Alimentação em contratos com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). O valor da propina chegava a 15% dos recebíveis pelas empresas. O grupo, que faz parte da organização criminosa comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral, era liderado pelo ex-secretário da Seap, Astério Pereira dos Santos e por seu sócio, Carlson Ruy Ferreira – eles estão entre os denunciados.

Homologada por Edson Fachin, delação de Sergio Cabral pode derrubar casas no STJ e no meio político

Sergio Cabral se comprometeu a devolver R$ 380 milhões O ministro Edson Fachin, reelator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, homologou nesta quinta-feira (6), a delação premiada proposto pelo ex-governador do Rio, Sergio Cabral. O acordo de conteúdo explosivo teve de passar pelo crivo do STF por envolver autoridades com prerrogativa de foro privilegiado, como ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e políticos. A delação foi aceita mesmo contra a vontade da Procuradoria Geral da República.

No acordo está acertado que o ex-governador vai devolver R$ 380 milhões aos cofres públicos, mas ainda não se sabe quais os benefícios ele poderá colher com a colaboração.  Cabral tem 13 condenações, uma soma de 280 anos de prisão.

PF prende promotor acusado de receber propina de esquema dos ônibus

Ele foi preso em Copacabana, no âmbito da Operação Ponto Final

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã de hoje (3), em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, o promotor Flávio Bonazza, acusado de receber propina de esquema no transporte público do Rio. A prisão se deu no âmbito da Operação Ponto Final, um dos desdobramentos da Lava Jato, que buscava desarticular organização criminosa que atuava no setor de transportes urbanos do estado.